Museu Oscar Niemeyer recebe mostra com fotos da União Soviética

Jovens bailarinas, de Vladiimir Lagrange

O Museu Oscar Niemeyer (MON) abrirá nesta quinta-feira (16), às 19h30, na sala 7, a exposição “União Soviética através da câmera”, com cerca de 200 imagens em preto e branco, do ano de 1956, feitas por seis importantes fotógrafos da União Soviética. 

No mesmo dia haverá uma mesa-redonda, às 18h30, com Vladimir Lagrange, um dos fotógrafos presentes na mostra, e os curadores Luiz Gustavo Carvalho e Maria Vragova. A conversa será no miniauditório, com entrada franca. 

As fotografias de 1956 mostram acontecimentos marcantes daquele ano na então União Soviética: Nikita Khruschev denuncia os crimes cometidos por Josef Stalin, morto em 1953, e as tropas soviéticas invadem a Hungria. 

Para retratar este ambiente, os curadores selecionaram obras de alguns dos mais importantes fotógrafos da URSS: Viktor Akhlomov, Yuri Krivonossov, Antanas Sutkus, Vladimir Lagrange, Leonid Lazarev e Vladimir Bogdanov. 

A diretora-presidente do Museu Oscar Niemeyer, Juliana Vosnika, diz que é muito significativo receber uma exposição que retrata um importante momento histórico. “Os visitantes poderão notar as semelhanças e diferenças daquele período em relação ao pensamento contemporâneo”, afirma.

REFLEXÃO – Os curadores explicam a linha da mostra. “Através do olhar de seis fotógrafos diferentes, a exposição propõe uma reflexão sobre a vida cotidiana deste ‘país fantasma’, do Degelo de Khruschev à Perestroika de Gorbatchev, assim como sobre o papel singular exercido pela fotografia na sociedade soviética pós-stalinista”. Na abertura, às 19h30, haverá também uma visita guiada feita pelo fotógrafo e pelo curador.

A mostra fica em cartaz até o dia 25 de outubro de 2015 e os ingressos custam R$9 e R$4,50 ( meia-entrada).

CURADORES - Luiz Gustavo Carvalho estudou música e cinema em Viena e em Moscou. Em 2007, organizou várias turnês musicais junto com os músicos Geza Hosszu -Legacy e Grigory Alumyan na Europa e no Brasil. Em 2008, foi o diretor artístico do Château d'Orion na França, organizando diversos concertos de música clássica, discussões filosóficas e exposições fotográficas. Em março de 2011, apresentou a primeira grande retrospectiva do fotógrafo Antanas Sutkus na França (Toulouse). Em 2012, assinou a direção do Festival Artes Vertentes e foi curador da itinerância da exposição "Antanas Sutkus: um olhar livre" que percorreu o Brasil em 2012-2013 e da exposição "Assim Vivíamos" do Vladimir Lagrange.

Desde 2004, Maria Vragova vem contribuindo como produtora cultural em diversos projetos. Em 2007, foi responsável por toda a organização dos eventos dedicados ao aniversário da Catedral Ortodoxa de São Pedro e São Paulo em Karlovy Vary. Em 2008, organizou a primeira retrospectiva de Oscar Niemeyer no Museu de Arquitetura de Moscou. Em 2009, participou na organização do Progetto Argerich, em Lugano. Em 2011 trabalhou na elaboração do projeto de criação do Cais das Artes na cidade de Vitória, no Espírito Santo. Em 2012-2013 organizou a exposição "Antanas Sutkus: um olhar livre" em 16 cidades brasileiras. Realiza a direção executiva do Festival Internacional de Artes de Tiradentes: Artes Vertentes.

FOTÓGRAFO - Nascido em Moscou em 1939, Vladimir Lagrange iniciou, em 1959, os seus estudos de fotojornalismo na Agência de Imprensa TASS, onde conheceu os fotógrafos Vasily Egorov e Nikolay Kuleshov, os quais considera seus primeiros professores. Tornou-se fotojornalista pela agência TASS.

Em 1963, fez sua primeira participação em uma exposição internacional em Budapeste, Hungria, onde foi premiado com a Medalha de Ouro pela fotografia “Pequena bailarina”. O ano seguinte iniciou seus estudos de jornalismo na Universidade Estatal de Moscou Lomonossov. Entre 1963-1989 atuou como fotógrafo correspondente da revista “União Soviética”.

Durante vários anos, Vladimir Lagrange contribuiu para publicações nacionais e internacionais, como “Jornal Literário”, “Paris Match”, “Freie Welt” e “Komsomolskaya Pravda”. Foi um dos 100 fotógrafos escolhidos para participar do livro “Um dia na vida da União Soviética”. 

Vladimir Lagrange recebeu os mais altos prêmios e distinções do seu país, entre os quais se destaca o “Olho Dourado”, concedido pela União dos Jornalistas da Rússia. As suas obras integram importantes coleções fotográficas em diversos museus e centros de fotografia na Europa.

Serviço
“A União Soviética através da câmera”
Abertura: quinta-feira (16.07)
horário:19h30 – Sala 7
entrada gratuita 
Até 25 de outubro de 2015

Mesa-redonda:
Vladimir Lagrange, Luiz Gustavo Carvalho e Maria Vragova
Local: Miniauditório
Horário: 18h30
Entrada gratuita
Terça a domingo, das 10h às 18h
Ingressos: R$9 e R$4,50 (meia-entrada)

Museu Orscar Niemeyer
Rua Marechal Hermes, 999 – Centro Cívico, Curitiba - PR
Mais informações: (41) 3350 4400
www.museuoscarniemeyer.org.br

Saiba mais sobre o trabalho do Governo do Estado em:

O Portugal de oitocentos pela lente de Emílio Biel



Nasceu alemão, em Amberg, no coração da Baviera, mas viveu toda a vida em Portugal. As fotografias de Emílio Biel estão expostas a partir desta sexta-feira, dia 10, na Casa do Infante, no Porto. 

Podem ver-se várias objectos fotográficos seleccionados do total de 546 existentes no Arquivo Histórico Municipal (e que pertencem ao município do Porto). Há negativos de vidro, películas e albuminas. Todos revelam o olhar deste industrial amante da fotografia sobre o País que o acolheu em 1857. Biel chegou a Lisboa nessa data e, três anos depois, rumou ao Porto onde viria a fundar o seu primeiro negócio: uma fábrica de botões. 


Na década de 70 começou a dedicar-se à fotografia e, em 1873, comprou a Fotografia Fritz, na rua do Almada, no Porto, que rapidamente se tornou um dos maiores estúdios de Portugal.
O casamento com Edith Katzenstein, filha do cônsul do império alemão no Porto, fez com que privasse com D. Fernando II, conhecido como o Rei-Artista, e se tornasse "o Photographo da Casa Real". 



Homem das artes e da cultura, Biel era amigo dos pintores Silva Porto, Marques de Oliveira e Henrique Pousão. Do seu estúdio nasceu uma edição de Os Lusíadas em fototipia, uma técnica que Biel aprendeu com outro conhecido fotógrafo da época, Carlos Relvas. 



Além da exposição, há um programa paralelo que inclui sessões sobre a história da fotografia, oficinas de sensibilização sobre técnicas fotográficas e um percurso cultural. Será também apresentado o livro O Portugal de Emílio Biel. 

O Portugal de Emílio Biel
Casa do Infante 
R. Alfândega, 10, Porto 
10/7 a 21/9 || 9h30-17h (fecha das 12h30 às 14h ao sáb. e dom)
Entrada Livre
Efotografias do industrial alemão que documentou o nosso País em exposição no PortofotografAs fotografias do industrial alemão que documentou o nosso País em exposição no Portoias do industrial alemão que documentou o nosso País em exposição no Porto

A sua liberdade de partilhar as fotos que tira em espaços públicos pode estar prestes a sofrer uma grande limitação.

Vista de Londres com as restrições da lei que irá limitar a liberdade de panorama em nome dos direitos de autor.

A sua liberdade de partilhar as fotos que tira em espaços públicos pode estar prestes a sofrer uma grande limitação. Uma lei que será discutida no Parlamento Europeu na próxima semana poderá impedir, em nome da proteção dos direitos de autor, a partilha de imagens com determinados elementos na paisagem.

Todos os dias, milhões de europeus quebram leis de direitos de autor, muitas vezes sem saber. Em países como aFrança, Itália e Bélgica, simples fotografias tiradas na rua podem constituir eventuais infrações aos direitos de autor.

Por exemplo, se for apanhado a publicar uma foto da Torre Eiffel à noite, por exemplo, pode ser penalizado: há uma empresa que detém os direitos de autor da iluminação da torre que lhe pode pedir, a qualquer momento, uma compensação pela publicação dessas fotos.

A chamada liberdade de panorama – o direito de usar fotos de espaços públicos sem restrições, sem precisar pedir autorização ao proprietário do edifício ou ao detentor dos direitos de autor - é garantida na maioria dos países europeus, incluindo em Portugal, mas encontra-se agora em risco devido a uma reforma da legislação que está a ser negociada no Parlamento Europeu.

A ideia inicial da reforma era harmonizar as leis de direitos de autor no espaço comunitário, estendendo a liberdade de panorama aos poucos países que ainda não a salvaguardam.


Sem liberdade de panorama, poderia ter que fazer isto às fotos das suas férias em Londres

A eurodeputada Julia Reda, relatora do projeto de reforma, propôs ao Parlamento Europeu “garantir que o uso de fotografias, vídeos ou outras imagens de obras que estão localizadas de forma permanente em espaços públicos sejam permitidas“, acabando com leis como as de França.

No entanto, um grupo de eurodeputados tentou introduzir uma cláusula sobre o uso não-comercial nas regras da liberdade de panorama, o que obrigaria a uma autorização prévia para que as imagens sejam publicadas, subvertendo o objetivo da reforma da legislação.

Em alguns casos, o impacto dessa cláusula significaria que partilhar as fotos das suas férias no Facebook ou publicá-las na Wikipedia para ilustrar um artigo passa a ser ilegal.

O argumento usado pelos que apelam à introdução da cláusula é o de que restringir o “uso comercial” seria aceitável, afetando apenas fotógrafos profissionais e a indústria cinematográfica - mas as coisas não são bem assim.

Na prática, qualquer indivíduo que publicar fotos pessoais numa rede social é também afetado por esta limitação, dado que muitos destes sites incluem nos seus termos de uso que os utilizadores cedam o direito de usar comercialmente os conteúdos publicados e exigem aos utilizadores que não façam upload de fotos que infrinjam direitos de autor de terceiros.

Qualquer pessoa que use as redes sociais para partilhar mesmo fotos privadas que incluam algum edifício moderno ou mesmo uma rua incorre, assim, num risco legal. A alternativa para contornar a situação é risível: apagar da fotografia os elementos abrangidos por direitos de autor, ou substituí-los por ilustrações dos mesmos.

O relatório será votado por todos os eurodeputados no dia 9 de julho em Estrasburgo, na reunião plenária do Parlamento Europeu. Num artigo de opinião no britânico The Guardian, Jimmy Wales, um dos fundadores da Wikipedia, apela aos cidadãos que assinem uma petição e apelem aos eurodeputados dos respetivos países que votem contra a emenda 421 da Imprementação da Directiva 2001/29/EC.

United Photo Press lançou selo comemorativo

Dia Mundial da Fotografia - Selo dos CTT para a United Photo Press.

Com o objectivo de comemorar o Dia Mundial da Fotografia, 19 de Agosto, a United Photo Press em colaboração com os CTT - Correios de Portugal, emitiu um selo exclusivo comemorativo da data.


Informa-se todos os interessados o favor de fazer o pedido para o e-mail: info@unitedphotopress.net


O valor por unidade é de 10 €uros já com os portes de correio incluidos.


UNITED PHOTO PRESS
Caixa Geral de Depósitos
NIB: 0035 0019 00004008930 81
IBAN: PT50 0035 0019 00004008930 81
BIC: CGDIPTPL
Valor: 10,00€

Fotografia Profissional não é coisa para amador


Então você se convenceu que é fotografo profissional só porque montou um estúdio, porque agora tem um cartão de visita, porque sua câmera é full frame, porque você faz de 5 a 8 ensaios por semana, e no Facebook suas fotos são super curtidas e compartilhadas?

De nada vale os equipamentos do seu estúdio se a sua luz é sem criatividade e direção. Equipamento de última geração não dignifica ninguém acerca da sua profissionalidade, rotatividade no seu workflow não significa lucro relevante e fama em redes sociais são apenas sentimentos efêmeros que pessoas carentes de reconhecimento profissional se iludem com tal movimentação.

O que você precisa saber sobre fotografia profissional é que você deve se enquadrar ao padrão dela, e não ela ao seu. Portanto, gente preguiçosa em buscar conhecimento não prosperará. Se alguém acredita que pode ingressar no mercado como fotógrafo profissional praticando um comportamento de amador, saberá que as grandes empresas não te contratarão, os bons clientes saberão diferenciar o profissional de verdade e seus concorrentes te enxergarão como só mais um picareta.
Aquele espaço que você sonha alcançar pode ser seu, mas só será obtido com:


Tempo: Ninguém dorme amador e acorda profissional. Por isso, não seja afoito. Se você teimar e forçar a barra vai quebrar a cara várias vezes no mesmo erro. Humildade! Deixe o tempo ser o professor que só ele sabe ser.

Profissionalismo: Olhar para o mercado com pensamento estratégico, para o teu negócio fotográfico com uma análise crítica de quais pontos melhorar é parte do escopo de um fotógrafo profissional.

Conhecimento: Saber o que comprar e quando comprar é uma das dádivas que o conhecimento profissional concede. Quem compra o desnecessário padece no fútil. A habilidade técnica é o alicerce profissional que somente se conquista através do conhecimento.

Proatividade: Você deverá entender que a fotografia é uma paixão, mas também um negócio. Enquanto paixão e negócio que caminham juntos o esmero deve ser total. Por exemplo, ter conhecimento de softwares entre eles o Photoshop não é uma coisa opcional é obrigatório. Não é uma tendência é uma coisa que ou você sabe, ou não sabe. É como falar um outro idioma, ou sabe se comunicar ou não sabe nada. Não negligencie o que é principal.

Um conselho para você que pretende ascender ao mercado da fotografia profissional: estude. Faça oficinas, vá a congressos, converse com quem tem mais experiência, leia livros da sua área, entenda os tutoriais avançados, treine, treine, treine muito. O tempo e as experiências dos pequenos trabalhos te aperfeiçoarão a alcançar novos clientes e trabalhos maiores.

Saiba com certeza até onde você pode esticar seu braço. Não minta dizendo que sabe fazer manipulação digital, se a única coisa que você sabe é duplicar uma foto e pô-la em overlay. Não pegue trabalhos que exigirão certa modernidade de equipamento, se o equipamento que você possui não tem. Não confirme que consegue fazer “tal foto” se você não tem as ferramentas ou a habilidade para tanto. Não tenha pressa em sair do amadorismo para o nível profissional. Faça isso com paciência e planejamento. Não faça preço baixo. Você pode até aplicar descontos e conceder cortesias. Contudo, baixar um preço ao ridículo só para fechar um contrato, indiretamente isso revela ao teu cliente que você é capaz de tudo para fechar uma venda, exceto de deixar o mercado mais saudável para os seus concorrentes. Não veja seus concorrentes como inimigos, você pode precisar deles. Seja profissional, não vilão.

Por fim, não alimente a ideia de que é possível permanecer na fotografia profissional com comportamento, equipamento e visão de amador. Quem não tem competência não se estabelece. 

Busque a sua e o seu sucesso será brilhante.

Quero largar tudo e ser um fotografo! Como fazer a transição?


Esta é uma questão que aflige a cabeça de muitos profissionais que ainda dependem de uma renda fixa (CLT) para seu sustento e não podem correr o risco ou sair da sua zona de conforto por N motivos. Aluguel, filhos, prestações, etc. Quando me fazem esta pergunta me recordo do dia que decidi tomar a decisão de abandonar essa minha zona de conforto e partir para o até então “desconhecido“ mundo dos negócios.

Todas as ideias e sugestões que verão abaixo só fui descobrir no 2º ano de profissão e depois de quase ter desistido por diversas vezes.

Certo dia em conversa com a minha esposa disse a ela que não aguentava mais fazer o que eu fazia (trabalhava com marketing e design em uma importadora de instrumentos musicais) e que queria sair do armário e assumir de vez que era um fotografo. Mas obvio que tinha muito medo pois tínhamos planos e estes precisariam de uma renda fixa mensal. Eu confesso que minha educação foi direcionada para ser um bom funcionário e não um bom empreendedor, acredito que isto tenha acontecido com muitos da minha geração e este pode ser um dos fatores que causam aquele medo e aquele frio na barriga quando pensamos em mudanças. Afinal de contas o ser-humano não tem medo de mudanças, ele tem pavor! Foi quando conversando com um amigo que estava indo embora para Londres, ele me sugeriu dar Workshops de flash afinal seria uma renda extra e daria para me manter (Workshops + Seguro desemprego = 6 meses respirando).


Respirei fundo e aceitei a proposta, dei sorte pois ele me passava os alunos que entravam em contato. Dentre estes meses alguns trabalhos começaram a chegar através do google que somavam a minha renda mensal. Foi quando em agosto daquele ano a fonte secou. Não entrou Workshop, não entrou trabalho, seguro desemprego já tinha ido e o desespero tomou conta.

Você pode estar perguntando: – Você não tinha alguma reserva? E eu respondo:

Se quando era CLT recebia no 5º dia útil, como ter uma reserva se no 7º dia já não tinha mais nada? Imagina agora que era um profissional liberal!

Foi no aperto que comecei a descobrir algumas coisas e buscar alguma forma de conseguir me manter de pé e não ter que jogar a toalha.

Quando parei e me perguntei: O que fazer para conseguir me manter de pé?

A resposta mais clara que encontrei foi: Ter organização e disciplina

Vamos agora analisar estas duas palavras e traze-la para nosso mundo.

Organização:

O primeiro fator era relacionar o meu custo de vida. (Naquela época entrou também minhas contas atrasadas, cartões, telefone, limite do banco).

Relacionei todos os meus gastos, desde despesas com a casa, ate minha cervejinha de fim de semana. E encontrei um valor X. Precisaria ganhar aquele valor para conseguir respirar.

A Segunda questão foi: Como relacionar estas contas a fim de me organizar?

Na empresa que trabalhei por ser curioso conversava muito com o pessoal do financeiro e acabei lembrando mais ou menos como funcionava o contas a receber e contas a pagar. Foi então que tive a ideia de buscar algum software que eu pudesse relacionar as contas nas datas corretas e o contas a receber. Buscando na internet achei um software chamado ganancia. Depois fui entender o porque do nome. Dava início a Rafael Mendes Photo Design onde eu era apenas um funcionário. Foi pensando desta maneira que resolvi que além de pagar minhas contas queria ter lucro certo? Como toda empresa eu queria poder ter uma reserva para investir em equipamentos e se caso a galinha deixasse de botar aquele ovo de ouro eu teria a minha reserva. Procurei o gerente do meu banco e falei pra ele que gostaria de abrir uma conta jurídica para ficar mais organizado separando as minhas contas pessoais das contas da empresa.

Ai entrou a questão disciplina.

A parte mais complica e difícil foi separar as contas, isto exigiu e ainda exigi muita disciplina.

Lutar contra meu consumismo e fazer tudo da forma mais correta. Gastar somente o necessário, pagar a pizza com o dinheiro da empresa? Jamais.

Comprar apenas sabendo se terá dinheiro para pagar (isto ficou fácil com o software onde lanço mês a mês as contas ou previsões de gastos) e se de fato precisa ter aquele gasto.

Toda esta organização e disciplina facilitou minha vida e a vida da minha empresa em outros diversos fatores. Por exemplo: quanto cobrar por cada trabalho, metas de onde quero chegar, promoções e muito mais.

A última dica que deixo é: O fracasso só existe para quem desiste!

De o ponta pé inicial, comece hoje mesmo a se organizar. Sabemos que o caminho não é fácil, mas pelo menos você saberá onde esta pisando.

Seja feliz

O médico que fotografou a revolução dos anos 1960 nos EUA

Um grupo de mulheres de refresca no Mall de Washington durante os protestos de 1968, no acampamento "Resurrection City" (Foto: DC Public Library/Crain Family)
Darrell Crain Jr. dedicou-se ao hobby por três décadas e documentou alguns dos mais importantes protestos por direitos civis em Washington.

Darrell Crain Jr., um reumatologista que morou durante a maior parte de sua vida em Washington, capital dos Estados Unidos, morreu em 1995. O médico, no entanto, também era fotógrafo amador nas horas vagas desde quando tinha 30 anos. Agora, imagens feitas por ele de alguns dos momentos que definiram a história do século 20 vêm à tona.

"Ele gostava de tirar fotos e se sentia atraído por eventos históricos", diz Alice Makl, neta de Crain.

Em dezembro de 2014, Makl encontrou um armário cheio de fotografias deixadas pelo avô após sua morte, há quase 20 anos. Ela as escaneou e publicou na internet.


Dois homens tomam água durante a Marcha por trabalho e liberdade em Washington, em agosto de 1963 (Foto: DC Public Library/Crain Family)Dois homens tomam água durante a Marcha por trabalho e liberdade em Washington, em agosto de 1963 (Foto: DC Public Library/Crain Family)
As fotos coloridas de pessoas comuns percorrem acontecimentos históricos da época. A marcha por trabalho e liberdade reuniu mais de 200 mil pessoas em Washington (Foto: DC Public Library/Crain Family)As fotos coloridas de pessoas comuns percorrem acontecimentos históricos da época. A marcha por trabalho e liberdade reuniu mais de 200 mil pessoas em Washington (Foto: DC Public Library/Crain Family)
Entre os participantes da manifestação estava a Associação Nacional para o Progresso das Pessoas de Cor (NAACP, na sigla em inglês) (Foto: DC Public Library/Crain Family)Entre os participantes da manifestação estava a Associação Nacional para o Progresso das Pessoas de Cor (NAACP, na sigla em inglês) (Foto: DC Public Library/Crain Family)
Os manifestantes se reuniram no Mall, parque que liga o Capitólio ao monumento a Abraham Lincoln (ao fundo) (Foto: DC Public Library/Crain Family)Os manifestantes se reuniram no Mall, parque que liga o Capitólio ao monumento a Abraham Lincoln (ao fundo) (Foto: DC Public Library/Crain Family)


A fotografia de Crain – especialmente as imagens da manifestação em Washington, em 1963, pelos direitos civis dos negros e da destruição e luto após a morte de Martin Luther King Jr. – chamaram a atenção de blogs de história e fotografia americanos.

"Esta coleção é imperdível", disse a Old Time DC, uma página de Facebook que recupera a memória histórica da capital americana através de fotos antigas.

Agora, as fotos do médico farão parte da coleção Washingtoniana, da Biblioteca Pública do Distrito de Columbia.


A série de imagens que mostra Washington depois do tumulto que ocorreu na cidade em 1968, após a notícia do assassinato de Martin Luther King Jr. em Memphis, é uma das mais interessantes da coleção (Foto: DC Public Library/Crain Family)A série de imagens que mostra Washington depois do tumulto que ocorreu na cidade em 1968, após a notícia do assassinato de Martin Luther King Jr. em Memphis, é uma das mais interessantes da coleção (Foto: DC Public Library/Crain Family)
Foto de Darrell Crain Jr. (Foto: DC Public Library/Crain Family)
Foto de Darrell Crain Jr. (Foto: DC Public Library/Crain Family)
Foto de Darrell Crain Jr. (Foto: DC Public Library/Crain Family)
Foto de Darrell Crain Jr. (Foto: DC Public Library/Crain Family)


Em 1947, quando a fotografia ainda era um hobby caro, Crain comprou sua primeira câmera fotográfica a cores.

"Ele tinha um olho muito bom para composição e se interessava por fotografar pessoas", diz Makl.

O resultado são diversos retratos de pessoas comuns participando de eventos que seriam importantes na história americana.


Para a neta do médico, chamam a atenção as fotos do acampamento "Resurrection City", montado em 1968 no National Mall de Washington para protestar contra a pobreza (Foto: DC Public Library/Crain Family)Para a neta do médico, chamam a atenção as fotos do acampamento "Resurrection City", montado em 1968 no National Mall de Washington para protestar contra a pobreza (Foto: DC Public Library/Crain Family)
O protesto foi organizado pelo líder negro Martin Luther King Jr. antes de sua morte (Foto: DC Public Library/Crain Family)O protesto foi organizado pelo líder negro Martin Luther King Jr. antes de sua morte (Foto: DC Public Library/Crain Family)
Foto de Darrell Crain Jr. (Foto: DC Public Library/Crain Family) (Foto: DC Public Library/Crain Family)
Foto de Darrell Crain Jr. (Foto: DC Public Library/Crain Family)
Foto de Darrell Crain Jr. (Foto: DC Public Library/Crain Family)
No mesmo National Mall onde ocorriam manifestações, celebrou-se o bicentenário dos Estados Unidos quase uma década mais tarde, em 1976. Na foto, jovens fazem uma pirâmide humana para hastear uma bandeira do país (Foto: DC Public Library/Crain Family)No mesmo National Mall onde ocorriam manifestações, celebrou-se o bicentenário dos Estados Unidos quase uma década mais tarde, em 1976. Na foto, jovens fazem uma pirâmide humana para hastear uma bandeira do país (Foto: DC Public Library/Crain Family)


Makl diz estar contente que as fotos amadoras feitas durante quatro décadas por seu avô estejam sendo reconhecidas.

"Ele ficaria muito feliz de saber que há tanto interesse em seu trabalho", afirma.

Darrell Cain começou a interessar-se por fotografia aos 30 anos. A foto acima foi feita em Damasco, na Síria, em 1950 (Foto: DC Public Library/Crain Family)Darrell Cain começou a interessar-se por fotografia aos 30 anos. A foto acima foi feita em Damasco, na Síria, em 1950 (Foto: DC Public Library/Crain Family)

Fotógrafa flagra organismos luminescentes no mar da Austrália

Fotógrafa registrou mar na costa da Austrália emitindo brilho azul intenso (Foto: Jo Malcomson)
Brilho é provocado quando organismos unicelulares são estimulados.Dinoflagelados também podem ser encontrados na Califórnia e no Caribe.

A fotógrafa Jo Malcomson registrou recentemente, na Austrália, cenas que parecem sobrenaturais. O mar da costa da cidade de Hobart, na ilha da Tasmânia, estava emitindo uma luz azul intensa.

O efeito brilhante é causado por organismos unicelulares chamados dinoflagelados, que vivem em abundância nos oceanos. Além da Austrália, eles podem ser encontrados nos mares da costa da Califórnia, nos Estados Unidos, e no Mar do Caribe.

O brilho intenso desses organismos é produzido quando eles são estimulados por fatores externos, como movimentos provocados por barcos e ondas.

Jo Malcomson, da Blackpaw Photography, registrou o efeito luminoso nas fotos a seguir.
Fotógrafa registrou mar na costa da Austrália emitindo brilho azul intenso (Foto: Jo Malcomson)Mar na costa da cidade de Hobart, na Austrália, tem abundância de organismos unicelulares que emitem brilho azul intenso (Foto: Jo Malcomson)
Fotógrafa registrou mar na costa da Austrália emitindo brilho azul intenso (Foto: Jo Malcomson)Brilho azul é provocado por organismos unicelulares quando são estimulados por forças externas (Foto: Jo Malcomson)
Fotógrafa registrou mar na costa da Austrália emitindo brilho azul intenso (Foto: Jo Malcomson)Efeito provocado por organismos unicelulares é registrado por fotógrafa no mar da Austrália (Foto: Jo Malcomson)
Fotógrafa registrou mar na costa da Austrália emitindo brilho azul intenso (Foto: Jo Malcomson)Fotógrafa registrou mar na costa da Austrália emitindo brilho azul intenso (Foto: Jo Malcomson)
Fotógrafa registrou mar na costa da Austrália emitindo brilho azul intenso (Foto: Jo Malcomson)Mar na costa da cidade de Hobart, na Austrália, emite luz azul; efeito é provocado por organismos unicelulares (Foto: Jo Malcomson)

Tales by Light — uma jornada pelo mundo da luz


Muitos acabam se esquecendo, mas fotografia não é baseada em equipamentos, lentes, acessórios ou softwares de edição. Eles são ferramentas que podem transformar nossa atividade em algo mais confortável. Porém, na realidade, fotografia é luz, e capturar momentos e objetos que refletem a luz. Entender esse processo é o que transforma um simples fotógrafo em um mago das imagens. Podem me chamar de romântico, mas eu vejo uma grande mágica e emoção nesse momento. O apertar de um botão que captura sentimentos, movimentos, cores e sensações para toda a eternidade.

Carregados de um pouco deste sentimento, a Canon da Austrália e a National Geographic uniram forças para produzir o programa Tales by Light que começou a ser transmitido na Austrália na noite de ontem. A ideia é simples: durante seis episódios, o produtor Abraham Joffe, acompanhado apenas de um engenheiro de som e um operador de drone, seguiram 5 fotógrafos top de linha da Austrália em suas andanças pelo mundo durante um ano. Tais fotógrafos possuem, segundo o produtor, um desejo insaciável para capturar e compartilhar as maravilhas deste mundo com o resto de nós. Foram 6 continentes e 15 países com as mais diversas paisagens e culturas.

Os fotógrafos selecionados para essa aventura foram Art Wolfe, Darren Jew, Richard I’Anson, Peter Eastway, e Krystle Wright. Cada episódio é focado no trabalho de um deles e o objetivo é mostrar “uma visão rara em suas jornadas intermináveis ​​como contadores de histórias visuais. Seus desafios, motivações e momentos de alegria em capturar um momento indescritível pela luz”.

Vejam abaixo o trailer da produção e vamos torcer para que esse programa chegue em terras tupiniquins. Acho que todos, fotógrafos ou não, vão adorar dar uma olhada nesse material.

Explore a maior fotografia panorâmica da Terra

Se fosse impressa, seria necessário um estádio de futebol para a exibir. Demorou duas semanas a ser tirada e retrata o Monte Branco, na Suíça. Mas só vale a pena se a explorar em http://www.in2wh.

Duas semanas para ser conseguida. 365 megapíxeis de tamanho. E eis a maior fotografia panorâmica do mundo. Foi conseguida no Monte Branco, a montanha mais alta dos Alpes, a uma altura de 3500 metros. A notícia chegou pelo site petapixel.com.

A equipa responsável por esta imagem — Jeffrey Martin, Tom Mills, Hoger Schulze e o fotógrafo Filippo Blengini — explica que se a maior fotografia panorâmica fosse imprimida exigiria uma área de 98 metros de diâmetro e 24 metros de altura – o equivalente a um estádio de futebol. O local foi retratado com recurso a três máquinas fotográficas, sob uma temperatura de 10 graus negativos. Foram reunidas 70 mil imagens para completar a panorâmica, o que exigiu um espaço de armazenamento de 46 terabytes.

Olhando para a imagem pode até não parecer aquilo que é. Mas experimente clicar e perceberá todo o pormenor que esta imagem pode oferecer.

Esta fotografia panorâmica dos Alpes destrona assim a panorâmica londrina captada na BT Tower, até agora a maior do mundo: é que a nova imagem tem mais 45 megapíxeis que a foto do centro de Londres tirada em 2012.

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Captura de ecrã de parte daquela que já foi a maior fotografia panorâmica tirada na Terra. Imagem: BT London 2012

Esta não é a maior fotografia panorâmica do mundo: essa foi conseguida pela agência NASA em 2014 e trata-se de uma imagem da superfície lunar. Tem 681 megapíxeis e pode ser vista aqui.

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A maior fotografia panorâmica do mundo mostra a superfície da Lua e permite explorá-la pormenorizadamente. Imagem: NASA

O smartphone não é substituto para a câmera fotográfica


Os fabricantes de smartphones costumam utilizar fotos de modelos se bronzeando no sol em campanhas para nos convencer de que possuem a única câmera de que precisamos. Eles estão errados.

As câmeras dos telefones tornaram a fotografia um hobby de todos. Mas mesmo os donos dos smartphones mais badalados reconheceriam as muitas falhas das fotografias feitas pelos dispositivos: a criança correndo sem foco, a paisagem sem vida, o jantar a luz de velas granulado, o retrato com um flash macabro.

Precisamos salvar a espécie tecnológica pessoal mais ameaçada de extinção: a câmera fotográfica independente.

Em uma recente viagem de férias a Paris, fiz uma experiência que apenas a família de um colunista de tecnologia toleraria: tirei todas as fotos duas vezes. A primeira vez com um iPhone 6 Plus, que nos Estados Unidos custa US$ 750 sem contrato com uma operadora, e depois de novo com uma Samsung NX1, uma câmera inovadora que custa US$ 1.500 no mercado americano e combina lentes intercambiáveis com a inteligência e simplicidade dos dispositivos móveis.

Quando olho para minhas fotografias de Paris, a maioria daquelas que vale a pena imprimir, publicar nas redes sociais ou exibir foi tirada com a câmera NX1. O que as torna melhor? Elas contam histórias. Elas registram a emoção da cena em luz baixa e podem permitem que nos aproximemos dos acontecimentos em movimento. Os detalhes são nítidos e os fundos são suaves, então seus olhos sabem exatamente para onde olhar.

Não há como questionar o fato de que os smartphones são a forma mais conveniente de capturar um momento espontâneo. Mas meu experimento em Paris me convenceu de que as câmeras fotográficas independentes, cujas vendas estão em queda livre desde a ascensão dos smartphones, têm potencial para um renascimento entre a legião que se tornou viciada em fotografar e agora quer que suas fotos fiquem melhores.

Depois de anos ignorando a ameaça dos smartphones, muitos fabricantes de câmeras lançaram novos modelos que, como a NX1 da Samsung, são mais fáceis de usar, operados por telas sensíveis ao toque, mais leves, à prova d’água e (finalmente) conectadas à internet para que o compartilhamento das fotos possa ser instantâneo.

Para os pais de primeira viagem, aventureiros em férias e aposentados itinerantes, há um bom motivo para se gastar US$ 500 ou mais em uma câmera que não seja seu telefone.

Em plena luz do dia, sem nada em primeiro plano, minhas fotos com o iPhone e a Samsung não ficaram drasticamente diferentes. Mas, em outras circunstâncias, notei a diferença entre registrar o fato de uma cena e a emoção contida nela.

Isso faz diferença quando você sobe 400 degraus até o topo da Catedral de Notre Dame, como eu fiz, e fica perto das gárgulas deformadas que observam Paris. Quando eu coloquei o iPhone 6 Plus sobre a borda, registrei o que eu considero uma foto fantástica de uma criatura com uma vista ao fundo. Mas a imagem é plana — é difícil se concentrar na expressão da gárgula em meio aos detalhes dos telhados e o brilho do Sena.

Mas, na foto tirada com a NX1, como comentou um amigo no Facebook, FB -1.50%parece que a gárgula está prestes a ganhar vida e dançar ao redor do corcunda. A pele manchada da criatura e sua feição rosnando apresentam detalhes nítidos, mas a vista de Paris atrás está em foco suave. A foto registra apenas o suficiente da Torre Eiffel para sugerir um design sinistro.

Se minhas férias tivessem seu próprio pôster de cinema, a imagem seria essa.

Dentro do templo de excessos que é Versalhes, as fotos planas do meu iPhone sofreram do mesmo problema que eu: O que é que eu olho aqui? Mas visto através das formas intencionalmente enevoadas de fundo da câmera NX1, seu cérebro não precisa trabalhar muito. A foto é sobre o candelabro, que parece próximo o bastante para um balanço.

Os aficionados em câmeras chamam esse efeito de profundidade de campo rasa. Ele é produzido por lentes melhores e requer um sensor de câmera grande o suficiente para captura-lo. (Quanto menor o sensor de imagem, menos pode-se reduzir a profundidade do foco.) A NX1, que possui um sensor APS-C como as câmeras mais baratas DSLR da Canon e Nikon, 7731.TO -1.93% permite colocar uma parte pequena da foto em um foco nítido. Um smartphone na mesma situação simplesmente não permite fazer isso.

Um sensor maior também fez diferença ao registrar Paris à noite. Um retrato de um amigo que tirei com o iPhone em um jantar em um pequeno restaurante parece manchado e nebuloso, mas o tirado com a NX1 é rico e vibrante. As duas câmeras usam uma tecnologia relativamente nova chamada iluminação traseira para torna-las mais sensíveis a pouca luz. Mas o sensor da NX1 é quase 13 vezes maior. É a diferença entre se coletar água da chuva com uma xícara e com um balde.

O impacto foi ainda mais evidente quando saí para a rua para fotografar a Torre Eiffel à noite. Com a NX1, você consegue ler as palavras em uma placa de neon nas proximidades enquanto ainda registra as vigas de aço da torre.

Então por que os fabricantes de smartphones não colocam sensores maiores em suas câmeras? Poucos, como a Samsung, vêm tentando. Mas sensores maiores exigem maiores lentes — e uma vez que tudo isso esteja incluído, o telefone não cabe mais muito bem no seu bolso.

GRANDE REPORTAGEM: Tesouros da Fotografia Portuguesa do Século XIX

"Para as gerações mais jovens, que já não têm relação física com as imagens, pode ser um choque. Essa relação física com imagens originárias de processos e técnicas tão diferentes, com diferenças de tom e resolução tão intensas, faz parte de outro mundo" Emília Tavares
Tesouros da Fotografia Portuguesa do Século XIX
Artista(s):vários autores
Lisboa. MNAC - Museu do Chiado. Rua Serpa Pinto, 4. T. 213432148. De 29/4 a 28/6. 3ª a Dom das 10h às 18h (Última entrada 17h30).

É um álbum de família que Emília Tavares folheia. No interior, estão fotografias de crianças, mulheres e homens. Têm os cabelos penteados, vestidos a rigor, os rostos virados para a câmara. Avós, bisavôs, pais, mães, filhos, netos, primos afastados, cujas alegrias, tristezas, sofrimentos e aspirações a fotografia terá um dia fixado. Chegamos à última página, uma surpresa. “Aqui está uma caixinha de música. Faz parte do livro. As pessoas ouviam esta música enquanto viam as fotografias”, diz a curadora do Museu Chiado.

Este pequeno e comovente objecto pode ser um portal para Tesouros da Fotografia Portuguesa do Século XIX, momentos significativo de 2015 no domínio das artes visuais. O propósito desta mostra, que inaugura na quinta-feira (dia 30), não é modesto: reunindo um conjunto impressionante de autores e obras provenientes de acervos de colecções públicas e privadas, visa revisitar o legado da fotografia produzida em Portugal entre 1840 e 1900. Um escopo quase inesgotável e que se desdobará pelo espaço da Galeria Municipal Almeida Garrett, no Porto, a partir do dia 23 de Maio.

Até lá, as duas comissárias, Emília Tavares e Margarida Medeiros, continuarão a abrir caixas, a confirmar informações, a pensar sobre a fotografia para a mostrar. 

No piso 1 do Museu do Chiado, a exposição vai ganhando forma, com mistérios e incertezas. “De algumas imagens, só sabemos as datas através dos processos usados, e pouco mais. Algumas são de factos desconhecidas. Não sabemos o que foi fotografado, nem quem fotografou”. 

O comentário de Emília Tavares ressoa no entusiasmo de Margarida Medeiros: “Conseguimos, ao fim de muitos dias, encontrar uma data provável de uma fotografia do Jardim do Príncipe Real, sem árvores, sem grades. E descobrimos uma fotografia do Mosteiro de Jerónimos junto à água, antes de ganhar aquela parte ao rio. E imagens com o claustro fechado. Creio que nunca foram mostradas”.

O trabalho é de constante descoberta. Afinal não faltam tesouros, como o título, convincente, sugere. “É um bocado ambíguo”, atalha Emília Tavares. “Tem a ver com a falta de visibilidade deste património fotográfico. Está a ser cada vez mais estudado, felizmente, mas essa actividade poucas vezes transparece publicamente. Em termos de divulgação há muito pouco investimento. As instituições têm esse património, zelam por ele, mas a verdade é que depois não há uma mostra pública. Portanto, o termo ‘tesouro’ é, também no sentido de um certo entesouramento que também é confundido como preservação”.

Uma câmara escura

Feita a ressalva, as imagens e os objectos da exposição são, de facto, tesouros, do melhor que a fotografia portuguesa produziu ao longo do século XIX. E para a sua reunião no Museu do Chiado contribuiu, decisivamente, a colaboração de várias instituições públicas e colecionadores particulares. “Sem dúvida”, sublinha Margarida Medeiros. “Vamos ter dez a quinze acervos públicos e cinco particulares. Algumas fotografias nunca foram mostradas, nomeadamente as dos colecionadores. E ainda havia mais para mostrar. Há coisas incríveis, por exemplo, no Arquivo de Documentação Fotográfica da Ajuda e no Centro Português de Fotografia, no Porto”.


O espanto não protege todas as fotografias da erosão do tempo, pelo que as comissárias asseguraram a criação de uma sala especial. “Dada a sua fragilidade, algumas vão estar numa câmara escura especial. Têm sido ciosamente guardadas e, por exigência dos seus proprietários, vão estar protegidas, com iluminação própria”. Desse conjunto, destaca-se uma fotografia da autoria do inglês Frederick William Flower. Realizada, entre 1849-1859, com o recurso à técnica do calotipo, mostra-nos o negativo de um lugar “habitado” por pinheiros mansos, em Coimbrões, Vila Nova de Gaia. É uma imagem a que a qualidade artesanal da técnica, antecessora do processo fotográfico convencional, oferece um tom sinistro, irreal, nocturno.




Para as gerações mais jovens, que já não têm relação física com as imagens, pode ser um choque. Essa relação física com imagens originárias de processos e técnicas tão diferentes, com diferenças de tom e resolução tão intensas, faz parte de outro mundoEmília Tavares

A evolução técnica da fotografia – uma sucessão de passos, ora acelerados, ora lentos – e o seu impacto na percepção do real, na relação com o distante e inacessível, no domínio da ciência e da arte, surge como critério unificador da exposição. “Não seguimos a ordenação clássica, retrato, paisagem, natureza-morta”, esclarece Margarida. “A fotografia faz explodir essas categorias, que pertenciam à pintura. Quisemos mostrar as aplicações da fotografia. Há muitos álbuns que lidam com a impressão fotográfica, com a questão da aplicação da fotografia à gravura. Procurámos mostrar uma transversalidade. Mostrar a fotografia como um meio de aplicação técnica que tem uma componente artística e não artística”.


No limiar que separava essa duas componentes, as imagens registavam, testemunhavam. Como a que revela, em primeiro plano, dois camponeses, enquanto ao fundo se vislumbra a estrutura de uma ponte. 

A fotografia, anónima ou assinada por Emílio Biel, documentava o choque entre escalas e mundos. “Há uma preocupação em muitas das encomendas e projectos [dos fotógrafos] em testemunhar a transformação da paisagem pelo desenvolvimento industrial, sobretudo através do caminho-de-ferro”, salienta Emília Tavares. “A relação, o confronto entre dois países, um mais antigo, o outro que se quer modernizar, está muito presente na exposição”.

Quando as pessoas eram borrões


Um dos temas que merece um núcleo próprio é a fotografia patrimonial com imagens da reconstrução de monumentos como o Mosteiro dos Jerónimos, ou provenientes do álbum do Convento do Lorvão, de Carlos Relvas. 

A nova técnica afirmava cedo a sua vocação arquivística e memorial na condição de instrumento que ajudaria a recriar e difundir, ao longo do século seguinte, uma ideia de identidade nacional e histórica.

Noutro registo, mais próximo da fotografia da paisagem, está uma imagem da autoria de João Francisco Camacho. Um homem descansa no interior de uma escarpa rochosa, junto ao mar, na Ilha de Madeira. Quem é? Um viajante? Um eremita? Ou próprio? Não se sabe. “É uma imagem belíssima”, acode Emília Tavares. 

“Ele começou por fotografar na Madeira, onde tem umatelier, e, na década de 60, acabou por se fixar em Lisboa. No seu trabalho, há um interesse muito particular pela imagem fotográfica, pelo potencial que a fotografia tem de testemunhar, de fazer a representação da realidade de uma outra forma. 

Mas é difícil perceber o fim da produção das suas fotografias”. Interrogação oportuna: nesta época, os fotógrafos portugueses ou em Portugal escreviam sobre o que faziam? “Não, infelizmente era muito raro. Entre nós, havia poucos casos assim, ao contrário do que acontecia nos Estados Unidos, Inglaterra e França onde existia outra dinâmica comercial e artística”.

A fotografia foi, entretanto, fazendo o seu caminho, servindo de auxílio ao trabalho de pintores, como Alfredo Keil, que nela procuravam enquadramentos, constrates e poses para as suas telas, ou produzindo retratos que supostamente tornaram imortais os retratados. Estava ainda distante a massificação que a Kodak viria a permitir no século XX, mas a produção fotográfica proliferava em estúdios e ateliers. 

Era dirigida a um público desejoso de proteger da morte os seus entes queridos e utilizada pelas classes mais abastadas que capturavam, à distância, o mundo dos outros. É neste “ambiente” que assomam retratos de conjunto como o realizado por J. M. Silva ou as fotografias que Carlos Relvas faz dos mendigos, transformando-os em seres pitorescos. 

O século XX estava, todavia, à porta e com ele uma outra fotografia, outros protagonistas. “Nas cenas de rua vemos já essa essa fotografia do anónimo, da multidão que entra em força com a imprensa. Os meios técnicos viriam permitir à fotografia a capacidade do instantâneo, de captar de forma mais eficaz o dia-a-dia dia. Mas nesta fase ainda há poucas fotografias de rua. Por causa dos limites da técnica, as pessoas, quando em movimento estão desfocadas, como borrões”.

Com imagens inéditas ou anónimas, daguerreótipos nunca antes vistos, paisagens e pessoas irreconhecíveis, técnicas esquecida e depois recuperadas,Tesouros da Fotografia Portuguesa do Século XIX toma a forma de uma exposição anacrónica, teimosa. 

Que expõe um corpo, nem que seja de papel. “Para as gerações mais jovens, que já não têm uma relação física com as imagens, pode ser um choque. Este é um mundo arqueológico. Essa relação física com imagens originárias de processos e técnicas tão diferentes, com diferenças de tom e resolução tão intensas, faz parte de outro mundo. Mas a exposição permite às pessoas entenderem como foi a evolução da fotografia e terem consciência de que estas imagens sobreviveram mais de cem anos. Há aqui uma ideia de perenidade que está associada desde o primeiro momento à fotografia”.



Frederick William Flower, entre 1849-1859, negativo de um lugar “habitado” por pinheiros mansos, em Coimbrões, Vila Nova de Gaia: a qualidade artesanal da técnica, antecessora do processo fotográfico convencional, oferece um tom sinistro, irreal, nocturno

Arquivo polaco expõe fotografias íntimas de Marilyn Monroe


O arquivo Público da Polónia possui uma coleção valiosa de fotografias de Marilyn Monroe. 

As obras do fotógrafo Milton H. Greene vão ser expostas em julho na cidade de Wroclaw. Especialista em fotografia de moda, o artista norte-americano trabalhou para revistas célebres como a Life, a Harper’s Bazaar, e Vogue. Milton H. Greene conheceu a atriz norte-americana em 1953. Graças à relação de amizade, o fotógrafo pode retratar momentos de intimidade. 

O espólio de Milton H. Greene reúne mais de três mil fotografias de estrelas do mundo do espetáculo e da sétima arte. 

A coleção foi avaliada em cerca de cinco milhões de euros.

A fraude da fotografia que marcou a II Guerra Mundial

Afinal na foto original não existia a bandeira, as áreas assinaladas marcam os pontos em que a imagem foi retocada para parecer mais heróica.
As fotografias que retratam a queda dos nazis aos pés da União Soviética traz segredos atrás de si. É que afinal foram fabricadas e aperfeiçoadas alguns dias depois do final do Combate de Berlim.

Em 1945, as ruas por onde as tropas de Hitler passavam de cabeça erguida estavam transformadas em ruínas. As forças para manter os aliados afastados do orgulho germânico eram inúteis. A devastação da II Guerra Mundial e a derrota nazi eram visíveis. 

E entre os escombros de uma guerra acesa, um soldado soviético subiu ao edifício mais alto da fantasmagórica cidade de Berlim e ergueu a bandeira vermelha com a foice e o martelo: a imagem de que os nazis estavam aniquilados às mãos dos aliados. Houve um fotógrafo que teve tanto de sorte como de perspicácia: eternizou este momento e tornou-o o símbolo da derrota nazi durante a guerra.

Uma mentira, escreve o jornalista e historiador Jesús Hernández no livro “As 100 melhores Histórias da Segunda Guerra Mundial”. Afinal, a imagem foi fabricada muitos dias depois do fim dos combates por um fotógrafo que queria entrar na História. Para isso, modificou a fotografia e tornou-a mais apelativa para o público, até mesmo para disfarçar alguns aspetos sórdidos do Exército Vermelho. 

Toda a gente acreditou na fotografia até à dissolução da União Soviética. A história vem contada no ABC.