O comboio parte por volta das 11h30 e, na estação, os poucos passageiros preparam-se para embarcar num percurso que, para alguns, significa pouco menos que uma viagem de um ponto ao outro, mas para outros é uma viagem no tempo, repleta de memórias, de nostalgia e de emoção.
Devido ao conflito étnico que opôs sérvios e bósnios, entre 1992 e 1995, esta ligação ferroviária esteve cortada durante 18 anos e reabriu recentemente ao público. Um sinal de esperança. Uma nova porta que se abre para um futuro mais risonho para estes dois povos mas também uma porta que se fecha e que, simbolicamente, encerra um passado recente caracterizado pela luta armada entre povos que um dia fizeram parte do mesmo pais.
Na viagem de hoje, dos cerca de 20 passageiros, encontra-se uma mescla de sérvios, croatas, bósnios, num outro sinal de que afinal a convivência é hoje um dado adquirido.
Entre uma soneca, palavras cruzadas, a leitura de um livro, conversas entre estranhos, uma sandes na carruagem bar-restaurante, ou simplesmente apreciando a paisagem, esta viagem chega ao destino final, Belgrado, capital da Sérvia, 8 horas depois, onde, mais uma vez, este meio de transporte prova que ainda é no século XXI, um local de encontro onde pessoas de diferentes esferas se relacionam e onde a troca interpessoal de histórias, sem intermediários e sem complexos, ainda impera, principalmente, numa era onde as redes sociais online se começam a impor ao normal contacto cara a cara.
Parabéns a todos os membros da United Photo Press, pelo dia Mundial da Fotografia...
Nomundo completamente imagético como é o nosso hoje, a fotografia está presente em todos os momentos. Seja de câmeras comuns, digitais, de celulares, a imagem se tornou um elemento central nesse mundo midiatizado.
Mas se hoje a fotografia tem esse lugar de destaque, podendo ser alterada, transformada e manipulada, muito se deve aos inventores deste conceito.
Dois franceses merecem destaque nessa descoberta: Joseph Nicéphore Niépce e Jean Jacques Mandé Daguerre. Niépce foi o precursor, unindo elementos da química e da física, criou a héliographie em 1926. Nesse invento ele aliou o princípio da câmarao bscura, empregada pelos artistas desde o século XVI, à característicafotossensível dos sais de prata. Após a morte de Niépce, Daguerre aperfeiçoou o invento, rebatizando-o como daguerreótipo. [Cartier-Bresson] Por essa época um francês radicado no Brasil, Hércules Florence, desenvolvia também experimentos que levariam ao mesmo resultado. Mas o advento da fotografia foi anunciado ao mundo oficialmente, em Paris, na Academia de Ciências da França, consagrando o Daguerreótipo, em 19 de agosto 1839. De lá pra cá a fotografia evoluiu muito e foi a grande responsável por apresentar o mundo à humanidade. Mesmo com o surgimento de outras formas de exibição de imagens (cinema, televisão, computador) a fotografia continua sendo a única "capaz de captar a alma humana". Ou, como diria Henri Cartier-Bresson, um dos maiores fotógrafos de todos os tempos "fotografar é captar o momento decisivo".
Fotografia é uma técnica de gravação por meios mecânicos e químicos ou digitais, de uma imagem numa camada de material sensível à exposição luminosa, designada como o seu suporte.
A palavra deriva das palavras gregas ÆÉ [fós] ("luz"), e ³Á±Æ¹Â [grafis] ("estilo", "pincel") ou ³Á±Æ· grafê, significando "desenhar com luz" ou "representação por meio de linhas", "desenhar".
Essência da fotografia
A discussão sobre o uso da Fotografia é precedido pela tentativa de compreender sua imagem, o que ocorre desde seu desenvolvimento por diversos fotógrafos ao longo do século XIX (como afirma Geoffrey Batchen). Seu caráter artístico evidente constitui um entrave a seu uso pelas ciências sociais, enquanto seu caráter científico a tornou uma espécie de subalterna no campo da arte, características que parecem se reverter na segunda metade do século vinte, na medida em que o estudo desse meio se aprofundou, as ciências sociais se abriram para a impossibilidade de completa objetividade, e o campo da arte passou a lidar fortemente com a idéia, em oposição a uma ênfase na forma artística.
Os estudos históricos sobre a Foto iniciam por volta de cem anos após sua invenção. Já os estudos teóricos sobre a Fotografia parecem iniciar no pós-guerra, e a principal teoria usada para caracterizar a Fotografia advém do campo da semiótica, ou seja, declina da Semiologia de Saussure.
Numa leitura estrita da obra de Charles Sanders Peirce, definidora do campo da semiótica, a Fotografia se definiria a partir das três categorias de signo, que existem numa ordem de importância e dependência umas das outras : o ícone, que é uma representação qualitativa de um objeto - por exemplo, por analogia (é o caso da imagem fotográfica), o índice, que caracteriza um signo que refere-se ao significante pela causalidade ou pela contiguidade (às vezes diferenciado como índex, como na leitura de Umberto Eco), e o símbolo, cuja relação com o significante é arbitrária e definida por uma convenção (é o caso de uma bandeira de um país, por exemplo).
Ora, os estudos iniciais da Fotografia, bem como os artistas ao longo do século XIX E XX se preocupavam com o problema da iconicidade da Fotografia, isto é, o potencial de sua imagem e o caráter de seu realismo. O primeiro sinal de problematização dessa modalidade de discurso está na obra de Walter Benjamin, cujo texto "A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica", revela uma preocupação com a modificação da recepção da Fotografia e do cinema em relação aos meios tradicionais da arte, estudo pioneiro e extremamente influente que leva instâncias inéditas, como o problema da aura (o que a diferencia da arte clássica) bem como o da multiplicação maçiça da imagem.
É na obra de Roland Barthes que vemos um segundo momento da tentativa de tratar da Fotografia como meio. A obra de Barthes passa pela construção do estruturalismo, e sua leitura da obra de Peirce. Mas o universo de Barthes não se resume ao universo do signo: seu grande livro sobre Fotografia, "Câmera Clara", possui um ponto de vista fenomenológico (que refere a Foto ao noema, conceito da fenomenologia de Husserl), bem como utiliza elementos da psicanálise lacaniana. Ao longo da obra de Barthes, a Foto é lida numa chave dialógica característica do estruturalismo, implicando a criação de conceitos tais como conotação e denotação, ou ainda obtuso e o óbvio, até o desenvolvimento do par studium/punctum, que não são mais pólos entre os quais a Fotografia existe, mas estados da Fotografia: como studium, a Fotografia se exibe como objeto indiferente de estudo, enquanto a expressão punctum define a instauração de um fenômeno no qual sujeito e foto se afetam.
Um dos legados da leitura de Barthes sobre a fotografia é a percepção da importância do conceito de "indice", que é desenvolvido posteriormente nas obras de Rosalind Krauss (em "O Fotográfico", e em "A originalidade da Vanguarda"), de Jean-Marie Schaeffer ("A imagem precária"), e Philippe Dubois ("O Ato Fotográfico"). Tal relação não apenas tem sido utilizada no campo da arte, como indica Krauss, mas vem permitindo o uso da Fotografia de modo crescente nas ciências sociais.
Dispositivos formadores de imagem
A Fotografia se estabiliza como processo industrial no século XX articulando uma câmera ou câmara escura, como dispositivo formador da imagem e um modo de gravação da imagem luminosa – uma superfície fotossensível, que pode ser filme fotográfico, o papel fotográfico ou, no caso da fotografia digital, um sensor digital CCD/CMOS que transforma a luz em um mapa de impulsos elétricos, que serão armazenados como informação em um cartão digital de armazenamento. Nesse processo fica evidente a relação entre a Fotografia e seus processos análogos. Por exemplo, a fotocópia ou máquina xerográfica, forma imagens permanentes mas usa a transferência de cargas elétricas estáticas no lugar do filme fotográfico, disso provém o termo eletrofotografia. Na raiografia, divulgada por Man Ray em 1922 imagens são produzidas pelas sombras de objetos no papel fotográfico, sem o uso de câmera. E podem-se colocar objetos diretamente do digitalizador (scanner) para produzir figuras electronicamente.
Fotógrafos controlam a câmera ao expor o material fotosensível (filme ou ) à luz, o que se altera qualitativa e quantitativamente segundo as possibilidades de cada aparelho. Os controles são geralmente inter-relacionados, por exemplo, a exposição varia segundo a abertura (que determina a quantidade de luz) multiplicado pela velocidade do Obturador (que determina um tempo de exposição), o que varia o tom da foto, a profundidade de campo fotográfico e o grau de corte temporal do modelo fotografado. Diferentes distâncias focais das lentes permitem variar a conformação da profundidade da iagem, bem como seu ângulo.
Os controles das câmeras podem incluir:
Foco
Abertura das lentes
Tempo de exposição (ou velocidade de abertura do obturador)
Distância focal das objetivas fixas : (tele-objetiva, normal ou grande-angular), ou variáveis (zoom)
Sensibilidade do filme
Fotômetro
Usos da fotografia
A fotografia pode ser classificada como tecnologia de confecção de imagens e atrai o interesse de cientistas e artistas desde o seu começo. Os cientistas usaram sua capacidade para fazer gravações precisas, como Eadweard Muybridge em seu estudo da locomoção humana e animal (1887). Artistas igualmente se interessaram por este aspecto, e também tentaram explorar outros caminhos além da representação fotomecânica da realidade, como o movimento pictural. As forças armadas, a polícia e forças de segurança usam a fotografia para vigilância, identificação e armazenamento de dados. Fotografias aéreas eram utilizadas para levantamento do uso da terra e planejamento de uma determinada região.
História da fotografia
A primeira fotografia reconhecida é uma imagem produzida em 1826 pelo francês Joseph Nicéphore Niépce, numa placa de estanho coberta com um derivado de petróleo fotossensível chamado Betume da Judéia. Foi produzida com uma câmera, sendo exigidas cerca de oito horas de exposição à luz solar. Em 1835 Daguerre desenvolveu um processo usando prata numa placa de cobre denominado daguerreotipo. Apesar dos diversos pesquisadores que desenvolvem ao longo do século XIX a Fotografia, como indica o historiador Geoffrey Batchen em seu livro Burning with Desire, considera-se que a data de invenção da Fotografia é a data de apresentação do processo de Daguerre à Assembleia Nacional Francesa, em 7 de Janeiro de 1839.
Imagem da primeira fotografia permanente do mundo
feita por Nicéphore Niépce, em 1825.
Quase simultaneamente, William Fox Talbot desenvolveu um diferente processo denominado calotipo, usando folhas de papel cobertas com cloreto de prata. Este processo é muito parecido com o processo fotográfico em uso hoje, pois também produz um negativo que pode ser reutilizado para produzir várias imagens positivas. Hippolyte Bayard também desenvolveu um método de fotografia, mas demorou para anunciar e não foi mais reconhecido como seu inventor. No Brasil, o francês radicado em Campinas-SP Hercule Florence conseguiu resultados superiores aos de Daguerre, pois desenvolveu negativos, mas apesar das tentativas de disseminação do seu invento, ao qual denominou "fotografia" - foi o legítimo inventor da palavra - não obteve reconhecimento à época. Sua vida e obra só foram devidamente resgatadas em 1980 por Boris Kossoy. O daguerreotipo tornou-se mais popular pois atendeu à demanda por retratos exigida da classe média durante a Revolução Industrial. Esta demanda, que não podia ser suprida em volume nem em custo pela pintura a óleo, deve ter dado o impulso para o desenvolvimento da fotografia. Nenhuma das técnicas envolvidas (a câmara escura e a fotossensibilidade de sais de prata) era descoberta do século XIX. A câmara escura era usada por artistas no século XVI, como ajuda para esboçar pinturas, e a fotossensibilidade de uma solução de nitrato de prata foi observada por Johann Schultze em 1724.
Recentemente, os processos fotográficos modernos sofreram uma série de refinamentos e melhoramentos sobre os fundamentos de William Henry Fox Talbot. A fotografia tornou-se para o mercado em massa em 1901 com a introdução da câmera Brownie-Kodak e, em especial, com a industrialização da produção e revelação do filme. Muito pouco foi alterado nos princípios desde então, além de o filme colorido tornar-se padrão, o foco automático e a exposição automática. A gravação digital de imagens está crescentemente dominante, pois sensores eletrônicos ficam cada vez mais sensíveis e capazes de prover definição em comparação com métodos químicos. Para o fotógrafo amante da fotografia em preto e branco, pouco mudou desde a introdução da câmera Leica de filme de 35mm em 1925.
Faz parte da cultura a figura do Fotógrafo Lambe-lambe, profissional que ficava nas praças tirando fotos comercialmente, quando adquirir uma máquina fotográfica era algo muito difícil devido ao seu alto valor comercial.
A Fotografia no cotidiano e na vida
A fotografia pode ser utilizada no processo de investigação do cotidiano de nossos estudantes, a fim de que mediante as imagens obtidas da escola, da família, da vizinhança, da cidade e das coisas que os cercam, eles sejam orientados, através de uma metodologia específica, para análise e estudo desses “momentos documentados” e suas correlações históricas, sociais, geográficas, étnicas e econômicas; na educação, a simples disponibilidade do aparato tecnológico não significa facilitar o processo ensino-aprendizagem. É preciso que o professor alie os recursos tecnológicos com os seus conhecimentos e estratégias de ensino, visando alcançar um objetivo: o conhecimento real da imagem fornecida através da fotografia.
A lua em P&B.
A fotografia nasceu em preto e branco, ou melhor, preto sobre o branco, no inicio do século XIX. Desde as primeiras formas de fotografia que se popularizaram, como o daguerreótipo, aproximadamente na década de 1823, até aos filmes preto e branco atuais, houve muita evolução técnica, e diminuição dos custos. Os filmes atuais hoje têm uma grande gama de tonalidade, superior mesmo aos coloridos, resultando em fotos muito ricas em detalhes. Por isso as fotos feitas com filmes PB são superiores as fotos coloridas convertidas em PB.
Meio tom
As fotografias preto e branco se destacam pela riqueza de passagens de tons; a fotografia colorida, entretanto, não capta apropriadamente as nuances sutis de mudanças tonais. Podemos afirmar, desta forma, que a fotografia preto e branco é mais apropriada para a captura de meios tons. Na P&B se aproveita a luz e a sombra para efeitos que as deixam bem mais bonitas - tanto que há quem fotografe apenas preto e branco mesmo com o advento do equipamento digital. Desta forma, é precipitado o debate que coloca em xeque os processos químicos preto e branco frente à tecnologia digital.
Foto de 1942 de um carpinteiro trabalhando,
é um exemplo histórico das primeiras fotografias coloridas.
A fotografia colorida foi explorada durante o século XIX e os experimentos iniciais em cores não puderam fixar a fotografia nem prevenir a cor de enfraquecimento. Durante a metade daquele século as emulsões disponíveis ainda não eram totalmente capazes de serem sensibilizadas pela cor verde ou pela vermelha (total sensibilidade a cor vermelha só foi obtida com êxito total no começo do século XX). A primeira fotografia colorida permanente foi tirada em 1861 pelo físico James Clerk Maxwell. O primeiro filme colorido, o Autocromo, somente chegou ao mercado no ano de 1907 e era baseado em pontos tingidos de extrato de batata. O primeiro filme colorido moderno, o Kodachrome, foi introduzido em 1935 baseado em três emulsões coloridas. A maioria dos filmes coloridos modernos, exceto o Kodachrome, são baseados na tecnologia desenvolvida pela Agfacolor em 1936. O filme colorido instantâneo foi introduzido pela Polaroid em 1963.
A fotografia colorida pode formar imagens como uma transparência positiva, planejada para uso em projetor de slides (diapositivos) ou em negativos coloridos, planejado para uso de ampliações coloridas positivas em papel de revestimento especial. O último é atualmente a forma mais comum de filme fotográfico colorido (não digital), devido à introdução do equipamento de foto impressão automático.
Fotografia digital
Fotografia digital é a fotografia tirada com uma câmera digital ou determinados modelos de telefone celular, resultando num arquivo de computador que pode ser editado, impresso, enviado por e-mail ou armazenado em websites ou CD-ROMs.
A fotografia tradicional era um fardo considerável para os fotógrafos que trabalhavam em localidades distantes (como correspondentes de órgãos de imprensa) sem acesso às instalações de produção. Com o aumento da competição com a televisão, houve um aumento de pressão para transferir imagens aos jornais mais rapidamente.
O sensor de CCD que substitui o filme nas câmeras digitais.
Fotógrafos em localidades remotas carregariam um minilaboratório fotográfico com eles, e alguns meios de transmitir suas imagens pela linha telefônica. Em 1990, a Kodak lançou o DCS 100, a primeira câmera digital comercialmente disponível. Seu custo impediu o uso em fotojornalismo e em aplicações profissionais, mas a fotografia digital nasceu.
Em 10 anos, as câmeras digitais se tornaram produtos de consumo, e estão provavelmente substituindo gradualmente suas equivalentes tradicionais em muitas aplicações, pois o preço dos componentes eletrônicos cai e a qualidade da imagem melhora.
A Kodak anunciou em Janeiro de 2004 que não vai mais produzir câmeras reutilizáveis de 35 milímetros após o fim desse ano. Entretanto, a fotografia "líquida" vai durar, pois os amadores dedicados e artistas qualificados preservam o uso de materiais e técnicas tradicionais.
Na fotografia digital, a luz sensibiliza um sensor, chamado de CCD ou CMOS, que por sua vez converte a luz num código electrônico digital, uma matriz de números digitais (quadro com o valor das cores de todos os pixels da imagem), que será armazenado num cartão de memória. Tipicamente, o conteúdo desta memória será mais tarde transferido para um computador. Já é possível tambem transferir os dados diretamente para uma impressora, gerar uma imagem em papel, sem o uso de um computador. Uma vez transferida para fora do cartão de memória, este poderá ser apagado e reutilizado.
Álbuns virtuais
Com a popularização da fotografia digital, surgiram sites na internet especializados em armazenar fotografias. Suas imagens podem ser vistas por qualquer pessoa do planeta. Elas ficam organizadas por pastas e podem ser separadas por assuntos a sua escolha.
Os Álbuns Virtuais podem ser usados com vários propósitos, veja abaixo alguns deles:
Portfólio: Muito usado por fotógrafos amadores/profissionais para mostrar seu trabalho.
Armazenamento: Quem não quer ocupar espaço no seu HD pode usar o álbum para armazenar suas fotografias.
Negócios: Outros usam os álbuns para vender seus trabalhos fotográficos.
Fotojornalismo
Um exemplo de fotografia jornalística: Migrant Mother, de Dorothea Lange (1936).
O fotojornalismo preenche uma função bem determinada e tem características próprias. O impacto é elemento fundamental. A informação é imprescindível. É na fotografia de imprensa, um braço da fotografia documental, que se dá um grande papel da fotografia de informação, o fotojornalismo. É no fotojornalismo que a fotografia pode exibir toda a sua capacidade de transmitir informações. E essas informações podem ser passadas, com beleza, pelo simples enquadramento que o fotógrafo tem a possibilidade de fazer. Nada acontece hoje nas comunicações impressas sem o endosso da fotografia. Existem, basicamente, quatro gêneros de fotografia jornalistica:
As fotografias sociais: Nessa categoria estão incluídas a fotografia política, de economia e negócios e as fotografias de fatos gerais dos acontecimentos da cidade, do estado e do país, incluindo a fotografia de tragédia.
As fotografias de esporte: Nessa categoria, a quantidade de informações é o mais importante e o que influi na sua publicação.
As fotografias culturais: Esse tipo de fotografia, tem como função chamar a atenção para a notícia antes de ela ser lida e nisso a fotografia é única. Neste item podemos colocar um grande segundo grupo, a esportiva, pois no fotojornalismo o que mais vende após a polícia é o esporte.
As fotografias policiais: muitos, quase todos os jornais exploram do sensasionalismo para mostrar acidentes com morte, marginais em flagrante, para vender mais jornais e fazer uma média com os assinantes. Pode-se dizer que há uma rivalidade entre os jornais para ver qual aquele que mostra a cena mais chocante num assalto, morte, acidente de grande vulto.
A fotografia nos meios de comunicação social, principalmente em impressos(jornais, revistas e folhetos) é o mais importante, sem uma imagem o material fica pobre. A fotografia em preto e branco publicada em jornais, existe há mais de cem anos e é uma das caracteristicas do fotojornalismo. Embora, a fotografia colorida tenha ganhado espaço nessa categoria, no início dos anos 70 com as revistas semanais.
Visão periférica
Com o passar dos tempos os repórteres-fotográficos desenvolvem o que podemos chamar de visão periférica, uma graduação maior de visão.Os graus de visão do repórter aumentam por ter que cuidar à distancia e próximo, exemplo claro disso é o futebol, onde ambos extremos são utilizados.
Fotojornalismo independente
A idéia do fotojornalismo independente surgiu na França após a II Guerra Mundial. Formou-se agencia de fotografos com um mesmo objetivo: ter liberdade de pauta, discutir os trabalhos realizados, se aprofundar nas reportagens e sobretudo lutar pelos direitos autorais e a posse dos negativos originais. A Agência Cooperativa Magnum, fundada em 1947 em Paris, por quatro fotografos: Henri Cartier-Bresson, Robert Capa, David Seymour e George Rodger, foi a pioneira. O movimento de reconstrução da Europa e o progresso tecnológico exigido pela destruição da guerra proporcionaram a criação de uma forma nova de fazer e comercializar a fotografia e discutir sua função. Paris, pela sua importância geográfica e ideológica, facilitava isso. A criação dessa nova forma de agenciar imagens viria modificar toda a história do fotojornalismo no mundo.
Agências de notícias
Com o tempo, as Agências de Notícias proliferaram-se, e hoje muitos jornais de pequeno e médio porte criam agências, agenciando seus fotógrafos para venda de seus trabalhos e em redes de jornais a circulação interna das fotografias. Podemos observar sobre as imagens a agência ou a abreviatura.
Paparazzi
Com a História da morte da princesa Diana se criou um folclore sobre os Paparazzi, esses fotógrafos de ocasião podem chegar a ficar famosos em virtude de suas fotos. Estar a postos com uma câmara na mão basta para registrar uma imagem que pode render muito dinheiro, e também reputação. A cantora norte americana Britney Spears costuma ser alvo dos paparazzis que faturam milhões com fotos dela em ocasiões constrangedoras , certas partes dos EUA já adotaram politicas contra este tipo de profissional.
Fotografia publicada
Na maioria dos meios de comunicação os fotógrafos independentes ganham por foto publicada, então, se enviam dezenas de fotografias e só uma for publicada só receberão por ela. Para muitos, principalmente quem está iniciando é algo muito bom ver seu crédito fotográfico.
Lentes/Objectivas
Para entender um pouco de objectivas, uma de 24mm equivale a um campo de visão de 75 graus, e uma objetiva de 300mm equivale a um campo de visão de 12 graus. Com a lente olho de peixe de 6mm, 8mm ou 12mm, o fotógrafo inclui um campo de visão de mais de 190 graus. Uma 500mm (aquelas que vemos em jogos de futebol, por exemplo) consegue fotografar só o guarda-redes do outro lado do campo de futebol. Ou seja, as lentes com valores inferiores a 50mm são consideradas grande angulares, e com valores acima de 150mm são consideradas teleobjetivas.
Um fotógrafo em atividade
Fotógrafo é a pessoa que tira fotografia, usando uma câmera. É geralmente considerado um artista, pois faz seu produto (a foto) com a mesma dedicação e da mesma forma que qualquer outro artista visual.
Amadores e profissionais
Quando um determinado autor de fotografias baseia grande parte do seu rendimento nesta atividade, diz-se ser um fotógrafo profissional.
Por vezes, o adjetivo profissional é usado erroneamente na fotografia para valorizar uma determinada imagem fotográfica ou perícia de um autor. Na realidade, a qualidade da fotografia nem sempre está relacionada com o fato do seu autor ser ou não profissional. Muitos amadores realizam com regularidade imagens mais bem sucedidas que muitos profissionais.
Na realidade "profissional" refere-se apenas à profissão do autor, e não à qualidade do trabalho. Ao mesmo tempo que um profissional pode realizar um trabalho mal feito, pode-se entender melhor, adiante no parte de "arte". O adjetivo amador, quando atribuído a um fotógrafo, pode ter um significado muito vasto. Pessoas que apenas fotografam a sua família e vida, para uso pessoal, consideram-se fotógrafas amadores. Outros fotógrafos amadores chegam a publicar livros, realizar exposições e dedicam uma vida inteira ao estudo da fotografia.
Especializações do fotógrafo
Uma vez que na atualidade a fotografia serve um vasto campo de assuntos e objetivos, foram criadas especializações. O fotógrafo especializa-se para melhor dominar a técnica de um determinado tipo de fotografia ou assunto. As especializações mais conhecidas são a foto reportagem (de eventos sociais), moda, o fotojornalismo, a paisagem, o retrato e a publicitária (arte da fotografia de objetos em estúdio).
Formação de um fotógrafo
A formação em fotografia numa escola de arte pode realizar-se através de um curso de fotografia ou de várias disciplinas de fotografia integradas em cursos de arte, design, pintura, multimédia, cinema, jornalismo e etc. Normalmente estes cursos estão orientados para o exercício da fotografia enquanto arte.
Numa escola profissional, a formação em fotografia está mais orientada para o exercício da fotografia enquanto profissão comercial.
Fotografia e memória.
Na fotografia encontra-se a ausência, a lembrança, a separação dos que se amam, as pessoas que já faleceram, as que desapareceram. Para algumas pessoas, fotografar é um ato prazeroso, de estar figurando ou imitando algo que existe. Já para outras, é a necessidade de prolongar o contato, a proximidade, o desejo de que o vínculo persista.
Strelczenia, 2001, apud Debray (1986, p. 60) assinala que a imagem nasce da morte, como negação do nada e para prolongar a vida, de tal forma que entre o representado e sua representação haja uma transferência de alma. A imagem não é uma simples metáfora do desaparecido, mas sim “uma metonímia real, um prolongamento sublimado, mas ainda físico de sua carne”.
A foto faz que as pessoas lembrem do seu passado e que fiquem conscientes de quem são. O conhecimento do real e a essência de identidade individual dependem da memória. A memória vincula o passado ao presente, ela ajuda a representar o que ocorreu no tempo, porque unindo o antes com o agora temos a capacidade de ver a transformação e de alguma maneira decifrar o que virá.
A fotografia captura um instante, põe em evidência um momento, ou seja, o tempo que não pára de correr e de ter transformações. Ao olhar uma fotografia é importante valorizar o salto entre o momento em que o objeto foi clicado e o presente em que se contempla a imagem, porém a ocasião fotografada é capaz de conter o antes e depois.
Confia-se, portanto, na capacidade da câmera fotográfica para guardar os instantes que se consideram valiosos. Tirar fotografias ajuda a combater o nada, o esquecimento. Para recordar é necessário reter certos fragmentos da experiência e esquecer o resto. São mais os instantes que se perdem que os que podemos conservar. Segundo Strelczenia (2001), “A memória se premia recordando, fazendo memorável; se castiga com o esquecimento ”.
Fotografa-se para recordar, porque os acontecimentos terminam e as fotografias permanecem, porém não sabemos se esses momentos foram significativos em si mesmos ou se tornaram memoráveis por terem sido fotografados.
A memória é constitutiva da condição humana: desde sempre o homem tem se ocupado em produzir sinais que permaneçam mais além do futuro, que sirvam demarca da própria existência e que lhe dêem sentido. A fotografia traz consigo mais daquilo do que se vê. Ela não somente capta imagens do mundo, mas pode registrar o “gesto revelador, a expressão que tudo resume, a vida que o movimento acompanha, mas que uma imagem rígida destrói ao seccionar o tempo, se não escolhemos a fração essencial imperceptível” (CORTÁZAR, 1986,p.30)
Todo esse campo de interpretação que a fotografia permite parte de vários fatores, ingredientes que agem profundamente (nem sempre visíveis) no significado da imagem. Segundo Lucia Santaella e Winfried Nöth (2001), esses elementos são: o fotógrafo, como agente; o fotógrafo, a máquina e o mundo, ou seja, o ato fotográfico, a fenomenologia desse ato; a máquina como meio; a fotografia em si; a relação da foto com o referente; a distribuição fotográfica, isto é, a sua reprodução; a recepção da foto, o ato de vê-la.
É no ensaio fotográfico que a pessoa busca a emoção, algo que ela nunca tenha sentido. A fotografia é capaz de ferir, de comover ou animar uma pessoa. Para cada um ela oferece um tipo de afeto. Na composição de significado da foto, segundo Barthes (1984), há três fatores principais: o fotógrafo (operator), o objeto (spectrum) e o observador (spectator). O fotógrafo lança seu olhar sobre o assunto, ele o contamina e faz as fotos segundo seu ponto de vista. O objeto (ou modelo) se modifica na frente de uma lente, simulando uma coisa que não é. No caso do observador, ele gera mais um campo de significado, lançando todo o seu repertório e alterando mais uma vez a imagem.
Barthes (1984, p. 45) observa ainda a presença de dois elementos na fotografia, aquilo que o fotógrafo quis transmitir é chamado de studium, ou seja, é o óbvio, aquilo que é intencional. Já quando há um detalhe que não foi pré-produzido pelo autor, recebe o nome de punctum. Esse último gera um outro significado para o observador, fere, atravessa, mexe com sua interpretação.
Por meio das fotografias descobre-se a capacidade de obter camadas inteiras e de emoções que estão escondidas na memória. Também se pode descobrir e obter novas significações que naqueles momentos não estavam explícitas.
Reconhecer o studium é fatalmente encontrar as intenções do fotógrafo, entrar em harmonia com elas, aprova-las, dicuti-las em mim mesmo, pois a cultura (com que tem a ver o studium) é um contrato feito entre os criadores e os consumidores. (...) A esse segundo elemento que vem contrariar o studium chamarei então punctum. Dessa vez, não sou eu que vou busca-lo, é ele que parte da cena, como uma flecha, e vem me transpassar. (BARTHES, 1984, p. 48).
As imagens são aparentemente silenciosas. Sempre, no entanto, provocam e conduzem a uma infinidade de discursos em torno delas.
Fotografia como arte
O homem sempre tentou reter e fixar movimentos do mundo, começando com desenhos na caverna, passando pela pintura em tela e escultura, e, por fim, chegando a fotografia. Esse é um meio de comunicação de massa, sendo muito popular em nossos dias e nascido na Revolução Industrial.
De acordo com Barthes (1984, p. 21), muitos não a consideram arte, por ser facilmente produzida e reproduzida, mas a sua verdadeira alma está em interpretar a realidade, não apenas copiá-la. Nela há uma série de símbolos organizados pelo artista e o receptor os interpreta e os completa com mais símbolos de seu repertório.
Fazer fotografia não é apenas apertar o disparador. Tem de haver sensibilidade, registrando um momento único, singular. O fotógrafo recria o mundo externo através da realidade estética. Em um mundo dominado pela comunicação visual, a fotografia só vem para acrescentar, pode ser ou não arte, tudo depende do contexto, do momento, dos ícones envolvidos na imagem. Cabe ao observador interpretar a imagem, acrescentar a ela seu repertório e sentimento.
Uma das vantagens de um estúdio grande, é permitir uma maior distância entre o motivo e o fundo. Em condições com pouco espaço, é difícil iluminar os dois separadamente, e há o perigo de as sombras do motivo se formarem sobre o fundo. Iluminando o fundo independentemente, ele pode ser transformado de centenas maneiras.
Dê-lhe uma iluminação gradual, iluminando a parte superior e a parte inferior de maneiras diferentes. Em alternativa, projecte formas ou cores sobre o fundo, colocando sobre as luzes máscaras (chamadas gobos) ou acetatos coloridos. Os rolos de papel branco ou preto são os fundos mais utilizados e os mais versáteis. Os rolos podem ser suspensos do alto da parede de um estúdio, e depois puxados até baixo e estendidos sobre o chão do estúdio, criando uma curvatura de forma a que a junção da parede com o chão não seja visível nas fotografias. A medida que o papel se vai estragando ou sujando, corta-se essa parte e puxa-se mais papel de rolo Há uma grande variedade de fundos à venda nas lojas da especialidade, mas saiba que os fundos simples muitas vezes resultam melhor, uma vez que não desviam a atenção, e porque num estúdio pequeno nem sempre é possível desfocar as formas mais elaboradas que o fundo possa ter.
Velocidade do obturador
O tempo durante o qual o obturador permanece aberto determina a quantidade de luz que chega ao filme. Ao seleccionar uma velocidade do obturador, verifique se a câmara está suficientemente firme. Quanto mais firme estiver, mais baixa poderá ser a velocidade do obturador utilizada. Mesmo um movimento minúsculo durante a exposição poderá fazer com que toda a imagem fique tremida. Usar um tripé é a única maneira de garantir o êxito de uma fotografia que exija um tempo de exposição longo. Com uma teleobjectiva, a instabilidade da câmara é mais notável do que com uma grande-angular, por isso, quanto maior for a objectiva, maior será a velocidade de obturador necessária. Além de "congelar" a acção, a velocidade do obturador permite criar efeitos que sugerem movimentos, ou efeitos especiais com o zoom.
Efeito de Panning
Nem sempre é necessário usar uma velocidade do obturador tão alta. Muitas vezes pode acompanhar-se o movimento enquanto se dispara, para o compensar, usando uma técnica chamada "panning".
Congelar o movimento
A velocidade do obturador desempenha um papel importante na transformação de motivos em movimento numa imagem estática. Quanto menos tempo o obturador permanecer aberto, menos o motivo se moverá dentro do enquadramento e mais nítido ficará. Por isso utiliza-se uma maior velocidade ao fotografar um motivo em movimento, como uma to a grande velocidade ou um cavalo a correr. Há ainda outros factores a considerar. Primeiro, a velocidade real do motivo não indica necessariamente a rapidez com que a imagem irá mudar no visor.
Se um motivo se dirigir directamente para a câmara ou se se afastar dela, a imagem mudará mais lentamente do que se ele passar perpendicularmente, e será necessária menos velocidade do obturador para "congelar" o movimento. Um movimento em diagonal no enquadramento necessitará de uma velocidade de obturador intermédia. O tamanho da imagem também é importante:um comboio visto como um ponto no horizonte não aparecerá mover-se tão depressa como uma papoila oscilando ao sabor de uma brisa suave em frente da objectiva. Quanto maior a distância focal e mais próximo do motivo, maior a velocidade do obturador.
Sugestões profissionais
Se tenciona ampliar a fotografia para o tamanho de um poster, qualquer movimento do motivo será muito mais perceptível do que se a utilizar em formato miniatura numa página web. Lembre-se de que há movimento em que muitas cenas que à primeira vista parecem estáticas: pessoas a passar numa foto de arquitectura, pássaros a voar numa paisagem e árvores que se vergam ao vento. Poderá ser necessário aumentar a velocidade do obturador para compensar.
Uma velocidade do obturador que congele um movimento por completo poderá não dar os melhores resultados. Muitas vezes há um mérito artístico ao sugerir velocidade, deixando que o motivo crie um desfoque no filme.
A United Photo Press a Civilização Activa de Nelas e a Associação 1/4 Escuro de Vila Real de Stº. António apresentam a Exposição Internacional de Fotografia, "PSR - Prevenção e Segurança Rodoviária" entre os dias 15 a 30 de Setembro no Centro Cultural António Aleixo em Vila Real de Stº. António.
Apadrinhada pelo piloto Filipe Albuquerque a exposição reúne a selecção de 30 trabalhos de fotógrafos da United Photo Press de todo o mundo e foi concebida especificamente no intuito de alerta da prevenção e segurança rodoviária.
As fotografias retratam a diversidade e as peculiaridades contrastantes de algumas cidades como S. Paulo, Maputo, Joanesburgo, Nova Yorque, Lisboa, Sidney, Luanda, Cidade do México, Santiago, Buenos Aires e outras. Algumas fotos das personagens retratadas contextualizam e são susceptíveis de poder chocar o público, no sentido de sensibilizar para novas atitudes rodoviárias.
Para esta mostra, os fotógrafos da United Photo Press agiram como antropólogos visuais, insistindo no registo do momento, do facto e da paisagem observada. A exposição, ainda que especificamente subordinada ao tema da Prevenção, revela singulares imagens da arte fotográfica.
O resultado é fruto de uma vivência, da alma e da razão, que, simultaneamente, transforma a realidade em denúncia e a imagem em signo, ícone e manifesto.
Apoio:
Câmara Municipal de Vila Real de Stª António
Câmara Municipal de Nelas
A United Photo Press apresenta a exposição internacional "World".
A exposição internacional "World" é uma colectiva de variados temas dos fotógrafos da United Photo Press em todo o mundo.
As fotografias patentes na exposição foram selecionadas pelos autores de forma a que sejam transmitidas as impressões directas do impacto pessoal do fotógrafo ao publico presente.
A exposição vai estar patente na Marina de Albufeira, no Passeio dos Oceanos, de 7 a 16 de Agosto, das 18h ás 24h.
Apoio
Marina de Albufeira
TVA TV Albufeira Online
MYCA
Garvetur
Meet Bar
Cartridge World - Albufeira
Centro Gráfico do Sul
Fernando Brito com Luis Costa, director do departamento Motor
Sports da United Photo Press.
A United Photo Press e a Civilização Activa, com o apoio do Município de Gouveia e Clube Serra a Fundo, apresentam a Exposição Internacional de Fotografia, "PSR - Prevenção e Segurança Rodoviária" durante as Festas do Senhor do Calvário no Espaço Temático do Museu da Miniatura Automóvel em Gouveia de 6 a 9 de Agosto.
Apadrinhada pelo piloto Filipe Albuquerque a exposição reúne a selecção de 30 trabalhos de fotógrafos da United Photo Press de todo o mundo e foi concebida especificamente no intuito de alerta da prevenção e segurança rodoviária.
A Exposição Internacional de Fotografia “Prevenção e Segurança Rodoviária” inaugurou em 12 de Novembro de 2009 na cidade de Viseu com o importante apoio do Município de Nelas, Fnac e Governo Civil de Viseu.
Em 2010 a Exposição já esteve patente na Biblioteca Municipal da Guarda, com o apoio do Clube Escape Livre e Governo Civil da Guarda, no RALLY DE PORTUGAL que decorreu no Algarve, em parceria com o Automóvel Clube de Portugal e o apoio da Garvetur. Entretanto esteve numa das mais emblemáticas etapas do Campeonato de Portugal de Velocidade que aconteceu no Circuito Urbano da Cidade de Vila Real, com o apoio da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting e Global Sport Douro.
As fotografias retratam a diversidade e as peculiaridades contrastantes de algumas cidades como S. Paulo, Maputo, Joanesburgo, Nova Yorque, Lisboa, Sidney, Luanda, Cidade do México, Santiago, Buenos Aires e outras. Algumas fotos das personagens retratadas contextualizam e são susceptíveis de poder chocar o público, no sentido de sensibilizar para novas atitudes rodoviárias.
Usando realidade aumentada, a Olympus fez um aplicativo bem bacana para transformar um mero pedaço de papel em uma câmera Micro-Four-Thirds virtual. Ingredientes: uma PEN E-PL1 da Olympus, feita de papel, e um PC com webcam. Resultado: uma demonstração 3D da câmera que tira fotos com efeitos, troca lentes e manda tudo para o Facebook.
O aplicativo serve, basicamente, para demonstrar as funcionalidades da PEN E-PL1 virtualmente. Primeiro, é preciso imprimir a câmera de papel disponível em PDF no site da Olympus. Depois, pelo site, instala-se um plug-in no browser, que reconhece a câmera de papel filmada pela webcam – de frente e de costas. Então, ele projeta uma câmera em realidade aumentada com a qual é possível interagir.
Clicando em partes da câmera virtual, funcionalidades reais entram em ação. O botão do flash faz o hardware interno do flash saltar para fora da câmera. Um clique sobre a lente faz com que ela seja removida. Outros recursos são botões para dar efeitos às imagens, enviá-las para o Facebook e para o YouTube. Há ainda um tripé virtual para mantê-la parada enquanto podemos ver as cenas sendo clicadas.
Claro que as fotos vão depender totalmente da webcam e pouco têm a ver com a qualidade real da câmera. A sacada do aplicativo é permitir que se conheça melhor a PEN E-PL1 sem precisar tê-la em mãos ou ler uma lista monótona de funcionalidades. Não dá para negar que a realidade aumentada está ganhando usos cada vez mais criativos.
90 minutos de Glória, por Marcelo Lima (video no final da página)
Em seu mais recente projeto, o fotógrafo da United Photo Press, Marcelo Lima [marcelo.lima@unitedphotopressworld.org] retratou o esporte mais amado no Brasil: o futebol. Porém, diferente de um simples registro o principal objetivo deste trabalho documental foi revelar o perfil de uma região pobre tendo como parâmetro a Copa do Mundo 2010, tentando descobrir assim a correlação entre exclusão social e a alegria transmitida ao vivo da África do Sul para milhões de pessoas.
O local escolhido foi o Jardim Altos da Glória, um bairro com pouco mais de 700 famílias e localizado na periferia de Cuiabá, capital de Mato Grosso, Brasil. São quase duas mil pessoas sem saneamento básico e coleta de lixo apropriada; lugar onde inúmeras igrejas e bares proliferam e a única recreação é um campo de futebol de frente para terrenos invadidos e algumas traves solitárias espalhadas pelas ruas sem asfalto, cobertas de uma poeira vermelha, cavalos e crianças.
As imagens foram registradas durante os cinco jogos da seleção brasileira e na grande final entre Espanha e Holanda, e mostram desde a alegria do gol e a tristeza da derrota até as pequenas e cotidianas ações dos moradores, algumas vezes alheios a o que acontecia do outro lado do oceano. O espaço físico característico do Glória, como é chamado pelos moradores, também foi documentado, mostrando a simplicidade e na maioria das vezes a miséria onde as pessoas do bairro estão inseridas.
“Pensar o futebol é algo interessante e aterrorizante porque ao mesmo tempo em que ele é motivo de alegria também tem uma clara função `narcotizante’ de inserir temporariamente uma grande parcela da população pobre em um mundo mágico de felicidade e cores onde é passada a imagem de que todos fazemos parte da mesma e grande família feliz chamada Brasil”, afirmou o fotógrafo. “Difícil aceitar isso vendo crianças magras e seminuas jogando bola com os pés descalços e sem uma perspectiva real de um lugar na nossa sociedade”.
Com um trabalho inteiramente voltado ao jornalismo e ao fotodocumentário, o último projeto de Marcelo Lima foi realizado no começo de 2010 na Africa do Sul, em parceria com a UNISA, University of South Africa, onde registrou as principais manifestações religiosas daquele país. Membro da UPP desde 2009 ele também já venceu dois concursos internacionais de fotografia e participou da mostra fotográfica “Outros Retratos”, do Instituto Itaú Cultural. Mais informações e outros trabalhos podem ser conhecidos na página www.lightstalkers.org/marcelolima.
Agradecimentos especiais: Patrícia Nóbrega e Chiquinho (líder comunitário do Glória)
Exposição de fotografia individual de Luís dos Santos, de 25 de Julho a 3 de Setembro de 2010.
Local: Hotel D. Luís – Rotunda da Ponte Rainha Santa Isabel ( Ponte Nova ) Coimbra.
Passé Decomposé, aí está…
O “ Photographya Project “ do fotografo da United Photo Press, promove e organiza a exposição individual de fotografia “ Passé Decomposé - V ” de Luís dos Santos, que está patente ao público no Hotel D. Luís, todos os dias da semana entre as 10.00 h e as 24.00 h, de 25 de Julho a 3 de Setembro de 2010.
Em Beelitz-Heilstätten encontra-se localizado um grande complexo hospitalar que abrange cerca de 60 edifícios, incluindo uma central térmica edificada em 1898 de acordo com os planos do arquitecto Heino Schmiede.
Originalmente concebido como um sanatório pelos serviços de saúde da cidade de Berlim, este complexo hospitalar foi convertido a partir do inicio da primeira grande Guerra num hospital militar do exercito imperial alemão.
De entre os muitos pacientes que ali por ali passaram, destaca-se a presença de Adolf Hitler que recuperou ali durante Outubro e Novembro de 1916 após ter sido ferido numa perna na batalha de Somme.
Em Dezembro de 1990, Erich Honecker foi admitido em Beelitz-Heilstätten após ter sido forçado a rescindir o cargo de chefe do governo da Alemanha de Leste.
Em 1945, Beelitz-Heilstätten foi ocupado pelas forças soviéticas, e o complexo permaneceu um hospital militar soviético até 1995, bem após a data da reunificação alemã.
Esta série de fotografias foi capturada cerca de 10 anos após o abandono do hospital pelo exercito soviético, e retratam o estado de ruína daquele que foi em tempos o maior sanatório alemão, bem como o maior hospital militar soviético fora das fronteiras da U.R.S.S.
Em São Jorge, além das solenes festas em honra dos padroeiros das diversas paróquias, a Romaria a Nossa Senhora do Carmo, na Fajã dos Vimes a 16 de Julho e a Romaria do Santo Cristo, na Fajã do mesmo nome no primeiro domingo de Setembro, fazem com que se reúnam naquelas Fajãs muitos fiéis em alegre e salutar convívio.
Tendo como ponto central a devoção a Nossa Senhora de Lourdes, eleita padroeira dos baleeiros, a festa tem início na Vila das Lajes do Pico no último domingo de Agosto e prolonga-se por uma semana a que se chama Semana dos Baleeiros, durante a qual várias manifestações de carácter sócio-cultural ligadas à antiga actividade da caça à baleia proporcionam momentos de vida diferentes do dia a dia das gentes da Vila.
As Festas de Santa Maria Madalena, na Vila da Madalena a 22 de Julho e do Bom Jesus, a 6 de Agosto em São Mateus, são outras tantas manifestações dos sentimentos religiosos da população do Pico.
A Festa das Vindimas, ao longo da primeira semana de Setembro e que evoca uma prática centenária da população picoense, a cultura da vinha e a produção de afamados vinhos que chegaram mesmo à mesa dos antigos Czares da Rússia, é ocasião para a realização de actividades culturais e desportivas que, naquele período, agitam a vida da Vila da Madalena.
Em seguida veja o fotovideo do membro da United Photo Press José Borges com as famosas touradas á corda que reune centenas de foliões nacionais e estrangeiros.
Veja mais reportagens da United Photo Press nos Açores.
um site que fornece informações abrangentes sobre o equipamento Nikon.
Ele já escreveu mais de 30 livros sobre informática e fotografia.
Pode nos contar um pouco sobre si e os seus conhecimentos?
Thom Hogan: Eu sempre tive uma personalidade estranha meio/meio: meio ciência e tecnologia, meio arte. Até certo ponto, julgo que foi isso mesmo que me levou a tirar uma licenciatura em telecomunicações (cinema e televisão). Esta licenciatura deixa-me trabalhar com a tecnologia e com a arte em simultâneo; Mas eu sempre gostei de escolher o caminho mais tortuoso. Primeiro, fui de arquitetura para a música, depois de cinema para a televisão, com paragens em várias revistas ao longo do caminho. A única coisa que era constante em tudo isso, era o facto de eu escrever sobre o que estava a fazer e que realmente sabia. Fui ensinando outros.
Quando larguei a minha carreira da alta tecnologia na década de 90 para trabalhar para a revista Backpacker, foi o início de um enfatizar dois prazeres: a escrita e a fotografia.
Como é que você se iniciou na fotografia?
A minha primeira câmera foi uma Brownies Kodak, embora tenha escapado muitas vezes da minha mãe com uma Nikkomat FTN. Eu provavelmente gosto de fotografia, porque a minha mãe trabalhava em fotografia e filme de 8mm. Sempre fui um garoto curioso e, basicamente devorava tudo o que ela trouxesse para casa, fosse um livro de química ou de uma câmera de filme 8mm.
Que equipamento possui hoje?
Não sou um fotografo de médio formato, com isso quero dizer que não da fotografia a minha vida (apesar de ela desempenhar um papel nela). Eu não tenho de vender uma foto amanhã para comprar o café da manhã (pelo menos por agora, mas com esta economia nunca se sabe), embora se vender uma, sempre posso colocar um pauzinho de canela extra… Assim, o equipamento que uso hoje em dia tende a reflectir qualquer projeto em que esteja interessado em trabalhar. Para o projecto de África que estou a trabalhar de momento, tenho usado os corpos D200 e D300. Para alguns dos grupos locais com quem trabalho, normalmente uso uma D3s devido às más condições de iluminação. Para as fotografia de paisagens, ora é a D3x ou a E-P2.
Porquê Nikon?
Apesar do que muitas pessoas pensam, eu não sou “fiel” à Nikon. Aconteceu eu começar com uma SLR da Nikon e ter acumulado algumas lentes, tendo agora uma colecção delas. Quando comecei a escrever sobre a fotografia e equipamentos na década de 90, o meu editor na época me puxou de lado e me mostrou alguns números: Usuários da Nikon compraram livros; usuários da Canon não. Mesmo num modelo da Canon, a Nikon vendia um modelo equivalente por uma margem superior; um livro sobre um modelo Nikon venderia mais cópias. Não sou estúpido. Se vou gastar horas X aprendizagem, documentando e trazendo à tona tudo que há para saber sobre um determinado produto, obviamente irei escolher o que tem maior potencial de retorno. O meu apoio à Nikon através do meu site tem crescido, basicamente, a partir daí. Os usuários da Nikon querem saber mais sobre os seus equipamentos. Ao que parece, tive a sorte de puder proporcionar isso mesmo.
Recebe muitos e-mails dos seus leitores?
Bastantes, embora varie… Por exemplo se escrever algo polêmico ou que contradiga coisas que as pessoas já deve ter ouvido noutro lugar, vou receber centenas de e-mails na minha caixa em poucas horas.
Dos e-mails que recebe, qual a pergunta mais comum e claro... qual a resposta a essa pergunta?
A pergunta mais comum é sempre uma variação da questão “o que devo comprar”, do género “devo comprar uma Canon ou uma Nikon?”. De mim, normalmente obterá respostas curtas, como por exemplo: “De qual gosta mais?” No entanto, se reparo que a pergunta tem um maior fundamento, que vem de um fotografo, então provavelmente elaborar uma resposta mais ponderada e criteriosa.
Mas esse é ta,bém um assunto sobre o qual tenho escrito bastante ultimamente, pois acho que estamos neste momento no modo “Auto”. As pessoas querem a exposição automática, o ISO automático, o foco automático, o balanço de brancos automático, enfim, tudo em automático, e fazem isso simplesmente porque não querem tomar decisões. Isto afecta também as suas próprias aquisições; querem que outros escolham por eles.
Eu compreendo que as pessoas estejam muito confusas acerca de muitas coisas na fotografia digital, pois há muito que aprender, mas quanto mais me pedem “diga-me o que fazer” mais rapidamente eu não sei como ajudar, pois é sinal que você mesmo não tem ideia sobre o que pretende fazer. Se não sabe o que fazer, como posso eu ajudar?
Costuma usar equipamento apenas Nikon ?
Sim, com alguma regularidade. Mas é uma relação estranha. Muita gente pensa que sou um fã incotestável da Nikon, mas não sou. Se ler o que escrevo, vai reparar que muitas vezes (e por vezes severamente) crítico a Nikon, bem como alguns produtos ou decisões da empresa.
Sim, sou perfeccionista de coração e sinto que a Nikon me ajuda nesse longo caminho. Por exemplo, apesar de trabalhar à mais de oito anos com a Nikon, não consto na sua lista de imprensa (estou na Canon e na Olympus, por exemplo). Algumas pessoas julgam que tenho uma relação oficial com a Nikon. Sou de facto membro da NPS como a maioria dos profissionais que fotografam com equipamento Nikon, mas não tenho nenhuma relação formal com a Nikon. Por exemplo, nunca recebi um equipamento emprestado ou para revisão. A Nikon já usou uma citação ou duas do meu site, mas com a minha permissão, embora da forma que usaram essas citações eu não poderia tê-los impedido, pois estava do “Fair Use” nas cláusulas da Lei de Direitos Autoriais.
Por fim, posso dizer que foi às minhas custas e por minha própria iniciação que em março deste ano fiz uma apresentação no Japão para os principais membros do marketing da Nikon. Compartilhei com eles uma versão muito mais detalhada da minha idéia “Redefined Câmara”.
Como descreveria a sua fotografia a alguém que nunca as viu?
Pouca gente as viu, pois a maioria dos meus melhores trabalhos não foram divulgados de forma alguma. E existem razões para isso: as imagens têm vida e história, após a sua publicação, os estilos são copiados, por isso uma imagem vale muito mais quando é exibida pela primeira vez.
Se quer maximizar o valor das suas imagens, necessita maximizar o marketing que faz das mesmas. O meu estilo tende a ser bastante extremo, tanto na composição, como no pós-processamento. As fotos não são a realidade, por isso as minhas fotos não se parecem com a realidade. Eles parecem-se com aquilo que vivenciei com as produzi.
Quanto tempo necessita para analisar uma câmera ou uma Lente / Objectiva?
Muito tempo. Já faço isso há muito tempo, agora posso formar impressões rápidas em horas, por vezes até em poucos minutos, .Mas nunca escrevo sob nada enquanto não tiver a certeza que sei tudo sobre o equipamento em causa, o que faz, como faz… enfim, enquanto não estiver 100% familiarizado com o equipamento. Isso exige pegar no equipamento e ir para o campo fotografar, por vezes por longos períodos de tempo. A minha avaliação da 200-400mm levou cinco anos.
Com que frequência fotografa?
Estou activo a maior parte do tempo, mas pode-se dizer que fotografo activamente cerca de seis meses no ano, descontando o tempo usado entre um e outro projecto.
Existe alguma coisa em sua lista de favoritos?
Sim: programável, modular, câmeras de comunicação.
Se pudesse começar o seu website novamente, que faria de diferente?
Pouco. Iniciei este projecto na década de 90, quando ainda ninguém recorria a bancos de imagens, nem se fazia coisas extravagantes, muito menos AJAX, entre outros… Quando comecei, ninguém queria as imagens em sites, porque demorava imenso a carregar. Ao contrário de muitos meios de comunicação, a internet tem crescido e mudado ao longo dos tempos, assim fui crescendo também e me adaptando às suas necessidades. Tentei sempre superar a curva, mas a verdade é que ainda vejo a curva à minha frente.
Comunica apenas com usuários Nikon, ou também com usuários Canon e outros?
Sim. Conversamos muito entre nós.
Quando se trata de adquirir câmeras e lentes, quais são os erros mais comuns a que assiste?
O primeiro e o mais grave é pensar que a câmera ou a lente resolvem o seu problema. Quando estava a terminar a minha formação, o meu educador enviava-me em ‘missões’ com o equipamento errado. Fazia-o propositadamente. Basicamente, ele me ensinou a fotografar com o que está no saco. A Ferrari não faz de si um condutor mais rápido, aliás, as probabilidades de você se espetar na próxima curva são muito maiores, se não estiver pronto para trabalhar com um Ferrari. A Ferrari não resolve o seus problemas de condução, apenas poderá evidenciá-los, mas apenas se já for um bom condutor.
Quais são os seus websites de fotografia predilectos?Leio tantos que seria difícil dizer.
Gostaria de dizer alguma coisa aos leitores da United Photo Press ?Muitas pessoas gastam imenso tempo a se questionarem sobre o que a máquina pode fazer por si, ou o que o próximo equipamento poderá fazer por si e, tempo nenhum se questionando que faz a sua imagem na parede. Em suma: Não é o equipamento que faz o fotográfo, mas sim as suas fotografias, as suas composições, a sua imaginação.
Paulo Nozolino recusa prémio do Estado em que é cobrado IRS.
O fotógrafo Paulo Nozolino anunciou hoje que vai devolver o Prémio da Associação Internacional de Críticos de Arte/Ministério da Cultura (AICA/MC) 2009 em repúdio pelo “comportamento obsceno e de má-fé” na actuação do Estado na Cultura.
O fotógrafo Paulo Nozolino já antes tinha sido premiado – Prémio Nacional de Fotografia, de 2005, atribuído no Porto pelo Centro Português de Fotografia. E já antes tinha recusado prémios – o dos BES em 2006.
Desta vez, começou por aceitar o prémio 2009 para as Artes Visuais atribuído pela Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA) e pelo Ministério da Cultura (através da Direcção-Geral das Artes) “por delicadeza”, disse ao PÚBLICO, insistindo que desde o início tentou informar-se sobre as condições deste prémio para saber se o aceitaria. Ninguém lhe disse o que viria a saber um dia depois da cerimónia de entrega (o valor iria mais tarde ser transferido).
Por email, no dia seguinte ao da cerimónia na Sociedade Nacional de Belas Artes, em Lisboa, quarta-feira, foi-lhe dito que sobre o valor dos 10 mil euros de prémio, ser-lhe-iam retirados 10 por cento de IRS. No mesmo email dos serviços administrativos da Direcção-Geral das Artes, era-lhe ainda pedido que preenchesse uma nota de honorários e exigido que apresentasse certidões da situação contributiva, para a Segurança Social, e tributária, junto das Finanças. Só assim seria feita a transfência. Decidiu devolver o envelope no qual recebera a comprovação do premio “em repúdio” pelo que considerou ser “um comportamento de má-fé do Estado português”. Além de recusar o prémio, exigiu “não constar do historial” dos premiados, lê-se num comunicado.
A situação, explica o Director-Geral das Artes, Jorge Barreto Xavier, decorre da lei e do código de IRS que estabelece que prémios que resultem de concursos públicos não estão sujeitos a imposto, mas que os outros são tributados. É assim desde 2004.
Também o escultor Rui Sanches acha “disparatado e sem sentido” que “o Estado dê um prémio e depois vá cobrar imposto sobre esse prémio” mas para o artista que venceu o prémio no ano passado, “foi mais importante o facto de uma instituição como a AICA” ter decidido premiar o seu trabalho. “Para mim, tem mais peso o meu apreço pela AICA do que a minha repulsa pelo facto de o Estado estar a tributar o valor do prémio.”
Também ouvido pelo PÚBLICO, o presidente do júri, o arquitecto Manuel Graça Dias, explicou que Paulo Nozolino foi o escolhido porque a AICA (a que preside) entendeu que as exposições de Nozolino de 2009, (na Galeria Quadrado Azul e nos 40 anos dos Encontros de Arles) “eram bastante expressivas de um trabalho muito original e que esse era um trabalho desenvolvido de forma expressiva e coerente ao longo dos anos, e por isso era meritório”.
O “ Photographya Project “ projecto do membro da United Photo Press José Coutinho, promove e organiza a exposição de fotografia “ Lentes por Olhos - II“, de Filipe Gomes, de 3 de Julho a 5 de Agosto de 2010, no Quebra Costas Bar, na Cidade de Coimbra, em Portugal, com o apoio da United Photo Press.
Filipe Gomes, mais conhecido por Infernalord Photography, é um jovem fotógrafo de Coimbra, que abraçou as artes fotográficas como uma paixão descoberta por algum acaso, mas que cedo se revelou ser um vício.
Assumindo-se sempre um auto-didacta, preza o contacto e comunicação com outros entusiastas de Fotografia (amadores e profissionais), no âmbito de transmitir e receber novos conhecimentos, em todos os campos e áreas.
Com o aumento do gosto por fotografar, começou a tentar levar o projecto mais à frente, tornando-se fotógrafo freelancer, especializado em fotografia de concertos musicais, e outros eventos, mas nunca escondendo um enorme desejo e gosto por outras áreas, tais como o retrato clássico e não só, fotografia paisagística, e por fim conceptual. Todas as áreas são do seu interesse.
Tornou-se colaborador de alguns meios de comunicação social dedicados à reportagem de eventos musicais, registando inúmeros concertos, entre outro tipo de eventos culturais.
Marcou presença em algumas exposições fotográficas em grupo nos passados anos, e está sempre à procura de pessoas que queiram colaborar consigo!
O “ Photographya Project “ projecto do membro da United Photo Press José Coutinho, promove e organiza a exposição de fotografia “ Uma Forma de Ver “, de Manuel Policarpo Silva, de 3 a 25 de Julho de 2010, no Hotel D. Luís, na Cidade de Coimbra, em Portugal, que é inaugurada pelas 17.00 h, do dia 3 de Julho de 2010, com o apoio da United Photo Press.
Manuel Policarpo Silva, quando jovem, ainda na adolescência, descobriu o maravilhoso mundo da fotografia, pelo que deu os primeiros passos na descoberta desse novo mundo. Mas, pelas contingências da vida teve que adiar esse sonho, do mundo da fotografia.
Recentemente tem vindo a dedicar-se mais a sério a esse sonho. Desta feita, dedicando-se a aprofundar conhecimentos algo adormecidos no seu ser, e estudar todo o processo da formação das imagens na fotografia, procurando formação através de cursos ou workshops em fotografia.
Tem um gosto especial por fotografia de paisagem e vida selvagem, mas, procura sempre que tem oportunidade, aprender sempre mais, e em outras áreas da fotografia.
O antigo presidente da agência Lusa, José Manuel Barroso, é o primeiro jornalista português a ser eleito hoje em Amesterdão para presidir à EPA, agência europeia de fotografia e que o responsável pretende “expandir nos mercados mundiais”.
O jornalista foi hoje eleito presidente da EPA, de cujo ‘board’ fez parte durante os quatro anos em que foi presidente conselho de administração da agência Lusa.
Para José Manuel Barroso, este é um desafio que encara “com vontade de fazer avançar coisas e também com alguma apreensão porque os tempos para as agências são muito difíceis, os mercados são cada vez mais difíceis”, disse em entrevista à Lusa.
“Foi um convite insistentemente feito pelos outros membros das agências e um desafio profissional. É um cargo não remunerado, apenas são remunerados os profissionais que trabalham na agência”, disse.
José Manuel Barroso acredita que o convite surgiu pela capacidade que teve, nos últimos quatro anos, “de congregar tendências e de agir diplomaticamente sobre algo muito difícil e diverso, que é quando se tem numa empresa onze agências noticiosas e é preciso equilibrar opiniões, harmonizar, fazer convergir”.
A EPA, criada nos anos 1980, reúne onze agências de notícias europeias: a portuguesa Lusa, a italiana Ansa, a espanhola EFE, a holandesa ANP, a austríaca APA, a belga Belga, a alemã DPA, a suíça Keystone, a húngara MTI, a polaca PAP e a grega ANA.
Por ser uma agência relativamente recente, um dos projectos que o novo presidente tem para a agência é “estabilizar as finanças”.
“De há dois anos a esta parte a EPA tem tido resultados positivos, quero manter essa tendência”, disse José Manuel Barroso acrescentando que pretende também “expandir a agência nos mercados mundiais e eventualmente ver se é possível fazer mais coisas na área da imagem, um desafio difícil que tem que ser muito bem ponderado”.
“A EPA é uma agência global, que como a Reuters, a AP e a AFP compete no mercado global. Quando pensamos na EPA temos que pensar na Europa, mas também na EPA que vai da Europa à China”, afirmou.
A Lusa apoiou a eleição do seu antigo presidente para a presidência da EPA. Afonso Camões, presidente da Lusa, afirmou na quarta-feira que a agência portuguesa "tem vindo a ganhar uma influência crescente na organização, em especial pela capacidade mediação e de diálogo com todos os parceiros da organização".
Segundo Afonso Camões, "o apoio da Lusa a esta eleição pressupõe um programa de acção que aponta para a modernização e consolidação financeira da EPA e para a conjugação de esforços no sentido de alargar ao vídeo e outras modalidades do multimédia a parceria que já alcançámos há anos na área da fotografia".
O fotógrafo da United Photo Press, Alex Burgaz esteve de reportagem em Cuba.
A República de Cuba é um país insular americano localizado no norte do Mar do Caribe (ou Caraíbas). Os territórios mais próximos são as Bahamas a nordeste, o Haiti a sudeste, os Estados Unidos da América ao norte, a colónia britânica das Ilhas Caymans ao sul, a Jamaica também ao sul, e o território norte americano de Navassa ainda ao sul. A sua capital é Havana (em castelhano, La Habana).
A ilha foi descoberta pelo Almirante de la Mar Oceana Cristóvão Colombo na sua primeira viagem ao que depois seria chamado de Novo Mundo, no dia 27 de outubro de 1492.
Pensa-se que o topónimo "Cuba" esteja relacionado com um possível local de nascimento (envolto em controvérsia) de Cristóvão Colombo.