A fraude da fotografia que marcou a II Guerra Mundial

Afinal na foto original não existia a bandeira, as áreas assinaladas marcam os pontos em que a imagem foi retocada para parecer mais heróica.
As fotografias que retratam a queda dos nazis aos pés da União Soviética traz segredos atrás de si. É que afinal foram fabricadas e aperfeiçoadas alguns dias depois do final do Combate de Berlim.

Em 1945, as ruas por onde as tropas de Hitler passavam de cabeça erguida estavam transformadas em ruínas. As forças para manter os aliados afastados do orgulho germânico eram inúteis. A devastação da II Guerra Mundial e a derrota nazi eram visíveis. 

E entre os escombros de uma guerra acesa, um soldado soviético subiu ao edifício mais alto da fantasmagórica cidade de Berlim e ergueu a bandeira vermelha com a foice e o martelo: a imagem de que os nazis estavam aniquilados às mãos dos aliados. Houve um fotógrafo que teve tanto de sorte como de perspicácia: eternizou este momento e tornou-o o símbolo da derrota nazi durante a guerra.

Uma mentira, escreve o jornalista e historiador Jesús Hernández no livro “As 100 melhores Histórias da Segunda Guerra Mundial”. Afinal, a imagem foi fabricada muitos dias depois do fim dos combates por um fotógrafo que queria entrar na História. Para isso, modificou a fotografia e tornou-a mais apelativa para o público, até mesmo para disfarçar alguns aspetos sórdidos do Exército Vermelho. 

Toda a gente acreditou na fotografia até à dissolução da União Soviética. A história vem contada no ABC.

1º Encontro Fotográfico Ibérico


O Cartaz do Encuentro Fotográfico Ibérico / Encontro Fotográfico Ibérico 2015 sob o tema "Estamos Juntos",
da autoria da Laura Pedrosa
Neste 1º Encontro Fotográfico Ibérico, sob o tema "Estamos Juntos" na península ibérica e na paixão pela fotografia, vai ser apresentada uma exposição de fotografia que reflicta de forma livre as tendências e os diversos estilos dos fotógrafos representados.

No dia da inauguração, 11 de abril em Orihuela/Alicante haverá lugar a debates com a assistência, sobre a forma como entendemos a Fotografia e o que ela representa na comunicação dos povos e entre as sociedades. 

No dia 12 abril vai ser efectuada uma "arruada fotográfica" em Valência e no dia seguinte irá repetir-se em Orihuela, cidade anfitriã do EFI_2015. 

As entidades oficiais da edilidade estarão presentes no apoio e na inauguração do evento.

Apoio UNITED PHOTO PRESS



Manifesto do Encontro Fotográfico Ibérico - EFI_Estamos Juntos_2015

"A essência da Fotografia é a interpretação da vida. A Fotografia enquanto meio de expressão pretende documentar e perpetuar factos, realidades, gestos, atitudes e momentos, por vezes únicos e irrepetíveis.

Realizada no exterior, em estúdio, de forma realista, objectiva, abstracta ou subjectiva, a Fotografia, independentemente das condições em que é feita, tem como fundamento a comunicação e a expressão factual e/ou Artística entre humanos.


A partilha de ideias, conceitos, realidades, experiências, conhecimento, debates e ensaios fundamentam os Encontros Fotográficos Ibéricos anuais, num elogio à Fotografia, celebrando a “Terra de Luz” que é a Península Ibérica."

Fidalgo Pedrosa


Nova Fotografia Erótica Brasileira


O fotógrafo Fernando Lessa procura fazer uma abordagem diferente do erotismo através da exposição "A Nova Fotografia Erótica Brasileira", que estará patente na Galeria Porão, em São Paulo, no Brasil, de 7 a 19 de Abril.

Pela mesma altura, Lessa lança um livro homónimo.

As imagens utilizam várias técnicas, entre as quais a pintura com aguarela sobre a ampliação ou a cianotipia, um processo descoberto em 1842 pelo cientista John Herschel, que confere uma tonalidade azul às fotografias.



Guerra, memória e fotografia


Conflict – Time – Photography é uma exposição que cobre lugares de conflito nos últimos 160 anos através do trabalho de mais de 50 fotógrafos. Esteve em Londres, e estará agora em Essen e em Dresden.

Comissariada por Simon Baker, Shoair Mavlian e David Mellor, Conflict – Time – Photography é uma exposição que surpreende pela clareza dos seus propósitos. O título enuncia sem equívocos nem artifícios aquilo que o público pôde ver na Tate Modern em Londres, até este domingo, 15 de Março, e, a partir de agora, na Alemanha: primeiro em Essen, até 5 de Julho; de seguida em Dresden, até 25 de Outubro.

A escolha de Dresden como derradeiro lugar desta mostra não terá sido fruto do acaso. A célebre imagem, captada em 1945 por Richard Peter, da cidade alemã completamente destruída pelo bombardeamento dos Aliados é uma das mais marcantes desta grande exposição, sendo aliás escolhida para servir de capa ao respectivo catálogo. Este, por sua vez, anuncia de forma cristalina que, com a presente exposição, se pretendeu explorar a relação entre a fotografia e o tempo. Assim, apresentam-se lugares onde ocorreram conflitos ao longo do tempo, cobrindo um amplo espectro cronológico (de cerca de 160 anos) e espacial, com imagens vindas dos mais diversos pontos do globo, da autoria de mais de 50 fotógrafos.

Naturalmente, a escolha deste tópico prestar-se-ia a reflexões mais ou menos densas e elaboradas sobre o tempo como matéria-prima da fotografia ou, por outro lado, da fotografia como agente mobilizador da memória, individual e colectiva. De facto, em inúmeras das obras expostas, como as de Don McCullin no Somme (2000), encontramos, sem dúvida, uma intenção deliberada de evidenciar a erosão que o tempo produziu na memória dos grandes conflitos – e até dos locais que lhes serviram de palco. Noutras vezes, pelo contrário, é patente o propósito de sublinhar a persistência dos dramas e das cicatrizes da guerra, de todas as guerras.

A exautoração da guerra – e até, mas explicitamente, a adesão ao pacifismo – pressente-se logo na abertura da mostra, que toma como ponto de partida a experiência pessoal de Kurt Vonnegut Jr. Encontrando-se aprisionado num matadouro alemão, Vonnegut saiu do cativeiro e viu a luz do dia na manhã seguinte ao bombardeamento de Dresden pelos Aliados. Dresden, sublinhe-se, não possuía instalações militares nem continha uma ameaça que justificasse aquela destruição apocalíptica. Tendo contemplado «a cidade mais bela do mundo» arrasada por bombas de fósforo, só 24 anos depois, no famoso livroSlaughterhouse Five (disponível em português com o título de Matadouro Cinco, numa edição da Livraria Bertrand, de 2013), prestaria testemunho do que vira em seu redor. E, desde então, passou a concluir todos os seus textos com a palavra «Paz». Vonnegut escreveu nesse livro que «as pessoas não devem olhar para trás. Não voltarei a fazê-lo».

Num certo sentido, esta exposição desobedece à promessa do autor das palavras que toma como ponto de partida. Toda ela, na verdade, é concebida como um olhar retrospectivo, pecaminosamente dirigido para uma realidade pretérita de carnificina e dor. Compreende-se, em todo o caso, o alcance da evocação de Vonnegut. Este não só surge associado à imagem icónica de Dresden em escombros como foi, ele próprio, confrontado com a acção do tempo na sua escrita. Testemunha directa da devastação logo após esta ter ocorrido, escreverá sobre essa experiência só depois de muitos anos volvidos sobre o raid aéreo de 1945. Vonnegut necessitou de tempo, quase três décadas, mas, em simultâneo, mostrou que a passagem do tempo não conseguira apagar o rasto do trauma e as feridas da memória. Mais decisivamente ainda, o autor de Slaughterhouse Five abraçara sem tibiezas a militância da paz, sendo esse o grande leit-motiv desta exposição.

Sintomaticamente, Conflict – Time – Photography, contém, quase no final, um espaço autónomo onde a causa pacifista é assumida em pleno. Actuando como um enxerto nesta mostra, mas em coerência com tudo o que nela se exibe, é reservado um lugar próprio para uma «exposição dentro da exposição»: A Guide For the Protection of the Public in Peace Time, organizada pelo Archive of Modern Conflict, uma entidade criada nos alvores da década de 1990 que possui um acervo de quase 4 milhões de imagens dos grandes conflitos dos séculos XIX e XX.

À excepção deste espaço – e, de certo modo, de uma sala praticamente dedicada em exclusivo aos bombardeamentos atómicos no Japão –, todo o percurso deConflict – Time – Photography encontra-se organizado por um único critério, o que confere à exposição uma grande acessibilidade de leitura, nem sempre presente nas mostras contemporâneas de fotografia. Daí a sua enorme capacidade de atracção e sugestão do grande público. Para qualquer espectador, o que está em causa é imediatamente perceptível: não se pretendeu, de forma alguma, fazer uma exposição dos grandes conflitos do planeta seguindo a ordenação cronológica do momento em que aqueles ocorreram. Existe, obviamente, uma ordenação cronológica, mas em sincronia com o momento em que foram captadas as imagens desses conflitos, ou dos seus vestígios. A primeira sala é dedicada às fotografias tiradas momentos depois da ocorrência, a segunda às imagens captadas dias, semanas ou alguns meses depois dela. De seguida, as guerras fotografadas de um a dez anos após terem tido lugar; e assim sucessivamente, até chegarmos à última sala, onde encontramos fotografias de confrontos que deflagraram há 85 ou 100 anos atrás. Aí deparamos, por exemplo, com a série de 2013 em que Chloe Dewe Mathews fotografou os lugares onde, na Primeira Guerra, foram fuzilados ao alvorecer os desertores das trincheiras, aqueles que não suportaram mais o pesado fardo do front.

Entre as imagens que se destacam pela sua imediação temporal destaca-se a do marine em choque, de olhar vazio e perdido, captada por Don McCullin em 1968, no Vietname, no decurso da Batalha de Huê, uma das mais sangrentas da Ofensiva do Tet. De todas as imagens expostas, é, porventura, a que melhor corresponde ao fotojornalismo de guerra, à captura de imagens na linha da frente. O efeito que esta e outras imagens tiveram na opinião pública mundial, e sobretudo norte-americana, levou a que, em futuros conflitos, os repórteres passassem a ser alvo de um controlo muito mais apertado, deixando de poder envolver-se nas unidades em combate, perdendo liberdade de movimentos e tendo, por assim dizer, de se sujeitar a um «enquadramento» que os distancia do som e da fúria.

Este ponto, várias vezes assinalado na exposição, implica uma perda do «tempo curto» e da imediação na fotografia da guerra, o que suscita naturalmente debate e controvérsia sobre as formas actuais de cobertura jornalística e de representação visual dos grandes conflitos. Simplesmente, como também estes viram alterado o seu perfil, nem sempre é fácil às autoridades militares exercerem um controlo total do desenrolar dos acontecimentos. Com a guerrilha e os carros-armadilhados, diluíram-se as fronteiras entre amigo e inimigo, entre segurança e perigo, entre militares e civis, entre a frente de combate e a retaguarda de salvaguarda. Por isso, Luc Delahaye pôde fotografar os efeitos de uma emboscada a uma coluna militar americana, em Ramadi, no centro do Iraque, em Julho de 2006. As suas fotografias surpreendem pela suavidade cromática e pelo silêncio que delas irradia, a estranha quietude que imediatamente sucede a um grande desastre. Alguns tentaram rebelar-se contra o controlo das autoridades militares através de expedientes imaginativos, como sucedeu com Adam Broomberg e Oliver Chanarin no Afeganistão, ao acompanharem o exército britânico em 2008. O resultado, contudo, fica algo aquém da generalidade dos trabalhos exibidos nesta extraordinária exposição.

Um outro conjunto de imagens impressiona pela extrema proximidade ao acontecimento. Surgindo logo na abertura da exposição, trata-se da série de fotografias que, vinte minutos após a explosão da bomba em Hiroshima, o então estudante Toshio Fukada, na altura com 17 anos, captou do alto de um edifício. O cogumelo atómico, cuja imagem geralmente conhecemos à distância, aparece aqui terrivelmente próximo de nós, sob a forma de nuvens a preto e branco, subindo aos céus (segundo as testemunhas, essas nuvens adquiriram cores bizarras, entre o rosa e o laranja).

As bombas de Hiroshima e Nagasáqui, talvez devido à perdurabilidade dos seus efeitos no tempo, ocupam um lugar de destaque nesta exposição. Merece realce, evidentemente, o trabalho ímpar de Shomei Tomatsu, a par da colecção de diversos livros produzidos sobre as bombas no Japão, pertencentes à colecção de Martin Parr. Avulta aí, como o mais deslumbrante de todos, O Mapa (1965), de Kikuji Kawada, Nas páginas do Expresso, Jorge Calado qualificou-o, muito justamente, como, porventura, «o mais importante photobook do século XX». Cruzando imagens dos despojos da bomba e, por outro lado, de memoriais feitos em recordação de imberbes kamikazes, o livro de Kawada evoca as grandes feridas que a 2ª Guerra abriu no Japão. Construído como um desdobrável, em que cada imagem ocupa duas páginas, o álbum obriga o leitor a abri-lo e a percorrê-lo de forma pausada, reflectida, transmitindo uma sensação de serenidade elegíaca. Obra de culto, O Mapa foi reeditado, estando à venda na Tate Modern, a um preço nada módico.

O português João Penalva está presente com as solarizações de From the Weeds of Hiroshima (1997), mostrando ervas que nascem nos escombros de uma fábrica destruída no dia da explosão atómica. As solarizações de Penalva evocam o efeito produzido pela bomba nuclear, que, entre outras consequências, produziu um fenómeno singularíssimo: pessoas e objectos ficaram «impressos» nas paredes e nos muros, algo que nos é contado, por exemplo, na biografia do jesuíta Pedro Arrupe escrita por Pedro Miguel Lamet. O padre Arrupe, mais tarde Geral da Companhia, vivia como missionário nos arredores de Hiroshima, sendo dos primeiros a dirigir-se ao local da tragédia, que descreveria como uma «experiência fora da História». De certo modo, as fotografias das nuvens feitas por Toshio Fukada, pela extrema proximidade ao evento, devolvem-lhe a sua historicidade, de que nos apercebemos também ao ver a sombra de um soldado de Nagasáqui projectada na parede do quarte-geral da cidade, uma devastadora fotografia de Matsumoto Eiichi, feita cerca de três semanas depois da explosão da bomba.

Quando olhamos as imagens do Mercado Roque Santeiro, em Luanda, integradas na série Terreno Ocupado (2007), da sul-africana Jo Ractliffe, poderíamos questionar-nos que relação possuem com a guerra; no fundo, que motivo justifica a sua presença nesta exposição. O projecto de Ratcliffe, todavia, mostra claramente em que medida a guerra tem ramificações que se estendem muito para lá do epicentro dos conflitos: o Roque Santeiro e a sua miséria prolongam e são consequência da guerra civil angolana, uma face do conflito tão visível como imagens de mortos ou mutilados. O mesmo sucede com os projectos de uma das mais originais e imaginativas fotógrafas contemporâneas, Taryn Simon, amplamente representada nesta exposição (a Tate Modern, aliás, dedicou-lhe há poucos anos uma grande exibição, A Livng Man Declared Dead and Other Chapters).

Todas as imagens remetem para um mesmo universo – o do «pós-guerras» –, obrigando-nos a meditar sobre o impacto dos crimes e dos massacres ou tão-só das grandes operações militares. A História regista que os exércitos americanos, na primeira guerra do Golfo, expulsaram as tropas iraquianas do Koweit e, tempos depois, abandonaram também o território, ao qual foi devolvida a soberania. As fotografias de Sophie Ristelhueber, da série Fait, de 1992, mostram as sequelas e os despojos da passagem das tropas libertadoras, a incomensurável quantidade de material bélico deixado no terreno, os sulcos dos tanques gravados na areia. Além de mortos e feridos, a guerra produz lixo, toneladas de detritos metálicos abandonados nos lugares de combate. Noutros casos, gera ruínas em monumentos e edifícios históricos. As suas marcas perduram muito depois do desfecho dos combates. Talvez permaneçam para sempre. Pelo menos, duram o tempo suficiente para serem fotografadas – e apresentadas numa exposição notável, que conseguiu trazer-nos uma perspectiva surpreendente e nova sobre aquilo que julgávamos já ter visto centenas de vezes.

E se pudesse pagar as suas compras online com uma selfie?

Jack Ma apresentou a nova tecnologia na 
exposição tecnológica CeBit em Hanover, na Alemanha.
Em vez de decorar mais um código, vai poder usar uma fotografia para validar a sua identidade no site de compras Alibaba.

O site de compras online Alibaba vai deixar os seus utilizadorespagar as suas transações com uma selfie, com um sistema batizado "Smile to Pay" (sorria para pagar). O seu sistema de reconhecimento facial vai usar as selfies, ou fotografias do rosto do utilizador tiradas no momento da transação com o dispositivo móvel, para autorizar compras, anunciou segunda-feira o fundador do site, Jack Ma.

O sistema de pagamento da Alibaba, o Alipay, vai estar configurado para comparar uma selfie tirada por um cliente na hora com uma fotografia de perfil que tenha em arquivo, paraconfirmar a sua identidade em vez do uso de códigos ou de palavras passe.

Jack Ma apresentou o "Smile to Pay" na exposição tecnológica CeBit, em Hanover, na Alemanha, completando uma transação em palco. Com a sua aplicação móvel da Alibaba, Jack Ma comprou um selo comemorativo da feira comercial de Hanover de 1948. Chegada a hora de pagar, tirou uma selfie, que foi comparada com a sua fotografia de arquivo pelo sistema de reconhecimento facial do Alipay, e a transação foi validada.

O fundador da Alibaba anunciou que o sistema vai primeiro ser lançado na China, e mais tarde alargado aos outros mercados. O site vê cerca de 80 milhões de transações diárias apenas na China, onde tem 300 milhões de utilizadores registados, relembra a revista Fortune.

A maior fotografia do Universo

O telescópio Hubble tirou 411 fotografias e juntou-as numa imagem: são 1.5 mil milhões de pixeis com um peso de 4.3 GB. E nela podemos ver 100 milhões de estrelas que ardem a mais de 40 mil anos-luz.

Há pouco mais de dez anos, as lentes do telescópio Hubble fizeram história ao capturarem aquela que foi considerada “a imagem mais significativa de sempre”. Era a foto de milhões de estrelas agrupadas em milhões de galáxias, um retrato da imensidão do espaço de que estamos rodeados.

Agora, a NASA voltou a colocar-se na primeira linha e libertou a maior fotografia alguma vez tirada do Espaço: uma pequena parte do Universo, mas uma grande vista para entendermos a profundidade vertiginosa onde estamos.

Observe:
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Trata-se de uma fotografia de Andrómeda, a galáxia vizinha à nossa e a maior do Grupo Local. A 5 de janeiro, o telescópio Hubble tirou 411 fotografias e juntou-as para formar a imagem: são 1.5 mil milhões de pixeis com um peso de 4.3 GB. E nela podemos ver 100 milhões de estrelas que ardem a mais de 40 mil anos-luz.

Uma explosiva democracia visual

O fotógrafo, William Eggleston dessacraliza a América em 170 imagens.

Naqueles anos 1950 em que iniciava sua vida como artista, o fotógrafo americano William Eggleston ambicionava apenas a oportunidade de fazer uma única foto como Henri-Cartier Bresson. Com o mestre, o bom desenhista de Memphis aprendera a possibilidade geométrica do flagrante. De tanto tentar, um dia produziria ele mesmo a cópia perfeita de uma obra do francês, mas não se sentiria satisfeito com o resultado. Nascido em 1939 em uma família de ricos plantadores de algodão, Eggleston concluiria que a paisagem contrastante de seu cotidiano, os brancos versus os negros sobre tapetes naturalmente verdes, constituiria um campo ainda maior que o de Bresson com que lidar. Ele sabia que dois americanos a antecedê-lo haviam feito impressionantes retratos crus de seu país. Walker Evans mostrara os camponeses na linha da miséria e Robert Frank, os subjugados do pós-Guerra em movimento. Mas, se Eggleston tinha novos olhos, para onde apontariam?

Ele ainda fotografava em preto e branco, porque esta era a convenção da arte, mas investia em novas possibilidades. Principalmente, mudava o ponto de vista ao fotografar. Na direção contrária do dançarino Bresson ou do ensaísta Evans, olhava sempre diretamente a partir de um ponto e centralizava a cena, às vezes deitado no chão. E, muito distante desses dois, não procurava o instante definidor do drama nem tinha uma tese a defender. Era simplesmente infantil, como se o mundo, de tanto intrigá-lo, devesse ser revirado nos detalhes, à moda do que ele fazia com as teclas de seu piano. Além disso, seus fotografados nem precisavam ser humanos. Mais do que os homens, o artista buscava seus indícios. William Eggleston tinha outros mistérios a propor, eis por que talvez desdenhasse das célebres igrejas sulistas. Para ele, a nova vida americana pulsava nas lojas de conveniência, nos escritórios, oficinas, supermercados, estacionamentos, lanchonetes, lâmpadas, letreiros. Sem talvez o desejar, ele dessacralizava a América e a desnudava.

Isto não seria nada, contudo, diante do barulho que faria a partir de 1965, ao experimentar os filmes em cores, como mostram as 170 imagens da exposição William Eggleston, a Cor Americana, no Instituto Moreira Salles do Rio de Janeiro, entre os dias 14 de março e 28 de junho. Essas fotos que hoje pertencem a coleções importantes, como a do Museu de Arte Moderna de Nova York, foram rejeitadas de início por ídolos do artista, como Evans, que as considerou vulgares por tocarem a fronteira da fotografia amadora e publicitária do período. Se não era fácil dobrar um artista clássico (Evans posteriormente se renderia, ele próprio, à cor), tampouco parecia simples driblar sua própria desconfiança no potencial de um novo arco-íris. Ele queria a tonalidade verdadeira, exuberante, de objetos e rostos, e iria suar por ela.

“Uma noite, fiquei acordado planejando o que fazer no dia seguinte, que era ir ao supermercado descendo a rua”, contou Eggleston anos depois. “Tinha na cabeça esse novo sistema de exposição, de sobre-expor o filme de forma que todas as cores aparecessem. E, meu Deus, tudo funcionou. A primeira foto, me lembro, era de um rapaz empurrando carrinhos de supermercado. Fiz a foto de um sardento, ruivo, na luz do fim de tarde. Uma foto bem bonita, na verdade.” Começava ali a série posteriormente conhecida por Los Alamos, que duraria até 1974. “Los Alamos”, diga-se, por ser o campo de experimentos nucleares onde havia um laboratório fotográfico de acesso proibido, e que Eggleston ardera por conhecer, um nome simbólico, dentro de sua arte, a indicar a explosiva novidade preparada entre quatro paredes.

É possível que sua obra seja mal compreendida hoje como revolucionária e, na direção contrária de seus propósitos, aceita como banal. Algo a se dar porque, assimilada (talvez mal assimilada) pela cultura consumista, esta que caminha pelas antigas capas de disco e deságua nas imagens particularizadas da rede social Instagram, a invenção de Eggleston tenha tomado conta do imaginário pop. Ela está no filme Paris, Texas, do diretor Wim Wenders, tanto quanto nas canções do grupo Talking Heads à maneira de People Like Us, integrante daquele disco True Stories em que David Byrne, ao tomar a voz dos americanos dos shoppings, aponta seu desinteresse por liberdade ou justiça, somente por alguém a quem amar. No catálogo para esta exposição, o músico conta como seu convite a Eggleston para que fotografasse os bastidores do filme True Stories (1986) resultasse em foto nenhuma, e que ele tenha precisado acessar o arquivo do artista para se servir de um clique.

“Fui profundamente influenciado pelo trabalho do Bill, talvez até demais”, conta Byrne, que na juventude deixou Baltimore rumo a Nova York com a aspiração de se tornar artista plástico. “Suas fotografias têm aquilo que ele poderia chamar de uma visão democrática, algo sem relação com o Partido Democrata americano, e sim com a ideia de que todas as coisas, todos os segmentos de nossa cultura, nossa paisagem e nossa população deveriam ter voz e de que disso resultaria uma espécie de igualdade visual que iluminaria algo maior.” Para Byrne, é como se às vezes as fotos de Eggleston parecessem fortuitas, tiradas de olhos fechados. Apaixonado pela obra do artista, o diretor Gus Von Sant também o convidou a estar no set de Elephant, de 2013, e idealizou um plano no filme em que repete uma célebre composição de Eggleston, uma lâmpada entre fios. Nenhum desses artistas, porém, espera qualquer retribuição do sulista a se comportar como um dândi, pouco interessado na imprensa e obcecado por carros e armas. Eggleston, que deve estar presente na abertura da exposição, anda ao lado de todo americano mesmo sem o saber ou desejar.

A luz e o ritmo na fotografia

Mestre Augusto Cabrita
Quando o fotógrafo, por um impulso emotivo, não se contenta apenas em reproduzir mecânicamente a realidade e deseja interpretá-la com um cunho vincadamente pessoal, tem que atender, fundamentalmente, aos elementos essenciais da composição fotográfica.

Recordamos o texto do mestre Augusto Cabrita! A Beleza existe, de facto, em toda a parte – a dificuldade é saber encontrá-la!

Quando o fotógrafo, por um impulso emotivo, não se contenta apenas em reproduzir mecânicamente a realidade e deseja interpretá-la com um cunho vincadamente pessoal, tem que atender, fundamentalmente, aos elementos essenciais da composição fotográfica. Trataremos, neste artigo sobre composiçao, de dois desses elementos básicos da arte de compor: a Luz e o Ritmo. De facto, sem luz não pode haver fotografia, e é da sábia escolha deste elemento que o fotógrafo dá plasticidade as imagens. Nao basta, pois, – como é vulgar ouvir dizer-se – que uma fotografia «resultou» devido a acção única e exclusiva dum bom fotómetro!... A célula foto-eléctrica, quanto muito, é um óptimo auxiliar de que o fotógrafo dispõe para «medir» a luz, Mas o que é essencial, acima de tudo isto, é saber «interpretar» essa luz! 

Claro que, ao falarmos de luz, temos que nos referir as sombras projectadas pelos corpos iluminados e é do equilíbrio entre as partes luminosas e as zonas escuras, que reside muitas vezes o êxito duma fotografia. Às sombras e as respectivas gradações dentro do claro-escuro, está reservado um papel importantíssimo na composição fotográfica, de tal modo que o fotógrafo deve saber provocar essas sombras, quer usando a luz artificial ou escolhendo a hora ideal do dia para fotografar. Falando do outro elemento essencial da composição fotográfica – o Ritmo – e definindo-o como sendo um equilíbrio de pontos de interesse que faz com que a vista realize o seu reconhecimento pela fotografia, sem a deixar «descansar» demasiadamente em quaisquer desses pontos, diremos que, do íntimo acordo entre estas duas condições – Luz e Ritmo – resultará o carácter e o ambiente da composição. 

Tal como há pouco afirmámos, quando nos referimos ao papel que o fotómetro exerce no espírito de certas pessoas, como único responsável no êxito dum fotografia, diz-se, por vezes, que certa e determinada fotografia, tem vida, apenas porque houve «muita sorte» da parte do fotógrafo em apanhar uma série de pessoas em atitudes de franca actividade! 

De certo que, o factor sorte e a espontaneidade de movimentos, ajudam muito o «caçador de imagens», mas a grande dificuldade reside, sem dúvida, em saber interpretar esse momento. E quantas fotografias não há que, apesar de serem arrancadas à vida real, não nos infundem uma sensação de vitalidade e de movimento? Por vezes, um objecto estático ou uma simples linha sábiamente fotografados podem emprestar-nos uma sensação forte de movimento e um automóvel em desenfreada correria não nos provocar qualquer nogao de velocidade. Tudo depende, pois, do arranjo rítmico da imagem! 

E como tudo na vida é ritmo, se uma fotografia não for organizada de modo a que todos os elementos de que o fotógrafo dispõe sigam esse «caminho fácil» que a vista depois percorrerá, ao ser levada por uma sucessão ordenada de linhas, a fotografia resultará fria, estática – sem vida! E não é difícil, quando contemplamos uma boa fotografia, descobrirmos a razão por que ela nos infunde essa agradável sensação de vitalidade. 

Verificamos que essa fonte de energia tem origem na maneira como o fotógrafo concebeu ritmicamente a sua, obra, transmitindo-nos a impressão viva de quanto viu e sentiu. Uma vez traçado esse caminho fácil de se percorrer com a vista, verificar-se-á que, através dele, se poderá, construir um ARABESCO ritmico, por meio de linhas reais ou ficticias. A linha tem, por si mesma, uma grande potência de direcção e emotividade. A vertical, por exemplo, dá-nos uma impressão de grandeza ; à horizontal associa-se imediatamente a ideia de repouso e tranquilidade ; a diagonal é essencialmente uma linha de movimento, sugerindo acção, excitação e inquietude, enquanto que a curva nos dá, uma doce sensação de graciosidade, É, pois, através das qualidades emotivas das linhas, que podem ser sugeridas as mais diversas sensações de ambientes e estados de alma. 

Análise do ritmo

Para ilustrar o que dissemos acerca do papel que o Ritmo desempenha na fotografia, escolhemos três fotografias de autores portugueses, com o fim de, ante a sua representação esquemática, analisarmos a maneira como o fotógrafo realizou a estrutura da sua obra e, ao mesmo tempo, demonstrar que o «clima» criado se deve essencialmente a interpretação que o autor deu ao motivo escolhido (oade a natureza não foi mais que um simples pretexto) dispondo duma maneira organizada os elementos constituintes da composição. Dissemos também que a linha possuia por si mesma uma grande potência de direcção e emotividade, e que era através das suas qualidades emotivas que poderiam ser sug eridas as mais diversas sensações de ambientes. Pois bem: a sensação que nos sugere a primeira dessas três fotografias que escolhemos para analisar – intitulada «Vento» – é de facto, como pretendeu o autor, o distinto amador Eng. Chagas dos Santos, a de «um dia de vento»!

É certo que um fotógrafo inexperiente, sem quaisquer conhecimentos das mais elementares regras de composição, também poderia ter fotografado este assunto, Todavia, uma vez apresentada a fotografia, verificariamos que o ambiente criado havia sido mais um assunto de roupa estendida, confusamente disposta, e nunca o de «um dia de vento»! Para se obter este efeito, houve que se escolher o ângulo ideal para a tomada de vista, de modo a que as linhas rítmicas produzissem todo o seu efeito emotivo. Esta fotografia é um exemplo frisante de RITMO ANGULAR, conforme se pode verificar através das linhas tracejadas na sua representação esquemática. O RITMO ANGULAR determina um movimento forte, com direcção muito definida. De facto, ao olharmos para esta prova, sentimos uma sensação forte de movimento da direita para a esquerda – como que um impulso produzido por uma violenta rajada de vento. 

É de notar também que todos os «pontos de interesse» desta fotografia, dispostos nesse «caminho fácil» de se percorrer com a vista (referimo-nos à diagonal dominante desta prova) «ajudam», pelos seus ritmos ang ulares, a que se obtenha a sensação desejada. Repare-se que até a simples árvore, colocada na parte inferior da fotografia, imprime, pela agudeza do ângulo formado pela sua posição inclinada, um movimento dinâmico e agitado. Na realidade, quanto mais agudo for o ângulo mais o movimento se torna violento e incisivo, ao contrário dos ângulos muito abertos que nos dão a sensação dum movimento lento. A segunda fotografia que apresentamos para exemplificar outro arranjo rítmico – RITMO EM ESPIRAL – é a prova «Homem do Mar» do autor deste artigo. Se olharmos para a representação esquemática desta fotograf ia, notamos que, o desenvolvimento linear do seu arabesco, toma a forma duma espiral.

De facto, a vista «entra» naturalmente pelo ombro – cuja posição dá estabilidade à composicão – seguindo depois o «seu caminho» num movimento em espiral em redor da cabeça do pescador, para se deter finalmente na borla do barrete – que marca, por assim dizer, o terminus «dessa viagem». Por último, escolhemos para fazer a análise ritmica, a magnífica prova – «Dinamismo» – do consagrado amador de Coimbra, David de Almeida Carvalho. Esta fotografia, devido ao seu desenvolvimento linear, é um sugestivo exemplo dum outro arranjo rítmico, ou seja : RITMO EM HÉLICE

O rítmico em forma de hélice dá-nos, pelas qualidades emotivas das suas linhas, uma sensação de força, excitação e movimento. De facto, se olharmos detidamente para a fotogravura da prova «Dinamismo» e em seguida para a sua representação esquemática (na qual construímos, em linhas tracejadas, o respectivo arabesco ritmico) verificamos que a nossa vista entra, naturalmente, pela parte inferior esquerda da fotografia, sendo depois levada a percorrer «aquele caminho fácil», num impulso ascensional, com um breve momento de repouso no primeiro ponto de interesse que encontra: o elemento humano, colocado no «ponto forte» da composição. Este elemento – uma banhista que sobe uma escada – «reforça» o sentido rítmico da imagem, ajudando a vista a percorrer o resto do «seu caminho».

O segundo ponto de paragem, dá-se precisamente quando os degraus do primeiro lançqo de escada acabam de traçar a primeira curva, Ai, a vista já não se detém tanto tempo quando da «contemplagao da figura humana», pois num breve instante, toma como que alento, para se lançar vertiginosamente NUM MO- MENTO HELICOIDAL para os outros degraus da escada, a qual, sempre uniformemente iluminada, contribui para que a vista não se distraia e continue o seu caminho, até novamente se enrolar (agora num movimento mais lento) libertando-se, por fim, ao sair pela parte superior esquerda da fotografia. Como vimos, o arabesco ritmico que serve de estrutura a esta prova é uma autêntica hélice, que nos sugere, pelo seu desenvolvimento, uma sensação de potência, excitação e movimento. Está pois absolutamente certo o título que o autor deu a esta prova denominando-a «Dinamismo». O motivo escolhido – uma escada de cimento armado! – é, aos olhos dum leigo em composição fotográfica, um assunto banal, sem expressão, sem movimento – sem vida. Todavia, a escolha feliz do angulo e a sua excelente iluminação, fizeram deste assunto, aparentemente frio e estático, uma bela fotografia, plena de vitalidade e movimento. A Beleza existe, de facto, em toda a parte – a dificuldade é saber encontrá-la!

Augusto Cabrita
(Barreiro 1923 - 1993) foi um fotógrafo, diretor de fotografia e realizador cinematográfico português.
Como fotógrafo, foi o autor de capas de discos de Amália Rodrigues, Simone de Oliveira, Carlos Paredes e Luís Góis. Realizou, ainda em 1957 a reportagem da visita da rainha Isabel II a Portugal, e continuou, na década de 1960, com documentários para a incipiente televisão portuguesa. A sua estreia no cinema foi como diretor de fotografia do filme Belarmino, que retrata um jogador de boxe português, Balarmino Fragoso. Tem o seu nome numa escola secundária e no auditório municipal do Barreiro, cidade onde ainda se encontra o seu estúdio, ainda operado pelo seu filho, Augusto Cabrita Junior.

Títulos honoríficos
1985 - Comendador da Ordem do Infante D. Henrique;
1986 - Medalhão "Barreiro Reconhecido" (área da Cultura, Artes e Letras);
1991 - Medalha de Mérito Distrital de Setúbal

A fotografia top de gama na NASA


A fotografia top de gama na NASA


Uma palestra chamada “Novas iniciativas da NASA para uso de imagens pelo público em geral”, eDon Petit, astronauta e fotógrafo, estava no palco falando sobre como usar a Estação Espacial Internacional (ISS) como base para suas imagens.


Ele estava demonstrando imagens aéreas noturnas de cidades do mundo todo, e que elas foram feitas adaptando sua Nikon a um suporte de câmera IMAX que alguém deixou na ISS (abaixo).








Claro que sua lente favorita é uma olho-de-peixe 8mm. 












Mas o mais legal foi mostrar a evolução da captura de imagem (foto e vídeo) pela NASA. Desde janeiro, a ISS conta com câmeras RED Dragon com resolução 6K, para conseguir o máximo de detalhe (numa foto de cidade, por exemplo, chega a 10 metros do nível da rua). 




Petit, em seis meses de ISS, tirou mais de 500 mil fotos (!) da Terra.












No “momento jabá” da palestra – um clássico em que o palestrante oferece um produto/serviço relacionado a seu empregador/empresa – a NASA anunciou duas coisas: que vai lançar um novo filme em formato IMAX em 2016…
















E que qualquer pessoa com inspiração pra fazer filmes pode usar material original da NASA como base e participar de um concurso (CineSpace) de cinema. Apesar do “momento-jabá”, valeu por uma explicação interessante: todas as imagens da NASA desde 1958 são de domínio público (eu não sabia disso) e não precisam de copyright para uso (exceções feitas àquelas com humanos-astronautas-funcionários da NASA, por conta de direitos pessoais de imagem).
















O pessoal da NASA está bem empolgado com o projeto e quer boas ideias – sejam elas pra comédias, dramas, videoclipes ou até filmes de terror no espaço.














Para ajudar os videomakers, a NASA vai reformular nas próximas semanas sua página na web de busca de imagens…




















…que vai ficar bem mais amigável…








Acima das nuvens, Jeffrey Milstein revela a grandeza dos navios de Cruzeiro

O navio Oasis of the Seas é o maior navio de passageiros do mundo e conta com cabines internas com vista para a passarela ou Boardwalk e o “Central Park”, uma reprodução a bordo do conhecido parque de Nova York.
Quem nasceu no período anterior a década de 1990 pode se lembrar do significado que havia aos que podiam participar de um cruzeiro marítimo. Na época, cruzar os oceanos a bordo de uma dessas maravilhas da engenharia era possível apenas para quem tivesse muito dinheiro. Hoje em dia, ainda que não seja um programa popular, fazer um cruzeiro se tornou mais acessível graças a estratégia das companhias marítimas de aumentar suas frotas, com embarcações que são verdadeiras cidades flutuantes.

Para aqueles que ainda não podem deixar a terra firme – e também para os amantes das artes plásticas – o aclamado fotógrafo Jeffrey Milstein apresentou seu mais novo trabalho em que ele fez fotos aéreas incríveis de alguns dos maiores navios de cruzeiros do mundo. O fotógrafo nova-iorquino passou meses acima dos oceanos pendurado em um helicóptero (sem porta lateral), utilizando uma câmera de alta resolução para capturar os detalhes dos navios.


O fotógrafo Jeffrei Milstein a bordo do helicóptero em que faz suas fotos aéreas

Para obter seus cliques, Milstein utilizou apenas um sinto de segurança (após pedidos cordiais de seu piloto) para se manter dentro do helicóptero: “Quando estou fotografando, fico tão imerso no meu trabalho que não penso sobre os riscos ou qualquer coisa assim. Acho que é realmente emocionante” disse à Association. “Geralmente gosto de fotografar a uma latitude entre um a quatro mil pés. Mais baixo nos helicópteros e mais alto quando estou em aviões.” completou.

Jeffrei Milstein era arquiteto antes de se tornar um fotógrafo e isso fica claro quando observamos a atenção aos detalhes estruturais que suas fotografias revelam. Essa paixão já havia sido demonstrada no seu trabalho “Aircraft: The Jet as Art”, realizado entre os anos de 2005 à 2009, quando viajou por vários aeroportos, fotografando aviões no exato momento que estes passavam por cima dele (confira algumas imagens aqui).


Entre 2005 e 2009, Milstein realizou uma série de fotos sobre aviões chamada: “Aircraft: The Jet as Art”

Utilizando uma técnica semelhante, Milstein captou imagens impressionantes de grandes transatlânticos como: Carnival Sensation; Disney Dream; Norwegian Sky; Majesty of the Seas e outros. 
“Esta é uma série que se relaciona com o meu trabalho com as aeronaves em que ambas as tipologias são semelhantes, obtidas a partir de um enquadramento simétrico contra um fundo neutro para enfatizar a engenharia dos navios e aeronaves, uma técnica parecida com a de tirar retratos.” disse ao portal Mashable.

A série de Jeffrey Milstein sobre os navios foi reconhecida com o prêmio no Photography & Illustration Award 2015, um dos mais prestigiosos prêmios que o universo da fotografia concede anualmente. 
O trabalho completo, com fotos impressas em tamanho grandes para ressaltar todos os detalhes só estarão em exposição no Manhattan, do dia 09 de julho à de 22 de agosto de 2015. 
Enquanto isso você pode conferir algumas imagens na nossa galeria abaixo.Além de navios e aeronaves, Milstein também fotografou aeroportos e cenas da vida suburbana. Quem tiver interesse pode conhecer mais do incrível trabalho do fotógrafo não pode deixar de conferir o seu site.

Syngenta Photography Award

O fotógrafo americano Mustafah Abdulaziz foi o grande vencedor do Syngenta Photography Award deste ano, cujo tema foi escassez e desperdício. Seu ensaio, intitulado Water ('Água'), é descrito como uma exploração fotográfica de um recurso natural em crise (Foto: Mustafah Abdulaziz/Syngenta Photography Award)
Fotógrafos exploram força de ação humana e urbanização sobre natureza; mostra em Londres traz finalistas.

De imagens impressionantes de um campo ilegal de extração de areia na Índia a um ensaio sobre a falta de água em uma comunidade na África, as imagens selecionadas pelo júri da última edição do Syngenta Photography Award (Prêmio de Fotografia da Syngenta) retratam a escassez e o desperdício pelo mundo.

O grande vencedor da categoria profissional foi o fotógrafo americano Mustafah Abdulaziz. Seu projeto, intitulado 'Water' ('Água'), é descrito como uma exploração fotográfica de um recurso natural em crise.

Já na categoria 'aberta', o júri escolheu como vencedora a imagem clicada pelo fotógrafo alemão Benedikt Partenheimer, que registrou uma panorâmica do céu da cidade chinesa de Shijiazhuang quase invisível pela poluição.

Aula sobre o combate à cólera na Escola Primária da Santíssima Trindade em Freetown, Serra Leoa, imagem que também integra o ensaio vencedor sobre a água (Foto: Mustafah Abdulaziz/Syngenta Photography Award)
A categoria 'Competição Aberta' foi vencida pelo fotógrafo alemão Benedikt Partenheimer. Shijiazhuang, AQI (Índice de Qualidade do Ar, em inglês) é uma foto panorâmica do quase invisível céu da cidade chinesa de Shijiazhuang, parte de uma série chamada Particulate Matter ('Material Particulado') (Foto: Benedikt Partenheimer/Syngenta Photography Award)

A foto de Olaf Unverzart é intitulada Rolled Lumber ('Madeira Laminada') e foi registrada em Ofenpass, na Suíça (Foto: Olaf Unverzart/Syngenta Photography Award)

Retratada pelo fotógrafo Lasse Bak Mejlvang, Smokey Moutain é uma comunidade que cresceu no local onde antigamente funcionava um lixão na área central da Manila, nas Filipinas (Foto: Lasse Bak Mejlvang/Syngenta Photography Award)

World Press Photo — mais polêmicas de 2014


Tudo bem que o grande mestre, afirma que “fotografia é aquilo que vemos. Porém, aquilo que vemos depende de quem somos”, mas como fica o fotojornalismo nessa brincadeira? Que a fotografia é carregada de ideologia não é segredo para ninguém, mas até onde essa ideologia pode ser aceita no registro do cotidiano? 

Pode parecer uma pergunta boba, mas é uma questão profunda para uma atividade que visa comunicar a verdade. Ano passado o World Press Photo, um dos prêmios mais importantes do fotojornalismo mundial, entrou em uma grande polêmica. 

A foto vencedora foi duramente criticada e acusada de ser fruto de manipulação digital. Depois de vários textos irados na internet e de a imagem ser analisada levando em conta o arquivo RAW, a comissão organizadora decidiu que a imagem era real, mesmo tendo passado por uma pesada carga de edição.

Edição, meus amigos, não é crime. Na realidade ela é feita desde o início da fotografia e, fiquem pasmos, a maior parte das ferramentas clássicas do Photoshop foram inspiradas em ferramentas existentes no laboratório fotográfico tradicional. 

Mesmo assim, visando ficar livre de polêmicas, a organização do World Press Photo decidiu endurecer (ui) as normas para garantir que outras polêmicas não surgissem na premiação de 2014. Essa nova visão da banca julgadora fez com que 20% das fotos finalistas fossem eliminadas na fase final por conta de mudanças drásticas via software que foram consideradas não éticas pela comissão julgadora. Isso não é pouca coisa. Mesmo assim, depois da divulgação dos vencedores, uma polêmica com teor diferente se abateu sobre o prêmio.

O fotógrafo italiano Giovanni Troilo foi vencedor da categoria Questões Contemporâneas com um ensaio intitulado The Dark Heart of Europe. As fotos são uma coletânea de imagens feitas na cidade de Charleroi na Bélgica. O local vem enfrentando problemas por conta da crise econômica e crescente desemprego. 

Desta forma, Troilo produziu um ensaio fotográfico tendo como ponto de partida estes problemas, mas estilizando as imagens, construindo sentimentos bem pesados em suas composições. Até ai tudo bem, mas a cidade não ficou nada feliz com a representação feita pelo fotógrafo.

O prefeito do local, Paul Magnette, está acusando o fotógrafo de encenar as fotos, falsificar a realidade e, por conta disso, seria desqualificado para receber um prêmio de fotojornalismo. Segundo Magnette “esconder algumas perspectivas com informações não verificadas e de falsear a realidade e torcer pela encenação, é tudo menos fotojornalismo”. 

Olhando as fotos do ensaio realmente notamos que várias das imagens foram encenadas para passar os sentimentos que o fotógrafo se propôs a captar. Um recorte muito particular na realidade. Uma forma de mostrar uma situação que seria impossível de registrar em uma fotografia mais tradicional. Dessa forma, o fotógrafo se utilizou muito mais de composições aditivas do que subtrativas.

Mesmo com todo o protesto da cidade de Charleroi a organização do World Press Photo não se sensibilizou e não viu nenhum motivo para desqualificar o ensaio como sendo uma produção fotojornalística. Porém, Troilo acabou sendo desclassificado e perdendo o prêmio por um detalhe técnico. Analisando as fotos premiadas, descobriu-se que uma das imagens, na ralidade, não foi feita na cidade de Charleroi. A foto foi feita em uma cidade vizinha, mas se encaixou perfeitamente na unidade temática do ensaio. O fotógrafo assumiu que a foto não era do local e no começo da semana a comissão julgadora anulou sua premiação por não cumprir todas as regras da disputa. Agora o fotógrafo italiano Giulio Di Sturco é o novo vencedor da categoria com o ensaio Chollywood.

Em minha opinião é valido estilizar uma foto para contar uma história. Passar um sentimento. Uma visão autoral da realidade e de suas características. Mas, poderíamos caracterizar isso como fotojornalismo? Aliás, o que seria o tal do fotojornalismo? Roger Cozien diz que a fotografia é a associação de uma imagem com uma legenda. E seria o encontro destes dois elementos o que determina se uma foto é falsa ou não. E vocês? O que acham?

Algumas fotos do ensaio The Dark Heart of Europe:

The Dark Heart of Europe1
The Dark Heart of Europe2
The Dark Heart of Europe3
The Dark Heart of Europe4
The Dark Heart of Europe5

New York Times corta foto e tira George W. Bush da capa


O jornal norte-americano The New York Times está a ser criticado por ter cortado uma fotografia onde estava o ex-presidente George W. Bush. A imprensa e as redes sociais estão a acusá-lo de falta de imparcialidade.

O The New York Times está a ser alvo de críticas após ter publicado na primeira página a fotografia de uma marcha em Selma e na qual estava o ex-presidente George W. Bush. Mas, por decisão do jornal, foi 'cortado' da imagem.

A imprensa norte-americana e os comentários nas redes sociais estão a intitular o jornal de "tendencioso" e "parcial". A foto publicada mostra Barack e Michelle Obama mas exclui George e Laura Bush, que estavam um pouco ao lado.

A marcha de Selma pelos direitos cívicos assinalou os 50 anos de existência e o jornal fez questão de colocar uma imagem na capa, contudo o ambiente em torno da decisão tornou-se pesado pela exclusão do antigo presidente norte-americano.

Esta questão tornou-se ainda mais falada porque as fotos das agências tinham o casal Bush. Pelo que, o The New Yourk Times optou mesmo por cortá-la.

Editora da Vogue em risco de ser demitida por usar foto de sem-abrigo

Fotografia de sem-abrigo com uma revista da Vogue gerou polémica devido ao comentário que a editora escreveu no Instagram.

A editora da revista Vogue norte-americana, Elisabeth Taxis, poderá ser demitida devido à publicação no Instagram de uma fotografia de um sem-abrigo com a revista nas mãos e com a mensagem: "leitores da Vogue até em sítios insuspeitos".

Em plena Semana da Moda de Paris, Elisabeth von Thurn und Taxis, mais conhecida como "TNT", colocou a fotografia de uma mendiga de Paris a ler a Vogue, coberta com mantas e com todos os seus pertences.

"Paris está cheio de surpresas... há leitores da Vogue até nos sítios mais insuspeitos", dizia na mensagem, que acompanhava a fotografia.

Na sequência da publicação da fotografia, os seus seguidores acusaram-na de ter "pouca vergonha" e de ter feito uma fotografia "cruel, estúpida" e de "mau gosto".

Depois de ter sido chamada a atenção pela revista, "TNT" decidiu retratar-se e colocar outra fotografia, desta vez com uma imagem do rio Sena e por um texto em que pede as suas "mais sinceras desculpas pelas ofensas".

Von Thurn und Taxis, de 32 anos e de origem alemã, só escreve artigos de opinião na Vogue e comentários nas redes sociais que estão na fronteira entre o entretenimento e o mau gosto, refere o portal Fashionista.

Leica lança câmera comprada através da própria foto

Leica C: seguidores que também forem cadastrados no O Arco, poderão adquirir a câmera simplesmente comentando “Comprar” no conteúdo publicado.
Modelo vem com Wi-Fi integrado e permite, entre outras coisas, transferir seus arquivos para qualquer smartphone.

A Leica Store São Paulo vai usar seu perfil no Instagram para vender a nova Leica C, modelo que vem com Wi-Fi integrado e permite, entre outras coisas, transferir seus arquivos para qualquer smartphone. Esta é a primeira vez que uma marca de câmera fotográfica utiliza a rede social de fotos mais popular do mundo como um canal de venda.

A partir de hoje, o perfil @leicabrasil postará conteúdo exclusivamente produzido com uma Leica C. Além de curtir os registros, os seguidores da marca no Instagram que também forem cadastrados no O Arco (mais aqui), poderão adquirir a câmera simplesmente comentando “Comprar” no conteúdo publicado. A integração do novo modelo com os celulares vai além: permite que o dono da Leica C instale em seu smarthphone (Android ou IOS) um aplicativo da câmera e, a partir dele, controle o disparo do clique da máquina, edite suas imagens e, claro, aplique filtros exclusivos.

“O Instagram é um ambiente único para a marca explorar os limites da sua comunicação: reúne pessoas com predisposição a se relacionar através de imagens e reforça os principais atributos da Leica C. Uma ideia que seria óbvia se não fosse inédita” resume Theo Rocha, diretor de criação da F/Nazca Saatchi & Saatchi, agência responsável pelo projeto.

No final, além da Leica C, os consumidores que efetuarem suas compras pela rede social receberão também um pôster da fotografia curtida. A ação de lançamento entra no ar hoje as vésperas do Natal, mas prevê continuidade ao longo de 2014 com ensaios de fotógrafos.

Confira o vídeo da ação:

É português o melhor fotógrafo subaquático do ano

Nuno Sá / United Photo Press
A fotografia que lhe valeu o prémio retrata um cavalo-marinho captado no Algarve.

Chama-se Nuno Sá e é membro da United Photo Press, o vencedor do concurso ‘Fotógrafo Subaquático do ano 2015’. O português ficou em primeiro lugar graças à fotografia ’50 Tond of Me’, que retrata um cavalo-marinho que habita as águas da Ria Formosa, no Algarve.

A fotografia é parte integrante de um projeto pioneiro entre a Universidade do Algarve e o 'Project Seahorse', que tem reproduzido cavalos-marinhos em cativeiro, de acordo com o Boas Notícias.

Ao tirar a fotografia que lhe valeu o título, aquele que é o português mais premiado na área da vida selvagem, segundo o Boas Notícias, pretendeu chamar a atenção para a morte destes animais para fins decorativos e para uso na medicina tradicional oriental.

O ‘Underwater Photographer of The Year 2015’ premiou ainda Matt Doggett, eleito o melhor fotógrafo subaquático britânico, e Mario Vitalini, o fotógrafo mais promissor.