Fotógrafo 'caçador de raios' explica uso do Photoshop após repercussão

Diferentes imagens divulgadas como conteúdo editorial explicitam que ao menos uma delas teria sido feita no Photoshop, já que ambas têm exatamente os mesmos raios no céu; (Foto: Scott Stulding/HotSpot Media/Iber Press)
Imagens de Scott Stulberg ganharam destaque na mídia internacional, ele contou que agência divulgou fotos como reais; HotSpot rebate.

Um fotógrafo americano ganhou destaque internacional esta semana depois que diferentes sites mostraram algumas de suas imagens impressionantes de relâmpagos atingindo diferentes cenários dos EUA, como o Grand Canyon. Em entrevista, Scott Stulberg, de 57 anos, explica que algumas das fotos noticiadas como "a natureza em seus momentos mais eletrizantes"foram, na verdade, montadas no Photoshop.


Com décadas de experiência como fotógrafo profissional, Stulberg fotografa inúmeros temas, de retratos em estúdio a animais na natureza, e os relâmpagos são talvez apenas o mais perigoso deles - como mostra seu site. E lá mesmo, em um blog, ele fala sobre seus cliques e explica que algumas imagens só foram conseguidas com a ajuda do programa de edição digital.

"Nunca minto sobre imagens photoshopadas para as pessoas, sempre falo para meu agente, para meus alunos, e ensino como fazer", conta o fotógrafo. Stulberg oferece aulas de fotografia e também de edição no Photoshop paralelamente a sua atividade principal.

Segundo explica na entrevista, a responsável por misturar fotografias com imagens criadas digitalmente e divulgar tudo como uma coisa só foi a agência britânica de notícias HotSpot Media, que costuma fornecer histórias para tabloides na Inglaterra.

Contatada por e-mail pelo G1, a HotSpot informou que "não tinha absolutamente nenhuma ideia de que as fotos foram photoshopadas", e que é "uma verdadeira vergonha" que isso tenha ocorrido. Na sequência, no entanto, a representante da agência oferece: "Você está interessado em adquiri-las?"


Morador de uma pequena cidade do Arizona, estado americano que tem uma das maiores incidências de relâmpagos na América do Norte, Scott conversou com o G1 por telefone na tarde de quarta-feira (26) e explicou que não edita todas as suas fotos. "A minha foto favorita do Grand Canyon [acima] não foi manipulada, é de fato aquilo", afirmou.

Relâmpagos são vistos na chegada de uma tempestade ao Grand Canyon, nos EUA. Segundo o fotógrafo, esta foto foi feita sem a sobreposição de mais de um clique, diferente de outras de seu acervo (Foto: Scott Stulding/HotSpot Media/Iber Press)
Na entrevista, ele lembra do dia em que fez exatamente essa imagem, ao lado de um aluno que o teria "apunhalado pelas costas" publicando a foto no dia seguinte sem citar a ajuda que recebeu - e ganhando fama da noite para o dia por conta do clique. Também fala sobre seu interesse por fotos de relâmpagos e dá dicas para quem se interessa pelo tema. Leia a íntegra:

De onde surgiu seu interesse para fotografar raios?
Scott Stulberg - A maioria das pessoas não pensa em fotografar raios, porque é algo que acontece tão rápido. Quando era mais novo, mais de 20 anos atrás, conheci outros fotógrafos que gostavam do tema, e foi assim que me interessei e comecei a ler a respeito para aprender melhor.

É verdade que você se mudou para Sedona, no Arizona, para estar mais perto dos raios e fotografá-los?
Scott Stulberg - Não! Seria algo extremo demais, mudar de cidade só por isso. Quando me mudei para cá, eu sabia da incidência de raios, mas esse foi apenas parte do motivo. Queria algo mais sossegado que Los Angeles, troquei uma cidade com 15 milhões de pessoas por uma de 12 mil habitantes.

Quais equipamentos você não pode esquecer quando sai para clicar relâmpagos?
Scott Stulberg - O equipamento mais importante é o tripé, ao lado da sua câmera, é claro. você pode usar um cabo disparador, apesar de não ser essencial. E outro acessório opcional que amo usar é um gatilho de relâmpagos. Alguns fotógrafos riem de mim porque uso um gatilho de relâmpagos. Eles dizem: 'Eu não preciso disso, consigo fazer sozinho'. Mas eu rio de volta, porque eles não entendem como esse equipamento pode ser importante. Com ele, você não precisa ficar disparando em sequência sem saber quando virá o raio. O equipamento antecipa o raio devido ao campo eletromagnético [gerado frações de segundo antes da descarga]. Isso permite fotografar relâmpagos inclusive à luz do dia, o que é praticamente impossível sem o gatilho.

Você já esteve em alguma situação de muito risco enquanto caçava raios? Já esteve "perto demais" de um deles?
Scott Stulberg - Sei que muitas pessoas morrem atingidas por relâmpagos todos os anos. É de dar medo. Eu já estive bastante perto de raios, mas não próximo o suficiente para considerar que minha vida correu algum risco de fato. Isso está sempre na minha mente: aparentemente, você pode estar a milhas de distância e mesmo assim sofrer a descarga de um relâmpago. Nunca se está a salvo, mesmo dentro de um carro ou algo assim. Tive sorte até agora.

No seu blog você deixa bem claro que pode combinar mais de uma foto para conseguir a "foto de relâmpagos perfeita", e até usa como exemplo uma das fotos divulgadas pelas agências de notícia para todo o mundo. Não lhe incomoda que imagens como essa tenham sido divulgadas como conteúdo editorial, como notícia, quando na verdade foram imagens construídas no Photoshop?
Scott Stulberg - Eu costumo vender meu trabalho para bancos de imagens, e eles estão acostumados a lidar com fotos 'photoshopadas'. Mas algumas das fotos que passei para essa agência na Inglaterra (HotSpot Media), eles nem pensaram a respeito. Disseram: 'gostamos das suas fotos de relâmpagos, podemos usá-las?', e eu disse que tudo bem. Só percebi depois que em algumas delas eu tinha acrescentado raios, mas não sabia exatamente onde elas seriam publicadas. Eu nunca tento esconder quando uso Photoshop nas minhas fotos. Agora penso que não deveria ter passado aquela foto para eles. Para as agências de banco de imagem, eles querem o maior e melhor, não ligam nem um pouco para manipulações no Photoshop já que vendem as fotos para publicidade e outros fins. Mas a minha foto favorita do Grand Canyon não foi manipulada, é de fato aquilo.

Percebi que duas fotos têm exatamente o mesmo padrão de raios em cenários diferentes... Uma delas mostra relâmpagos atrás de uma montanha enquanto a outra mostra raios caindo na água. A primeira, inclusive, aparece no seu blog como exemplo de imagem editada, não?
Scott Stulberg - Sim! Aquela outra foto (do lago) era apenas uma brincadeira. Eu dou aulas de Photoshop e criei aquela imagem para usar como exemplo em uma aula, acrescentei a superfície de água e os reflexos. Eu nunca teria planejado publicar as duas fotos juntas, isso fugiu do meu controle. Pensei que eles (da HotSpot Media) veriam esse tipo de coisa e saberiam escolher as fotos. Eu nem sabia que eles tinham usado essas duas fotos. Mandei essas imagens sem pensar, eu lido todos os dias com muitas agências diferentes. Nunca minto sobre imagens photoshopadas para as pessoas, sempre falo para meu agente, para meus alunos, e ensino como fazer. Espero que isso não me traga problemas. 

Também em seu blog, vi que você já teve problemas com um aluno que publicou uma foto do Grand Canyon quase idêntica à sua. Como foi isso?
Scott Stulberg - No ano passado, levei um dos meus alunos (Rolf Maeder*) para o Grand Canyon para mostrar como fotografar relâmpagos. Eu o ajudei a montar os equipamentos ao lado dos meus, nós fizemos a mesma foto. Fiquei muito animado com a foto, mas no dia seguinte ele foi e postou a imagem no site da National Geographic sem nem citar meu nome. A foto se tornou um viral e ele ficou conhecido por ela da noite para o dia, e a partir daí me ignorou completamente. É uma faca de dois gumes com as aulas, às vezes eu pego um mau aluno. Eu ensino tudo a eles e às vezes eles fazem exatamente o mesmo clique que eu queria fazer, e eu penso que uma pessoa qualquer diria: "Ok, não vou publicar esta foto, ela é sua". Mas alguns te apunhalam pelas costas.

* Entamos em contato com o fotógrafo Rolf Maeder para comentar sobre a foto no Grand Canyon. Ele confirmou que teve aulas com Stulberg, um "fotógrafo muito mais experiente do que eu", em suas próprias palavras. E diz que citou os amigos Scott e a namorada dele no texto que escreveu à época para o site Twisted Sifter descrevendo como a foto foi feita. No texto ele não explica, no entanto, que teve aulas de fotografia com Scott, apresentando-o apenas como um amigo.

Fotógrafo captura momento em que formigas se juntam para 'dançar'


Um fotógrafo capturou um momento curioso entre duas formigas. Nas imagens, os insetos parecem que “dão às mãos para dançarem”.

Rhonny Dayusasono , de 36 anos, registrou o momento no quintal de sua casa, na Indonésia. Ele efetuou 150 cliques em mais de duas horas até conseguir a imagem que julgou perfeita.

“É uma fotografia tão emocionante porque eu fotografo formigas no meu quintal há alguns anos, mas nunca havia capturado um momento assim”, disse o homem. A formiga vermelha vive em colônias, onde cada uma tem sua própria função como trabalhadora, zangão ou rainha. Entre as mais de 11 mil espécies de formigas em todo o mundo, a vermelha é a mais comum.

GRANDE REPORTAGEM: 15 lugares famosos mostrados ao lado de seus verdadeiros arredores

Esta coleção fotográfica de monumentos majestosos mostra a importância do enquadramento, perspectiva e iluminação em uma foto. 

A mudança de ângulo, em especial, pode fazer uma grande diferença quando aplicada à fotografia ou qualquer outra coisa na vida. Claro, o Portão de Brandemburgo e o Monte Rushmore são imponentes quando são enquadrados da maneira certa, mas podem parecer banais quando não são o foco central da imagem.

1. Pirâmides de Gizé


As três Grandes Pirâmides que compõem este complexo são, de longe, as mais famosas do mundo. Elas simbolizam o poder dos faraós do Egito Antigo e foram construídas como tumbas reais para os reis Quéops, Quéfren e Miquerinos – respectivamente pai, filho e neto. A maior delas, conhecida como Pirâmide de Quéops, atualmente mede 137,16 metros de altura (originalmente eram 146,60 metros, mas falta parte de seu topo e revestimento) e foi construída aproximadamente em 2550 aC. Ela também é a única das Sete Maravilhas do Mundo Antigo que resistiu aos efeitos do tempo e das guerras.

Quando vemos fotografias ou mesmo reportagens que mostram estes monumentos, normalmente a impressão que se têm é de que eles estão no meio do deserto, cercados por uma infinidade de areia por todos os lados. Porém, a realidade nada tem a ver com isso. Esse ponto turístico está localizado a poucos quilômetros da periferia de Cairo, como mostra a imagem abaixo. Então, já sabe: se for visitar o Egito, preste bem atenção ao tirar aquela foto de turista “segurando” uma das pirâmides.
Chernobyl vira ponto turístico

2. Stonehenge



Localizado na planície de Salisbury, no condado de Wiltshire, no sul da Inglaterra, a história deste monumento é cercado de mística. Estima-se que o mais famoso círculo de pedras do Reino Unido date de 3100 aC e, ainda que a origem de sua construção e sua função sejam incertas, acredita-se que era usado para estudos astronômicos, religiosos ou mágicos. Tanto mistério se deve especialmente às suas dimensões, já que há pedras que chegam a medir cinco metros de altura e pesar quase cinquenta toneladas.

Com toda esta aura de suspense e magia, fica fácil acreditar piamente nas imagens que mostram Stonehenge como um grande oásis de pedra em meio a uma imensidão verde praticamente intocada pelo homem. Mais uma vez, porém, um plano mais aberto revela que logo ao lado destes monumentais círculos concêntricos passa uma estrada e há até mesmo uma ruazinha para facilitar o acesso das hordas de turistas.

3. Taj Mahal



Este imenso monumento foi construído ao longo de 21 anos e às custas do trabalho de 20 mil homens, trazidos de diversas cidades do Oriente. Localizado na cidade de Agra, na Índia, o majestoso prédio de mármore branco é conhecido como a maior prova de amor do mundo, já que foi feito em homenagem à esposa favorita do imperador Shah Jahan, Aryumand Banu Begam, a quem chamava de Mumtaz Mahal (“A jóia do palácio”). Aryumand morreu dando à luz o seu 14º filho e o Taj foi construído sobre o seu túmulo. Além da grande construção de mármore, que é o prédio mais conhecido, o complexo ainda é composto por uma mesquita, outros mausoléus secundários, uma entrada principal e um imenso jardim persa.

Ainda que tenha um jardim medindo 320 x 300 metros ao seu redor, nem toda realeza que o Taj Mahal acumula é o suficiente para acabar com a pobreza da Índia. O país é o segundo mais populoso do mundo e, de acordo com o Relatório de Desenvolvimento Humano 2013 da Organização das Nações Unidas (ONU), seu IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) é 0,554, ocupando o 136º. Ainda que Agra tenha uma estrutura estável e esteja entre as 30 cidades mais desenvolvidas da Índia, é só sair um pouco da rota dos turistas para dar de cara com muito, muito lixo, tendo como plano de fundo a imponente lembrança do luto de Shah Jahan.

4. Sagrada Família



O Templo Expiatório da Sagrada Família, localizado em Barcelona, é considerada por muitos a obra-prima do arquiteto Antoni Gaudí. O artista assumiu o projeto em 1883, aos 31 anos de idade, e dedicou seus últimos 40 anos de vida a ele – os últimos 15 de forma exclusiva. Apesar disso, a obra nunca foi totalmente concluída, o que não deve acontecer antes de 2026, ano do centenário de morte do catalão. Recheado de simbologia católica e intrincado dos mais delicados detalhes, o local virou um ponto turístico e ganhou até um museu.

Tudo isso é bastante extraordinário, entretanto é só dar uma olhada em Barcelona vista de cima para praticamente perder a construção mais famosa de Gaudí no meio das quadras simétricas e da vastidão da metrópole. Nas redondezas, inclusive, há pouco espaço para construções que fujam do padrão geométrico adotado no bairro.

5. Portão de Brandenburgo



O “Brandenburger Tor” é um antigo portão de Berlim que une o centro da histórico da cidade ao “Tiergarten”, a sede do parlamento, e, no século XVIII, foi reformado e transformado em um arco do triunfo – construção da arquitetura romana que normalmente simbolizava a vitória em uma grande batalha. O rei Frederico Guilherme II ordenou a sua criação como um símbolo de paz. Medindo 26 metros de altura, 11 metros de profundidade e 65 metros de largura, a reforma que o transformou em um marco neoclássico começou em 1788 e durou três anos. Hoje, é um dos pontos turísticos mais famosos da Alemanha.

Ainda que tenha sido imponente por vários anos, a mania moderna de empilhar casas uma em cima das outras, fazendo edifícios cada vez mais altos, logo engoliu o Portão de Brandenburgo. Assim como no caso da Sagrada Família, quando se escolhe um ângulo menos turístico do lugar, sua grandiosidade é ofuscada pelos seus arredores, mesmo que os prédios que o circundem não possam ser chamados de arranha-céus. Se vivesse hoje, o rei Frederico teria bem mais trabalho para materializar o seu poder.

6. Cataratas do Niágara



A reunião de três quedas de água no Rio Niágara marca a fronteira do estado norte-americano de Nova York com a província canadense de Ontário. Ainda que não sejam assim tão altas, elas recebem as águas dos lagos Erie e Ontário, o que faz com que tenham o maior fluxo do mundo, com cerca de 168 mil m³ de água caindo a cada minuto no período das cheias e aproximadamente 110.000 m³ em média. Famosas por sua beleza e uma importante fonte de energia hidrelétrica, elas têm sido um destino turístico muito popular há aproximadamente três séculos.

Porém, se você acha uma beleza natural dessa seria totalmente cercada de mata fechada por todos os lados, como é o caso das nossas Cataratas do Iguaçú, está bastante enganado. Uma grande avenida do lado canadense da fronteira passa bem ao lado do rio e uma espécie de praça fica bem ao lado da Catarata Horseshoe, a maior das três quedas, que reúne 90% do fluxo do Rio Niágara. Há poucos metros do gigante da natureza, ergue-se o Fallsview Casino Resort, um arranha-céus de 32 andares e com uma área total de 230 mil m². Se a civilização der um passo descuidado, pode acabar se afogando nas águas furiosas que cortam os dois países.

7. Acrópole de Atenas



Acrópole é como é denominada a parte da cidade construída na região mais alta do relevo local. A de Atenas é a mais famosa do mundo e fica no topo de uma colina rochosa que se ergue 150 metros acima do nível do mar. A construção, que data de aproximadamente 450 aC, é considerado o cartão postal mais famoso da Grécia, o tipo de imagem que qualquer um pensa imediatamente ao falar sobre o país. Lá estão dois dos prédios mais famosas do mundo antigo, como o Partenon e o Erecteion.

Assim como no caso das pirâmides, o restante da cidade se aproxima cada vez mais do ponto turístico e visitantes do mundo todo aproveitam que o local se ergue acima de todo o resto para registrar imagens sem nenhuma interferência do mundo moderno na paisagem. Exceto pela colina rochosa e um pequeno espaço verde ao seu redor, as casinhas brancas da capital grega se espalham por todos os lados.

8. Monte Rushmore



Neste monte, localizado na cidade de Keystone, Dakota do Sul, Estados Unidos, estão esculpidos os rostos de quatro ex-presidentes norte-americanos: George Washington, o primeiro presidente dos EUA; Thomas Jefferson, autor da declaração da independência; Theodore Roosevelt, que conquistou maior reconhecimento internacional e liberdade econômica; e Abraham Lincoln, que lutou pela união do país durante a guerra civil. Cada uma das faces de pedra moldadas pelo escultor Guzton Borglum e outros 400 trabalhadores tem 18 metros de altura. No total, o memorial tem uma área de 5,17 km² e fica 1.745 metros acima do nível do mar. A construção começou em 1927 e só foi concluída em 1941, catorze anos depois.

Diferente dos outros casos, mudar de perspectiva para olhar para o Monte Rushmore não nos mostra um crescimento populacional exagerado e como a cidade está quase sufocando o ponto histórico. Quando se observa este lugar com um ângulo mais aberto, o que percebemos é a pequeneza da obra humana quando comparada com a imensa área verde ao seu redor.

9. Cidade Proibida


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Este imponente palácio localizado no centro da antiga cidade de Pequim foi a casa do imperador chinês desde meados da Dinastia Ming, (1368 – 1644), até o final da Dinastia Qing, (1644 – 1912). Sua construção levou 14 anos, de 1406 até 1420, sendo o maior complexo palaciano do mundo, com cerca de 720 mil metros quadrados – há uma lenda de que o local teria 9.999 cômodos. Cercada por um fosso de seis metros de profundidade e muros maciços de dez metros de altura, suas dependências eram reservadas apenas para altos membros do governo, o imperador, sua família e alguns criados.

Olhando a arquitetura da Cidade Proibida, que atualmente abriga o Museu do Palácio, fica até fácil esquecer o crescimento gritante pelo qual a China passou nas últimas décadas. Porém, as casas com telhados elaborados e arquitetura cuidadosa passam longe dos prédios que hoje tomam a megalópole que é a capital do país mais populoso do mundo. Ainda que ocupe um espaço significativo, há muito tempo Pequim vai bem além dos muros de seu ponto turístico mais famoso.

10. Letreiro de Hollywood



Não é todo mundo que sabe, mas as letras de 14 metros situadas no alto do Monte Lee, nas Colinas de Hollywood, costumavam soletrar “Hollywoodland”. Criado em 1923, originalmente era uma peça publicitária de um loteamento imobiliário e deveria durar apenas um ano e meio. Entretanto, com a ascenção da indústria do cinema norte-americana em Los Angeles – período do final dos anos 1920 até o início dos anos 1960 conhecido como a Era de Ouro de Hollywood -, a prefeitura optou por deixá-lo onde estava. Em 1949, um contrato do Departamento de Parques da cidade com a Câmara do Comércio determinou a retirada do “LAND” do final da palavra, que passava a representar todo o distrito, não apenas o empreendimento imobiliário. Depois de décadas em deterioração constante, uma reforma de 1978 transformou o letreiro naquilo que se vê hoje.

Em meio a lendas urbanas de que seria possível ver o letreiro de Hollywood do espaço, quem visita a cidade passa por poucas e boas para conseguir avistar o famoso ponto turístico. Além de não ser algo de proporções interplanetárias, os altos prédios e o tamanho da cidade dificultam até mesmo a visão da cordilheira que separa boa parte de Los Angeles do Vale de San Fernando e sobre a qual as letras estão montadas. Sem dúvidas, quase um século atrás, quando foi criado, ele era bem mais impressionante.

11. Santorini



Localizada cerca de 200 quilômetros a sudeste da Grécia continental, essa ilha é o destino mais desejado de quem sonha em fazer um cruzeiro na região. Imagens que mostram as paredes brancas das casas do lugar em contraste com o mar e céu azuis são de tirar o fôlego e o pôr-do-sol no mar Egeu atrai casais apaixonados do mundo todo. Como não poderia deixar de ser, o turismo é a principal base da economia local.

O que os livretos das agências de viagem não mostram, contudo, é que Santorini é o que restou de uma gigantesca erupção vulcânica que destruiu as primeiras habitações humanas da região e deu forma à atual caldeira vulcânica que forma o arquipélago homônimo. Assim sendo, para além das graciosas casinhas brancas suas árvores floridas, as vilas foram construídas no alto de escarpas altíssimas e seus arredores pouco têm de material para filmes de romance.

12. Mona Lisa



É seguro dizer que esta obra de Leonardo da Vinci é a pintura mais famosa do mundo. Acredita-se que o quadro, que se chama La Gioconda em italiano, retrate Lisa Gherardini, a esposa de Francesco del Giocondo. Também acredita-se que a encomenda de Francesco teria sido pintada entre 1503 e 1506, ainda que existam especulações de que da Vinci não teria terminado o trabalho até 1517. Adquirido pelo rei Francisco I da França, o retrato passou a ser propriedade do país e está exposto no museu do Louvre, em Paris, desde 1797.

Tanta fama assim atrai milhares de turistas todos os dias, que esperam admirar a Mona Lisa bem de perto, com os próprios olhos. Ou quase isso. Na prática, a aglomeração de visitantes e o acúmulo de máquinas fotográficas e filmadoras – somados ao tamanho do quadro, que não é dos maiores – faz com que a experiência passe longe de uma visita artística contemplativa. A realidade da obra de arte mais conhecida do planeta é mais parecida com um zoológico do que com o Museu Nacional de Belas Artes.

13. Central Park



Criado em 1857 e expandido ao longo de 15 anos, o parque urbano mais visitado dos Estados Unidos tem uma área de 3.399 km². Localizado na região de Manhattan, na cidade de Nova York, recebe aproximadamente 35 milhões de visitantes todos os anos e a famosa Quinta Avenida passa bem do seu lado leste. O local é mantido basicamente por uma organização privada e sem fins lucrativos, que provê 85% do orçamento anual dos US$ 37 milhões necessários para manter o funcionamento do parque.

Ao contrário dos outros casos listados até agora, o Central Park oferece uma surpresa positiva quando mudamos de perspectiva. As fotografias registradas dentro do parque não fazem jus à sua magnitude. Vista de cima, a enorme área verde cobre uma parte imensa da ilha, que impressiona os desavisados. Para termos um referencial brasileiro, o parque do Ibirapuera, em São Paulo, tem uma área de 1.584 km², isto é, menos da metade do seu primo norte-americano. Quem se dispõe a perder pelo menos uma tarde passeando pelo lugar, encontra várias obras de arte, mas precisa tomar cuidado para não se perder.

14. Arco do Triunfo



Construído em homenagem às vitórias militares de Napoleão Bonaparte, o monumento, de 50 metros de altura, levou 30 anos para ser construído e foi inaugurado em 1836. Um dos marcos mais célebres de Paris, ele fica na praça Charles de Gaulle, no final oeste da avenida Champs-Élysées. Embaixo do Arco está o Túmulo do Soldado Desconhecido, construído para honrar os milhares de mortos não identificados da Primeira Guerra Mundial.

A construção neoclássica fica no oeste da capital francesa e, como no caso do Central Park, justifica sua fama. Observando a arquitetura da cidade, é possível ver como as ruas das reondezas convergem diretamente para o Arco do Triunfo, que não distoa das construções que o rodeiam. Nem mesmo o crescimento populacional da cidade mais turística do mundo foi capaz de se apropriar do espaço de “respiro” ao redor do marco histórico.

15. A Pequena Sereia



Situada no parque de Langelinie, em Copenhague, na Dinamarca, a estátua retrata a protagonista do conto de fadas homônimo de Hans Christian Andersen, transformado em filme da Disney em 1989. A escultura de bronze, criada por Edvard Eriksen entre 1909 e 1913, fica sobre uma pedra, banhada pelas águas do estreito de Øresund, que divide terras dinamarquesas e suecas.

Ainda que homenageie uma história que está entre as mais famosas do mundo, a Pequena Sereia de bronze pode até passar despercebida. Isso porque ela mede apenas 1,25 metros, tendo sido construída em tamanho natural. Isso sem levar em consideração as filas de turistas que se formam aguardando ansiosos pelo melhor clique da obra mais célebre de Eriksen. O governo local está até mesmo considerando afastar um pouco mais a estátua da beira d’água, já que muitos deles insistem em subir na pedra – além de vários vândalos terem atacado a escultura ao longo dos anos.

Qual o momento certo para capturar fotos HDR com aparelhos portáteis?


Imagens com grande alcance dinâmico são ricas em detalhes, expõem as nuances de sombra e luz e deixam os objetos mais nítidos. Mas qual o momento certo para utilizá-las?

Assim como os efeitos tridimensionais, as fotos em HDR (High Dynamic Range) não são um conceito moderno. Na realidade as primeiras imagens feitas utilizando esse recurso datam de 1850. Nessa época, os fotógrafos combinavam manualmente diferentes negativos, cada qual com um nível de exposição de luminosidade diferente. Dessa maneira, eles obtinham uma única foto representando todos os detalhes do alcance dinâmico de luz.

Resumindo, as fotos em HDR possuem alto contraste, cujas áreas mais iluminadas não ficam pálidas e as mais escuras não ficam escondidas. Entretanto, se antigamente as fotos HDR requeriam muito trabalho, hoje em dia elas são muito fáceis de serem obtidas. A maioria dos smartphones top de linha já possui o modo de alcance dinâmico embutido no app da própria câmera.

Mas por que você deveria usar o modo HDR? E, mais importante, quando a função deve ficar ativada? A seguir você descobre as respostas e confere algumas dicas para tornar suas fotos ainda melhores.

Por que tirar fotos HDR com aparelhos portáteis?

Primeiramente, é importante destacar que a visão humana – compreendendo aqui tanto os olhos que ficam responsáveis pela visão quanto o cérebro que cuida da interpretação da informação visual – é muito superior a qualquer câmera de smartphone, mesmo a mais moderna entre elas. Naturalmente, qualquer pessoa é capaz de reconhecer uma vasta porção de alcance dinâmico, enquanto as câmeras digitais são limitadas nesse aspecto.

Por esse razão, geralmente nas fotos de cenas em alto contraste as áreas mais iluminadas podem aparecer totalmente brancas enquanto as escuras podem sair pretas. Tudo isso dependendo das configurações de exposição. Nesse caso, o modo HDR se torna essencial. Com ele, você consegue capturar fotos, preservando um aspecto mais natural da imagem – ou seja, obtém uma fotografia que mais se assemelha à imagem vista pelos olhos humanos.

 

Mas não pense que conseguir capturar imagens mais reais significa que todas as suas fotos ficarão boas. Existem inúmeros casos em que não é recomendável usar o modo HDR.

Devo ou não devo usar o HDR?

Um conselho: utilize o modo HDR de seu celular somente quando ele for necessário. Por exemplo, quando houver muita luz e sombra na mesma cena, ao tirar uma foto contra uma fonte de luz muito forte ou quando o objeto fotografado estiver sombreado. Caso você acione o modo dinâmico desnecessariamente, ele pode diminuir o contraste e a sombra natural já existente na imagem, dando a ela um aspecto menos natural.

Fora isso, você não deve capturar fotos HDR de objetos em movimento. Uma vez que a câmera precisa tirar diversas fotos para produzir uma imagem HDR, qualquer mudança na posição do objeto pode resultar em borrões ou desfoques. Por essa razão, também é importante que você fique o mais parado possível na hora de tirar uma foto.

 

Outro dado importante: fotos HDR não combinam com agilidade. Quando você tira uma foto HDR, há um pequeno intervalo de tempo de espera antes que a máquina permita que você faça uma nova captura. Isso ocorre porque o software está processando as imagens capturadas, antes que ele possa montar o arquivo final. Portanto, se você está planejando tirar uma sequencia rápida de fotos, é melhor deixar o modo HDR de lado.

É importante ressaltar que os resultados obtidos podem variar de uma câmera para outra, devido ao modo como o sistema HDR está configurado. Alguns modelos expandem só um pouco o alcance dinâmico, outros aumentam muito e alguns são confusos e aproveitam mal essa função. Por isso é aconselhável que você tire algumas fotos HDR de teste, visando assim descobrir quais são as vantagens e desvantagens de seu smartphone.

Como habilitar o modo HDR?

Isso depende muito do modelo e da fabricante do seu aparelho, mas, normalmente, as configurações que você precisa alterar não são difíceis de encontrar.

Nos dispositivos da Samsung mais recentes, a função HDR é conhecida como “Tom Rico (HDR)” e se encontra no modo menu; já no LG, ela se chama “Tom Dinâmico”. Nos smartphones HTC mais modernos, a opção está disponível na lista de “Modo de Captura de Foto”, enquanto os iPhones possuem um botão HDR que aparece durante as sessões de foto. Assim, basta um toque para ativar ou desativar o modo de alcance dinâmico.

Caso você possua um Google Nexus 5 ou outro dispositivo que rode o Android, basta acessar o menu da câmera e habilitar a função “HDR/HDR+” a partir dele. Agora, se você tem um smartphone com o Windows 8 (seja ele um Samsung, um HTC ou um Nokia Lumia), a melhor maneira para desfrutar de um HDR decente é baixando um aplicativo na Windows Phone Store, isso porque, por padrão, o modo HDR não está presente no app da câmera.

De modo semelhante, os novos celulares da Sony, tais como o Sony Xperia Z1, não possuem um botão para habilitar o HDR manualmente. Portanto, não fique surpreso caso você não consiga encontrar as opções a partir do menu de configurações do aparelho.

Todavia, esses dispositivos conseguem tirar fotos em HDR a partir do modo inteligente automático, desde que para isso o software detecte que o método é necessário. Entretanto, vale ressaltar que alguns modelos do Sony Xperia, tal como o Sony Xperia SP, possuem um botão HDR, sendo que ele fica disponível no próprio menu do app de fotografia.

A arte também é documental


As fotografias de Pieter Hugo são lentas. Em vez de conterem nelas a agitação própria das metrópoles africanas, direccionam quase sempre o olhar de quem as observa para o centro da imagem que retrata, maioritariamente, sujeitos de um determinado grupo, definido pelo seu tipo de trabalho, contexto geográfico ou condição social.

Conhecido pelas suas imagens da África subsaariana, a abordagem do fotógrafo é habitualmente descrita pelos críticos de arte como 'quase documental'. E Pieter Hugo sente-se confortável nessa 'gaveta'. “A fotografia tem tudo a ver com o acto de olhar e o que me interessa explorar com a fotografia é o espaço que existe entre o documental e a arte”, diz ao SOL por email, a partir da Cidade do Cabo, África do Sul, uns dias antes de viajar até Lisboa para inaugurar, na Fundação Calouste Gulbenkian, a exposição antológica Este é o Lugar.

A mostra, patente até 1 de Junho, percorre a última década de actividade de Pieter Hugo e revela alguns dos seus trabalhos mais aclamados como, entre outros, 'The Hyena & Other Men', sobre animais domesticados na Nigéria (copiado em videoclips por Beyoncé e Nick Cave); 'Nollywood', sobre a terceira maior indústria de cinema do mundo, também na Nigéria; ou 'Permanent Error', sobre o desastre ecológico Agbogbloshie Market, em Accra, no Gana, local de despejo para os desperdícios tecnológicos do mundo ocidental.

“O impulso para fotografar uma história é sempre visceral, mas depois há várias motivações. A série das hienas e do mercado de Agbogbloshie surgiram da minha curiosidade compulsiva de olhar, mas depois há outros trabalhos mais conceptuais, como Nollywood, em que quis, definitivamente, ser cómico”. A par disso, comenta, há trabalhos que se impõem como desafios a si próprio. “A colecção de nus [em que, em vez da beleza normalmente associada a estes retratos, vemos a banalidade do corpo humano] surgiu de uma pergunta interior: 'Como fotografo um nu sem perpetuar um cliché?'“.

Apesar de não trabalhar exclusivamente em África, Pieter Hugo é peremptório em afirmar que o seu trabalho está “profundamente ligado” ao facto de ter crescido na África do Sul. “É um país problemático e depois de Mandela instalou-se uma verdadeira crise moral. Actualmente o país está a apodrecer”, diz, comentando que, inicialmente, a fotografia serviu-lhe de desculpa para materializar as suas dúvidas.

Fotógrafo desde 2001, montar Este é o Lugar ajudou-o a olhar para o seu trabalho em perspectiva e ter uma noção mais clara sobre quais têm sido as suas preocupações ao longo dos anos. “A minha maneira de ler o mundo mudou definitivamente, mas há alguns temas principais que percorrem o meu trajecto. Acho que a pergunta 'o que é real?' é a grande questão que o meu trabalho representa”.

Site oficial - www.pieterhugo.com

Hasselblad que foi à lua vendida por 660 mil euros

      A Hasselblad de Jim Irwin é única do mundo

A galeria de fotografia WestLicht, de Viena de Áustria, leiloou por 660 mil euros uma máquina fotográfica Hasselblad, a única no mundo que tirou fotografias na lua durante a missão Apollo 15, em 1971.
Segundo informou a galeria em comunicado, o comprador da máquina é o empresário japonês Terukazu Fujisawa, fundador da cadeia de eletrodomésticos Yodobashi Camera.

A máquina fotográfica foi usada pelo astronauta norte-americano Jim Irwin (1930-1991) na missão Apollo 15, em 1971, e tinha um preço base no leilão de 80 mil euros.

De acordo com o comunicado, o elevado preço pago por esta Hasselblad "demonstra o incessante fascínio com a chegada à lua".

A máquina tirou um total de 299 fotografias da superfície da lua durante a missão de Apollo 15.

Uma vez que as restantes máquinas fotográficas usadas naquela missão foram deixadas na lua para libertar espaço na cápsula para amostras de minerais, a Hasselblad de Irwin é única do mundo.

A máquina será exposta no museu privado de Terukazu Fujisawa, indicou a galeria.

"Creio que a máquina recebeu o preço [adequado] se se tiver em conta a história. Nenhum outro aparelho esteve na lua e voltou", sublinhou o diretor da galeria, Peter Coeln.

Fotógrafa registra águias em luta impressionante por cobra na Namíbia

Águias brigaram em pleno ar por cobra em parque na Namíbia, e apenas uma conseguiu fazer a refeição
(Foto: Anja Denker, BNPS/The Grosby Group)
Aves disputaram réptil em pleno ar no Parque Nacional de Kgalagadi.

Até três pássaros chegaram a participar do embate feroz.

Durante um passeio no Parque Nacional de Kgalagadi na Namibia, região sul da África, a fotógrafa Anja Denker, de 42 anos, flagrou o momento em que águias disputaram uma cobra em pleno ar, com direito a truques e piruetas para garantir o almoço.

Anja contou que uma das aves havia capturado a naja nivea e tentou sair voando com o animal, quando outras duas águias tentaram roubar a refeição, com direito a um embate durante o voo com uma delas.

Mesmo com a briga feroz com outras duas águias, o pássaro que havia originalmente capturado a cobra conseguiu se desvencilhar das outras duas aves, e voou para longe para finalmente matar a fome.

Veja o tempo passar numa só fotografia

«Shanghai Oriental Pearl Sunset», 2014. ©Fong Qi Wei/fqwimages  ( GIF: http://bit.ly/1p7tJRd )
A fotografia congela um momento no tempo. Mas para Fong Qi Wei, um fotógrafo de Singapura, isso não era o suficiente. Ele quis capturar uma outra dimensão nas suas fotografias: a passagem do tempo.

Para conseguir retratar a passagem do tempo, Fong Qi Wei comecou por fotografar cidades durante o pôr do sol ou alvorada, momentos do dia em que se dão mudanças de luz dramáticas, tanto na luz natural como na artificial. Depois cortou as várias imagens em fatias, combinando-as de forma a evidenciar o contraste da passagem do tempo entre elas. O resultado foi a série «Time is a Dimension» (O tempo é uma dimensão).

Mas, não satisfeito com o resultado, o fotógrafo recorreu ao formato GIF, um suporte que não é vídeo nem fotografia, mas uma imagem animada, para acentuar o efeito das suas composições, série a que chamou «Time in Motion» (Tempo em movimento).

Análise Sony QX-100: Fotografia móvel profissional


Precisa de mais qualidade fotográfica mas não abdica do seu smartphone? A Sony apresenta a QX-100, a lente que o vai fazer deixar a máquina fotográfica em casa. São cada vez melhores as lentes que são incluídas nos smartphones que vemos no mercado. 

Mesmo assim, há sempre algo que falta para que consigamos resultados que se equiparem às usuais “point-and-shoot“, pensando nisso, a Sony lançou dois modelos das suas novas lenteswi-fi que irão transformar o seu smartphone. Hoje analisamos a topo de gama deste segmento, a DSC QX100, uma lente com definições avançadas que nos vai permitir tirar fotografias que se equiparam a algumas Reflex de inicio de gama. 

Características e acessórios

Com um sensor BSI-CMOS de 20MP efectivos, a QX100 mostra-se bastante robusta e com definições que fazem corar algumas point-and-shoot. Conta com estabilizador óptico digital e um ISO que pode ir dos 160 aos 6400. Com uma distância focal de 28-100mm e com uma abertura de F1.8 a F4.9 torna-se numa lente ótima para os retratos tanto em cenários bem iluminados bem como em outros com luz reduzida.

Seguem as principais características da óptica:




Em termos de acessórios, está incluído no pacote de venda ao publico a lente, o adaptador para utilização com o seu smartphone, extensível a praticamente todos os tamanhos no mercado e um cabo USB. O cartão de dados microSD é vendido à parte e pode ser utilizado na lente como sistema de armazenamento primário sem a necessidade da utilização do smartphone.
Design

Em termos de design, podemos dizer que a QX100 está bastante bem conseguida. O facto de se poder acoplar a virtualmente qualquer smartphone é uma vantagem pois elimina a necessidade de segurar em dois dispositivos. Também achamos bastante interessante a inclusão do suporte universal para tripé. Para fotos noturnas ou retratos, nada melhor que ter a lente bem segura.

Pensamos que a Sony não perdia nada se acrescentasse tanto um flash incorporado como uma luz de AF. Ambos fazem bastante falta quando queremos tirar fotos noturnas e não há a possibilidade de usar um tripé.

O tamanho algo volumoso desta lente poderá deixar alguns utilizadores cépticos quanto à sua utilidade. A ideia será excluir a necessidade de usar uma câmara para além do smartphone mas continuamos a ter que usar dois dispositivos, sendo a lente mais pesada que a maioria dos telefones do mercado.

Tanto o microUSB como o cartão de memória estão bastante acessíveis, tornando as trocas do mesmo ou até a carga do dispositivo bastante fácil.

Foi incluído um pequeno LCD que nos indica o nível de carga da bateria, bem como se está ou não inserido o cartão de dados. Caso estejamos a utilizar a lente sem o smartphone, uma ajuda bastante útil foi também incluída. Um avisador sonoro de dois tons, um que nos indica que o objeto está focado e um segundo que garante que foi capturada uma imagem.
Desempenho

Em termos de desempenho, gostamos bastante da performance desta lente. Compatível com iOS eAndroid, é extremamente fácil de utilizar. A configuração nos Android está facilitada, pois a tecnologia NFC, que permite que uma configuração, indicação, ou ordem seja enviada para o nosso dispositivo, e este de imediato executa.

Sendo assim basta encostar o nosso Android NFC e de imediato somos redireccionados para a Play Store com a finalidade de descarregarmos o software necessário para o bom funcionamento da lente, bem como todas as configurações a nível da rede wi-fi.

Caso não possuam um Android com esta função, ou se usam um dispositivo iOS, não será difícil a configuração, porém mais demorada. Não se preocupem pois este procedimento é executado apenas uma vez.

A lente comunica com o nosso smartphone através da tecnologia wi-fi, sendo gerida pela App PlayMemories da Sony. Achamos que aqui está uma falha. Apesar de compreendermos que a Sony queira a exclusividade da gestão do seu equipamento, o software vai limitar bastante a utilização do mesmo pois o leque de escolhas em termos de opções de foto / video é limitado.

Uma vez tudo configurado, o nosso smartphone irá agir como o LCD da lente ou se preferirem, o viewfinder electrónico. Através dele podemos usar a função tocar para zoom e disparar remotamente o obturador da lente.

Caso o vosso smartphone fique sem bateria, não se preocupem. Se tiverem inserido um cartão micro-SD na lente, esta comporta-se como um sistema standalone, podendo ser usada sem o telefone porém com a limitação de não sabermos muito bem o que estamos a fotografar e se o motivo sai ou não enquadrado.


Um dos aspetos positivos desta lente que a sua irmã QX10 não tem é a possibilidade de foco manual na própria lente. É muito util para fotos em que queremos apelar à nossa criatividade. Por exemplo, se queremos que a pessoa à nossa frente fique focada num fundo desfocado, será bastante fácil com o foco manual e uma abertura de F1.8.

A autonomia da bateria revelou-se bastante aceitável, não nos deixando mal em caso algum. Por dia foram efetuados cerca de 100 disparos e o nível da bateria esteve sempre no máximo.

Uma das grandes falhas foi a não inclusão de dois dos acessórios mais importantes no mundo da fotografia. O flash e a luz de AF. O primeiro mesmo que não incluído na lente, poderia ser colmatado com a utilização do flash do nosso telefone, pois bem, o software por incrível que pareça, não o permite. O segundo, em motivos mais escuros, é utilizado para dizer à lente se o nosso motivo está bem focado ou não, na ausência deste, tivemos bastante dificuldade em focar os sujeitos no escuro.

Seguem algumas fotos que captamos com a SONY DSC QX100:

Veredito: Sony QX-100

De um modo geral, gostamos bastante da utilização desta lente, mas pelo preço que é pedido, esperávamos mais, nomeadamente a inclusão do flash e da luz de AF. A qualidade das fotos é soberbaem qualquer que sejam as condições e a compatibilidade, dos 4 dispositivos que testamos, parece ser bastante boa.

Pontos a favor:
Qualidade de imagem soberba
Funciona como Standalone
Características de topo

Pontos contra:
Não tem flash
Sem luz AF
Preço elevado