Dois portugueses distinguidos no concurso internacional de fotografia de jardins

Henrique Souto - Quince
Dois fotógrafos portugueses foram distinguidos no International Garden Photographer of the Year, principal concurso internacional de fotografia de jardins: Henrique Souto conquistou um primeiro lugar e Fábio Claudino teve direito a uma menção honrosa com uma foto captada no Parque de Monserrate (Sintra). 

Entre mais de 16 mil participantes de todo o mundo, o 5.º International Garden Photographer Of The Year (IGPOTY) distinguiu os fotógrafos Henrique Souto (“Quince”, 1º lugar na categoria Bontiful Earth) e Fábio Claudino (foto outonal do Parque de Monserrate em Sinta, “Morning in the Garden”, Menção Honrosa na categoria Beautiful Gardens). Coincidências: a imagem captada por Fábio Claudino foi conseguida durante um workshop de fotografia, no próprio parque, orientado por Henrique Souto e inserido nas actividades paralelas da exposição dos vencedores do IGPOTY do ano anterior. 

A foto de Claudino retrata a escada de granito que marca o início do Vale dos Fetos. "O autor gosta de fotografar em contra-luz e interessou-se particularmente pelo arranjo dos elementos, tendo fotografado a partir do nível do chão, para conseguir a composição pretendida", resume-se em comunicado.

Por outro lado, Henrique Souto, já premiado em 2008 no IGPOTY, foi distinguido com uma foto captada em estúdio. O autor "quis retratar a rudeza da fruta, utilizando duas unidades de flash em pontos opostos, para destacar a sua cor"."Ao retratar frutos (ou folhas) de forma isolada, e em estúdio", diz Souto, "foco a atenção naquilo que, pela sua banalidade, nos passa muitas vezes despercebido”.

A vencedora global da competição foi a polaca Magdalena Wasiczek (também 1.º lugar nas categorias Wildlife Havens e The Beauty of Plants), com a fotografia intitulada "Upside Down", em que flor e borboleta são retratadas num instante em que parecem um ser único, feito de pétalas e asas. 

Entretanto, já estão abertas as inscrições para o 6.º International Garden Photographer of the Year, a principal competição e exposição mundial de fotografia especializada em jardins, plantas, flores e botânica, aberta a fotógrafos profissionais e amadores. Os Kew Gardens (Surrey, a cerca de 16km de Londres) recebem a exposição inaugural dos trabalhos vencedores - até 9 de Abril; a mostra, com quase uma centena de fotos, entra depois em tour por alguns países e, no Verão, chega a Portugal, podendo ser admirada no Palácio de Monserrate.

Contemplar flores em Yunnan na primavera


A primavera começa mais cedo na província de Yunnan, região no sudoeste da China, do que na maioria dos outros lugares do país. Devido à sua localização geográfica especial, muito perto da zona tropical mas situada a grande altitude, o clima de Yunnan é muito favorável ao estabelecimento de diversas plantas e animais. Logo em fevereiro, quando muitas outras regiões da China ainda estão no inverno, as flores começam a desabrochar em Yunnan. Contemplar as flores de Yunnan é uma boa opção de turismo na primavera.

Flores de couve
Muitos fotógrafos gostam de visitar o distrito de Luoping, durante a primavera, para captar as flores de couve. Entre fevereiro e março, cerca de 13 mil hectares de flores de couve florescem aí, e parecem formar tapetes dourados que se estendem nos campos entre as montanhas verdejantes. Todos os anos, Luoping organiza o Festival Turístico das Flores de Couve, que ocorre entre janeiro e março, altura em que os turistas podem desfrutar não só desta paisagem, mas também assistir à exposição de fotos, ao concurso de canto e ao Festival de Aspersão da Água, protagonizado pela etnia Buyei.
Há dois lugares imperdíveis para quem pretende contemplar as flores de couve em Luoping. O primeiro é Luoshitian, ideal para os amadores da fotografia. As flores daqui distribuem-se em terraços que rodeiam as montanhas, num efeito muito parecida às pregas de um caracól. Outro lugar imperdível é o conjunto de picos conhecido como Jinjifeng, onde inúmeras montanhitas se erguem do campo coberto por flores de couve amarelas.


Sakuras
O vento quente primaveril expulsa o frio do inverno e faz com que inúmeros quilômetros quadrados floresçam de sakuras, na margem do Lago da Lua da Montanha Mopan. As flores cor-de-rosa abrem nos ramos das árvores, como que borboletas descansando, levando os tons primaveris à montanha tranquila. O primeiro Festival de Sakuras de Montanha Mopan começou no dia 18 de fevereiro de 2012. Um total de 500 mil árvores de sakura estão em exibição. Este é um lugar ideal para os românticos! 

Camélias
Dizem que "as camélias de Yunnan são as mais bonitas do país e as de Dali são as mais bonitas de Yunnan". Se quiser contemplar as camélias de Yunnan, não perca o Parque da Família Zhang, em Dali. É um parque de estilo da etnia Bai. Aqui pode encontrar aproximadamente mil espécies chinesas e estrangeiras de camélias, num total de dez mil árvores.
O dono do parque, Zhang Jianchun, gosta muito de criar flores e estas camélias foram coletadas por ele durante muitos anos. Zhang pode contar a história por detrás de quase todas as árvores desse parque. As camélias desabrocham em fevereiro e duram cerca de um mês e meio.
Peônias
Desde a antiguidade, Luoyang, uma cidade do norte da China, tem sido o lugar de eleição para a plantação de peônias. No entanto, no distrito de Wuding, em Yunnan, foi quebrada a crença de que as peônias não crescem bem no sul da China. Graças às condições geográficas de Wuding, que se estende por variáveis altitudes, as peônias daqui têm tamanhos grandes e cores vistosas. Atualmente, os três parques de peônias de Wuding possuem 120 espécies de flores em nove cores, incluindo preto, verde e vermelho puro.
Na Montanha Shizi de Wuding encontra-se o rei das peônias da China. O tronco mede 28 cm e tem a impressionante idade de 700 anos. As flores desta planta anciã surgem com interessantes formas, que fazem lembrar bonés imperiais.

Exposição de fotos a 800 metros de profundidade




Uma exposição subterrânea única de fotografias foi inaugurada em Mina “Oktiabrski”, situada na cidade russa de Norilsk. Os registros de jovens fotógrafos estão expostos numa profundidade de 800 metros. 


A mostra é apresentada na chamada “estação ferroviária”, isto é, no recinto em que os mineiros aguardam o transporte que os levava para os locais de trabalho. 


As fotografias foram selecionadas no processo do concurso infantil “Nós vivemos no Norte”. Os autores dos cliques são filhos de mineiros e siderúrgicos. 


Seus registros revelam paisagens da cidade de Norilsk, como a vegetação da tundra, os cumes das montanhas e todo o encanto da flora e da fauna da natureza da região transpolar russa, além de flagrantes da vida em família.

Fotografia: ser ou não ser arte,eis a Questão!

Se há pretensos artistas que não o são de fato, existem aqueles que produzem arte sem a consciência.



A princípio, para que se defina uma obra como sendo "de arte", faz-se preciso consultar os léxicos para, à luz da semântica, defini-la como tal. Onde achávamos que íamos encontrar a resposta definitiva, deparamo-nos com o primeiro obstáculo visto que arte tem muitos significados, inclusive um tão genérico que quase nada diz:"Execução prática de uma ideia". O professor Armindo Trevisan, em seu livro “Como compreender a arte“, nos dá uma pista convincente: “A obra de arte é um objeto de prazer, que visa a provocar determinada experiência gratificante, que consiste numa espécie de vivência sensorial-perceptivo-intelectual, onde são engajadas especialmente a memória e a imaginação”.


A ideia de arte está visceralmente vinculada à estética, esta que determina o caráter do belo nas produções naturais e artísticas. Como não poderia deixar de ser, a arte anda de mãos dadas com a filosofia—foi com Heidegger e Merleau-Ponty que uma filosofia da arte se tornou realmente possível –, e tem a ver com harmonia das formas e coloridos. Quem se propõe a produzir arte, por óbvio se lança em direção à sensibilidade do outro com propósito de emocioná-lo. Advirta-se, porém, que quando se trata de emoção estética, não devemos considerá-la uma “emoção sem inteligência”, mas uma "emoção da inteligência”, como refere Raymond Bayer em Traite’d’Esthétique (Tratado de Estética). Em seu livro “A Obra de Arte”, Michel Harr, professor de filosofia e estética contemporânea na Universidade de Paris XII, destaca: “A arte não é mais que que um instrumento, quer para o artista, quer para o espectador, uma via de acesso ao estado estético. 


Se há pretensos artistas que não o são de fato, existem aqueles que produzem arte sem a consciência de estar fazendo arte. Porque a intenção de produzir arte tem relevância relativa no resultado final da obra. É preciso que, além do propósito, haja talento artístico e conhecimento dos modos e ferramentas para viabilizá-la. "Ser fotógrafo é colocar na mesma linha de mira o olho, a cabeça e o coração", escreveu Henri Cartier-Bresson (1908-2004), o pai do fotojornalismo. E Antoine de Saint- Exupéry (1900-1044), que se consagrou com “ O Pequeno Príncipe”, observa: "Você vê apenas com o coração; o essencial é invisível aos olhos". Ambos destacam o valor da emoção na percepção do além da materialidade. É a visão dos significados; a visão do que não é visto pelos olhos do corpo. Por sua vez, o pintor e poeta suíço Paul Klee (1879-1940) conclui: "A arte não reproduz o que vemos. Ela nos faz ver". Fazer com que as pessoas vejam (percebam) além do que a imagem explicita, eis o que deve pretender o artista visual. 


A fotografia, portanto, pode ser ou não arte; assim como todas as demais expressões tidas como “de arte”. Todas elas apenas se candidatam a viabilizar uma obra que seja verdadeiramente de arte. No caso da fotografia, a câmera disponibiliza a quem aciona seu disparador um meio técnico de “transpor o que sente no que quer fazer sentir”, como escreveu o romancista e filósofo Albert Camus (1913-1960), referindo-se a escritores. Nessa condição, o fotógrafo revela algo em sua obra, mas também se revela, como qualquer um que faça arte, como destaca Trevisan. Por isso, ser artista implica em expor, de algum modo, recônditos de seu próprio eu. 


A relevância de uma obra de arte pode ser tamanha a ponto de mudar o jeito de seu espectador olhar a vida e o mundo. Daí a responsabilidade implícita do artista com essa assertiva. Assim como uma obra pode provocar encantamentos, ela pode expressar ideais e ideologias. Pode concordar, denunciar, contestar, reivindicar. Pode ser afago, mas também agressão, transgressão. Incitar a reações diversas e se comprometer responsavelmente com elas, eis uma força que deve mover o artista ao executar sua obra. Reações tão variáveis quanto às possibilidades humanas de ser. Charles Boudelaire (1821-1867), poeta e teórico da arte francesa, destacou um aspecto dessa premissa: “O importante na obra de arte é o espanto”. Anos depois, sobre esse prisma, assim se manifestou Georges Braque (1882-1963), pintor e escultor francês que criou o Cubismo junto com Pablo Picasso: “A arte existe para perturbar”. 


A fotografia enquanto veículo de expressão artística usa a imagem para ser; todavia, diferente de outras artes visuais como o pintura e a escultura, por exemplo, que constroem imagens a partir de algo que existe, ou não. Neste contexto, diferentes da fotografia, que é contida no âmbito da realidade plástica existente – condição que limita o ato criativo nela contido. Porque não se pode fotografar o que não existe. Outra diferença diz respeito à intervenção no estado da obra. A outros artistas visuais é permitido além de figurar, transfigurar e até romper com todos os conceitos e preconceitos plásticos para produzir sua obra. Quando o fotógrafo tenta transformar a realidade fotografada, intervindo nas imagens que a câmera capta, adentra no campo minado da negação dos meios fotográficos, e, com isso, atesta que a fotografia em si é insuficiente para expressar plenamente o que pretende. Assim, também assume sua incapacidade enquanto fotógrafo em dialogar com o espectador de sua obra através dos diversos meios que a fotografia oferece. Meios, como se sabe, mais do que suficientes para se fazer dela uma obra de arte. 


Uma imagem pode gerar em quem a observar as mais diversas sensações porque remete à cena dos fatos, a feição e a indumentária das pessoas, a forma dos seres e objetos, as condições climáticas; a época e até a hora em que a foto foi feita, em alguns casos. A fotografia, quando sem intervenção de outras artes, é mais fiel à imagem mostrada, aonde as percepções chegam mais próximas ao instante fotografado. Daí ser ela a testemunha de maior credibilidade. 


O fotógrafo, no exercício de sua arte, pode transitar por outras artes. Pode ”contar” histórias, "cantar" canções, "declamar" versos através de seus retratos. Warley Tomaz dá uma dimensão poética a esse artista da imagem: “O fotógrafo é um poeta que a partir de seu olhar proclama versos eternizados nas imagens de sua arte”. Pode assemelhar-se aos grandes mestres da pintura valendo-se de tonalidades de cores, jogo de luz e sombra, perspectivas, enquadramentos. À guisa de exemplo, as fotos da norte-americana Nan Goldin, segundo alguns, remetem à luz de Caravaggio (1563-1610), pintor italiano de nomeada, e ao erotismo de Delacroix (1798-1863), um dos mais importantes pintores do romantismo francês. O fotógrafo pode até ousar se aproximar dos escultores, ainda que disponha apenas de uma dimensão para expressar sua arte, valendo-se de contrastes que possam dar volume à imagem fotografada. 


No momento de fotografar temos em nossas mãos a implícita oportunidade de fazer desse ato uma obra de arte. Daí a procedente advertência de Cartier-Bresson aos que pretendem se assumir como fotógrafos: "É preciso fotografar sempre com o maior respeito pelo tema e por si próprio". Desde logo, portanto, devemos eximir de culpa os meios fotográficos se o objetivo de produzir arte não for alcançado. Porque, em essência, o mais nobre e edificante motivo de existir da fotografia é ser arte.

O fotógrafo Cadu Assalin participa de exposição nos Estados Unidos

Cadu Assalin / UNITED PHOTO PRESS
Do dia 28 de fevereiro à 28 de março, acontecerá a exposição Monochromatic, no Darkroom Gallery, localizado em Essex Junction - Vermont, curada pelo conceituadíssimo fotógrafo e artista Rafal Maleszyk, apresentando os trabalhos dos melhores fotógrafos internacionais.

Dentre eles, estará presente o fotógrafo paulista da United Photo Press Cadu Assalin, com suas fotografias exclusivas em preto e branco, nas quais a seleção foi feita observando a “força” das imagens, sem os artifícios da cor, revelando o talento e o preciosismo técnico e temático.

Cadu faz parte da nova geração de fotógrafos de moda e publicidade, formado na faculdade de Cinema pela FAAP, há seis anos vem aperfeiçoando sua visão sobre o mundo e a perspectiva da realidade.

Começou seu interesse pela fotografia inicialmente para retratar a realidade, e transformando imagens em arte adotou a fotografia como forma de expressão. Tendo trabalhos expostos no Concurso Universitário de Fotografia da Fundação Santander de Barcelona, no Museu de Arte Brasileira da Fundação Armando Álvares Penteado e no Espaço JAM (Antiga residência de Bob Wolfenson).

Iniciou excelentes trabalhos no segmento da moda, onde teve a oportunidade de concretizar sua paixão, desenvolver grandes projetos para empresas renomadas do setor. Atualmente também no ramo do cinema trabalha como diretor de fotografia, diretor de elenco e documentarista.

O diferencial de seu trabalho reside em seu preciosismo em utilizar uma iluminação cuidadosa e sentimental, e sempre cuidando de dirigir sua modelo como uma verdadeira estrela, para que brilhe e revele toda a beleza do produto apresentado.

Inspirado pelo cotidiano, Cadu Assalin vem sendo aclamado como a nova perspectiva da fotografia moderna.

Exposição mostra imagens mais marcantes da Rússia em 2011

Mostra é composta por 365 trabalhos de fotógrafos profissionais e amadores.

No dia 10 de fevereiro, foi inaugurada a exposição “O melhor da Rússia 2011”, com 365 fotografias tiradas ao longo do último ano no país por fotógrafos amadores e profissionais. Realizada desde 2008 no Centro de Arte Contemporânea Winzavod, a exposição premia as melhores imagens do ano e divide as fotografias em cinco seções: arquitetura, natureza, pessoas, acontecimentos e estilo.


Entre os jurados que avaliaram as fotos estão a galerista Irina Meglínskaia, o designer Igor Gurovitch, o diretor do departamento de fotografia do jornal “Kommersant”,Eduard Opp, a redatora-chefe da revista “Glamour”, Maria Fedorova, e o vice-ministro da cultura, Pável Khorochilov. As fotografias ficarão expostas no Winzavod até o dia 12 de março.


“Nesse concurso, o mais importante não é o nível das fotos, mas a descrição do país. Evidentemente, os protestos também apareceram nas fotografias. De alguma maneira, acabou atingindo toda a população e as pessoas fotografam os eventos mais próximos a elas. Dessa vez tivemos menos gatinhos e mais comícios. Ao longo desse ano, o país mudou e as fotos refletem justamente essa mudança”,disse o designer Igor Gurovitch.


Segundo Sofia Trotsenko, fundadora e diretora do Centro de Arte Contemporânea Winzavod e criadora da exposição, este ano o concurso recebeu mais de 30 mil imagens.”O objetivo do projeto é criar uma crônica em imagens do país que reflita os eventos mais importantes do ano. Claro que as manifestações estão presentes por serem um importante acontecimento social.”


Pela primeira vez no júri, a redatora-chefe da revista “Glamour”,Maria Fedorova, disse que a maior dificuldade foi o escasso tempo para avaliar as fotografias. “Devíamos dar uma nota imediatamente e não podíamos deixar para mais tarde. Sei que, com certeza, subestimei algumas imagens.”


“Nossa revista entrega o prêmio para a fotografia com mais estilo, e este ano a vencedora foi uma garota de Kazan, chamada Alina Valítova. Ela produziu uma série chama “Florescimento”, que é muito agradável, tem cheiro de primavera e lembra as pinturas de Klimt. Nossa revista se comprometeu a lhe dar uma oportunidade para fazer algumas fotografias para nós, em nossas editorias de estilo”, explicou Fedorova.


Mais informações no site http://www.winzavod.ru

Victoria Viakhoreva


GRANDE REPORTAGEM “O importante são as imagens”

Samuel Aranda / UNITED PHOTO PRESS
Samuel Aranda, fotojornalista espanhol vencedor do World Press Photo, fala do ofício e de como tem sido acompanhar as revoluções árabes. A exposição com as melhores fotos jornalísticas deve estar de volta a Macau em Outubro.

É provável que alguns dos que visitaram a Casa Garden entre Setembro e Outubro do último ano ainda se recordem de várias das imagens ali expostas. Mas também é normal que muitas tenham desaparecido da memória. A fotografia do espanhol Samuel Aranda que acaba de vencer mais uma edição do World Press Photo, o mais importante galardão mundial do fotojornalismo, está entre essas não demasiado chocantes que, porventura, podem até passar despercebidas ao lado do sangue mais explícito.

Esta já não passará e, ao que tudo indica, poderá ser vista em Macau junto de muitas outras no próximo mês de Outubro. A Casa de Portugal, que nos últimos anos vem trazendo a exposição a Macau e à Casa Garden – o único lugar em território chinês onde tem sido mostrada – disse ao PONTO FINAL que, apesar de ainda não haver confirmação, as conversações estão encaminhadas para que o melhor da fotografia publicada na imprensa mundial volte a poder ser apreciado no território.

A fotografia de Samuel Aranda, homem de 33 anos nascido em Barcelona e que começou a sua carreira aos 19 no El País e no El Periódico de Catalunya, haveria de ser captada a 15 de Outubro de 2011. Uma mulher completamente coberta abraça um homem ferido. O palco foi Sanaa, capital do Iémen, numa mesquita que durante a revolta popular no país foi transformada em hospital pelas forças opositoras ao regime do Presidente Ali Abdallah Saleh.

“Nesse dia os manifestantes começaram os protestos às 10h e a meio da manifestação os militares começaram a disparar sobre eles. A foto foi feita junto a uma mesquita que estava a ser utilizada como hospital de campanha. Esta mulher, Fátima, está a segurar o filho enquanto espera por ajuda médica”, conta Samuel Aranda, ao telefone desde o Iémen.

A ligação está péssima e não é fácil ouvir as palavras do fotojornalista. O dia no Iémen é de alguma importância, porque é o rescaldo das eleições presidenciais de terça-feira, que tiveram candidato único – o vice-presidente Abdurabu Mansur Hadi – mas também o condão de afastar o nome do Presidente Ali Abdallah Saleh da cena política. “Isto supõe em princípio uma transição e uma reforma constitucional, e umas eleições gerais num par de anos. A situação é mais ou menos tranquila no centro e norte do país. No sul há alguns conflitos separatistas”, prossegue Aranda.

Força feminina
Há um fotojornalista de câmara em punho, que nos últimos meses passou pela Tunísia, Egipto, Líbia e outras paragens tumultuosas do mundo árabe. E há uma mulher que abraça um homem ferido. O que é que impele a objectiva a ir naquela direcção? “Havia muito caos, muita gente a correr, muito ruído, e esta mulher manteve uma atitude de muita tranquilidade, de muita inteireza no meio de todo aquele caos.”

Samuel Aranda explica o que consegue retirar da fotografia que fez. “Acho que temos uma ideia de um mundo árabe em que a mulher vive totalmente oprimida, sempre abaixo do homem, e julgo que não é assim. Na maioria dos casos, as mulheres estão encarregues de muitas coisas. Neste caso trata-se do próprio filho, mas as mulheres são muito importantes nestas sociedades, muito mais do que pensamos”, afiança.

Apesar de ter percorrido alguns dos locais mais emblemáticos dos movimentos de levantamento popular conhecidos como ‘Primavera Árabe’, o fotojornalista não alinha em generalizações que casem os diferentes movimentos e garante que “em cada lugar foi uma história diferente, em cada país um contexto diferente”. Na Tunísia a viragem “foi bastante mais passiva, sem armas, sem nada”. Na Líbia “foi uma guerra civil mais que outra coisa qualquer. São casos muito diferentes, não se pode generalizar”.

Prémio de oxigénio
Samuel Aranda está no Iémen, onde já passara os meses de Outubro, Novembro e Dezembro do ano passado. Nessa altura “era bastante complicado trabalhar, porque à polícia e ao exército do Governo não podias identificar-te como jornalista”. Aranda decidiu manter-se no país e trabalhar sem autorização. As pessoas deram-lhe segurança para fazê-lo. “Naquilo que é a sociedade civil não tive qualquer tipo de problema. As pessoas são muito amáveis, muito abertas e simpáticas.”

O prémio que lhe foi atribuído este mês “é muito bom no sentido de conseguir fazer novos projectos, porque as pessoas estarão mais abertas a apoiar”, explica o homem que já fotografou no Líbano, no Iraque, em Gaza, em Marrocos e mesmo na China. Mais importante que a visibilidade pessoal que lhe traz o World Press Photo “são as imagens” que captou e “o facto de a fotografia ter voltado a ser notícia por estes dias”, lembra.

A imagem foi seleccionada entre mais de 100 mil fotografias a concurso, da autoria de 5247 profissionais originários de 124 países. Será uma das que, a partir de 20 de Abril, em Amesterdão, fará parte da nova exposição do World Press Photo que percorrerá mais de 120 cidades por todo o globo. “É uma fotografia que fala sobre toda a região. Representa o Iémen, o Egipto, a Tunísia, a Líbia, a Síria, tudo o aconteceu durante a ‘Primavera Árabe’”, declarou Koyo Kouoh, um dos membros do júri, citado num comunicado.

Apesar das dificuldades por que já passou desde que escolheu dedicar-se à fotografia, Aranda conta prosseguir. Para onde o levará a objectiva já é mais difícil dizer, mas pode passar por um regresso a casa. “Não sei… Disse várias vezes que haveria de fotografar a actual situação em Espanha. Gostaria muito de ter uma perspectiva disso, de ver como os jovens se levantam em Espanha e se revoltam contra o sistema que temos.”



Mais fotojornalistas distinguidos
O World Press Photo distinguiu, além de Samuel Aranda, profissionais em várias categorias. O japonês Yasuyoshi Chiba conquistou o primeiro prémio na categoria “People in the News Singles”, com uma reportagem sobre o Japão depois do tsunami que devastou o país em Março do ano passado. Uma das imagens mostra uma mulher a ver o diploma de estudos da sua filha, encontrado no meio dos escombros da cidade de Higashimatsushima, a norte de Fukushima. O repórter fotográfico afegão Massoud Hossaini também viu o seu trabalho distinguido pelo júri do World Press Photo, com uma fotografia tirada num santuário xiita, cenário de uma explosão a 6 de Dezembro, em Cabul, no Afeganistão. A fotografia de uma criança afegã de 12 anos a gritar junto de vários mortos e feridos conquistou o segundo prémio na categoria “Spot News Singles”. O russo Yuri Kozyrev obteve o primeiro prémio na categoria “Informação” pela fotografia de um grupo de rebeldes líbios, captada a 11 de Março em Ras Lanouf. Na categoria “Contemporary Issues Stories” destacou-se o mexicano Pedro Pardo, pelo seu trabalho sobre a guerra dos cartéis de droga no México. O júri do World Press Photo atribuiu ainda uma menção especial a uma fotografia amadora que mostra o antigo líder líbio Muammar Kadhafi, quando foi capturado e arrastado para um veículo militar a 20 de Outubro de 2011 em Sirte, pouco antes da sua morte.

Hélder Beja

Nikon lança modelo D800 com 36 megapixels

A Nikon lançou hoje a câmera D800 que traz um sensor full-frame com 36,6 megapixels de resolução.
O novo “monstrinho” DSLR da Nikon é voltado para fotógrafos profissionais que trabalham em estúdio ou com eventos e necessitam de fotos com alta resolução – a D800 produz imagens de até 7.360 x 4.912 pixels.

A câmera traz opções de ISO de 100 a 6.400 (expansível para 25.600) com sensor RGB de 91.000 pixels, tela de 3 polegadas com modo live view e compartimento duplo para cartões de memória (CF e SD).

A D800 também grava vídeos em alta definição. Usando uma compressão de dados B-frame é possível gravar até 20 minutos em formato h.264 Full-HD (ou 30 minutos em HD).

A Nikon também lançou uma versão chamada D800E que possui o filtro “low-pass”, que permite reduzir o ruído das cores, porém também pode deixar a imagem menos nítida. A D800 vem sem esse filtro.
Os modelos estarão disponíveis a partir de março por US$ 3.000 (D800), e em abril por US$ 3.300 (D800E).

Fotógrafo espanhol Samuel Aranda vencedor do World Press Photo 2011

O fotógrafo espanhol Samuel Aranda venceu o 55º prémio World Press Photo com um retrato emotivo de uma mulher coberta pelo véu integral que abraça um familiar ferido no Iémen.
Vencedores World Press Photo 2011



Samuel Aranda vence World Press Photo 2011A foto de Samuel Aranda, tirada dentro de uma mesquita utilizada como hospital durante os confrontos entre polícia e manifestantes contrários ao regime do presidente Ali Abdullah Saleh, no Iémen, serviu de retrato simbólico da Primavera Árabe que inundou o Médio Oriente no ano passado, de acordo com o comunicado publicado pelo júri do prémio.

Samuel Aranda vence World Press Photo 2011A foto de Samuel Aranda, tirada dentro de uma mesquita utilizada como hospital durante os confrontos entre polícia e manifestantes contrários ao regime do presidente Ali Abdullah Saleh, no Iémen, serviu de retrato simbólico da Primavera Árabe que inundou o Médio Oriente no ano passado, de acordo com o comunicado publicado pelo júri do prémio.


A foto de Samuel Aranda, tirada dentro de uma mesquita utilizada como hospital durante os confrontos entre polícia e manifestantes contrários ao regime do presidente Ali Abdullah Saleh, serviu de retrato simbólico da Primavera Árabe que inundou o Médio Oriente no ano passado, de acordo com o comunicado publicado pelo júri do prémio.

"É uma fotografia que fala em nome de toda uma região. Representa o Iémen, o Egito, a Tunísia, a Líbia, a Síria, por tudo o que aconteceu n Primavera Árabe. Mas mostra um lado privado, íntimo, do que se passou. E mostra o papel que as mulheres tiveram, não apenas como prestadoras de cuidados, mas como pessoas ativas no movimento", escreveu Koyo Kouoh, um dos elementos do júri.


"É uma fotografia que fala em nome de toda uma região. Representa o Iémen, o Egito, a Tunísia, a Líbia, a Síria, por tudo o que aconteceu n Primavera Árabe. Mas mostra um lado privado, íntimo, do que se passou." Koyo Kouoh, elemento do júri

A viver em Tunes atualmente, Samuel Aranda disse ao site 20minutos.es que ficou contente com a distinção e que se olhasse mais para o Iémen, um ano depois da revolução: "Eu que estive em várias revoluções árabes (Líbia, Egito) posso dizer que esta é a mais cívica. São verdadeiros civis a rebelar-se contra a ditadura. Agora o presidente está em Nova Iorque a viver num hotel de cinco estrelas e a transição vai ser um teatro, uma encenação".



Questionado sobre o que gostaria de fotografar a seguir, Samuel Aranda diz querer captar a revolução em Espanha, "ser testemunha de que os jovens se levantam de uma vez por todas, que façamos algo parecido com o que foi feito na Islândia", disse à publicação online espanhola onde Aranda começou por publicar os seus trabalhos no início de carreira.


Samuel Aranda, 33 anos, ex-fotógrafo da AFP, realizava um trabalho no Iémen para o jornal New York Times quando tirou a foto vencedora. Vai receber um prémio de 13.000 dólares (cerca de 10 mil euros) e uma câmara Canon de última geração.


O fotógrafo da AFP Yasuyoshi Chiba, conseguiu alcançar, por sua vez, o primeiro prémio na categoria "People in the News Singles", pelas suas imagens dos dias posteriores ao tsunami no Japão. Massoud Hossaini e Pedro Pardo, também da AFP, ficaram, respectivamente, com o segundo e terceiro lugar nas correspondentes categorias.


Hosaini conseguiu o segundo prémio na categoria "Spot News Singles" pela foto posterior a uma explosão numa cerimónia religiosa em Cabul, e Pardo obteve o terceiro lugar na "Contemporary Issues Stories" pelo seu trabalho sobre a guerra de cartéis de droga mexicanos em Acapulco.


De acordo com os organizadores, os 19 membros do júri passaram as últimas duas semanas a analisar as mais de 100 mil fotografias a concurso, tiradas por mais de 5 mil fotógrafos de 124 países.

Uma exposição itinerante com as fotografias premiadas vai ser inaugurada em Amsterdão no dia 20 de abril, e depois vai viajar por mais de 100 cidades de todo o mundo a partir de junho.

Criado em 1955, o World Press Photo pretende 'favorecer os padrões de qualidade mais altos no fotojornalismo e promover a livre troca de informações'.

Pentax lança DSLR num corpo compacto


PENTAX K-O1

A nova Pentax K-01 tem um design compacto assinado pelo australiano Marc Newson e, apesar do corpo menor que o comum para as câmeras DSLR, é compatível com as lentes da série K-mount da Pentax. A K-01 é oferecida em alumínio preto, prata ou amarelo, tem um sensor de 16 megapixels e grava vídeos em 1080p. 

A câmera é, segundo a Pentax, a mais fina com lentes intercambiáveis. Ela ainda tem ISO de 100 a 25.600 e um sistema de foco manual que permite ajustes mais definidos. A câmera tem uma saída USB 2.0, uma AV e uma HDMI, além de áudio de 3,5 mm. 

Mesmo sendo compatível com as lentes da série K-mount, a Pentax oferece uma lente específica e tão fina quanto a câmera: a Pentax-DA 40 mm f2.8. 

A câmera começa a ser vendida nos Estados Unidos em março com o preço de 749,95 dólares (apenas o corpo) ou 899,95 dólares (kit com a lente de 40 mm).

Canon 5D Mark III vem aí?

A Canon 5D Mark II é hoje uma das queridinhas dos fotógrafos profissionais. Ela encanta tanto pelo desempenho para fotografar quanto para filmar. A história de um update começou com o fotógrafo Stephen Oachs, que estava fazendo fotos em um safári na África. Ele viu um oriental tirando algumas fotos com uma câmera que ele não conhecia. Tudo que ele conseguiu saber do sujeito foi que ele trabalha para a Canon.
Como não poderia deixar de ser, Oachs aproveitou e fez algumas fotos da câmera. Ela parece um pouco com uma 7D, mas com a forma da distribuição de alguns comando parecida com uma 5D. 
As imagens mostram também um segundo joystick localizado no grip da câmera.

Outro ponto perceptível é a mudança do LCD, que está maior e parece ter uma proporção 16:9. As especulações falam de uma nova 5D Mark III ou de uma atualização da 7D, talvez uma Mark II. Mas nunca podemos descartar uma câmera totalmente nova, com outro nome.

Além da câmera, o funcionário da Canon também testava algumas novas lentes. Uma 200-400 mm e uma 600 mm. A única informação a mais é que o suposto funcionário da Canon afirmou que os equipamentos devem ser lançados entre março e abril.

“Prevenção e Segurança Rodoviária” na Fundação Lapa do Lobo


No próximo dia 15 de Janeiro, pelas 15 horas o Auditório Maria José Cunha, na Fundação Lapa do Lobo, recebe a Conferência Prevenção e Segurança Rodoviária. O objectivo desta conferência é sensibilizar e alertar o publico em geral, para esta problemática sempre actual.


Esta conferência conta no seu painel de oradores com a Dra. Isaura Pedro, Presidente da Câmara Municipal de Nelas, Automóvel Clube de Portugal, um representante do Posto Territorial de GNR local, o piloto de automóveis José Pedro Fontes, Campeão Nacional GT e GT3, João Fernando Ramos, jornalista da RTP e Dr Luís Celínio do Clube Escape Livre.

Durante a tarde é ainda inaugurada na galeria da Fundação Lapa do Lobo uma exposição de fotografia dedicada ao mesmo tema, que estará patente até ao dia 18 de Março.

A exposição de fotografia é centrada na temática da ‘Prevenção e Segurança Rodoviária’ e retrata a diversidade e as particularidades contrastantes de algumas cidades como São Paulo, Maputo, Joanesburgo, Nova Iorque, Lisboa, Sidney, entre muitas outras com o sentido de sensibilizar os visitantes para novas atitudes rodoviárias.


Esta iniciativa da Civilização Activa, conta com o apoio da Fundação Lapa do Lobo, Município de Nelas e United Photo Press.

Astronauta fotografa cometa no espaço

Comandante da Nasa a bordo da Estação Espacial Internacional tira centenas de fotos de cometa passando próximo à Terra.

Dan Burbank capturou o momento em que o cometa Lovejoy passou a cerca de 380 km do horizonte do planeta.

A aproximação ocorreu na quarta feira, 21 de dezembro. Segundo a Nasa, o comendante descreveu a visão do cometa como “a coisa mais incrível que eu já vi no espaço”.


Como educar o fotógrafo do século 21 ?


Instalação 24 hrs, de Erik Kessels,
em exposição no museu Foam
O projeto What’s Next ganha exposição intitulada The Future of the Photography Museum.

Museu e revista Foam fazem exposição e edição especial sobre o futuro da fotografia.

Como será um museu de fotografia daqui a 30 anos?
Os museus vão colecionar arquivos digitais em vez de prints?
A fotografia química vai sobreviver?
O que o futuro reserva para fotógrafos, instituições, publicações, colecionadores?

Para comemorar seus dez anos de atividades, a instituição Foam Amsterdam, dedicada à fotografia contemporânea, lançou estas e outras perguntas à comunidade artística e aos internautas usuários do site www.foam.org/whatsnext  

Os resultados do projeto What’s Next estão publicados na edição número 29 da revista Foam. O projeto What’s Next também ganhou a forma de uma exposição, intitulada The Future of the Photography Museum.

Durante o mês de novembro, a instituição holandesa foi ocupada por mostras assinadas por quatro curadores internacionais, convidados a repensar as formas de expor fotografia. Entre eles, Lauren Cornell, do New Museum, de Nova York, tratou da fotografia multimidiática, exposta no formato de vídeo, internet e instalações, e Erik Kessels, do KesselsKramer, de Amsterdam, trabalhou com a noção de “fotografia em abundância”.

O curador imprimiu todas as imagens que foram postadas no Flickr num período de 24 horas e despejou tudo no espaço expositivo, criando um ambiente em que o visitante é afogado em 1 milhão de imagens alheias.