Lytro deixa o foco para depois



A Lytro não é nenhuma novidade. Ainda assim, não pude deixar de escrever algo a seu respeito quando finalmente a segurei em minhas mãos. Relembrando, esse é uma câmera de campo de luz que capta um tipo de informação diferente do que é gravado pelas câmeras convencionais. Essa distinção permite que a imagem seja alterada de várias formas mesmo depois que a foto já está gravada na memória. O fotógrafo pode mudar o ponto de foco ou, mais recentemente, até mesmo a perspectiva da imagem.

Mais especificamente, enquanto o sistema óptico das câmeras normais converge os raios de luz para um ponto focal, a Lytro possui um grupo de microlentes na frente do sensor que dispersa esses mesmos raios. Consequentemente, a câmera não apenas capta a intensidade da luz refletida pelos objetos da cena, como também calcula a trajetória dos raios. O resultado é que ela pode deduzir como uma determinada imagem seria caso ela tivesse sido focada de maneira diferente. Na prática, isso quer dizer que o fotógrafo pode gravar imagens sem se preocupar com o foco, que pode ser alterado posteriormente.


Claro, existem inúmeras ressalvas com relação a esse processo. A primeira delas é que a resolução é degradada. Por causa da manira como as fotos são renderizadas, não existe uma relação direta entre a resolução do sensor e a da imagem final. De qualquer maneira, as imagens que são convertidas para JPEG acabam com apenas 1,2 MP.



Outra questão é que o sensor da Lytro é bem pequeno. Com cerca de 6,5 x 4,5 mm, ele não é muito maior do que o sensor de um smartphone. Na prática, isso quer dizer que o efeito profundidade de campo rasa só pode ser atingido quando a câmera está muito próxima do objeto retratado. Mesmo nessa situação, a Lytro dificilmente produz o mesmo desfoque legal que uma DSLR de abertura larga. Em outras palavras, a parte mais divertida da Lytro, ou seja, refocar as fotos, é um tanto limitada. Talvez por essa razão, os fabricantes decidiram instalar uma lente de distância focal relativamente longa (equivalente a 43mm – 341mm no formato 35 mm) que magnifica os objetos e cria uma aparência de profundidade de campo mais rasa.


Por fim, a Lytro ainda está presa à leis da física convencional. Portanto, exposição, balanço de branco, sensibilidade e outros fatores cruciais da fotografia são válidos para ela da mesma forma que para qualquer câmera. Nesse ponto, aliás, a Lytro realmente não é excepcional. Para quem está acostumado com o formato 4:3, compor em 1:1 (1080 x 1080 pixels) também é um pouco estranho.

Apesar dessas questões, devo admitir que a câmera é sim muito divertida de se usar. Seu formato incomum e suas fotos mágicas dão uma sensação similar à que as pessoas do século 19 devem ter sentido com relação a bugigangas como o zootropo. A Lytro é sem dúvida muito charmosa. Não me divirto tanto com uma câmera desde que testamos a Instax Mini da Fujifilm. Eis um retrato que que fiz de Cho’Gath o Terror do Vazio com ela (clique na imagem para mudar o foco).

Quercus organiza concurso de fotografia 
em Portugal

O 1º Concurso Nacional de Fotografia da Quercus abre candidaturas no dia 1 de Junho. Destinado a fotógrafos amadores e profissionais, o concurso tem como objectivo promover a observação e a protecção da natureza através da actividade fotográfica.

A iniciativa conta com o apoio do Parque Biológico de Gaia, Sociedade Ponto Verde (Mecenas Exclusivo), portal SAPO e Worten.

O dossier de candidatura deve ser submetido até ao dia 20 de Agosto, podendo os participantes submeter entre uma e dez fotografias inéditas, em cinco categorias possíveis e num máximo de duas fotografias em cada categoria.

Categoria 1 - Água (Vida, Natureza e Paisagem)
Categoria 2 - Reciclagem de Embalagens – Prémio Especial Sociedade Ponto Verde
Categoria 3 - Atentados e Boas Práticas Ambientais
Categoria 4 - Fauna Selvagem
Categoria 5 - Fotografias obtidas com telemóvel

Para concorrer é necessário realizar a inscrição prévia e pagamento da taxa de participação. Toda a documentação necessária que deve integrar o dossier de candidatura, bem como o regulamento do concurso e os cartazes oficiais, estão disponíveis em www.quercus.pt.

O júri, composto por João Cosme, fotógrafo de natureza, Joaquim Peixoto, da Quercus, Mário Raposo, da Sociedade Ponto Verde, e Dinis Cortes, fotógrafo de natureza, escolherá as 11 melhores fotografias dentro das categorias 1, 2, 3 e 4, e as 6 melhores relativas à categoria 5. Os finalistas, escolhidos de entre os que se destacarem pela sua qualidade e inovação, serão divulgados na cerimónia de entrega de prémios a realizar no Parque Biológico de Gaia, a 21 de Setembro.

O Parque acolherá também em exposição, até meados de Outubro, as 50 melhores fotografias a concurso. Aquando da exposição serão divulgados os vencedores em cada categoria, que levarão para casa um prémio do valor de 1000 euros ou, no caso do autor das melhores fotografias captadas por telemóvel, um montante de 500 euros.

Todos os finalistas terão também direito a um exemplar do «Guia fotográfico Quercus – Anfíbios de Portugal», recebendo os segundos, terceiros e quartos classificados ainda a colecção completa de «Árvores e Florestas de Portugal».

Para mais informações contactar:
Telefone: +351 217 788 474

Digiscoping

Quarto minguante da Lua fotografado com o método digiscoping.

Digiscoping é um método de fotografar utilizando uma câmara digital reflexa ou compacta, com o auxílio de um telescópio ou, menos frequentemente, um binóculo.

A projecção afocal é um método de astrofotografia no qual as fotografias são tiradas segurando ou montando a câmara sobre a oculardo telescópio, ficando a câmara no lugar do olho. Este é o método mais comum associado ao digiscoping.

Vantagens

Baixo custo — Podem ser obtidos resultados razoáveis ou mesmo bons utilizando câmaras digitais (ou mesmo antigas webcams), tornando desnecessário o uso de grandes e dispendiosas teleobjectivas. Não sendo necessário usar teleobjectivas, permite aos utilizadores mudar de câmara, adquirindo uma melhor de uma marca diferente, dado que o telescópio é adaptável a uma muito mais vasta gama de câmaras do que as teleobjectivas.

Compacto — Para observadores de aves e da natureza que já transportem um telescópio, o volume e peso de um adaptador e de uma pequena câmara digital é praticamente insignificante.

Amplificação extremamente eficaz — É obtida uma amplificação muito eficaz, frequentemente superior à disponível para qualquer teleobjectiva comum. São comuns distâncias focais equivalentes a 2000 mm e superiores numa câmara de película de 35 mm.

Ausência de vibração da câmara — A utilização de uma câmara compacta tem vantagem sobre a câmara reflex por não estar sujeita à vibração e ruído provocados pela deslocação do espelho reflexo.
Pré e pós visualização — as câmaras digitais permitem uma pré visualização no monitor LCD ao fazer o enquadramento e focagem, e a visualização da foto tirada. O utilizador pode apagar e tornar a tirar a fotografia se não ficar satisfeito com a tentativa anterior.

Formato de imagem digital — as imagens são capturadas já em formato digital, podendo ser facilmente processadas conforme for necessário utilizando software de edição de imagem digital.

Focagem automática — Frequentemente a focagem automática por detecção de contraste pela câmara continua a funcionar, sendo útil para a focagem precisa da imagem.

Para os melhores resultados é essencial que o eixo óptico da câmara e do telescópio estejam alinhados. A distância entre a objectiva da câmara e a ocular do telescópio é também muito importante e é ajustada por tentativa e erro. Originalmente, o acoplamento da câmara ao telescópio dependia essencialmente da habilidade do fotógrafo, mas hoje em dia existem diversos adaptadores disponíveis. A qualidade do telescópio e do visor é um factor fundamental. 

Os telescópios que usam objectivas com elementos refractivos especiais, com superfícies tratadas a flúor, reduzem a aberração cromática que é especialmente notável na fotografia. O olho humano tem a capacidade de compensar esta aberração, porém tal não acontece na fotografia.

Sony divulga vencedores de seu concurso internacional de fotografia

Imagem da série vencedora da norueguesa Andrea Gjestvang (Foto: Andrea Gjestvang ) / United Photo Press
Prêmio máximo foi para ensaio de sobreviventes de massacre em Oslo. A premiação anual teve 62 mil competidores de 70 países.

A fotógrafa norueguesa Andrea Gjestvang, de 32 anos, foi escolhida 'A íris de ouro' do 2013 Sony World Photography Awards Photographer of the Year. A premiação anual teve 62 mil competidores de 70 países.

No entanto, os juízes foram unânimes ao escolher a série de retratos 'Um dia na história', feita por Gjestvang, de crianças e adolescentes que sobreviveram ao massacre de julho de 2011 na ilha de Utoeya, nos arredores de Oslo.

Uma exposição mostrando as melhores fotos entre as 122 mil enviadas de 170 países acontece em Somerset House, em Londres, até 20 de maio de 2013.

A fotógrafa norueguesa Andrea Gjestvang, de 32 anos, foi escolhida 'A íris de ouro' do 2013 Sony World Photography Awards Photographer of the Year. A premiação anual teve 62 mil competidores de 70 países.

No entanto, os juízes foram unânimes ao escolher a série de retratos 'Um dia na história', feita por Gjestvang, de crianças e adolescentes que sobreviveram ao massacre de julho de 2011 na ilha de Utoeya, nos arredores de Oslo.

Uma exposição mostrando as melhores fotos entre as 122 mil enviadas de 170 países acontece em Somerset House, em Londres, até 20 de maio de 2013.

O prêmio da categoria 'Viagem' foi para Gali Tibbon por uma série documentando a peregrinação de cristãos ortodoxos para Lalibela, uma pequena cidade nas montanhas etíopes conhecida como a Jerusalém da África ou a Jerusalém Negra (Foto:  Gali Tibbon)O prêmio da categoria 'Viagem' foi para Gali Tibbon por uma série documentando a peregrinação de cristãos ortodoxos para Lalibela, uma pequena cidade nas montanhas etíopes conhecida como a Jerusalém da África ou a Jerusalém Negra (Foto: Gali Tibbon)
O vietnamita Hoang Hiep Nguyen, de 21 anos, ganhou o prêmio da categoria 'Melhoradas', de fotos com tratamento digital, na competição amadora. Ele venceu com a foto acima, que mostra uma menina em meio a uma tempestade.  (Foto: Hoang Hiep Nguyen)O vietnamita Hoang Hiep Nguyen, de 21 anos, ganhou o prêmio da categoria 'Melhoradas', de fotos com tratamento digital, na competição amadora. Ele venceu com a foto acima, que mostra uma menina em meio a uma tempestade. (Foto: Hoang Hiep Nguyen)

Fotográfo da United Photo Press Carlos Silva, está em Rondônia e realiza workshop em Rolim de Moura

Entrevista para a tv brasileira


O fotógrafo português da United Photo Press, Carlos Manuel Silva, teve trabalhos selecionados por um júri internacional para fazer parte de uma grande exposição, na Times Square em Nova York e ja expôs em países da Europa.


A Associação Empresarial de Rolim de Moura – Acirm realizará, nos dias 24 e 25 de Abril, o Workshop Internacional para profissionais em fotografia. A entidade convida os fotógrafos profissionais de todo o estado de Rondônia para o evento. O curso terá duração de 16 horas, com aulas práticas, teóricas e avaliação fotográfica, além de parte técnica para todos os tipos de máquinas. O curso oferecerá também coffee break, almoço e jantar de encerramento.

 
 

O Workshop, destinado a profissionais que tenham vontade de aumentar os seus conhecimentos técnicos e artísticos, é também uma oportunidade de aprender, durante dois dias, com um excelente fotógrafo europeu. Nascido em Lisboa, Carlos Manoel Silva é membro de associações como a AFP, United Photo Press e FEP. O profissional trabalha na área desde os 12 anos de idade, visto que seu pai também seguia a mesma profissão. Desde muito cedo, mostra grande paixão pela arte de fotografar. Seus primeiros trabalhos foram feitos em formato analógico e dedicou boa parte de seu tempo à câmera escura. Assim, aprendeu as técnicas da revelação, criando seu próprio estilo. 

Carlos Manuel Silva teve trabalhos selecionados por um júri internacional para fazer parte de uma grande exposição, na Times Square em Nova York (EUA), também teve o prazer de expor na Inglaterra, na Espanha e em Portugal. Colabora com frequência em revistas e jornais e tem imagens selecionadas em livros com edição mundial. A última participação com edição da associação internacional United Photo Press resultou num livro denominado "WORLD" e  numa exposição itinerante por vários países.

 

A nova presidente da Acirm, Kelly Naahmara Rodrigues, destacou que a associação permanecerá oferecendo cursos que visam dar mais qualidade no comércio rolimourense, seja no trabalho direto com pessoas ou em treinamentos como este Workshop, que trabalhará com público segmentado, mas é a oportunidade dos fotógrafos de Rolim e da região trocarem experiências com um profissional renomado.
 

Gilberto Borghe, membro da nova diretoria da Acirm, será responsável por coordenar os trabalhos. Interessados em saber os valores participar do evento podem contatá-lo nos seguintes telefones: (69) 3442-1950, 3442-3328, 3442-1247 ou 9906-3706. Algumas imagens feitas pelo profissional que ministrará o curso podem ser vistas na rede social do fotógrafo.

Lente 50mm


A fotografia é uma arte cara e quem está começando muitas vezes não pode gastar com lentes e os mais
equipamentos que a fotografia exige.


Para quem está começando na Fotografia com câmeras DLSR e já se cansou dos resultados com a lente do kit, a melhor opção é uma 50mm. É muito comum a insegurança e as dúvidas de qual lente comprar logo após adiquir uma câmera DLSR e, para os fotógrafos iniciantes, já adianto que a qualidade da fotografia está relacionada diretamente com a qualidade óptica da lente.


A 50mm é a lente queridinha dos fotógrafos, independente da área de atuação. É recomendada para retratos, fotografias de casamento, pra fotografia de moda e paisagens. Essa pequena lente é responsável por uma nitidez de tirar o chapéu, pois sua grande abertura do diafragma consiste num foco bastante seletivo. 


Conhecida como "cinquentinha" no brasil, essa lente ganhou a moral entre os fotógrafos por quatro motivos simples: 

  • Uma lente barata - custa entre R$350 e 500, dependendo da marca;
  • Uma lente clara – com aberturas de f/1.8 e f/1.4;
  • Uma lente leve – pesando em torno de 200 e 230 gramas;
  • Uma lente fixa – por ser uma lente fixa, sua construção permite bastante nitidez.

Ser uma lente fixa significa a impossibilidade de ajustar a distância focal (o "zoom"). É uma lente que faz o fotógrafo se mover mais, tendo que explorar a distância dos objetos com o próprio corpo. Pode parecer complicado, mas não ter que ajustar o "zoom" facilita bastante na hora de definir uma composição.


O quando o assunto são os retratos, a 50mm reina absoluta. Sua eficiência nos retratos se dá pela abertura clara, permitindo ao fotógrafo uma boa profundidade de campo, e claro, dispensando o uso do flash em ambientes com pouca iluminação. 

Na hora de comprar
Para câmeras com motor de foco embutido no corpo, como a Nikon D90 e DSLR Canon, a recomendação é uma AF 50mm D (sem motor na lente, são mais baratas). Para usuários de câmeras sem motor de foco como a Nikon D3100, uma AF-S 50mm G é a indicada.

Francine de Mattos

Manuel Barata passa a integrar a United Photo Press

'Cosmos ii - Upper Space Gardens',
de Barata, integra mostra em Espanha.
Artista estreia-se este mês nos eventos da UPP, integrando mostra em Espanha.

O conhecido artista plástico e presidente da Bienal Internacional de Arte da Madeira - MIAB acaba de integrar a UPP - United Photo Press, uma organização internacional não governamental sem fins lucrativos que reúne fotógrafos de vários países, procurando promover a arte e associar-se a causas solidárias, ambientais, cívicas, etc.

A UPP também gere um portal global em língua portuguesa, inglesa e árabe e mais 52 línguas traduzidas com o objectivo de divulgar em todo o Mundo, informações relativas às suas actividades fotográficas, fotojornalísticas, documentais, assim como acções de voluntariado nos vários sectores dos 'media'.

Manuel Barata, artista plástico do norte de Portugal e a residir na Madeira há vários anos, passará a ser o representante da UPP na região e a participar activamente nos eventos internacinais, estreando-se já este mês em Granada, Espanha, numa exposição colectiva de 300 artistas do mundo inteiro no Centro Municipal de Cultura Churriana de La Vega, de 12 a 30 de Abril, onde apresentará uma obra de pintura.

Futuramente, Manuel Barata irá apresentar outro tipo de obras, fotografias, nas iniciativas da UPP.

Além de Manuel Barata, a UPP representa também outros 2 pintores portugueses, Santiago Ribeiro de Coimbra e Luis Romão/Zorba de Albufeira.

Concurso britânico premia melhores fotos de bosques e jardins do mundo


A foto em cima feita no Estado americano do Oregon por Dennis Frates ganhou a edição 2013 da competição International Garden Photographer, dedicada a imagens de bosques, jardins, plantas e flores.

A imagem vencedora, clicada no Parque Nacional Crater Lake, foi considerada pelos juízes do concurso britânico uma "composição maravilhosamente equilibrada".

A competição é aberta a amadores e profissionais de todo o mundo, sem restrições de câmeras ou técnicas.

Além das categorias mais tradicionais, mostrando paisagens e plantas, há também a categoria "Tornando a Cidade Verde", que mostra árvores e jardins em ambientes urbanos.

Socialmatic, a câmera Instagram, chega em 2014


A primeira câmera digital Polaroid equipada com recursos similares aos oferecidos pelo Instagram, consagrado app de fotografia que permite a incorporação de filtros digitais às imagens, chegará ao mercado no ano que vem. O anúncio foi feito pela Socialmatic, empresa desenvolvedora do gadget, em conjunto com a companhia responsável pelo licenciamento dos produtos da Polaroid.

De acordo com a Socialmatic, o dispositivo irá se chamar Polaroid Socialmatic Camera, terá o Android como seu sistema operacional e contará com vários filtros que podem ser adicionados às imagens. Equipado com Wi-Fi e 3G, que permitem o compartilhamento das fotos nas redes sociais, Instagram inclusive, o dispositivo terá 16 GB de armazenamento e espaço para inserção de cartão de memória.

Um dos destaques é que, assim como tantos outros modelos da consagrada Polaroid, a Socialmatic Camera também será capaz de realizar a impressão das imagens capturadas. Além disso, o papel fotográfico contará com uma pequena fita adesiva, pra que os usuários pendurem suas fotos onde desejarem.

A ideia da câmera apareceu pela primeira vez na internet em meados de 2012, quando um estúdio italiano de design, ADR-Studio, fez sucesso nas redes sociais com um simpático protótipo. Desde então, os sócios Antonio De Rosa, um dos fundadores do estúdio e hoje CEO da Socialmatic, e Artem Shishaki têm buscado por maneiras de trazer o dispositivo do papel para a realidade através da recém-fundada empresa.
A notícia dada pela Socialmatic é promissora. Existem, contudo, alguns pontos que não foram esclarecidos. O primeiro deles é em relação à maneira como as fotos serão impressas. Segundo informações divulgadas no site do estúdio, a câmera contará com uma impressora interna. No comunicado, porém, a empresa alerta que o design definitivo da câmera ainda não foi fechado, assim como suas especificações técnicas. Fatores que vão impactar diretamente no preço do dispositivo.

Veja no vídeo abaixo como irá funcionar a Polaroid Socialmatic Camera:

Concurso Pictures of the Year Latam 2013

Por meio da presente convocamos oficialmente a todos os fotótografos da Iberoamérica para participar do Concurso Pictures of the Year Latam 2013 (POY Latam). Temos o prazer de informar que o POY Latam aceitará trabalhos de todos os fotógrafos cidadãos dos paises iberoamericanos - incluindo Espanha e Portugal - ou que sejam residentes nos mesmos por mais de um ano.

O registro no POY Latam será realizado por meio da internet. Os servidores serão abertos no dia 4 de fevereiro de 2013 e serão encerrados em 4 de março, as 23:59 hs. O propósito do concurso é o de premiar trabalhos realizados nos anos de 2011 e 2012, porém há categorias especiais como (17) Entre o real e o imaginário, (18)Prêmio Nuestra Mirada sobre a classe média e o (19) Paisagem Humana que não estão sujeitas a esta limitação de tempo, podendo-se incluir fotos tiradas em qualquer momento.

Pictures of the Year International (POY), nosso concurso fundador, é o mais antigo e um dos mais renomados concursos de fotojornalismo do mundo e, nos orgulha dizer, que o POY Latam em sua edição anterior tornou-se o maior concurso de fotografia documental da América Latina.

O concurso POY Latam foi criado em 2011 para celebrar a excelência no fotojornalismo, nos trabalhos multimídia e livros fotográficos. Não tem fins lucrativos e procura chegar ao público iberoamericano através da organização do concurso, exposições, oficinas e publicações. Ao participar do POY Latam seu trabalho alcançará uma audiência internacional e fará parte da história visual da Iberoamérica.

O POY Latam 2013 acontecerá na Universidade Federal do Ceará em Fortaleza, Brasil, em abril de 2013. O concurso não aconteceria sem o apoio incondicional desta Universidade e do Tempo d'Imagem.

Saiba como participar aqui

iPhoneography o quê?


A minha cidade é Super é o tema do 1.º concurso iPhoneography promovido pela Super Bock. O conceito resulta da junção das palavras iPhone e photography (fotografia em inglês).

Até 31 de março, os participantes podem partilhar as melhores fotos da sua cidade adicionando os hashtags da ação (#SUPERCIDADE + #[NOME_DA_CIDADE], através do Instagram.

As 20 melhores fotos, escolhidas por um júri liderado pelo curador e embaixador da iniciativa, Daniel Fonseca, são depois votadas pelo público através do site da acção.

Segundo a marca de cerveja da Unicer, o objetivo do concurso é "promover o património nacional, projetando a beleza das cidades portuguesas e contribuindo para uma rivalidade saudável de norte a sul do país."

O concurso termina em junho e os três ”super repórteres” vencedores ganham material específico para fotografar com smartphones e a oportunidade de registar os melhores momentos da marca durante 2013.

Paralelamente, as melhores fotografias ficam patentes numa exposição itinerante nos centros comerciais Dolce Vita, o main partner da ação, em vários pontos do país.

Daniel Fonseca é o impulsionador deste movimento em Portugal e foi o responsável pela realização da primeira exposição iPhoneography em Portugal, no verão de 2012.

A Fullsix, a agência da marca para o digital, esteve com a Super Bock no desenvolvimento do conceito da ação, bem como na construção da plataforma online.

"A associação da Super Bock ao movimento iPhoneography vai ao encontro das novas tendências e aos interesses dos fãs da marca que já interagem com ela através dos media sociais", justifica João Esteves, diretor de marketing de cervejas da Unicer.

Foto panorâmica de Londres bate recorde de maior do mundo

A região da London Eye e do Big Ben vista por meio de foto panorâmica; caso impressa, imagem teria 98 metros de largura por 23 de altura.
Uma foto panorâmica com 320 gigapixels, registrada de cima do edifício BT Tower, em Londres, quebrou o recorde e se tornou a maior imagem digital já registrada.

Caso fosse impressa com uma resolução padrão, a imagem teria 98 metros de largura e 23 metros de altura. Isso é 60 mil vezes maior do uma fotografia registrada por um iPhone 4S. 

No total, a imagem conta com 48.640 quadros e foi feita pelos fotógrafos Jeffrey Martin, Holger Schulze e Tom Mills, do site 360Cities. Devido à profundidade de campo, é possível dar zoom e aproximar a imagem sem perder definição até longas distâncias.

O trabalho de fotografia levou três dias. Após fazer a captura, os fotógrafos retornam para o estúdio, onde um software fez a indexação das imagens. A segunda parte tomou três meses.

As fotos foram feitas utilizando câmeras Canon EOS 7D, equipadas com lentes de até 400 mm.

Americano tira fotos incríveis do sol usando telescópio amador

Alan Friedman

Não olhe para o sol! 

É o que toda mãe diz quando se é pequeno. O alerta é devido ao risco de ficar cego por causa do brilho intenso da estrela. 

Mas o designer americano Alan Friedman ignorou completamente o senso comum e resolveu se virar com suas lentes para o astro-rei e registrou com um telescópio de quintal belas imagens do sol.

Um feito inacreditável, ainda mais quando se vê a beleza e a riqueza de detalhes conseguida pelo artista.

Para as fotos colorisdas, Alan usou a computação gráfica, já que as imagens originais estão em preto e branco. 


Confira!


Grande prémio World Press Photo para um cortejo fúnebre que não se esquece

Duas crianças mortas na Faixa de Gaza (1º prémio do World Press Photo 2013) PAUL HANSEN/DAGENS NYHETER

O sueco Paul Hansen ganhou o importante prémio de fotojornalismo com um funeral de crianças em Gaza. Na lista de premiados deste ano há um português, Daniel Rodrigues.

Suhaib Hijazi tinha apenas dois anos quando a sua casa foi destruída por mísseis israelitas. Muhammad, o irmão mais velho (três anos), e o pai, Fouad, também morreram. A mãe sobreviveu, mas foi internada nos cuidados intensivos. 20 de Novembro, mais um dia de bombardeio israelita sobre Gaza.

Na fotografia que valeu ao sueco Paul Hansen o prémio principal da World Press Photo de 2012, anunciado nesta sexta-feira, vêem-se em primeiro plano os corpos das duas crianças, numa rua estreita da Faixa de Gaza. São os tios, irmãos de Fouad, que os levam ao colo. Os rostos serenos de Suhaib e Muhammad contrastam com o desespero, a raiva e a tristeza que marcam os adultos. O pai vem atrás, envolto numa mortalha branca como manda a tradição, numa maca. Só há homens neste cortejo que parece encenado. A mesquita onde farão a cerimónia fúnebre não fica longe.

Santiago Lyon, presidente do júri desta 56.ª edição dos prestigiados prémios de fotojornalismo e director de fotografia da agência Associated Press (AP), diz que este trabalho de Hansen para o diário sueco Dagens Nyheter “é simplesmente uma colecção forte de expressões”, que o tamanho dos corpos das crianças acentua. É, garante, “uma imagem incrível” que mostra, como tantas outras nas mais de cem mil que foram a concurso, que o fotojornalismo continua a ser um instrumento poderoso para contar uma história. 

“Ali está toda a dor, toda a tristeza; o desespero e a perda”, acrescentou Mayu Mohanna, membro do júri, citada pelo diário espanhol El País. “A força da fotografia está no contraste de tudo isto com a inocência das crianças. É uma imagem que não vou esquecer.”

A violência sobre as populações civis no Médio Oriente foi o tema dominante na categoria de notícia, uma das nove destes prémios que neste ano tiveram em concurso 5666 fotógrafos de 124 países. É neste cenário de desespero e destruição que Hansen fez a fotografia do ano. “Estou muito feliz e ao mesmo tempo muito triste”, disse o sueco à agência de notícias norte-americana, referindo-se à “honra” que sente ao receber este importante prémio que lhe é atribuído por colegas de profissão quando uma família perdeu duas das suas crianças e uma mulher permanece inconsciente na cama de um hospital.

“Estas situações são muito complexas", acrescentou Hansen, que vai receber dez mil euros da fundação World Press Photo. “É difícil exprimir as emoções, traduzir o que está a acontecer. A luz é dura e há muita gente.” À AP explicou por que razão escolheu o beco para fotografar: “A luz fazia ricochete nas paredes e por isso pensei que ali se poderia olhar para tudo isto como uma procissão… Temos a profundidade da imagem e a luz que se move.”

Aida, a mulher retratada pelo argentino Rodrigo Abd (primeiro Prémio Notícia), poderia funcionar como espelho da imagem de Hensen – ela é a única sobrevivente da sua família – marido e os dois filhos morreram quando a sua casa em Ibid foi bombardeada pelo exército sírio – e a 10 de Março o fotógrafo escolheu-a a ela. Não seguiu os mortos, mas a que, apesar de tudo, resistiu.

Nas diferentes categorias, que incluem fotografia de natureza, desporto e retrato, merecem destaque Japan after the wave, do australiano Daniel Berehulak (terceiro Prémio Temas Contemporâneos – Histórias), que mostra uma raiz de pinheiro arrancada pelo tsunami numa praia em Rikuzentakata; a ternura com que Mirella cuida do seu marido, Luigi, um doente de Alzheimer, numa imagem a preto e branco que nos toca, da autoria do italiano Fausto Podavini (primeiro Prémio Vida Quotidiana – Histórias); o retrato encenado do artista chinês Ai Weiwei, tirado pelo malaio Stefen Chow em Pequim (segundo Prémio Retrato); e a dança dos pinguins-imperador, série de Paul Nicklen, do Canadá, para a revista National Geographic (primeiro Prémio Natureza).

O português Daniel Rodrigues, 25 anos, também optou pelo preto e branco e venceu na categoria Vida Quotidiana com uma fotografia de crianças a jogarem futebol num campo em Dulombi que servira de aquartelamento militar quando a Guiné-Bissau era uma colónia portuguesa.

O jovem fotógrafo, que está neste momento desempregado, registou a imagem que lhe valeu o prémio quando participava numa missão humanitária e tornou-se o quarto português distinguido pela WPP (o primeiro foi Eduardo Gageiro, em 1974, com um retrato de Spínola; o segundo Carlos Guarita, 20 anos depois, com uma reportagem sobre armamento; e o terceiro Miguel Barreira, em 2007, com uma fotografia do bodyboarder Jaime Jesus).