Louis Vuitton lança livro e conta sua história através da fotografia


"Louis Vuitton Fashion Photography" faz retrospectiva da marca com campanhas publicitárias e acessórios fotografados por grandes nomes do metier.

A Louis Vuitton tem mais um livro para adicionar em sua lista de publicações: o "Louis Vuitton Fashion Photography". Depois de lançar guias de viagens e contos sobre malas e baús , a maison conta um pouco de sua história através de fotografias icônicas clicadas por importantes nomes como Annie Leibovitz, Mario Testino e Patrick Demarchelier , que assina uma das capas do livro estrelada porCharlotte Gaingsburg, musa do Inverno 2014/2015 da label.

Publicado pela editora Rizzoli New York, o livro terá além de uma edição para livrarias, uma edição limitada contando com três capas diferentes carregando fotos ainda de Craig McDean e Bert Stern. No recheio, as imagens de moda são dividas por acessórios desde 1977, campanhas publicitárias Louis Vuitton e um flashback da marca nos anos 1950.

Com introduções escritas assinadas por Charlotte Cotton, a lista de fotógrafos conta ainda com Mert Alas e Marcus Piggott, Henry Clarke, Peter Lindbergh,, Steven Meisel, Helmut Newton, Juergen Teller e Inez van Lamsweerde & Vinoodh Matadin.

Chegando às lojas selecionadas da Louis Vuitton junto com a coleção de inverno, no dia 1º de outubro, as edições também serão encontradas no e-commerce louisvuitton.com, com entrega para todo o mundo. A partir do dia 15 do mesmo mês, as edições para livraria passam a ser distribuidas no nicho, também com versões em inglês e português.

Digisfera com fotografias gigapixel


A Digisfera chegou à final do Campeonato do Mundo de futebol. A empresa portuguesa especializada em imagens panorâmicas em alta definição e desenvolvimento de software para a área da fotografia acompanhou o Mundial desde o jogo inicial entre o Brasil e a Croácia através de projetos realizados para a FIFA e para a Hyundai.

A fotografia gigapixel do jogo entre a Alemanha e a Argentina, já disponível em http://360photos.fifa.com/#!startscene=ger_arg_gigapixel , foi criada pela Digisfera, que efetuou a pós-produção das 300 fotografias recolhidas no Estádio do Maracanã e aplicou o sistema PanoTag, desenvolvido pela empresa, que permite que os espetadores se identifiquem na fotografia através das redes sociais.

O sistema PanoTag permite a aplicação de tagging em fotografias panorâmicas e gigapixel e tem vindo a ser utilizado por inúmeros fotógrafos panorâmicos de países como Estados Unidos da América, Canadá, Brasil, Chile, Costa Rica, Espanha, Holanda ou Malásia. Tem também sido utilizado por inúmeras entidades como o Washington Post na tomada de posse do Presidente Barack Obama ou a Samsung no lançamento do Galaxy S5, e tem sido disponibilizado em fotografias de eventos desportivos como o jogo de basebol entre os Nationals e os Miami Marlins, a corrida San Silvestre Vallecana de 2011, ou a Final da Copa das Confederações em 2013.

A Digisfera lançou recentemente em parceria com a Direção-Geral do Património Cultural o 360TourLisbon (temporariamente online), uma extensa visita virtual interactiva à cidade de Lisboa, disponível num mini-dvd, que por sua vez, está embutido num postal convencional. Em maio apresentou uma comunicação sobre a empresa no Congresso da IVRPA – International VR Photography Association, que decorreu em Las Vegas.

A Digisfera é uma empresa especializada em fotografia panorâmica que aposta na inovação e internacionalização através da utilização de tecnologias informáticas associadas à imagem digital e ao design.

A fotografia como prazer e como trabalho

Artur Pastor dedicou-se durante décadas a um género de fotografia tipológica que classificava, catalogava, organizava e dividia sectores de actividade, géneros, espécies e famílias de produtos agrícolas num exercício de cientismo visual. Hoje, esse trabalho, que é também um acto de devoção, pode ser visto no Arquivo Municipal de Lisboa/Fotográfico.

Esforço conjunto, Nazaré, 1954-1957
Há poucos fotógrafos em Portugal com uma carreira tão longa como a de Artur Pastor (Alter do Chão, 1922 – Lisboa, 1999). Andou de máquina ao peito durante mais de 60 anos. Mas a longevidade da sua actividade enquanto fotógrafo está longe de ser o principal atributo que deixou na fotografia portuguesa. As marcas de uma procura incessante pela perfeição da composição ou enquadramento estão bem presentes nas salas do Arquivo Municipal de Lisboa

Fotográfico, onde as imagens de Artur Pastor se mostram numa exposição que atravessa as principais facetas da sua obra. Para lá de um exímio controlo técnico da câmara que mais tempo o acompanhou (Pastor era conhecido pelos seus pares como “o domador da Rolleiflex”), o percurso proposto pelos comissários Luís Pavão, Ana Luísa Alvim e Ana Saraiva respira todo o prazer com que o fotógrafo abraçou a arte que viria a tornar-se não só a expressão de um apelo criativo, mas também um modo de ganhar a vida.

A partir da segunda metade da década de 1940, Artur Pastor começou a expor com regularidade em Portugal e no estrangeiro. Ganhou reputação de perfeccionista à medida que as suas fotografias foram conquistando prémios nos salões e concursos que dominaram a cena fotográfica dos anos 40 e 50. Mas uma actividade que poderia estar condenada ao mero “passatempo visual” ou aos desafios da técnica cruzou-se com a sua área de formação profissional (outro caso raro na história da fotografia em Portugal). Depois de ter concluído o curso de Regente Agrícola e de ter sido admitido no Serviço de Fomento e Inspecção Técnica da Batata-Semente, é transferido no início da década de 50, para a Direcção-Geral dos Serviços Agrícolas, a fim de desempenhar o cargo (inédito?) de “regente agrícola fotógrafo”.

Numa época em que os fotógrafos profissionais estavam quase todos ao serviço da propaganda do Estado Novo, a obra de Pastor revela laivos criativos que se desviam do controlo absoluto e da produção que se dedicava a construir um país imperial, moderno e pacato.



A actividade humana ligada ao trabalho cedo fascinou o olhar de Pastor (a agricultura é um dos seus tópicos de eleição). Embora as imagens “poéticas” e controladas ao milímetro sejam uma das constantes do seu trabalho (naturalmente influenciado por uma época em que a abertura a tendências vanguardistas era mínima ou inexistente), esta exposição revela fotografias onde o instantâneo, o incontrolável e a confusão também marcam presença (conjunto sobre o copejo do atum ao largo de Tavira é um bom exemplo disso).

Durante décadas, Pastor dedicou-se, profissionalmente, a um género de fotografia tipológica que classificava, catalogava, organizava e dividia sectores de actividade, géneros, espécies e famílias de produtos agrícolas num exercício de cientismo visual que agora rompe a casca do documento asséptico, para se transformar num objecto visual belo e inusitado. Um painel com uma ínfima parte das fichas de trabalho de Artur Pastor (com textos meticulosos) é um regalo para a vista e um dos pontos altos da exposição do Arquivo, que pode ser visitada até ao dia 31 de Agosto (há extensões da mostra no Museu da Cidade e na Colorfoto).

Tanto nas cópias de trabalho como nas ampliações dirigidas a exposições (com intenções mais artísticas), a obra de Pastor deambula entre os contrastes do “mundo novo” e do “mundo velho”. O humanismo que marca toda a sua fotografia não é político, nem moral — é, sobretudo, estético. Os dois livros que nos deixou, Nazaré (1958) e Algarve (1965), demonstram-no. Como demonstram, como bem notou Luís Pavão, uma absoluta sinceridade autoral, que se expressa no deslumbramento e amor que sentia pelo país e pelas suas gentes. Porque, à sua maneira, a fotografia é também um acto de devoção. Daqueles que procuram dar imagem a coisas tão imateriais e vaporosas como a identidade de um país. 

Futuro da Fotografia – iluminação via Drone ?



O desenvolvimento tecnológico não cansa de me surpreender. A vida humana nos últimos 100 anos evoluiu absurdamente do ponto de vista tecnológico e, na fotografia, não poderia ser diferente. Tudo o que mudou nos últimos 20 anos já seria suficiente para explodir a nossa cabeça. Ao contrário do que alguns saudosistas possam afirmar, a fotografia digital trouxe possibilidades, facilidades e confortos que seriam impossíveis com o bom e velho filme fotográfico. Porém, ainda não acabou. Há muito o que se fazer e nem todas as grandes evoluções acontecem dentro de uma câmera fotográfica. Elas podem vir, simplesmente, do posicionamento da iluminação.

Quem já precisou fazer uma sessão fotográfica externa sabe como é trabalhoso ficar arrastando os tripés com a iluminação. O ideal é ter assistentes que façam isso enquanto você apenas orienta o posicionamento das luzes, mas quando se está começando esse é um luxo inexistente e, muitas vezes, você mesmo tem que cuidar de tudo. Como muitos esquemas de luz são construídos na tentativa e erro, então imagine a quantidade de trabalho que está envolvido na captura da imagem perfeita. Porém, se depender de um grupo de cientistas, esse pode ser um problema bem mais light no futuro. Pesquisadores do MIT e da Universidade de Cornell acreditam ser possível que o fotógrafo tenha a sua disposição um pequeno grupo de drones equipados com fontes de luz (flash) e que vão se posicionar automaticamente para proporcionar a luz ideal.

Teoricamente a coisa é até simples. Através de uma interface simples e intuitiva o fotógrafo vai escolher o tipo de iluminação que quer executar e os drones vão se posicionar automaticamente ao redor do assunto a ser fotografado. O fotógrafo indica a direção em que a luz deve incidir sobre o modelo e também a sua intensidade. Depois disso é possível ir fazendo pequenos ajustes no posicionamento do pequeno drone para se chegar ao efeito desejado. A unidade de controle do drone estará conectada à câmera e vai fornecer informações em tempo real do posicionamento do fotógrafo para que ajustes de distância e ângulo possam ser executados automaticamente.

A ideia é bacana e, para você que acha que tudo ainda está na teoria, a equipe responsável pelo desenvolvimento da tecnologia vai fazer uma apresentação prática no International Symposium on Computational Aesthetics in Graphics, Visualization, and Imaging no mês de agosto. Ou seja, talvez a coisa esteja operacional antes do que possamos imaginar. Parece coisa de ficção científica, mas não é.

Com Photoshop, francês mescla fotos e desenhos super-realistas

O designer gráfico francês Sébastien Del Grosso, 33, quis retratar os principaismomentos de sua vida juntando suas duas paixões: desenho e fotografia. Para isso, ele criou uma série chamada “Sketch of a life” (rascunho de uma vida), em que faz montagens usando o Photoshop para mesclar imagensreais com rascunhos feitos a lápis.

“Quis ilustrar minha vida, como se meus desenhos tornassem reais as ações ou influenciassem alguém”, explicou o designer em entrevista por e-mail ao UOL. Em seu trabalho, Del Grosso procurou destacar pessoas que considera importantes ou, simplesmente, situações curiosas.

No desenho “sketch your mentor” (rascunhe sua mentora), por exemplo, o artista homenageou sua avó, que o ensinou a fazer os primeiros traços. Na montagem, há uma foto de Del Grosso como se estivesse desenhando a matriarca da família.

Del Grosso homenageou sua avó na série de imagens “Sketch of life”, pois aprendeu a desenhar com ela

Também são homenageados no projeto sua sobrinha, Cataleya, sua namorada, Lisa, e vários amigos.

O processo é todo feito por Del Grosso. As fotos são tiradas em seu apartamento e os traços que compõem as montagens levam no máximo uma hora. Depois disso, começa o processo de edição. “Da ideia até o resultado, pode levar um dia. Mas às vezes gasto bastante tempo pensando no conceito”, afirmou. 

O trabalho de Del Grosso foi reconhecido em prêmios de fotografia. No ano passado, ele tirou 1º lugar no IPA (International Photography Awards) na categoria retratos não profissionais.

“Minha vida não mudou, mas com essa premiação agora tenho mais pessoas que seguem meu trabalho”, disse o designer gráfico, que publica suas fotos no Facebook e no Flickr.

Museu Oscar Niemeyer terá exposição sobre as origens do fotojornalismo no Brasil


O Cruzeiro foi a primeira revista ilustrada brasileira e mais de 300 de suas imagens serão expostas.

O Museu Oscar Niemeyer (MON) abre hoje 29 de maio, às 19h, na sala 07, a exposição “Um olhar sobre O Cruzeiro: as origens do fotojornalismo no Brasil”. Com curadoria de Helouise Costa, professora e curadora do Museu de Arte Contemporânea da USP (Universidade de São Paulo), e Sergio Burgi, coordenador de Fotografia do Instituto Moreira Salles, a mostra terá entrada gratuita na abertura. 

Com mais de 300 imagens e matérias, a exposição revela a história da principal revista ilustrada brasileira do século 20, que foi decisiva para a implantação do fotojornalismo no país. A exposição tem como fio condutor a relação entre as imagens produzidas pelos fotógrafos e as fotorreportagens tais como foram publicadas. 

Com foco as décadas de 1940 e 1950, período de maior criatividade e penetração social da revista, Pierre Verger, José Medeiros, Peter Scheier, Jean Manzon, Henri Ballot e Marcel Gautherot são alguns nomes que compõem a mostra. 

O CRUZEIRO – Com circulação nacional e publicada pelos Diários Associados, de Assis Chateaubriand, a revista “O Cruzeiro” foi lançada em 1928 como uma publicação semanal de variedades. Tornou-se um dos mais influentes veículos de comunicação de massa que o país já conheceu. No início da década de 1940, incorporou o modelo da fotorreportagem, tornando-se pioneira na implantação do fotojornalismo no Brasil. “Mesmo após 38 anos do fechamento da revista, constatamos que ela continua sendo uma importante referência para os profissionais da imprensa brasileira, muito embora seja pouco conhecida pelas gerações atuais”, explica a curadora Helouise Costa. 

CURADORIA – Helouise Costa é graduada em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Cursou mestrado e doutorado na Universidade de São Paulo na década de 1990. É curadora do Museu de Arte Contemporânea da mesma universidade, onde também atua como livre-docente e orientadora no programa de pós-graduação interunidades em Estética e História da Arte, bem como na pós-graduação em Museologia. 

Sergio Burgi formou-se em Ciências Sociais pela USP em 1981, ano em que ingressou no curso de Mestrado em Conservação Fotográfica da School of Photographic Arts and Sciences, do Rochester Institute of Technology (EUA), onde obteve em 1984 os diplomas de Master of Fine Arts in Photography e Associate in Photographic Science pelo Rochester Institute of Technology. Foi coordenador do Centro de Conservação e Preservação Fotográfica da Funarte, entre 1984 e 1991. É membro do Grupo de Preservação Fotográfica do Comitê de Conservação do Conselho Internacional de Museus (Icom) e desde 1999 coordena a área de Fotografia do Instituto Moreira Salles, principal instituição voltada para a guarda e preservação de acervos fotográficos no Brasil.

Coletivo fotográfico e o direito de autor


Um tema conhecido no mundo das artes, mas recente na fotografia.

Nos últimos tempos surgiu uma nova figura associativa no universo fotográfico: os coletivos de fotógrafos. Esses coletivos a principio poderiam ser confundidos com agências ou cooperativas de fotógrafos, mas pode estar mais próximo de um laboratório de experimentação de linguagens ou um grupo de estudos e pesquisas.

Os diversos coletivos fotográficos pelo Brasil adentro possuem trabalhos muito distintos, mas na maioria dos casos o resultado final tende para uma linha mais voltada para o artístico e/ou autoral, portanto uma obra intelectual. É nesse quesito que eu gostaria de levantar algumas questões com base na Lei Autoral vigente em nosso país.

- Uma obra fotográfica criada em um coletivo é uma obra em co-autoria?

Se assim for entendida, então é uma obra criada em comum, por dois ou mais autores.
- Nesse caso um simples colaborador é co-autor?

Não. É co-autor aquele que através de uma efetiva participação acrescentou com sua colaboração uma criação intelectual de fato à obra. O mero auxílio em tarefas não criadoras não constitui criação intelectual.

O colaborador é aquele que somente auxilia o autor na produção da obra intelectual, revendo-a, atualizando-a, bem como fiscalizando-a, aconselhando sua edição ou sua apresentação pelo teatro, fotografia, cinematografia, radiodifusão sonora ou audiovisual. Portanto não se confunde com o conceito de co-autor. Ele não é um co-autor da obra intelectual.
- O que é obra coletiva?

Obra coletiva é aquela que resulta da reunião de obras ou partes de obras que conservem sua individualidade, desde que esse conjunto, em virtude de trabalho de seleção e coordenação realizado sob a iniciativa e direção de uma pessoa física ou jurídica, tenha um caráter autônomo e orgânico. Desse conceito de obra coletiva, extraem-se os dois elementos constantes do art. 7.º da Lei Autoral (9.610/98): o critério de seleção e organização e a individualidade das contribuições singulares perante a autonomia do conjunto.

Entendemos então, pelas perguntas e respostas acima que uma obra intelectual coletiva não é uma figura nova no mundo jurídico. No entanto entende-se que no caso dos coletivos fotográficos, é dada uma nova importância para os atos de fazer e o criar. A afetividade dos participantes e o compartilhamento da experiência são pontos fundamentais para o resultado final da obra.

Outra característica é que alguns coletivos não incluem apenas fotógrafos, mas também profissionais de outras áreas, como design, tratamento de imagens, jornalismo e artes visuais. A participação de cada um dos integrantes é valorizada e a discussão ocorre durante todo o processo de produção, sempre em busca de uma identidade coletiva.

Enquanto a agência fotográfica valoriza a criação individual, o coletivo prefere a criação em grupo e a inteligência coletiva.

“A autoria na fotografia também é fruto de tais negociações e construções, mas geralmente é determinada pelo operador da câmera, por aquele que coloca o olho no visor e o dedo no disparador. Mas como pensar dessa maneira num mundo com tantas conexões e num processo que abrange tantas etapas e ligações externas? É possível resumir a autoria a apenas um ator?”, questiona Eduardo Queiroga em sua dissertação apresentada para a obtenção do título de mestre em Comunicação.

A pré e a pós-produção das imagens digitais, feitas por outras pessoas que não o autor do clique, também abre margem para essas perguntas.

Conflitos relativos ao Direito Patrimonial de obras realizadas em coletivos fotográficos não serão muito difíceis de solucionar. Mas e os conflitos relativos ao Direito de Autor? No cinema já se resolveu o problema dos créditos, pois geralmente ao final da obra temos os créditos de todos aqueles que participaram de sua criação, em menor ou maior grau. Mas e a fotografia? Não existe espaço para tantos créditos.

O tema é amplo e novo, vamos aguardar os acontecimentos e deixar que os juristas atuem conforme a demanda social exigir.

A volta das cameras analógicas no mundo digital

Fotografia feita com câmera analógica panorâmica

Elas estão com tudo e fazem a cabeça dos apaixonados por fotografia. Descubra a diversão de fazer cliques analógicos em um mundo dominado pelas câmeras digitais.

Quem está mergulhado no universo digital pode nem imaginar, mas existe um mundo inteiro que ainda vive de forma analógica. E não estamos falando da falta de acesso à tecnologia, mas sim de um hobby que leva centenas de pessoas às ruas equipadas de câmeras analógicas.

Ao contrário do que você possa pensar, isso também não é uma atividade dos saudosistas que não se adaptaram aos moldes atuais da fotografia, mas as imagens captadas em filmes fazem com que jovens que pouco tiveram contato com as câmeras analógicas na infância queiram retomar a diversão das fotografias que levam um bom tempo para serem reveladas.

 

A redatora que vos escreve é um ótimo exemplo disso: quando era criança, eu já tinha em casa câmeras digitais (ok, daquelas enormes, que usavam disquetes para armazenamento – alguém aqui ainda lembra o que é um disquete?). Hoje, embora não deixe de lado a fotografia digital, minha coleção está chegando às 15 câmeras analógicas, todas em pleno funcionamento. Minhas listas de desejos se dividem entre equipamentos eletrônicos e filmes fotográficos.

Mas o que faz toda uma geração voltar no tempo e escolher fazer imagens com uma tecnologia considerada ultrapassada? Para descobrirmos isso, é preciso primeiro entender alguns pontos da fotografia analógica.
Fotografando com filme

Quem acompanha o Tecmundo já sabe como funciona uma câmera, já conhece a estrutura de uma lente, entende o que é a medida ISO e, com isso, fica mais simples entender como é a fotografia com filme. Basicamente, existem duas formas de clicar de forma analógica: você pode usar equipamentos top de linha para obter resultados profissionais, com imagens nítidas e claras, ou partir para projetos mais experimentais, algo como um “Instagram da vida real”.

Fotografia feita com uma Toy Camera: são quatro lentes prontas para capturar quatro imagens em sequência.

Essa segunda opção geralmente fica por conta da lomografia, com as chamadas “Toy Cameras”. Elas consistem em aparelhos mais simples e de baixo custo, geralmente com corpo e lente feitos de plástico, sem muitas opções de controle. Os efeitos também podem ser obtidos com câmeras antigas sem opções avançadas, filmes vencidos e uma série de ideias não tão comuns que surgem nos fóruns de discussão, tudo para deixar o resultado ainda mais retrô.

Se você nunca usou uma câmera analógica, vale a explicação: o filme colocado no equipamento recebe a luz que passa pela lente, que forma as imagens. Depois de fotografar todas as poses (24 ou 36, dependendo do filme), o fotógrafo leva o filme para laboratórios ou faz o processo de revelação em casa e, só depois disso, ele passa a visualizar o resultado. Nada aqui é instantâneo: você pode levar meses para terminar um filme e conferir o resultado.
Nostalgia ou técnica?

O que leva alguns fotógrafos a escolherem o filme é a qualidade proporcionada pelo formato tradicional. Ao contrário do que muita gente pensa, a principal vantagem na fotografia digital ainda é a instantaneidade, já que poucas câmeras digitais conseguem reproduzir imagens em tamanho semelhante ao das câmeras analógicas.


Para o arquiteto Yoshio Moriyama, existem muitos fatores que influenciam a escolha: “A forma como cada filme capta e expressa a luz, a diferença nos tamanhos dos grãos e nos tons especiais de cada filme, além da questão do custo. Comprar uma SLR clássica, 10 filmes e revelação para tudo isso sai muito mais barato do que comprar uma DSLR que tenha resolução próxima aos 35 mm.”

Outro fator que atrai Moriyama é a desvalorização de equipamentos profissionais analógicos com a alta concorrência do mercado digital. “Com a chegada do formato digital, o preço dos equipamentos analógicos caiu bastante, o que garante acesso a muitas ferramentas que antigamente eram consideradas ‘coisa de profissional’”.


Já o arquiteto Ricardo Lima acredita no potencial da fotografia analógica de uma forma mais técnica. Para ele, a escolha está longe de ser algo puramente saudosista. “Fotografo em filme porque ainda tenho melhores resultados do que no digital. Consigo usar filtros coloridos em filme PB e fazer longas exposições com mais de uma hora sem ter medo de o sensor queimar ou o calor da máquina adicionar ruído no resultado final.”

Para ele, o processo de construção da imagem reflete diretamente na qualidade do resultado. “Muita gente se vangloria de fotografar em ISOs altíssimos com as digitais. Eu já prefiro filmes com ISO 50 ou 20 para fotografias noturnas.”

O artista plástico e programador paulista Sergio Marreiro diz se sentir atraído pelas etapas do processo analógico. “Quanto mais eu conseguir participar na formação da imagem, melhor. No digital, eu não conseguia isso. A câmera decide tudo, ou algum programador japonês decide por você; na edição você não entra em contato com nada no mundo físico, não decide praticamente nada.”


Além disso, para ele, os processos manuais também são mais interessantes do que os digitais. “No analógico, você pega o filme na mão, amplia no ampliador, mistura os químicos, revela, estraga a bobina, compra filme vencido, modifica a câmera. É muito mais divertido”.

Ao mesmo tempo, o próprio processo de fotografar se torna mais lento, mais cuidadoso e mais “caprichado”. A bibliotecária e estudante de fotografia Ana Lu Sanches divide sua opinião com a estudante de artes visuais Dayany Matos. Ambas acreditam que todo o processo de criação da imagem é mais interessante e completo no mundo analógico.

“É o parar diante da cena que gostei e pensar no que vou clicar, pois não vou querer queimar 15 poses da mesma coisa, além daquele tempo de gastar o filme, revelar e rever a cena que fotografei depois de um tempo”, diz Sanches.

“Acho que é uma forma autêntica de obter diferentes resultados de cores. Tem o prazer de imaginar como as fotos vão ficar e perceber que o resultado pode ter sido melhor do que com toda a tecnologia de digitais e programas de edição”, complementa Matos.

A estudante de engenharia Jana Lahos mora em Jacareí e prefere fazer até a revelação em sua própria casa. “Faço pelo prazer de fotografar e revelar. Não tem a mesma graça quando eu levo em uma loja”. Para ela, isso faz parte do processo da fotografia analógica “Existe a expectativa na revelação e na ampliação. É triste quando algo dá errado e você perde um frame ou até o filme todo, mas a satisfação de ver o resultado quando dá certo supera a decepção”
Na contramão do mercado

Embora a cada dia mais entusiastas embarquem na fotografia analógica, o mercado não anda tão otimista assim. Ao mesmo tempo em que mais câmeras e acessórios analógicos são lançados por empresas independentes, as grandes fabricantes como Fuji e Kodak se rendem e deixam de fabricar filmes ou enfrentam crises financeiras jamais vistas.




A pergunta do momento é: será que as grandes empresas vão deixar tantos apaixonados sem opções? Embora alguns fabricantes independentes ainda apareçam no mercado, existe uma demanda grande a ser suprida, embora ela já não seja tão expressiva quanto antigamente. Até quando o mercado de fotografia analógica vai sobreviver? Ao que parece, se depender de uma boa parte dos fotógrafos, profissionais ou amadores, o filme fotográfico ainda tem seu espaço garantido por muitos anos.
Por onde começar?

Se você se interessa pela fotografia analógica, pode começar garimpando câmeras antigas com amigos (muita gente não dá bola para câmeras antigas, que podem ser de grande utilidade para quem está começando) ou pode procurar equipamentos mais simples em lojas ou sites de produtos usados.

Para quem prefere entrar de cabeça nas Toy Cameras, os modelos da Lomography são os mais indicados. A marca conta com dezenas de modelos com preços que variam entre R$ 169 e R$ 1.400. A escolha dos filmes também é importante, mas ela vai variar conforme o modelo de câmera escolhido e o tipo de cena a ser fotografado.

 

O que vale lembrar é que na fotografia analógica não existe certo ou errado. As experimentações vão de modificações nos próprios equipamentos e duplas exposições de filmes até processos mais complexos, como a ideia de se assar um filme (não, você não leu errado: assar um filme, literalmente, no forno!).

Se você já é adepto da fotografia analógica, deixe seu comentário e se sinta à vontade para falar sobre seus processos e experimentos favoritos. Caso você esteja pensando em começar, compartilhe os resultados com a gente!

O Photoshop é o mais falado, mas existem óptimas alternativas a ele, incluindo gratuitas


Ainda que o Photoshop seja o mais falado, existem ótimas alternativas a ele, incluindo gratuitas.

Adobe Photoshop é um daqueles produtos fatídicos que têm um significado cultural bem além do seu propósito original. Como já foi dito anteriormente [eng], tornou-se um verbo — falamos confortavelmente sobre “photoshopar” imagens independetemente do programa que usamos para isto.

O anúncio recente da Adobe de que tudo além do Photoshop CS6 vai precisar ser alugado como parte do lineup de sua Creative Cloud [eng] provocou uma certa dose (por vezes grande) de inquietação, mas Photoshop não é o único na praça, e nunca foi. Neste artigo vamos dar uma rápida olhada em dez outros manipuladores de imagens que você pode não conhecer, mas os quais vale bem a pena explorar.

Nenhum desses aplicativos é um verdadeiro “substituto” um-a-um para o Photoshop CS6, particularmente se você é um designer gráfico ou um profissional de vídeo. Mas para o resto de nós — pessoas que querem apenas retocar imagens, manipular composição, ajustar cores e saturação, aplicar filtros e efeitos enlatados, e remover aquele pirralho que estava perambulando no primeiro plano daquela que seria uma foto perfeita — eles podem provar serem bastante úteis.

ACD Systems ACDSee Pro 6 e ACDSee Photo Editor
$60 para o ACDSee Pro 6; $30 para o Photo Editor 6
Requisitos operacionais: Windows XP SP3 ou mais recente; ACDSee Pro 3 ($85) disponível para Mac OS X

Se você está usando Windows e quer substituir por inteiro o soco duplo Adobe Photoshop + Adobe Lightroom, o ACDSee Pro 6 (uma alternativa ao Lightroom) mais o ACDSee Photo Editor 6 (alternativa ao Photoshop) podem colocá-lo num bom caminho por uma fração do preço.

ACDSee Pro 6 oferece processamento de arquivos RAW, marcação de imagens (tagging) e melhorias de exposição e cores, enquanto o Photo Editor 6 é a ferramenta mais Photoshop-like para edições baseadas em camadas a nível de pixel. ACDSee Pro 6 não oferece alguns dos recursos e macetes de reconhecimento facial, geotagging e correção de distorção do Lightroom e do Aperture, mas ambos softwares oferecem extenso suporte ao formato RAW, além do comum. Porém usuários de Mac devem ter cuidado: ele têm que se contentar com o ACDSee Pro 3 por enquanto.

Adobe Photoshop Lightroom 4*¹
$150 pela versão standalone; disponível como parte da inscrição de $50/mês na Creative Cloud
Requisitos operacionais: Mac 64-bit rodando Mac OS X 10.6.8 ou mais recente; Windows Vista ou mais recente

O Lightroom não é uma alternativa ao Photoshop por si só. Lançado como uma ferramenta para fluxo de trabalho com RAW, a Adobe vem firmemente atualizando isso através das versões, e se você não precisa fatiar e remontar suas imagens intensivamente, é uma ótima alternativa à “força total” do Photoshop.

Se você é um fotógrafo que clica em RAW você pode já estar usando o Lightroom como parte de seu workflow, uma vez que abrange alguns dos pontos mais fracos do PS: organizando suas fotos, colocando tags e aplicando correções e melhorias rápidas. Se você fotografa principalmente em RAW e precisa de um programa para processar rapidamente suas imagens, ajustar exposição, reduzir ruído e aplicar os mesmos ajustes a uma série de fotos, o Lightroom pode ser tudo que você precisa — precisamente por isso a Adobe o criou.

Para quem quiser adquirir o Lightroom via Creative Cloud, deve possuir ao mínimo o Photoshop CS3 (ou versão mais recente). A não ser que a Adobe decida ofertar para todos…


Apple Aperture 3
$80
Requisitos operacionais: Mac OS X 10.7.5 ou mais recente

Aperture é mais uma alternativa ao Lightroom do que ao Photoshop CS6, e se você é usuário de Mac pode ser apenas disso que precisa. O Aperture combina recursos avançados como processamento de RAWs, retoques manuais, elementos de impressão personalizada e ferramentas de marcação/organização com opções amigáveis ao principiante, como reconhecimento facial, geotagging e filtros one-click. Diferentemente do Lightroom, o Aperture não tem incorporada uma correção de distorção de objetivas além do comum, mas há diversos plugins disponíveis no site da Apple que oferecem este e vários outros recursos.

Versões mais antigas do Aperture foram notoriamente intensas no uso do sistema, requerendo bastante poder de processamento para rodarem, mas o Aperture 3 está bastante melhorado. Por 80 dólares é difícil encontrar muito do que reclamar.


Corel PaintShop Pro X5
$60 pela edição Básica; $70 pela edição Ultimate
Requisitos operacionais: Windows XP SP3 ou mais recente

Se você busca especificamente por um programa alternativo ao Photoshop já pronto na caixa para Windows. o Corel PaintShop Pro X5 é um dos mais populares pacotes do planeta.

Nessa seleção essa é indiscutivelmente a melhor opção para artistas gráficos, já que pode criar vetores e ainda oferece interoperabilidade com as próprias ferramentas de pincel do Photoshop. Como é de se esperar, também oferece bem um arranjo completo de ferramentas de tratamento fotográfico, incluindo camadas, filtros, HDR one-click e outros filtros, ferramentas de retoque e muito mais suporte a RAWs do que qualquer um desses pacotes gratuitos (inclundo RAW 16-bit). A edição “Ultimate” do PaintShop Pro X5 custa apenas 10 dólares a mais do que a versão padrão, e inclui filtros do Nik Color Efex Pro 3.0 (os quais custam cerca de 150 dólares sozinhos, então é um bom negócio) e ferramentas de aprimoramento adicionais para retratistas.


DxO Optics Pro 8
$170 pela edição padrão; $300 pela edição Elite
Compatível com: Windows XP (SP3) e mais novo para suporte 32-bit; Windows Vista ou mais recente para suporte a 32- e 64-bit; Mac OS X 10.6 ou mais recente

Se você procura por correção de objetivas adaptada à sua câmera no seu programa de tratamento de RAWs, não procure menos do que o DxO Optics Pro.

Essa alternativa ao Lightroom possui um extenso banco de dados de combinações câmera/lente, que você pode ativer como ‘módulos’ para automatizar a correção de distorção, aberração cromática, nitidez, vinhetas e redução de ruído. A base de dados da edição Standard de combinações câmera/objetivas é construída para suportar qualquer coisa das point-and-shoot que produzem RAWs a câmeras DSLR de nível de consumo geral, enquanto a edição Elite serve melhor para aqueles que clicam com uma DSLR full-frame ou outros kits de nível profissional. O Optics Pro 8 demanda algum tempo para se acostumar, mas é uma ferramenta incrivelmente poderosa e suas correções de lentes realmente têm que ser vistas serem acreditadas. Esteja preparado para esperar por novas câmeras e módulos de lente a serem adicionados, embora a DxO esteja ficando melhor a este respeito.

GIMP 2.8
Grátis
Compatível com: Windows XP e mais recente; Mac OS X; Linux; Unix; BSD

GIMP é um projeto de código aberto (open-source) que custa absolutamente nada. Ele tem uma admirável replicação da série de recursos do Photoshop, quando usado para recompor e manipular suas fotos, aplicar efeitos, e cortar e redimensionar suas imagens.

O GIMP suporta edição de arquivos PSD, e seu arsenal de ferramentas não tem igual por seu preço: filtros, ferramentas de pincel, de texto, camadas, recursos de correção de distorção e de cores, e uma abundância de opções para corte, redimensionamento e efeitos.

Embora ele compartilhe de uma quantidade surpreendente de recursos com o muito mais caro Photoshop, o GIMP não passa de forma alguma de um recurso grosseiro. As queixas mais comuns com o GIMP é que ele não é tão “polido” ou fácil de usar como o Photoshop, nem iguala-se ao software de edição da Adobe quando se trata de recursos avançados e gerenciamento de cores (não-RAW 16-/32-bit ou suporte a CMYK, por exemplo).

O GIMP tem uma vigorosa seleção de plug-ins que deixam o seu conjunto de recursos ainda mais com cara de Photoshop, incluindo ferramentas tipo content-aware, amplo apoio formato RAW, e até mesmo uma versão modificada que parece e age mais como Photoshop, se você ficar com saudades de casa.


Paint.net
Grátis
Compatível com: Windows XP SP3 e mais recente

Paint.net é um programa apenas para Windows, gratuito, e é muitas vezes mencionado ao lado do GIMP (é gratuito, para uma coisa), mas os usuários ávidos dão-lhe uma vantagem em termos de curva de aprendizado, se você sabe o caminho de pelo Microsoft Paint, você deve pegar o jeito no Paint.net bem rapidamente.

As paletas de ferramentas de seleção e de pintura básicos do Paint.net são quase idênticos aos encontrados no Microsoft Paint, mas ganham ups com suporte Photoshop-like a camadas, filtros e efeitos. É também semelhante ao GIMP em termos de desenvolvimento extensivo de plug-ins, e esses add-ons serão essenciais para os usuários mais avançados. Você precisa fazer o download e instalar plug-ins para editar arquivos PSD e trabalhar com imagens RAW, por exemplo. Para edições de fotos mais básicas em JPEG em uma máquina Windows, o Paint.net pode ser sua opção mais barata e simples. Enfim, é grátis — por que não?

Phase One Capture One Pro 7
$300
Compatível com: Windows Vista (SP2) e mais recente (sistema 64-bit requerido); Mac OS X 10.6.8 ou mais novo

No Raw Converter Showdown do Dpreview no início deste ano, o Phase One Capture One Pro 7 surgiu como a escolha de topo para fotógrafos de estúdio e de moda graças ao sua excelente suporte para sessão com tethering, inclusive com ajustes de câmera via aplicativo e capacidades em live-view.

Há uma abundância de razões para fotógrafos entusiastas considerarem este pacote de processamento RAW, entretanto, incluindo excelentes ferramentas de organização, desempenho rápido e uma pré-visualização de pico de foco único que ajuda a identificar os cliques mais nítidos em seu lote de fotos. Assim como o Lightroom e o DxO Optics Pro, ele também oferece uma extensa seleção de ferramentas de redução de ruído, correção de objetivas, correção de cores e de impressão personalizada. Se seu custo relativamente alto lhe detiver, você sempre pode baixar uma versão de avaliação gratuita e ver como você se dá com ele.

Pixelmator 2.2 ‘Blueberry’
$30
Compatível com: Mac OS X 10.7 ou mais recente

Pixelmator é outro programa completo em recursos de edição, e é provavelmente uma opção mais segura para usuários de Mac graças à sua failidade de uso. O Pixelmator roda apenas em Mac OS X, e, ao mesmo tempo que não é gratuito, custa a pechincha de US$ 30.

Pense no Pixelmator como o anti-GIMP, em termos de interface. É mais fácil de usar e muito agradável de ver. Para necessidades de edição de imagem de básicas a semi-avançadas (correção de cor, pincéis, camadas, máscaras, filtros, ferramentas de texto, e um instrumento de correção content-aware), tem o de praxe atendido. Como o GIMP, ele também suporta a edição de arquivos PSD, para que você possa trabalhar com todos os projetos que já iniciou no Photoshop. Você não vai conseguir tudo o que encontra no Photoshop, é claro: é mais restritiva em termos de criação de scripts / automatização de tarefas, gerenciamento de cores e suporte a RAW; basicamente, você precisa ter certeza de que os arquivos RAW de sua câmera são suportados pelo próprio Mac OS X (se você estiver executando a versão mais recente do OS X essas atualizações são bem frequentes).


Pixlr Editor
Grátis
Compatível com: Roda no navegador; requer Flash

Você não vai ter suporte a RAW com o Pixlr, e vai precisar de Adobe Flash para fazê-lo funcionar. Se tais fatos não forem impedimentos para sua aquisição, saiba que este editor in-browser oferece um poder de edição de imagens em quantidade impressionante sem precisar baixá-lo, instalar ou pagar por qualquer coisa.

O Pixlr Editor oferece o conjunto de praxe de ferramentas de pintura, desfoque, corte, ajuste de cores e texto, mas também lhe entrega um recurso de correção local por contexto (context-aware spot-healing) e uma variada selação de filtros presets (HDR, tilt-shift e gradientes de cor no meio deles) à sua disposição. Juntamente com a capacidade de abrir e editar arquivos PSD (você não pode salvar em PSD, no entanto), um dos melhores recursos do Pxlr Editor é sua integração com o Google Drive. Você pode adicionar o Pixlr Editor à sua lista de aplicativos conectados ao Google Drive, permitindo-lhe editar imagens da sua pasta no Drive e salvar nela sem sair do seu navegador.

Adobe Photoshop Elements 11*²
$99
Compatível com: Windows XP (SP3) ou mais novo, Mac OS X v10.6 ou mais novo

Número 11 de nossa lista (OK, nós sabemos, nós sabemos…) é… Adobe Photoshop. Um tipo de, na verdade. O Photoshop Elements 11 é a última edição*² da versão reduzida do todo-poderoso Photoshop, e ainda é definitivamente a melhor. Tradicionalmente, o Elements foi por um bom tempo o primo pobre de seus congêneros mais caros, mas ao longo dos últimos anos, a Adobe tem silenciosa e constantemente levado esse conjunto de recursos ao ponto onde é agora uma ferramenta de edição muito poderosa por seu próprio mérito.

Embora a interface (especialmente a navegação), seja diferente o suficiente para confundir alguém acostumado ao Photoshop CS6, o Elements 11 contém quase toda a navegação essencial na imagem e recursos de manipulação de que os fotógrafos precisam. Ainda há limitações, mas muito menos do que havia no passado. Para uma análise das diferenças entre Elements e Photoshop CS6, nos fóruns de ajuda da Adobe há uma página que é bastante abrangente [nota: em inglês].

*1: o Lightroom já possui versão 5. Vide página do programa.
*2: o PS Elements já está em sua versão 12. Veja aqui.

Livro mostra imagens dos mestres em fotografia da natureza e vida selvagem

Foto de Anup Shah
Como sair do lugar comum e dos clichés ao tirar fotos da natureza? 

O Museu de História Natural de Londres tem a resposta, que está no incrível livro “The Masters of Nature Photography”, publicado em parceria com a BBC, com imagens premiadas no concurso “Wildlife Photography of the Year”. O concurso já está na 49a edição, e premia todo ano as 100 melhores fotos da natureza e vida selvagem.

Para a edição comemorativa, foram seleccionados 10 fotógrafos. Desde verdadeiras lendas da profissão, até “jovens mestres” que têm se destacado nos últimos anos. 

A restrição a poucos fotógrafos é polémica, mas a organização do prémio garante que o conjunto dos 10 representa as melhores imagens premiadas no concurso nas últimas 3 décadas.

Foto: David Doubilet
Foto: David Doubilet
As fotos têm grande impacto, pois capturam momentos do cotidiano de várias espécies da natureza de uma forma inédita. 
Por exemplo? 
Tem-se a imagem de pinguins em um iceberg, feita pelo fotógrafo David Doubilet, que ressalta a quantidade de gelo embaixo d’água e a sorte de ter pego os dois bichinhos nadando sob a superfície de gele, dando uma perspectiva diferente à cena. Ou a imagem de um gorila interagindo com um grupo de borboletas, ou uma foto de um beija-flor feita sob o ponto de vista da flor.

Foto de Christian Ziegler
Foto de Christian Ziegler
A partir das imagens do livro, lembramos o motivo pelo qual a fotografia é considerada arte.