Bryan Adams inaugura exposição de fotografia em Cascais


O músico canadiano Bryan Adams inaugurará no dia 14 uma exposição de fotografia no Centro Cultural de Cascais, que inclui retratos de alguns portugueses, entre os quais o treinador José Mourinho e as fadistas Ana Moura e Carminho.

Fonte da organização explicou à agência Lusa que Bryan Adams estará em Cascais - onde viveu quando era mais novo - para a inauguração oficial da exposição "Exposed", que reúne uma centena de retratos a personalidades do entretenimento, da cultura e da moda.

O treinador José Mourinho e as fadistas Gisela João, Ana Moura, Aldina Duarte, Cuca Roseta e Carminho juntam-se a uma galeria de retratados que inclui, por exemplo, Mick Jagger, Morrissey, Amy Winehouse, Michael Jackson e Judi Dench.

A exposição é feita a partir de "Exposed", o primeiro livro de fotografias de Bryan Adams, publicado em 2012 pela editora alemã Steidl.

Com curadoria de Anke Degenhard e Matt Humphrey, a mostra estará no Centro Cultural de Cascais até 01 de fevereiro.

Bryan Adams, que já expõe desde finais dos anos 1990 e assina produções fotográficas de moda, estará em Portugal numa altura em que acaba de editar o álbum "Tracks of my years".

O disco, editado na segunda-feira, é feito sobretudo de versões - "Lay lady lay", de Bob Dylan, ou "Any time at all", dos Beatles - às quais juntou o inédito "She knows me".

Apesar de estar em digressão pela Europa até ao final do ano, o músico não tem qualquer concerto agendado para Portugal.

O último concerto de Bryan Adams em Portugal foi em 2012, no festival Rock in Rio Lisboa.

Você não acreditará que essas 11 fotos foram tiradas com smartphones

O que faz um bom fotógrafo é a qualidade do equipamento ou a habilidade do mesmo, combinado com o momento certo? Com certeza a segunda opção. É claro que para isso, é sempre vantajoso ter um bom equipamento em mãos. Porém, isso não quer dizer que coisas ótimas não possam ser feitas com câmeras de smartphones.

Uma forte evidência disso publicamos as melhores fotos tiradas com smartphones pelos leitores do TudoCelular.com. É comum vermos por lá fotos de altíssima qualidade.Também fizemos um teste com diversos dispositivos diferentes para ver quais fotos os leitores achavam melhor ao votar nas suas preferidas sem saber quais smartphones foram usados . Os resultados foram um tanto quanto surpreendentes.

Tanto que, cada vez maior é o investimento das fabricantes nessa área. A Nokia talvez seja o melhor exemplo disso, tendo colocado 41 megapixels na câmera do Lumia 1020. É claro que a quantidade de megapixels não é tudo, mas serve bem para ilustrar o fenômeno.

Pensando nisso, listamos algumas fotos incríveis que você provavelmente não adivinharia que foram feitas usando câmeras de smartphones.

1. Vencedora do iPhone Photography Awards 2013 - Por Kim Hanskamp



2. Tirada com um Nokia Lumia 1020 - Por Ahmed Alamiry


3. Tirada com um HTC Rezound - Por Randy Gibson


4. Tirada com um iPhone 4 - Por Eric Chumachenco


5. Tirada com um iPhone 4 - Por Jasohill


6. Tirada com um Samsung Galaxy Nexus - Por Joe Pham


7. Tirada com um iPhone 4S - Por Alexander Kesselaar


8. Tirada com um Nexus 4 - Por Tom Nauw


9. Tirada com um Nokia Lumia 1020 - Por Luigi Alesi


10. Tirada com um Galaxy S II - Por Darren Harmon


11. Tirada com um Nexus 4 - Por Plolock

Marilyn Monroe e D.Telma' do Ceará dialogam sobre o 'Mito. Telma Saraiva em uma autofoto decorada.

Numa licença poética, o curador Diógenes Moura reuniu duas exposições em uma. A primeira, Marilyn
Monroe, o Mito, que já foi mostrada no Rio e chegou em meio a uma série de controvérsias (ficou apreendida na alfândega, pois a Polícia Federal não considerou as fotografias obras de arte) e agora chega a São Paulo; a segunda, Telma Saraiva - A Procura de Um Mito, reúne fotografias feitas por d. Telma Saraiva, uma senhora de 76 anos, que mora no Crato, no Ceará, e jamais saiu de sua cidade, mas teve como fonte de inspiração para criar suas fotografias as imagens de Hollywood publicadas na revista Cena Muda dos anos 40.

Portanto, muito antes de Norma Jeane Mortensen se transformar em Marilyn Monroe. O que une fotógrafa e fotografada? Aparentemente nada, a não ser o fascínio do mito. Mas, vamos por partes. Marilyn Monroe, não se pode negar, foi o grande mito, a grande musa dos anos 50 e início dos 60. Inesquecíveis seus filmes, suas caras e bocas, o cabelo loiro, seu romance com o presidente norte-americano John Fitzgerald Kennedy. Pobre Marilyn, na verdade fruto, ou vítima, de uma indústria midiática que dava seus primeiros (talvez segundos, ou terceiros) passos.

Mas ela, impassível, vestiu o papel e se tornou o sonho de mulher daquela época. Invejável! Abaixo da linha do Equador, numa cidade chamada Crato, Telma Saraiva sonhava com Hollywood, com as cenas de cinema, com o glamour, com o romance. Seus sonhos eram alimentados pelos filmes que via, ou pelo que lia nas revistas dedicadas ao cinema. E ela, compreendeu que a fotografia poderia satisfazer esta fantasia. Que a imagem poderia realizar todos os sonhos, e assim foi.

Que a imagem poderia transformá-la em quem ela gostaria de ser. Bert Stern, norte-americano, já era um fotógrafo afirmado quando, em 1962, resolveu fotografar Marilyn Monroe. Como? Desnudá-la e veicular a matéria pela revista Vogue. Mal sabia ele que aquelas seriam as últimas fotos dela. Passados mais de 40 anos daquela sessão, percebemos que foi uma entrega total. As melhores imagens, obviamente, não são aquelas onde ela posa a pedido do fotógrafo, mas as displicentes, quando a sessão já terminou, quando fotógrafo e fotografada se soltam e a câmera registra.

Neste momento, talvez o mais importante da mostra, encontramos uma Marilyn cansada, envelhecida prematuramente, que aceita mostrar a cicatriz de uma cirurgia recente, que aceita ser registrada ao lado do fotógrafo.

Um mito que se despe de seu mistério, que se coloca como ser humano, que se despede de quem a idolatrou. Um mês e meio depois, cometeria o suicídio. Pelo menos é isso que a história nos conta. Esta exposição não interessa pela Marilyn deslumbrante que se submete como uma aluna aplicada às ordens de um fotógrafo que tenta extrair dela o que há de melhor. Isso ela sempre fez. Mas interessa justamente pelos pequenos momentos de descontração em que realmente ela se entrega, se despe, sorri com um sorriso quase infantil. Linda, frágil, humana! Essas imagens são quase um testamento, uma despedida de alguém que foi construída e usada pela mídia. Telma Saraiva, filha e mulher de fotógrafo, começou a se interessar por fotografia e cinema na década 1940. Seu pai, fotógrafo da cidade de Crato no Ceará, a incentivava a freqüentar os cinemas da cidade. Mas a intenção não era ela se tornar atriz ou algo do gênero, mas sim aprimorar sua leitura. Mas a menina se apaixonou pela mágica do cinema, pelas imagens das divas. Colecionou revistas sobre o assunto e é na Cena Muda que ela vai encontrar o que definitivamente modificaria sua vida: a técnica de colorir fotografias. Sem hesitar, encomenda um estojo de tintas para fotografia nos Estados Unidos e inicia sua carreira de fotógrafa de estúdio. Mas não se torna uma fotógrafa convencional, afinal, como ela mesmo afirma: "Todo mundo quer ficar bonito no retrato." Por isso, especializa-se em foto-pintura e passa a decorar as imagens para que fiquem de acordo com o gosto do freguês. Mas tirar rugas, colorir bochechas é pouco para ela. Inicia assim uma série de auto-retratos em que ela mesma se representa como as atrizes do filme que via. É assim que ela se transforma em Scarlett O’Hara, a heroína de ...E o Vento Levou, ou como uma índia Sioux, ou ainda como uma descendente de japoneses. Seu estúdio e sua casa se tornam o cenário hollywoodiano. E é nesse mundo que ela vive com sua família. Um mundo de sonho e de fantasia. Suas imagens já puderam ser vistas numa mostra de Retrato Popular que a Pinacoteca trouxe há dois anos. A foto-pintura, aliás, era algo comum desde o século 19.

Uma maneira de embelezar os retratos, aproximá-los da pintura e transformá-los em "arte". No meio de imagens de lambe-lambe, monoculistas e fotógrafos da praça, as imagens de d. Telma se sobressaem. Agora são seus retratos isolados do resto que podemos ver. Sua fantasia do que pode ser o mundo.

E foi essa fantasia que encantou outro fotógrafo, Cristiano Mascaro, que no ano passado conheceu d. Telma. Encantado com o que via, Mascaro resolveu registrar o entorno da fotógrafa, sua casa, seu mundo. E, assim, em 2007, foi para Crato conhecer de perto onde ela vivia. O resultado dessa incursão está nas 15 imagens presentes na mostra. A casa de d. Telma também é um cenário. Aos 76 anos, ainda vaidosa, ela posa para o fotógrafo, mostra o estúdio, os lugares onde costumava ficar para fazer os retratos e conta ao fotógrafo como fazia: "Ela se maquiava, em seguida colocava frente a ela ao lado da câmera um espelho. Ele era seu guia.

Só então disparava e fazia seu retrato. Tudo feito na sua casa." Muitos, ao verem suas imagens, lembram imediatamente de uma fotógrafa mais moderna, a Cindy Sherman, que também se auto-retratou como personagem de cinema. Mas d. Telma fez isso muito antes. D. Telma conta a Cristiano Mascaro por que começou a se autofotografar: "Sou muito vaidosa!" Característica que ela carrega até hoje e que se pode perceber também em sua casa. Uma casa que foi montada e decorada da mesma maneira como seus auto-retratos, para satisfazer seus sonhos, suas fantasias. Nisso as duas, d. Telma e Marilyn Monroe, realmente se encontram. Ambas estão atrás de uma fantasia! Cada qual, a seu modo, conseguiu realizá-la.

United Photo Press lançou selo comemorativo

Dia Mundial da Fotografia - Selo dos CTT para a United Photo Press.

Com o objectivo de comemorar o Dia Mundial da Fotografia, 19 de Agosto, a United Photo Press em colaboração com os CTT - Correios de Portugal, emitiu um selo exclusivo comemorativo da data.


Informa-se todos os interessados o favor de fazer o pedido para o e-mail: info@unitedphotopress.net


O valor por unidade é de 10 €uros já com os portes de correio incluidos.


UNITED PHOTO PRESS
Caixa Geral de Depósitos
NIB: 0035 0019 00004008930 81
IBAN: PT50 0035 0019 00004008930 81
BIC: CGDIPTPL

UNITED PHOTO PRESS - REPORTAGEM ESPECIAL: 19 de Agosto - Dia Internacional da Fotografia

Parabéns a todos os membros da United Photo Press, pelo dia Mundial da Fotografia...
(veja o nosso video aqui)

No mundo completamente imagético como é o hoje o nosso, a fotografia está presente em todos os momentos. Seja de câmeras comuns, digitais, telemóveis e outros gadjets,  a imagem tornou-se um elemento central neste mundo midiatizado, que não é mais do que uma "aldeia global fotográfica".

Mas se hoje a fotografia tem esse lugar de destaque, podendo ser alterada, transformada e manipulada, muito se deve aos inventores deste conceito.

Dois franceses merecem destaque nessa descoberta: 

Joseph Nicéphore Niépce e Jean Jacques Mandé Daguerre. Niépce foi o precursor, unindo elementos da química e da física, criou a héliographie em 1926. Nesse invento ele aliou o princípio da câmarao bscura, empregada pelos artistas desde o século XVI, à característicafotossensível dos sais de prata. Após a morte de Niépce, Daguerre aperfeiçoou o invento, rebatizando-o como daguerreótipo.

Por essa época um francês radicado no Brasil, Hércules Florence, desenvolvia também experimentos que levariam ao mesmo resultado. Mas o advento da fotografia foi anunciado ao mundo oficialmente, em Paris, na Academia de Ciências da França, consagrando o Daguerreótipo, em 19 de agosto 1839.

De lá pra cá a fotografia evoluiu muito e foi a grande responsável por apresentar o mundo à humanidade. Mesmo com o surgimento de outras formas de exibição de imagens (cinema, televisão, computador) a fotografia continua sendo a única "capaz de captar a alma humana". Ou, como diria Henri Cartier-Bresson, um dos maiores fotógrafos de todos os tempos "fotografar é captar o momento decisivo".

Fotografia é uma técnica de gravação por meios mecânicos e químicos ou digitais, de uma imagem numa camada de material sensível à exposição luminosa, designada como o seu suporte.

A palavra deriva das palavras gregas ÆÉ [fós] ("luz"), e ³Á±Æ¹Â [grafis] ("estilo", "pincel") ou ³Á±Æ· grafê, significando "desenhar com luz" ou "representação por meio de linhas", "desenhar".

Essência da fotografia

A discussão sobre o uso da Fotografia é precedido pela tentativa de compreender sua imagem, o que ocorre desde seu desenvolvimento por diversos fotógrafos ao longo do século XIX (como afirma Geoffrey Batchen). Seu caráter artístico evidente constitui um entrave a seu uso pelas ciências sociais, enquanto seu caráter científico a tornou uma espécie de subalterna no campo da arte, características que parecem se reverter na segunda metade do século vinte, na medida em que o estudo desse meio se aprofundou, as ciências sociais se abriram para a impossibilidade de completa objetividade, e o campo da arte passou a lidar fortemente com a idéia, em oposição a uma ênfase na forma artística.

Os estudos históricos sobre a Foto iniciam por volta de cem anos após sua invenção. Já os estudos teóricos sobre a Fotografia parecem iniciar no pós-guerra, e a principal teoria usada para caracterizar a Fotografia advém do campo da semiótica, ou seja, declina da Semiologia de Saussure.

Numa leitura estrita da obra de Charles Sanders Peirce, definidora do campo da semiótica, a Fotografia se definiria a partir das três categorias de signo, que existem numa ordem de importância e dependência umas das outras : o ícone, que é uma representação qualitativa de um objeto - por exemplo, por analogia (é o caso da imagem fotográfica), o índice, que caracteriza um signo que refere-se ao significante pela causalidade ou pela contiguidade (às vezes diferenciado como índex, como na leitura de Umberto Eco), e o símbolo, cuja relação com o significante é arbitrária e definida por uma convenção (é o caso de uma bandeira de um país, por exemplo).

Ora, os estudos iniciais da Fotografia, bem como os artistas ao longo do século XIX E XX se preocupavam com o problema da iconicidade da Fotografia, isto é, o potencial de sua imagem e o caráter de seu realismo. O primeiro sinal de problematização dessa modalidade de discurso está na obra de Walter Benjamin, cujo texto "A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica", revela uma preocupação com a modificação da recepção da Fotografia e do cinema em relação aos meios tradicionais da arte, estudo pioneiro e extremamente influente que leva instâncias inéditas, como o problema da aura (o que a diferencia da arte clássica) bem como o da multiplicação maçiça da imagem.

É na obra de Roland Barthes que vemos um segundo momento da tentativa de tratar da Fotografia como meio. A obra de Barthes passa pela construção do estruturalismo, e sua leitura da obra de Peirce. Mas o universo de Barthes não se resume ao universo do signo: seu grande livro sobre Fotografia, "Câmera Clara", possui um ponto de vista fenomenológico (que refere a Foto ao noema, conceito da fenomenologia de Husserl), bem como utiliza elementos da psicanálise lacaniana. Ao longo da obra de Barthes, a Foto é lida numa chave dialógica característica do estruturalismo, implicando a criação de conceitos tais como conotação e denotação, ou ainda obtuso e o óbvio, até o desenvolvimento do par studium/punctum, que não são mais pólos entre os quais a Fotografia existe, mas estados da Fotografia: como studium, a Fotografia se exibe como objeto indiferente de estudo, enquanto a expressão punctum define a instauração de um fenômeno no qual sujeito e foto se afetam.

Um dos legados da leitura de Barthes sobre a fotografia é a percepção da importância do conceito de "indice", que é desenvolvido posteriormente nas obras de Rosalind Krauss (em "O Fotográfico", e em "A originalidade da Vanguarda"), de Jean-Marie Schaeffer ("A imagem precária"), e Philippe Dubois ("O Ato Fotográfico"). Tal relação não apenas tem sido utilizada no campo da arte, como indica Krauss, mas vem permitindo o uso da Fotografia de modo crescente nas ciências sociais.

Dispositivos formadores de imagem

A Fotografia se estabiliza como processo industrial no século XX articulando uma câmera ou câmara escura, como dispositivo formador da imagem e um modo de gravação da imagem luminosa – uma superfície fotossensível, que pode ser filme fotográfico, o papel fotográfico ou, no caso da fotografia digital, um sensor digital CCD/CMOS que transforma a luz em um mapa de impulsos elétricos, que serão armazenados como informação em um cartão digital de armazenamento. Nesse processo fica evidente a relação entre a Fotografia e seus processos análogos. Por exemplo, a fotocópia ou máquina xerográfica, forma imagens permanentes mas usa a transferência de cargas elétricas estáticas no lugar do filme fotográfico, disso provém o termo eletrofotografia. Na raiografia, divulgada por Man Ray em 1922 imagens são produzidas pelas sombras de objetos no papel fotográfico, sem o uso de câmera. E podem-se colocar objetos diretamente do digitalizador (scanner) para produzir figuras electronicamente.

Fotógrafos controlam a câmera ao expor o material fotosensível (filme ou ) à luz, o que se altera qualitativa e quantitativamente segundo as possibilidades de cada aparelho. Os controles são geralmente inter-relacionados, por exemplo, a exposição varia segundo a abertura (que determina a quantidade de luz) multiplicado pela velocidade do Obturador (que determina um tempo de exposição), o que varia o tom da foto, a profundidade de campo fotográfico e o grau de corte temporal do modelo fotografado. Diferentes distâncias focais das lentes permitem variar a conformação da profundidade da iagem, bem como seu ângulo.

Os controles das câmeras podem incluir:

Foco
Abertura das lentes
Tempo de exposição (ou velocidade de abertura do obturador)
Distância focal das objetivas fixas : (tele-objetiva, normal ou grande-angular), ou variáveis (zoom)
Sensibilidade do filme
Fotômetro

Usos da fotografia

A fotografia pode ser classificada como tecnologia de confecção de imagens e atrai o interesse de cientistas e artistas desde o seu começo. Os cientistas usaram sua capacidade para fazer gravações precisas, como Eadweard Muybridge em seu estudo da locomoção humana e animal (1887). Artistas igualmente se interessaram por este aspecto, e também tentaram explorar outros caminhos além da representação fotomecânica da realidade, como o movimento pictural. As forças armadas, a polícia e forças de segurança usam a fotografia para vigilância, identificação e armazenamento de dados. Fotografias aéreas eram utilizadas para levantamento do uso da terra e planejamento de uma determinada região.

Breve história da fotografia A primeira fotografia reconhecida é uma imagem produzida em 1826 pelo francês Joseph Nicéphore Niépce, numa placa de estanho coberta com um derivado de petróleo fotossensível chamado Betume da Judéia. Foi produzida com uma câmera, sendo exigidas cerca de oito horas de exposição à luz solar. Em 1835 Daguerre desenvolveu um processo usando prata numa placa de cobre denominado daguerreotipo. Apesar dos diversos pesquisadores que desenvolvem ao longo do século XIX a Fotografia, como indica o historiador Geoffrey Batchen em seu livro Burning with Desire, considera-se que a data de invenção da Fotografia é a data de apresentação do processo de Daguerre à Assembleia Nacional Francesa, em 7 de Janeiro de 1839.

Quase simultaneamente, William Fox Talbot desenvolveu um diferente processo denominado calotipo, usando folhas de papel cobertas com cloreto de prata. Este processo é muito parecido com o processo fotográfico em uso hoje, pois também produz um negativo que pode ser reutilizado para produzir várias imagens positivas. Hippolyte Bayard também desenvolveu um método de fotografia, mas demorou para anunciar e não foi mais reconhecido como seu inventor. No Brasil, o francês radicado em Campinas-SP Hercule Florence conseguiu resultados superiores aos de Daguerre, pois desenvolveu negativos, mas apesar das tentativas de disseminação do seu invento, ao qual denominou "fotografia" - foi o legítimo inventor da palavra - não obteve reconhecimento à época. Sua vida e obra só foram devidamente resgatadas em 1980 por Boris Kossoy. O daguerreotipo tornou-se mais popular pois atendeu à demanda por retratos exigida da classe média durante a Revolução Industrial. Esta demanda, que não podia ser suprida em volume nem em custo pela pintura a óleo, deve ter dado o impulso para o desenvolvimento da fotografia. Nenhuma das técnicas envolvidas (a câmara escura e a fotossensibilidade de sais de prata) era descoberta do século XIX. A câmara escura era usada por artistas no século XVI, como ajuda para esboçar pinturas, e a fotossensibilidade de uma solução de nitrato de prata foi observada por Johann Schultze em 1724.

Recentemente, os processos fotográficos modernos sofreram uma série de refinamentos e melhoramentos sobre os fundamentos de William Henry Fox Talbot. A fotografia tornou-se para o mercado em massa em 1901 com a introdução da câmera Brownie-Kodak e, em especial, com a industrialização da produção e revelação do filme. Muito pouco foi alterado nos princípios desde então, além de o filme colorido tornar-se padrão, o foco automático e a exposição automática. A gravação digital de imagens está crescentemente dominante, pois sensores eletrônicos ficam cada vez mais sensíveis e capazes de prover definição em comparação com métodos químicos. Para o fotógrafo amante da fotografia em preto e branco, pouco mudou desde a introdução da câmera Leica de filme de 35mm em 1925.

Faz parte da cultura a figura do Fotógrafo Lambe-lambe, profissional que ficava nas praças tirando fotos comercialmente, quando adquirir uma máquina fotográfica era algo muito difícil devido ao seu alto valor comercial.

A Fotografia no cotidiano e na vida

A fotografia pode ser utilizada no processo de investigação do cotidiano de nossos estudantes, a fim de que mediante as imagens obtidas da escola, da família, da vizinhança, da cidade e das coisas que os cercam, eles sejam orientados, através de uma metodologia específica, para análise e estudo desses “momentos documentados” e suas correlações históricas, sociais, geográficas, étnicas e econômicas; na educação, a simples disponibilidade do aparato tecnológico não significa facilitar o processo ensino-aprendizagem. É preciso que o professor alie os recursos tecnológicos com os seus conhecimentos e estratégias de ensino, visando alcançar um objetivo: o conhecimento real da imagem fornecida através da fotografia.

A fotografia nasceu em preto e branco, ou melhor, preto sobre o branco, no inicio do século XIX. Desde as primeiras formas de fotografia que se popularizaram, como o daguerreótipo, aproximadamente na década de 1823, até aos filmes preto e branco atuais, houve muita evolução técnica, e diminuição dos custos. Os filmes atuais hoje têm uma grande gama de tonalidade, superior mesmo aos coloridos, resultando em fotos muito ricas em detalhes. Por isso as fotos feitas com filmes PB são superiores as fotos coloridas convertidas em PB.

Meio tom As fotografias preto e branco se destacam pela riqueza de passagens de tons; a fotografia colorida, entretanto, não capta apropriadamente as nuances sutis de mudanças tonais. Podemos afirmar, desta forma, que a fotografia preto e branco é mais apropriada para a captura de meios tons. Na P&B se aproveita a luz e a sombra para efeitos que as deixam bem mais bonitas -­ tanto que há quem fotografe apenas preto e branco mesmo com o advento do equipamento digital. Desta forma, é precipitado o debate que coloca em xeque os processos químicos preto e branco frente à tecnologia digital.

A fotografia colorida foi explorada durante o século XIX e os experimentos iniciais em cores não puderam fixar a fotografia nem prevenir a cor de enfraquecimento. Durante a metade daquele século as emulsões disponíveis ainda não eram totalmente capazes de serem sensibilizadas pela cor verde ou pela vermelha (total sensibilidade a cor vermelha só foi obtida com êxito total no começo do século XX).

A primeira fotografia colorida permanente foi tirada em 1861 pelo físico James Clerk Maxwell. O primeiro filme colorido, o Autocromo, somente chegou ao mercado no ano de 1907 e era baseado em pontos tingidos de extrato de batata. O primeiro filme colorido moderno, o Kodachrome, foi introduzido em 1935 baseado em três emulsões coloridas. A maioria dos filmes coloridos modernos, exceto o Kodachrome, são baseados na tecnologia desenvolvida pela Agfacolor em 1936. O filme colorido instantâneo foi introduzido pela Polaroid em 1963.

A fotografia colorida pode formar imagens como uma transparência positiva, planejada para uso em projetor de slides (diapositivos) ou em negativos coloridos, planejado para uso de ampliações coloridas positivas em papel de revestimento especial. O último é atualmente a forma mais comum de filme fotográfico colorido (não digital), devido à introdução do equipamento de foto impressão automático.

Fotografia digital

Fotografia digital é a fotografia tirada com uma câmera digital ou determinados modelos de telefone celular, resultando num arquivo de computador que pode ser editado, impresso, enviado por e-mail ou armazenado em websites ou CD-ROMs.

A fotografia tradicional era um fardo considerável para os fotógrafos que trabalhavam em localidades distantes (como correspondentes de órgãos de imprensa) sem acesso às instalações de produção. Com o aumento da competição com a televisão, houve um aumento de pressão para transferir imagens aos jornais mais rapidamente.

Fotógrafos em localidades remotas carregariam um minilaboratório fotográfico com eles, e alguns meios de transmitir suas imagens pela linha telefônica. Em 1990, a Kodak lançou o DCS 100, a primeira câmera digital comercialmente disponível. Seu custo impediu o uso em fotojornalismo e em aplicações profissionais, mas a fotografia digital nasceu.

Em 10 anos, as câmeras digitais se tornaram produtos de consumo, e estão provavelmente substituindo gradualmente suas equivalentes tradicionais em muitas aplicações, pois o preço dos componentes eletrônicos cai e a qualidade da imagem melhora.

A Kodak anunciou em Janeiro de 2004 que não iria mais produzir câmeras reutilizáveis de 35 milímetros após o fim desse ano. Entretanto, a fotografia "líquida" vai durar, pois os amadores dedicados e artistas qualificados preservam o uso de materiais e técnicas tradicionais.

Na fotografia digital, a luz sensibiliza um sensor, chamado de CCD ou CMOS, que por sua vez converte a luz num código electrônico digital, uma matriz de números digitais (quadro com o valor das cores de todos os pixels da imagem), que será armazenado num cartão de memória. Tipicamente, o conteúdo desta memória será mais tarde transferido para um computador. Já é possível tambem transferir os dados diretamente para uma impressora, gerar uma imagem em papel, sem o uso de um computador. Uma vez transferida para fora do cartão de memória, este poderá ser apagado e reutilizado.

Álbuns virtuais

Com a popularização da fotografia digital, surgiram sites na internet especializados em armazenar fotografias. Suas imagens podem ser vistas por qualquer pessoa do planeta. Elas ficam organizadas por pastas e podem ser separadas por assuntos a sua escolha.

Os Álbuns Virtuais podem ser usados com vários propósitos, veja abaixo alguns deles:
Portfólio: Muito usado por fotógrafos amadores/profissionais para mostrar seu trabalho.
Armazenamento: Quem não quer ocupar espaço no seu HD pode usar o álbum para armazenar suas fotografias.
Negócios: Outros usam os álbuns para vender seus trabalhos fotográficos.

Fotojornalismo

O fotojornalismo preenche uma função bem determinada e tem características próprias. O impacto é elemento fundamental. A informação é imprescindível. É na fotografia de imprensa, um braço da fotografia documental, que se dá um grande papel da fotografia de informação, o fotojornalismo. É no fotojornalismo que a fotografia pode exibir toda a sua capacidade de transmitir informações. E essas informações podem ser passadas, com beleza, pelo simples enquadramento que o fotógrafo tem a possibilidade de fazer. Nada acontece hoje nas comunicações impressas sem o endosso da fotografia. Existem, basicamente, quatro gêneros de fotografia jornalistica:

As fotografias sociais: Nessa categoria estão incluídas a fotografia política, de economia e negócios e as fotografias de fatos gerais dos acontecimentos da cidade, do estado e do país, incluindo a fotografia de tragédia.

As fotografias de desporto: Nessa categoria, a quantidade de informações é o mais importante e o que influi na sua publicação.

As fotografias culturais: Esse tipo de fotografia, tem como função chamar a atenção para a notícia antes de ela ser lida e nisso a fotografia é única. Neste item podemos colocar um grande segundo grupo, a esportiva, pois no fotojornalismo o que mais vende após a polícia é o esporte.

As fotografias policiais: muitos, quase todos os jornais exploram do sensasionalismo para mostrar acidentes com morte, marginais em flagrante, para vender mais jornais e fazer uma média com os assinantes. Pode-se dizer que há uma rivalidade entre os jornais para ver qual aquele que mostra a cena mais chocante num assalto, morte, acidente de grande vulto.

A fotografia nos meios de comunicação social, principalmente em impressos(jornais, revistas e folhetos) é o mais importante, sem uma imagem o material fica pobre. A fotografia em preto e branco publicada em jornais, existe há mais de cem anos e é uma das caracteristicas do fotojornalismo. Embora, a fotografia colorida tenha ganhado espaço nessa categoria, no início dos anos 70 com as revistas semanais.

Visão periférica Com o passar dos tempos os repórteres-fotográficos desenvolvem o que podemos chamar de visão periférica, uma graduação maior de visão.Os graus de visão do repórter aumentam por ter que cuidar à distancia e próximo, exemplo claro disso é o futebol, onde ambos extremos são utilizados.

Fotojornalismo independente

A idéia do fotojornalismo independente surgiu na França após a II Guerra Mundial. Formou-se agencia de fotografos com um mesmo objetivo: ter liberdade de pauta, discutir os trabalhos realizados, se aprofundar nas reportagens e sobretudo lutar pelos direitos autorais e a posse dos negativos originais. A Agência Cooperativa Magnum, fundada em 1947 em Paris, por quatro fotografos: Henri Cartier-Bresson, Robert Capa, David Seymour e George Rodger, foi a pioneira. O movimento de reconstrução da Europa e o progresso tecnológico exigido pela destruição da guerra proporcionaram a criação de uma forma nova de fazer e comercializar a fotografia e discutir sua função. Paris, pela sua importância geográfica e ideológica, facilitava isso. A criação dessa nova forma de agenciar imagens viria modificar toda a história do fotojornalismo no mundo.

Agências de notícias

Com o tempo, as Agências de Notícias proliferaram-se, e hoje muitos jornais de pequeno e médio porte criam agências, agenciando seus fotógrafos para venda de seus trabalhos e em redes de jornais a circulação interna das fotografias. Podemos observar sobre as imagens a agência ou a abreviatura.

Paparazzi

Com a História da morte da princesa Diana se criou um folclore sobre os Paparazzi, esses fotógrafos de ocasião podem chegar a ficar famosos em virtude de suas fotos. Estar a postos com uma câmara na mão basta para registrar uma imagem que pode render muito dinheiro, e também reputação. A cantora norte americana Britney Spears costuma ser alvo dos paparazzis que faturam milhões com fotos dela em ocasiões constrangedoras , certas partes dos EUA já adotaram politicas contra este tipo de profissional.

Fotografia publicada

Na maioria dos meios de comunicação os fotógrafos independentes ganham por foto publicada, então, se enviam dezenas de fotografias e só uma for publicada só receberão por ela. Para muitos, principalmente quem está iniciando é algo muito bom ver seu crédito fotográfico.

Lentes/Objectivas

Para entender um pouco de objectivas, uma de 24mm equivale a um campo de visão de 75 graus, e uma objetiva de 300mm equivale a um campo de visão de 12 graus. Com a lente olho de peixe de 6mm, 8mm ou 12mm, o fotógrafo inclui um campo de visão de mais de 190 graus. Uma 500mm (aquelas que vemos em jogos de futebol, por exemplo) consegue fotografar só o guarda-redes do outro lado do campo de futebol. Ou seja, as lentes com valores inferiores a 50mm são consideradas grande angulares, e com valores acima de 150mm são consideradas teleobjetivas.

Fotógrafo

Fotógrafo é a pessoa que tira fotografia, usando uma câmera. É geralmente considerado um artista, pois faz seu produto (a foto) com a mesma dedicação e da mesma forma que qualquer outro artista visual.

Amadores e profissionais Quando um determinado autor de fotografias baseia grande parte do seu rendimento nesta atividade, diz-se ser um fotógrafo profissional.

Por vezes, o adjetivo profissional é usado erroneamente na fotografia para valorizar uma determinada imagem fotográfica ou perícia de um autor. Na realidade, a qualidade da fotografia nem sempre está relacionada com o fato do seu autor ser ou não profissional. Muitos amadores realizam com regularidade imagens mais bem sucedidas que muitos profissionais.

Na realidade "profissional" refere-se apenas à profissão do autor, e não à qualidade do trabalho. Ao mesmo tempo que um profissional pode realizar um trabalho mal feito, pode-se entender melhor, adiante no parte de "arte". O adjetivo amador, quando atribuído a um fotógrafo, pode ter um significado muito vasto. Pessoas que apenas fotografam a sua família e vida, para uso pessoal, consideram-se fotógrafas amadores. Outros fotógrafos amadores chegam a publicar livros, realizar exposições e dedicam uma vida inteira ao estudo da fotografia.

Especializações do fotógrafo

Uma vez que na atualidade a fotografia serve um vasto campo de assuntos e objetivos, foram criadas especializações. O fotógrafo especializa-se para melhor dominar a técnica de um determinado tipo de fotografia ou assunto. As especializações mais conhecidas são a foto reportagem (de eventos sociais), moda, o fotojornalismo, a paisagem, o retrato e a publicitária (arte da fotografia de objetos em estúdio).

Formação de um fotógrafo

A formação em fotografia numa escola de arte pode realizar-se através de um curso de fotografia ou de várias disciplinas de fotografia integradas em cursos de arte, design, pintura, multimédia, cinema, jornalismo e etc. Normalmente estes cursos estão orientados para o exercício da fotografia enquanto arte.

Numa escola profissional, a formação em fotografia está mais orientada para o exercício da fotografia enquanto profissão comercial.

Fotografia e memória.

Na fotografia encontra-se a ausência, a lembrança, a separação dos que se amam, as pessoas que já faleceram, as que desapareceram. Para algumas pessoas, fotografar é um ato prazeroso, de estar figurando ou imitando algo que existe. Já para outras, é a necessidade de prolongar o contato, a proximidade, o desejo de que o vínculo persista.

Strelczenia, 2001, apud Debray (1986, p. 60) assinala que a imagem nasce da morte, como negação do nada e para prolongar a vida, de tal forma que entre o representado e sua representação haja uma transferência de alma. A imagem não é uma simples metáfora do desaparecido, mas sim “uma metonímia real, um prolongamento sublimado, mas ainda físico de sua carne”.

A foto faz que as pessoas lembrem do seu passado e que fiquem conscientes de quem são. O conhecimento do real e a essência de identidade individual dependem da memória. A memória vincula o passado ao presente, ela ajuda a representar o que ocorreu no tempo, porque unindo o antes com o agora temos a capacidade de ver a transformação e de alguma maneira decifrar o que virá.

A fotografia captura um instante, põe em evidência um momento, ou seja, o tempo que não pára de correr e de ter transformações. Ao olhar uma fotografia é importante valorizar o salto entre o momento em que o objeto foi clicado e o presente em que se contempla a imagem, porém a ocasião fotografada é capaz de conter o antes e depois.

Confia-se, portanto, na capacidade da câmera fotográfica para guardar os instantes que se consideram valiosos. Tirar fotografias ajuda a combater o nada, o esquecimento. Para recordar é necessário reter certos fragmentos da experiência e esquecer o resto. São mais os instantes que se perdem que os que podemos conservar. Segundo Strelczenia (2001), “A memória se premia recordando, fazendo memorável; se castiga com o esquecimento ”.

Fotografa-se para recordar, porque os acontecimentos terminam e as fotografias permanecem, porém não sabemos se esses momentos foram significativos em si mesmos ou se tornaram memoráveis por terem sido fotografados.

A memória é constitutiva da condição humana: desde sempre o homem tem se ocupado em produzir sinais que permaneçam mais além do futuro, que sirvam demarca da própria existência e que lhe dêem sentido. A fotografia traz consigo mais daquilo do que se vê. Ela não somente capta imagens do mundo, mas pode registrar o “gesto revelador, a expressão que tudo resume, a vida que o movimento acompanha, mas que uma imagem rígida destrói ao seccionar o tempo, se não escolhemos a fração essencial imperceptível” (CORTÁZAR, 1986,p.30)

Todo esse campo de interpretação que a fotografia permite parte de vários fatores, ingredientes que agem profundamente (nem sempre visíveis) no significado da imagem. Segundo Lucia Santaella e Winfried Nöth (2001), esses elementos são: o fotógrafo, como agente; o fotógrafo, a máquina e o mundo, ou seja, o ato fotográfico, a fenomenologia desse ato; a máquina como meio; a fotografia em si; a relação da foto com o referente; a distribuição fotográfica, isto é, a sua reprodução; a recepção da foto, o ato de vê-la.

É no ensaio fotográfico que a pessoa busca a emoção, algo que ela nunca tenha sentido. A fotografia é capaz de ferir, de comover ou animar uma pessoa. Para cada um ela oferece um tipo de afeto. Na composição de significado da foto, segundo Barthes (1984), há três fatores principais: o fotógrafo (operator), o objeto (spectrum) e o observador (spectator). O fotógrafo lança seu olhar sobre o assunto, ele o contamina e faz as fotos segundo seu ponto de vista. O objeto (ou modelo) se modifica na frente de uma lente, simulando uma coisa que não é. No caso do observador, ele gera mais um campo de significado, lançando todo o seu repertório e alterando mais uma vez a imagem.

Barthes (1984, p. 45) observa ainda a presença de dois elementos na fotografia, aquilo que o fotógrafo quis transmitir é chamado de studium, ou seja, é o óbvio, aquilo que é intencional. Já quando há um detalhe que não foi pré-produzido pelo autor, recebe o nome de punctum. Esse último gera um outro significado para o observador, fere, atravessa, mexe com sua interpretação.

Por meio das fotografias descobre-se a capacidade de obter camadas inteiras e de emoções que estão escondidas na memória. Também se pode descobrir e obter novas significações que naqueles momentos não estavam explícitas.

Reconhecer o studium é fatalmente encontrar as intenções do fotógrafo, entrar em harmonia com elas, aprova-las, dicuti-las em mim mesmo, pois a cultura (com que tem a ver o studium) é um contrato feito entre os criadores e os consumidores. (...) A esse segundo elemento que vem contrariar o studium chamarei então punctum. Dessa vez, não sou eu que vou busca-lo, é ele que parte da cena, como uma flecha, e vem me transpassar. (BARTHES, 1984, p. 48).

As imagens são aparentemente silenciosas. Sempre, no entanto, provocam e conduzem a uma infinidade de discursos em torno delas.

Fotografia como arte

O homem sempre tentou reter e fixar movimentos do mundo, começando com desenhos na caverna, passando pela pintura em tela e escultura, e, por fim, chegando a fotografia. Esse é um meio de comunicação de massa, sendo muito popular em nossos dias e nascido na Revolução Industrial.

De acordo com Barthes (1984, p. 21), muitos não a consideram arte, por ser facilmente produzida e reproduzida, mas a sua verdadeira alma está em interpretar a realidade, não apenas copiá-la. Nela há uma série de símbolos organizados pelo artista e o receptor os interpreta e os completa com mais símbolos de seu repertório.

Fazer fotografia não é apenas apertar o disparador. Tem de haver sensibilidade, registrando um momento único, singular. O fotógrafo recria o mundo externo através da realidade estética. Em um mundo dominado pela comunicação visual, a fotografia só vem para acrescentar, pode ser ou não arte, tudo depende do contexto, do momento, dos ícones envolvidos na imagem. Cabe ao observador interpretar a imagem, acrescentar a ela seu repertório e sentimento.

«Fotografar é colocar na mesma linha de mira a cabeça, o olho e o coração.»
(Henri Cartier-Bresson)

Fotografia em estúdio

Uma das vantagens de um estúdio grande, é permitir uma maior distância entre o motivo e o fundo. Em condições com pouco espaço, é difícil iluminar os dois separadamente, e há o perigo de as sombras do motivo se formarem sobre o fundo. Iluminando o fundo independentemente, ele pode ser transformado de centenas maneiras.

Dê-lhe uma iluminação gradual, iluminando a parte superior e a parte inferior de maneiras diferentes. Em alternativa, projecte formas ou cores sobre o fundo, colocando sobre as luzes máscaras (chamadas gobos) ou acetatos coloridos. Os rolos de papel branco ou preto são os fundos mais utilizados e os mais versáteis. Os rolos podem ser suspensos do alto da parede de um estúdio, e depois puxados até baixo e estendidos sobre o chão do estúdio, criando uma curvatura de forma a que a junção da parede com o chão não seja visível nas fotografias. A medida que o papel se vai estragando ou sujando, corta-se essa parte e puxa-se mais papel de rolo Há uma grande variedade de fundos à venda nas lojas da especialidade, mas saiba que os fundos simples muitas vezes resultam melhor, uma vez que não desviam a atenção, e porque num estúdio pequeno nem sempre é possível desfocar as formas mais elaboradas que o fundo possa ter.

Velocidade do obturador

O tempo durante o qual o obturador permanece aberto determina a quantidade de luz que chega ao filme. Ao seleccionar uma velocidade do obturador, verifique se a câmara está suficientemente firme. Quanto mais firme estiver, mais baixa poderá ser a velocidade do obturador utilizada. Mesmo um movimento minúsculo durante a exposição poderá fazer com que toda a imagem fique tremida. Usar um tripé é a única maneira de garantir o êxito de uma fotografia que exija um tempo de exposição longo. Com uma teleobjectiva, a instabilidade da câmara é mais notável do que com uma grande-angular, por isso, quanto maior for a objectiva, maior será a velocidade de obturador necessária. Além de "congelar" a acção, a velocidade do obturador permite criar efeitos que sugerem movimentos, ou efeitos especiais com o zoom.

Efeito de Panning

Nem sempre é necessário usar uma velocidade do obturador tão alta. Muitas vezes pode acompanhar-se o movimento enquanto se dispara, para o compensar, usando uma técnica chamada "panning".

Congelar o movimento

A velocidade do obturador desempenha um papel importante na transformação de motivos em movimento numa imagem estática. Quanto menos tempo o obturador permanecer aberto, menos o motivo se moverá dentro do enquadramento e mais nítido ficará. Por isso utiliza-se uma maior velocidade ao fotografar um motivo em movimento, como uma to a grande velocidade ou um cavalo a correr. Há ainda outros factores a considerar. Primeiro, a velocidade real do motivo não indica necessariamente a rapidez com que a imagem irá mudar no visor.

Se um motivo se dirigir directamente para a câmara ou se se afastar dela, a imagem mudará mais lentamente do que se ele passar perpendicularmente, e será necessária menos velocidade do obturador para "congelar" o movimento. Um movimento em diagonal no enquadramento necessitará de uma velocidade de obturador intermédia. O tamanho da imagem também é importante:um comboio visto como um ponto no horizonte não aparecerá mover-se tão depressa como uma papoila oscilando ao sabor de uma brisa suave em frente da objectiva. Quanto maior a distância focal e mais próximo do motivo, maior a velocidade do obturador.

Sugestões profissionais Se tenciona ampliar a fotografia para o tamanho de um poster, qualquer movimento do motivo será muito mais perceptível do que se a utilizar em formato miniatura numa página web. Lembre-se de que há movimento em que muitas cenas que à primeira vista parecem estáticas: pessoas a passar numa foto de arquitectura, pássaros a voar numa paisagem e árvores que se vergam ao vento. Poderá ser necessário aumentar a velocidade do obturador para compensar.

Uma velocidade do obturador que congele um movimento por completo poderá não dar os melhores resultados. Muitas vezes há um mérito artístico ao sugerir velocidade, deixando que o motivo crie um desfoque no filme.

Parabéns a todos os membros da United Photo Press, pelo dia Mundial da Fotografia...
Carlos Alves de Sousa
Presidente da United Photo Press

Olhares Medievais

Para se ter uma idéia do que era a representação nas artes visuais no início dos Trecento, basta lembrarmos alguns postulados da arte medieval:
O hieratismo (tamanho e disposição das figuras no espaço obedecendo a uma ordem decrescente, do mais para o menos sagrado), figuras estáticas, frontalidade (rostos retratados de frente), isocefalia (o mesmo tamanho de todas as cabeças presentes na cena) e isodactilia (dedos da mão sempre com o mesmo tamanho), o fundo chapado e quase sempre dourado, as expressões invariáveis, volumes e dimensões uniformes...

Para o nosso olhar contemporâneo, sentimos uma espécie de falta de consideração com a realidade visível...No entanto, até o século XIV, não consta que algum contemporâneo dos mosaicos bizantinos, das iluminuras medievais ou das pinturas chinesas tenha levantado a voz para afirmar que não compreendia a representação que se desenhava ante os seus olhos.

Tomemos como exemplo as regras de pintura medieval acima descritas - a vida daquele tempo também era dominada pelos mesmos simbolismos, pelo mesmo hieratismo, e essa vida estava presente na comunicação visual, na arte daquele tempo. Isso é um código cultural: essa era a maneira de se comunicar visualmente com sucesso. Se viajássemos no tempo e mostrássemos ao homem daquela época uma fotografia de sua própria família, ele certamente não “leria” aquela imagem com clareza, sendo ele um camponês analfabeto ou um cardeal ilustrado.

Principalmente, não reconheceria qualquer mérito estético. Não havia a necessidade de uma imagem tão naturalista - não fazia parte de seu código cultural, não era assim que aquele homem via o mundo e, o que é importante: ele não consideraria aquela imagem como uma representação realista da sua família. Arte gótica - Mestre Consolus, milagre de São Bento (detalhe),segunda metade do século XIII.A única sensação de profundidade, inovadora para a época, é dada pela caverna ao fundo.As estilizações são tradicionais da arte gótica.

A Perspectiva.

A maneira de ver e compreender o mundo era, até então, simbólica e hierática. A veracidade alcançada pela arte também era simbólica. Foi essa postura que começou a ser profundamente alterada pelo homem do Renascimento. A natureza, a figura humana e toda a realidade sensível começou a ser vista de um novo modo - a partir de uma certa fidelidade ao olho humano, conseguida através de um artifício: a racionalização do espaço de acordo com as leis matemáticas.Não basta pensar que havia o desejo de se capturar a realidade tal como ela se mostra. Na verdade, as artes visuais sempre fizeram isso. Tratava-se de compreender essa realidade de outra maneira, à qual resolveu se dar o estatuto de veracidade e o nome de naturalismo, realismo ou objetividade, pois acreditava-se, desta forma, estar se removendo toda a magia do olhar, desnudando a natureza através do entendimento de suas leis. O mundo deixava aos poucos de ser observado com olhos reverentes, impregnados de crenças, religião, superstições e explicações mágicas. A perspectiva.

Na arte ocidental, regras de proporção e perspectiva para a representação do homem e do espaço eram elaboradas e reelaboradas desde os gregos. Foi utilizando as regras geométricas de Euclides que os homens da Renascença refinaram a sugestão de profundidade em suas pinturas, criando as regras da perspectiva e um novo código cultural para interpretar o mundo, apreendendo o espaço tridimensional numa tela bidimensional.

A solução era matemática: o cenário e as figuras retratadas eram reduzidos proporcionalmente, de acordo com suas medidas reais.

O ponto de vista do pintor gerou um olhar fixo, que comandava a feitura do quadro e o olhar do espectador - escolhia-se o motivo principal, sua posição no quadro e reorganizava-se os outros objetos com dimensões proporcionais à sua distância em relação à figura principal, dando a ilusão de profundidade numa tela plana. Por isso a palavra perspectiva: “ver através”.Esse foi o ponto de partida. Ainda faltava conquistar (além do espaço) a forma, o movimento, a cor, a expressão dos sentimentos humanos... Mais do que nunca, a objetividade da representação passou a ser o grande desejo da arte visual.

A câmera escura.

A busca dessa objetividade incentivou o uso da câmera escura, artefato baseado num fenômeno conhecido desde os gregos. Aristóteles descreveu seu mecanismo intuitivamente, ao observar um eclipse solar refletido no solo através de um minúsculo furo de uma folha. Esse mecanismo foi seguidamente utilizado e readaptado até a Idade Moderna, quando o grande interesse pelas leis ópticas iria gerar um sem número de câmeras escuras, de diversas formas e tamanhos. As descrições mais antigas mostram o seguinte método: num quarto escuro, a luz atravessa um pequeno orifício na parede frontal e projeta uma imagem invertida da vista exterior numa parede ou numa tela ao fundo do quarto.

A antiga técnica utilizada para observar os eclipses solares passou a ser utilizada, com constância cada vez maior, como um auxílio ao desenho e à pintura. Giovanni della Porta, artista e cientista napolitano, foi o primeiro a recomendar seu uso para o desenho, lançando em 1558 um livro que descrevia a montagem e o funcionamento da câmera escura (ver abaixo). Numa segunda edição do livro, mais tarde, o artista recomendava seu uso inclusive para os retratos, posicionando os modelos em frente ao orifício da parede frontal.

"Se não sabes pintar, com este procedimento pode desenhar o contorno das imagens com um lápis. (...) Isto se consegue projetando uma imagem sobre uma mesa de desenho com um papel".Giovanni della Porta. Aos poucos, melhoramentos foram feitos para tornar a imagem mais nítida, com lentes ou diafragmas. Apenas dez anos após o lançamento do livro de Giovanni della Porta, o veneziano Bárbaro instalou um espelho côncavo, “endireitando” a imagem invertida, facilitando o trabalho dos artistas.

No século seguinte, vários incrementos tornaram a câmera escura menor, móvel e portátil. Todo nobre, clérigo ou burguês culto mantinha a sua própria câmera, um instrumento básico de sua educação: através dela ele podia se dedicar à observação da natureza e ao desenho, tendo como finalidade a pesquisa científica ou as belas-artes. No século XVIII, seu uso foi extremamente difundido, e havia até mesmo artefatos de bolso que auxiliavam o desenho.

Câmera fotográfica mais rápida do mundo captura até reações quimicas

Máquina japonesa consegue captar reações químicas (Foto: Divulgação/Universidade de Tóquio)
A câmera mais rápida do mundo foi desenvolvida por uma equipe pesquisadores das universidades de Tóquio e Keio, no Japão. O dispositivo é capaz de fotografar no modo “burst”, de fotos em sequência, em até trilionésimos de segundo na resolução de 450 x 450 pixels - outras câmeras altamente desenvolvidas chegam a "apenas" bilionésimos de segundo. Com isso, o aparelho consegue, inclusive, capturar reações químicas através de suas lentes.

A fotografia ultrarrápida é desenvolvida por um sistema chamado Sequentially Timed All-optical Mapping Photography (STAMP ou Fotografia Ótica Sequencial Temporária de Mapeamento, em tradução livre). De acordo com o estudo, o aparelho é até mil vezes mais rápido do que outros similares e alcançou um sexto da velocidade da luz em testes.O estudo foi publicado neste mês na revista Nature.

O aparelho deve ajudar cientistas a verificarem modificações químicas de uma maneira que não era possível anteriormente através de lentes óticas. Além da utilidade científica, a pesquisa presta uma importante contribuição para a indústria fotográfica, aperfeiçoando seus métodos de captura de imagem.

Ainda não há previsões de transformar a nova câmera em um produto comercial por enquanto. Por esse motivo, é pouco provável que uma tecnologia dessas chegue em nossos smartphones em breve.

Há 45 anos, os Beatles estenderam a passadeira para a fama

Iain Macmillan teve dez minutos para conseguir concretizar a fotografia

Fez sexta-feira 45 anos que Iain Macmillan imortalizou a passadeira de Abbey Road na capa do último álbum gravado pelos Beatles. A imagem gerou mitos e teses da conspiração.

Londres, 8 de agosto de 1969. Iain Macmillan foi o fotógrafo escolhido para fazer a capa que imortalizou o último álbum gravado pelos Beatles, Abbey Road, com John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr a atravessarem a mítica passadeira londrina, por volta das 11h30.

Here comes the sun, uma das canções do disco, composta por Harrison, pode ser a banda sonora escolhida para este tema. Consta que foi uma sexta-feira quente, aquela em que o fotógrafo amigo de John Lennon e de Yoko Ono registou o momento em que a banda se despediu dos álbuns. Iain Macmillan teve dez minutos para conseguir concretizar a fotografia.

Na altura, ainda não se sabia que Abbey Road seria o último álbum a ser gravado pela banda britânica, a quem se devem clássicos como Let it Be, All My Loving ouYesterday. Mas a especulação sobre se os membros saberiam desta hipótese existe. Poucas semanas depois, John Lennon informou os outros membros da banda, que iria sair.

Iain Macmillan tirou seis fotografias. Em quatro, Paul McCartney atravessou a passadeira descalço. Noutras duas, usou sandálias. Das seis imagens que Macmillan captou na manhã de 8 de agosto, o ícone dos Beatles escolheu a quinta, a única em que os quatros membros da banda andavam sincronizados. Material utilizado: uma máquina Hasselblad com uma lente grande angular de 50 milímetros, diafragma fechado a 22 e tempo de exposição de 1/500 segundos.



Mais de 20 mil euros por uma imagem dos Beatles em Abbey Road

Linda McCartney, mulher de Paul McCartney, tirou várias fotografias durante a sessão, que contou com a colaboração da polícia britânica para parar o trânsito em Abbey Road. Em maio de 2012, uma das fotografias da sessão fotográfica de Iain Macmillan foi vendida num leilão, em Londres, por cerca de 20,15 mil euros.

A passadeira atravessada pelos quatro membros da banda já foi considerada Património Histórico de Londres e não faltam mitos e curiosidades associados à capa de Abbey Road. O próprio título do disco resultou de uma decisão de última hora. Esteve para se chamar Everest, em homenagem aos cigarros que o técnico de som Geoff Emerick fumava.

No pacote do maço de cigarros estava desenhada a silhueta da montanha mais elevada do Mundo e os Beatles chegaram mesmo a planear alugar um jacto particular para viajar até ao Everest e fazer a imagem da capa no local. Foi Paul McCartney que sugeriu que a fotografia fosse feita na rua onde estavam a gravar o disco, onde se situam os Abbey Road Studios, e que o álbum adotasse o nome da via do noroeste londrino, em St. John’s Wood.


A capa de Abbey Road sustentou a teoria de que Paul McCartney estava morto e que os Beatles tinham-no substituído por um sósia.

A capa do disco, que embora tenha sido o último a ser gravado pelos Beatles antecedeu o lançamento de Let It Be, alimentou o mito e a tese da conspiração sobre a suposta morte de Paul McCartney. A imagem, em que aparece descalço, serviu de base para alimentar a teoria de que Paul tinha falecido num acidente de viação em 1966 e sido secretamente substituído por um sósia.

A capa do álbum, de acordo com os teóricos, representaria o funeral de Paul McCartney: John Lennon, vestido de branco, simbolizava o padre, Ringo Starr, vestido de preto, simbolizava o enlutado, George Harrison, o coveiro e Paul, descalço, o cadáver. Depois de o álbum ter sido lançado, a matrícula do Volkswagen Beetle branco, que aparece à esquerda na imagem, foi roubada. Em 1986, o carro foi leiloado por 3.186 euros e, desde 2001, está em exibição num museu alemão.