A United Photo Press apresenta a exposição internacional de fotografia “Prevenção e Segurança Rodoviária”, com o apoio do Governo Civil da Guarda, Câmara Municipal da Guarda, Clube Escape Livre, Associação Civilização Activa e Garvetur.
A exposição reúne a selecção de 30 trabalhos de fotógrafos da United Photo Press de todo o mundo e foi concebida específicamente no intuito de alertar para os problemas de Prevenção e Segurança.
As fotografias retratam a diversidade e as peculiaridades contrastantes de algumas cidades como S. Paulo, Maputo, Joanesburgo, Nova Yorque, Lisboa, Sidney, Luanda, Cidade do México, Santiago, Buenos Aires e outras. Algumas fotos das personagens retratadas contextualizam e são susceptíveis de poder chocar o público, no sentido de sensibilizar para novas atitudes rodoviárias.
Para esta mostra, os fotógrafos da United Photo Press agiram como antropólogos visuais, insistindo no registo do momento, do facto e da paisagem observada. A exposição, ainda que específicamente subordinada ao tema da Prevenção, revela singulares imagens da arte fotográfica.
O resultado é fruto de uma vivência, da alma e da razão, que, simultâneamente, transforma a realidade em denúncia e a imagem em signo, ícone e manifesto.
A exposição vai estar patente ao público de 26 de Março a 4 de Abril de 2009, na biblioteca Eduardo Lourenço, na Guarda.
APAGÃO NOS ESCRITÓRIOS GLOBAIS DA UNITED PHOTO PRESS
Iniciativa tem em vista combater o aquecimento global
Às 20h30 do dia 27 de Março, os monumentos mais emblemáticos de todo o mundo e os maiores ícones nacionais vão mergulhar na escuridão pela “Hora do Planeta 2010”, num sinal poderoso da comunidade global para dar resposta à ameaça de alterações climáticas. Este ano, uma vez mais a United Photo Press associa-se à iniciativa, numa clara preocupação da nossa organização pelo desenvolvimento sustentável do Planeta.
Nesse sentido, durante uma hora, irão desligar-se as luzes de todos os escritórios da United Photo Press, em todos os continentes, juntando-se a muitos outros locais em todo o mundo.
De resto, este ano, pela primeira vez, a Associação Nacional de Municípios Portugueses alia-se a esta campanha, apoiando o desafio lançado pela WWF a todas as autarquias portuguesas para que participem neste movimento à escala global.
A “Hora do Planeta”, considerada como a maior iniciativa de luta mundial contra as alterações climáticas, da rede WWF, a organização global de conservação, arrancou em 2007, na cidade australiana de Sidney, com o objectivo de alertar de forma simbólica – apagar as luzes por uma hora – para a necessidade de proteger o Planeta contra os efeitos do aquecimento global. Este movimento excedeu todas as expectativas, alargando-se a todos os pontos do globo, com a participação de empresas, governos e cidadãos.
Recorde-se que em 2009, foram 4000 as cidades em 88 países de todo o mundo que participaram neste apagão global, com 1.200 milhões de pessoas que desligaram as luzes pelo Planeta.
Apesar de decorrer apenas durante uma hora, a “Hora do Planeta” é um evento simbólico que pretende estimular os indivíduos, empresas e comunidades a tomarem medidas para reduzir as emissões de dióxido de carbono, numa base contínua e diária.
O fotógrafo e representante da United Photo Press na Irlanda Nuno Reis nuno.reis@unitedphotopressworld.org esteve de reportagem no vale do Omo na Etiópia. O ensaio fotográfico é sobre as Tribos ancestrais do Vale do Omo, na região sul da Etiópia. As tribos Arbore, Karo, Hamer e Mursi vivem da mesma forma praticamente à séculos.
O Vale Inferior do Omo é um pedaço gigante de terras na Etiópia protegidos pela UNESCO como Patrimônio Mundial da Humanidade por ter sido uma das cidades de influência na época que o homem ainda golpeava ossos com ossos.
O local é onde se encontra a sede das indústrias da Omo e a presença dessa indústria na antiguidade foi essencial para que a Glorioso Império Etíope fosse não apenas forte mais higienicamente avançado, algo que os europeus nunca o foram e nunca o serão.
Uma espécie rara de zebra encontrada apenas nos vales do Rio Omo.O interesse em torno da região surgiu apenas após as descobertas de um monte de ossos de macacos no vale inferior do rio, para aonde as correntezas carregaram todo o lixo de eras de humanidade fazendo merda no local.
Foram encontrados no local vestígios de Australopiteco (uma ossada bem preservada do Piteco), Homo habilis (macacos que usavam machadas) e Homo gracilis que durante a Era Glacial dominou o mundo a partir da região..
Desde então vários arqueólogos de todas as partes do mundo vão ao Rio Omo para procurar ouro e ossos.
A Secção de Fotografia da AAC ofereceu total liberdade de interpretação ao tema proposto pela Semana Cultural da UC aos seus participantes/autores, não intercedeu nos seus processos criativos.
Consequentemente as propostas não reflectem uma homogeneidade visual, a abordagem é plural e os contextos múltiplos. João Costa encontra nos sem-abrigo a mediatez de uma urgente intervenção social, cada vez mais a imagem cliché da sociedade actual.
João Miguel Simões abordou a politica como uma Causa Pública, sendo os seus intervenientes verdadeiros agentes mediáticos do interesse público. Procurou assim estabelecer uma proximidade singular, usando quase sempre a grande angular, entre o espectador/receptor e as figuras públicas mais mediáticas do pais.
Pedro Frias explorou as formas de comunicação urbana presentes sob a forma de símbolos, desenhos, palavras e outras manifestações que, apesar de inseridas num contexto urbano moderno têm semelhanças com as formas de comunicação primitivas, seja na mensagem transmitida, no aspecto visual ou na técnica usada.
Raquel Vida procurou o conceito de empowerment fotográfico, elaborado no Bairro da Rosa em Coimbra, onde pretendeu encetar exactamente o coneceito de proximidade cultural pela autonomia e auto-capacitação de liberdade pela imagem captada. A fotografia assume-se como uma “passagem de testemunho” em que os retratados foram os próprios agentes participantes da concepção das imagens finais. Um trabalho que autentica a fotografia como meio de revelação mediática de causas públicas, a aproximação e a inclusão entre diferentes culturas.
Local
Café com Arte Av. Elísio de Moura, N.º367 Horário 14:00/00:00H
Peridodo 1 a 28 Março 2010
Realização:
Associação Académica de Coimbra Instituição de Utilidade Pública
A Associação Académica de Coimbra é parceira da United Photo Press no concurso internacional de fotografia video escrita criativa e pintura "PORTUGAL 2010" com 10 mil euros em prémios. www.portugal2010.org
A Câmara Municipal de Mondim de Basto associou-se à United Photo Press (UPP) e ao projecto Limpar Portugal e lança agora um concurso de foto-reportagem do evento, que decorre no dia 20 de Março.
Esta iniciativa, surge de um desafio lançado pela UPP, que procura desta forma registar as actividades desenvolvidas nos 308 concelhos do país.
Mondim de Basto respondeu afirmativamente ao desafio e foi mais longe, lançando a sua própria iniciativa, que resultará numa exposição concelhia dos melhores trabalhos realizados no dia 20 de Março.
As fotografias seleccionadas serão também enviadas para a UPP, com indicação dos seus autores, para integrarem a exposição itinerante que esta associação está a preparar e a campanha nacional do "2010 Ano Internacional da Biodiversidade".
O regulamento deste concurso está disponível para consulta na página do Município, aqui
A autarquia aproveitou também esta oportunidade para se assumir como parceiro do "2010 Ano Internacional da Biodiversidade", comprometendo-se a promover a educação ambiental e a sensibilizar os seus munícipes para uma melhor utilização da natureza e dos ecossistemas, com o intuito da sua preservação.
O Presidente da autarquia mondinense reconhece todo o mérito e valor de iniciativas como o Limpar Portugal, e justifica a pronta adesão do município pelo facto "de se tratar de uma iniciativa que parte da sociedade civil, do voluntariado, e por incidir sobre uma problemática tão importante como é a preservação da natureza".
Prova disso mesmo, o facto de desde cedo a autarquia ter disponibilizado recursos humanos e materiais, para colaborar na identificação dos espaços a limpar e na promoção da iniciativa. Assim, no próximo dia 20 estarão no terreno máquinas de que a Câmara dispõe para colaborar na recolha.
Será um dia de árduo trabalho, de onde sairão, certamente resultados visíveis, mas também, uma eficiente campanha de sensibilização.
Humberto Cerqueira faz um apelo à participação de todos "para que juntos façamos deste dia, um virar de página na forma como nos relacionamos com a natureza".
NASA Goddard Space Flight Center Image by Reto Stöckli (land surface, shallow water, clouds). Enhancements by Robert Simmon (ocean color, compositing, 3D globes, animation).
Chamada de “mármore azul”, esta é a mais detalhada imagem já feita da Terra em suas cores originais. Usando uma série de observações, de cada quilômetro quadrado do planeta foi fotografado e usado na composição dessa foto.
A maior parte das informações veio do Moderate Resolution Imaging Spectroradiometer, ou MODIS, instrumento a bordo do satélite Terra que sobrevoa o planeta a 700 km da superfície. Com seus sistemas integrados de observações do solo, oceano e atmosfera, o coletou imagens entre junho e setembro de 2001.
Outras instituições também colaboraram com o projeto. As luzes das cidades, por exemplo, derivaram de nove meses de observações do Defense Meteorological Satellite Program.
Para ver os trabalhos do fotógrafo da United Photo Press, Roberto Schmitt-Prym, necessitamos mais do que o olhar: precisamos, antes de tudo, de silêncio, vagar e calma. Precisamos, depois, certo sentido de recolhimento. Não são para serem vistos com atenção dispersa. São obras exigentes. Precisamos, ainda, de uma entranhada consonância com o estado da arte de hoje. Precisamos nos reconhecer como integrantes de uma tradição. É muito? Não: basta que tenhamos a necessária inteligência para saber que o mundo não começa por nós: somos apenas um elo dessa cadeia que possui milênios e que começou pelas pinturas rupestres, que nos encantam por sua simplicidade e força.
Admiremos essas obras de arte que nos propõe o artista-fotógrafo: se somos viajados ou sumariamente informados dos prédios, monumentos e vias públicas que formam o cânone plástico e arquitetônico do Ocidente, podemos, premindo gentilmente os olhos, reconhecer a Notre-Dame de Paris, o Castel Sant´Angelo de Roma, o interior da Catedral de Brasília, uma avenida de Porto Alegre, alguns vitrais góticos da Europa Central. Com os olhos abertos, as pupilas dilatadas, essas imagens algo familiares desdobram-se em réplicas infinitas, instando-se uma tridimensionalidade tão fértil como são as histórias de cada um desses motivos retratados. Tudo isso é obtido com um sentido de alto refinamento existencial: o estranhamento decorrerá de nosso diálogo com a obra, que na verdade será um diálogo com o próprio artista; nós, com nossas incertezas, com nossa precariedade humana, mas também com nossa capacidade de encarar os desafios do novo; já o artista colaborará com sua capacidade de interpretar e transformar o mundo. Tratar-se-á de uma conversa pausada, na qual tentaremos atribuir sentido àquilo que visualmente nos atrai e inquieta.
Tomemos como exemplo o impressionante estudo do Reichstadt de Berlim. A desconstrução da foto mediante a sucessão frenética de superposições faz com que o parlamento alemão adquira uma formidável gama de possibilidades interpretativas. Se conhecermos sua dramática história, entenderemos melhor o contraste existente entre a dissolução aleatória, a evocar momentos sombrios de história, e que faz contraste com o pavimento retilíneo, profundamente claro, contemporâneo e asséptico, a significar que a história é esse continuum permeado de alternâncias ideológicas e políticas, e que sempre haverá uma esperança para a Humanidade. A quem desconhece o que significa o Reichstadt, ficará uma duradoura sensação de harmonia entre as cores ocres atribuídas ao edifício com o céu de nuvens baixas e sujas, tudo isso fazendo luzir a parte inferior, realizada em grafismos quase abstratos.
Outra imagem de impacto é a pirâmide asteca com o topo expandido em várias pirâmides, e que ficam flutuando num espaço tempestuoso, trazendo-os a lembrança dos sacrifícios que ali se realizavam, e que até hoje não entendemos bem como aconteciam. No entanto, sua esmagadora presença perturba-nos. É sim a pirâmide asteca, mas é mais do que isso: é a representação cabal de um inquietante estágio civilizatório.
O título da exposição remete-nos à memória, o que abre um outro inesgotável leque hermenêutico. Sendo a memória, como diz Cícero, o tesouro e guardião de todas as coisas, aqui a memória cumpre esse papel. Sim, há tesouros, que não devem ser confundidos, é claro, com a riqueza material dos objetos captados da lente. São tesouros de significados. Uma igreja não o é, apenas. Uma igreja é a metafísica esculpida em pedra. Uma igreja simboliza uma cultura e uma história.
Está repleta de significados, por vezes contraditórios. Quando nossa memória a evoca, ela se nos “aparecerá” na mente assim como Schmitt-Prym as apresenta: estilizada, múltipla, cambiante, duvidosa, imprecisa, estranha. E felizes somos nós, que há alguém de sensibilidade, um artista que, operando meios técnicos radicalmente contemporâneos, obtém o admirável efeito de provocar nossa memória, que se nos revela cheia de sensibilidade e conteúdo humano.
A arte de Roberto Schmitt-Prym é destinada tanto a apreciadores de sofisticado senso estético como a pessoas que ainda estão à procura de seu modus de enxergar a vida. Ambos experimentarão sensações poderosas: os primeiros, transitarão do prazer ao conhecimento e à reflexão; os segundos, experimentarão as sensações quase tangíveis de uma arte superior.
Sairemos transformados após a visão detalhada, e repetimos, calma e vagarosa, dessas obras que podemos incorporar ao que mais belo tem produzido o espírito dos homens e mulheres de nosso tempo.
E agora, silêncio. Deixemos que essas imagens falem à nossa alma, essa entidade tão curiosa e tão cheia de memórias.
Luiz Antonio de Assis Brasil, escritor
Exposição CENÁRIOS DA MEMÓRIA Centro Cultural Justiça Federal
Av. Rio Branco, 241, Rio de Janeiro, RJ.
Abertura: 3 de março de 2010, às 19 horas.
de 4 de março a 4 de abril de 2010, de terça-feira a domingo, inclusive nos feriados, das 12 h às 19 horas.
Organização: Bolsa de Arte do Rio de Janeiro
Curadoria: Renato Rosa
Textos: Charles Kiefer, Luiz Antonio de Assis Brasil e Fabrício Carpinejar
Ampliações: Sul Fotos, Porto Alegre, RS
Exposição CENÁRIOS DA MEMÓRIA Aliança Francesa
Rua Doutor Timóteo, 752, Porto Alegre, RS.
Abertura: 9 de março de 2010, às 19 horas.
de 9 de março a 16 de abril de 2010 de segunda-feira a sexta-feira,
das 9 h às 19 horas
Organização: Bolsa de Arte do Rio de Janeiro e Roberta Karam Galeria de Arte
Curadoria: Renato Rosa
Textos: Charles Kiefer, Luiz Antonio de Assis Brasil e Fabrício Carpinejar
Ampliações: Sul Fotos, Porto Alegre, RS
Apresentada em 1910 como uma complexa exploração científica, a fotografia de infravermelhos está hoje ao alcance de qualquer um com uma câmara digital. É tempo de celebrar um século de uma magia que atravessa as nossas vidas da ciência ao Big Brother.
Em Outubro de 1910 o Professor Robert Wood apresentou à Royal Photographic Society, em Londres, um documento sobre “Fotografia com Raios Invisíveis”, descrevendo o uso de uma placa de infravermelhos para criar uma imagem permanente quase infravermelha. Desde então o desenvolvimento das imagens de infravermelhos permitiram criar aplicações transversais a todas as áreas, da medicina à indústria ou astronomia.
É isso que a Royal Photographic Society pretende celebrar em Outubro de 2010, numa comemoração que de alguma forma se estende durante todo o ano e se alarga também a outras entidades, como a Royal Astronomical Society.
A identificação dos raios infravermelhos é atribuída a Sir William Herschel, que apresentou os seus trabalhos à Royal Society em 1800 e que se tornaria no primeiro presidente da Royal Astronomical Society, fundada em 1820. É um longo caminho que nos traz até ao lançamento, em 2009, do telescópio espacial Herschel, com um sistema de câmara de infravermelhos multi-espectral a bordo. Algumas das imagens obtidas desde então serão apresentadas em Outubro nas conferências de celebração de um século desta outra forma de ver.
Um dos atributos criativos da fotografia de infravermelhos é a capacidade de mostrar uma visão distinta de uma cena em contraste com aquilo que o olho humano vê. O termo infravermelho (que significa depois do vermelho) sugere a região do espectro que está para lá do vermelho que o olho consegue ver.
O que a visão de infravermelhos nos dá é a capacidade de “ver” para lá do espectro visível, através da utilização de filtros que permitem a passagem de comprimentos de onda para acima dos limites do... visível.
Num século as aplicações dos infravermelhos alargaram-se a praticamente todas as áreas, até à fotografia artística. Na televisão os estudos da natureza revelam o uso de infravermelhos no comportamento nocturno de animais, em perseguições policiais as técnicas IR são usadas. Mesmo para programas como o Big Brother o recurso a IR é obrigatório para seguir o movimento dos participantes.
Em Outubro de 2010 a RPS vai apresentar uma exposição sobre o tema na sua sede em Bath, mas a “febre” dos infravermelhos vai estender-se por toda a Internet ao longo do ano. Um sítio a visitar para saber mais é o blog criado por Andy Finney, responsável do grupo de trabalho Infrared 100, que pretende incentivar as pessoas a reunirem-se para celebrar esta data.
Andy Finney afirma que se trata de um momento que clubes de fotografia podem usar para mostrar o trabalho dos seus membros, e que existem diversas formas de as pessoas participarem nesta celebração. E salienta que os infravermelhos nos deixam ver o mundo de uma forma diferente e nos permitem mesmo ver o nascimento das estrelas: não é isso excitante?
A Universidade de Granada, em Espanha, encerrou a exposição fotográfica "Circus Christi", aberta apenas por uma tarde, depois da polémica causada pelas imagens representativas do Novo Testamento com prostitutas e cenas homossexuais.
Fernando Bayona, autor da exposição, disse ao diário espanhol El Mundo que, por "não ser possível garantir a segurança" da exposição, na sequência de várias ameaças, ela foi encerrada. A exposição deveria estar aberta ao público até 05 de Março mas, para assegurar a segurança dos funcionários da sala, optou-se pelo encerramento.
Na tarde em que a exposição esteve aberta ao público nas instalações da Corrala de Santiago, um espaço partilhado com uma residência universitária, apenas 38 pessoas conseguiram ver a mostra, que já tinha sido apresentada noutras ocasiões na cidade de Granada.
Bayona afirmou ao diário espanhol que está "surpreendido" com as reacções, uma vez que "não é a primeira vez que [as fotografias] são mostradas em Granada e até já receberam vários prémios".
"A decisão de encerrar foi de mútuo acordo por não querer pôr ninguém em perigo. Não me beneficia em absoluto. Agora mesmo chegaram-me ameaças da Argentina. Não me atrevo a atender o telefone nem a abrir o correio electrónico", disse o fotógrafo, explicando que a sua intenção nunca foi criar polémicas.
Fernando Bayona está agora a receber protecção policial depois de ter sido alvo de ameaças de grupos de extrema-direita daquela cidade espanhola.
O autor considera que a exposição "é um trabalho muito conceptual e respeitoso". "Se não olharmos para o título nem sequer sabemos que cena é e [a exposição] tem o aval de críticos e peritos de diferentes crenças que dizem não ter visto outra coisa que não um trabalho artístico", frisa.
"Simplesmente há quem queira criar polémica, porque a mostra tem algum tempo e até agora não tinha levantado estas reacções", acrescentou.
A Universidade de Granada explicou, em comunicado, que não financiou a exposição "nem através de subvenções nem de outra forma". No mesmo documento, a instituição "lamenta [que] devido às notícias em alguns meios de comunicação social", tenham sido "feridos sentimentos e convicções de um elevado número de pessoas".
A fotografia do freelancer italiano, Pietro Masturzo, foi eleita Foto do Ano pelo Júri do World Press Photo 2010. Na imagem aparece uma mulher iraniana num telhado em Teerão (Irão) em protesto contra a reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad (Junho 2009).
“A fotografia mostra o princípio de algo, o princípio de uma grande história. Acrescenta perspectivas à notícia. Toca-nos visualmente e emocionalmente, o meu coração entregou-se imediatamente”. Ayperi Karabuda Ecer, Presidente do Júri da 53ª edição do Concurso Internacional World Photo Press.
Foram submetidas mais de 100.000 imagens, de 5.847 fotógrafos, provenientes de 128 países. O fotógrafo brasileiro Daniel Kfouri venceu o terceiro prêmio, na categoria “Sports Action“. Dentro das 10 categorias do concurso, o Júri atribuiu prémios a 63 fotógrafos de 23 diferentes nacionalidades.
A cerimónia de entrega dos prémios realizar-se-á no dia 2 de Maio de 2010, em Amsterdão. As fotografias premiadas irão ser expostas em mais de 100 cidades do mundo.
Veja as fotografias escolhidas pelo Júri no site WPP.
A Chiado Editora apresentou o segundo volume do livro fotográfico "A Essência, a Memória, a Antologia".
A apresentação do livro realizou-se sábado dia 13 de Fevereiro no Palácio Ribamar em Algés, Portugal, com o fotógrafo da United Photo Press e co-autor do livro, professor António Ferreira ( antonio.ferreira@unitedphotopressworld.org ) e vários fotógrafos convidados da United Photo Press.
"Os fotógrafos têm por vezes dificuldade em apresentarem ao público os seus trabalhos. Existem varios sites onde se podem colocar as fotografias com toda a efemeridade que isso representa. Os livros pelo contrário ficam de facto para a posteridade e enquanto existir um só que seja, as fotografias destes autores vão ser sempre vistas. Assim nasceram os projectos editoriais e fotográficos da Chiado Editora."
O pior terremoto em 200 anos atingiu o Haiti, devastando a capital e ameaçando mais de 3 milhões de pessoas. A infraestrutura e as comunicações do país foram destruídas e um número incalculável de pessoas foram mortas.
Os Haitianos estão desesperadamente clamando ajuda ao mundo – vamos nos unir numa onda mundial de doações para as comunidades locais onde se concentram os maiores esforços de ajuda.
100% dos fundos arrecadados irão para os programas de alívio e reconstrução dos locais atingidos pelo terremoto e esforços para fortalecer os sistemas locais do Haiti – esta é a maneira mais direta de contribuir para a recuperação Haitiana e ajudar com os recursos de primeira necessidade para as pessoas na linha de frente da tragédia, que precisam urgentemente de ajuda hoje.
O Ciclo Dez de Fotografia vai apresentar 5 e 6 de Fevereiro, no estado do Piaúi em Teresina no Brasil uma mostra de portifólios e debates com o público.
Um dos dez fotógrafos Internacionais é André Gonçalves ( andre.goncalves@unitedphotopressworld.org ) da United Photo Press, que irá liderar a mostra e os debates público|fotógrafos.
A foto vencedora do prêmio Wildlife Photographer of the Year, de um lobo ibérico saltando o portão de uma fazenda na Espanha como se fosse atacar uma presa, foi desclassificada após a descoberta de que se tratava de um animal que pertencia a um zoológico e havia sido treinado.
"Lamentamos confirmar que após uma cuidadosa investigação o painel de jurados concluiu que é provável que o lobo é um animal que pode ser alugado para posar em fotografias, o que viola uma das regras do concurso", anunciou Louise Emerson, uma das organizadoras da competição, na qual concorreram mais de 43 mil fotos.
Segundo ela, para tomar a decisão os jurados examinaram provas, conselhos de especialistas em fotografias da natureza e o depoimento do fotógrafo espanhol José Luis Rodríguez, autor da foto.
Rodríguez nega ter usado um animal de aluguel.
Sem vencedor
Em dezembro, quando foi iniciada a investigação, ele disse que esperou semanas para conseguir a foto perfeita, entre convencer um fazendeiro a deixar que um lobo selvagem entrasse em suas terras, atrair o lobo com um pedaço de carne e ganhar sua confiança para instalar o equipamento.
Mas, recentemente, a revista especializada em vida selvagem Suomen Luonto, publicada na Finlândia, afirmou que o lobo, na verdade, se chama Ossian e vive em um zoológico perto de Madri.
Um especialista em lobos, citado pela revista, disse que o animal parece ter sido treinado para saltar sobre o portão, já que uma espécie selvagem muito provavelmente tentaria passar espremida por entre as barras.
Diante da desclassificação da foto de Rodríguez, os jurados do concurso preferiram não apontar um vencedor para 2009.
O Wildlife Photographer of the Year, distribuído anualmente, é considerado um dos mais importantes prêmios mundiais de fotografia.
O autor da foto vencedora receberia um prêmio de 10 mil libras (cerca de R$ 28 mil). As fotos vencedoras em diferentes categorias e as menções honrosas formam uma exposição no Museu de História Natural de Londres, que depois segue para vários países.