World Press Photo 2011 winners
-
Winners of the World Press Photo contest, which recognizes excellence in photography, were released Friday. The winners were selected from more than 100,000 ...
FOTO PANORAMICA
Posted on 10/08/2007 by UNITED PHOTO PRESS
Tais fotos costumam ser raramente vistas por exigir máquinas fotográficas próprias, projetadas especialmente (e só faziam isso) para capturar imagens de 90 a 180 graus. Contudo, tudo está mudando, graças às fantásticas possibilidades abertas pela fotografia digital. Hoje em dia é possível fazer fotografia panorâmica em qualquer proporção, até 360 graus, utilizando-se apenas câmeras fotográficas comuns e scanners, ou simplesmente câmeras digitais – e claro, mais um software especial para combinar fotos numa única imagem. Com isso obtêm-se ricas fotos panorâmicas ou mesmo imagens em 360 graus, muito usadas comercialmente na Internet para se fazer uma visita “virtual” à um hotel, museu, etc. Estive selecionando na Internet alguns softwares capazes de produzir imagens panorâmicas a partir de imagens comuns. Na verdade, hoje em dia existem dezenas deles, e numa busca simples já encontrei alguns interessantes, destacando-se o Ulead 360 http://www.ulead.com/ , o MGI Photovista Panorama http://www.mgi.com/ e o Panorama Maker http://www.arcsoft.com/ Encontrei ainda menção, em alguns sites, ao QuickTime Virtual Reality, mas infelizmente não consegui encontrar uma versão trial desse programa para avaliação. Assim, restringirei minhas observações aos três primeiros. Como dissemos acima, qualquer máquina fotográfica serve para se tirar fotografias panorâmicas. Contudo, quanto às lentes, as mais indicadas são as grande angulares. Os melhores resultados, em panorâmicas de 90 a 180 graus, são as de 28 mm, enquanto as de 8 mm servem para se produzir imagens 360 graus “tela cheia” para visitas virtuais pela WEB. Na verdade, utilizei até lentes de 35 mm com bons resultados. A partir de lentes “normais”, ou seja, 50 mm, as imagens panorâmicas começam a perder qualidade e riqueza de detalhes. Uma observação: para ser ver ou imprimir uma foto panorâmica, qualquer programa de fotografia pode ser usado, enquanto imagens de 360 graus que se rotacionam para visitas virtuais exigem software especial para serem apreciadas e não podem ser impressas. Geralmente são plugins fornecidos por empresas que também produzem software para fotos panorâmicas e podem ser baixados gratuitamente. O equipamento seguinte a ser considerado é um tripé. Um tripé comum serve, mas não faz milagres; o ideal é um tripé com nível. Acontece que ao se girar o tripé para se fazer as fotos, caso o tripé não esteja milimetricamente nivelado sobre o solo, as imagens não coincidirão plenamente, surgindo áreas vazias quando forem combinadas por software mais tarde. Isso exigirá cortes na imagem, que conforme o caso poderá perder muita área, tornando-se até imprestável. O melhor modo de se fotografar para gerar uma imagem panorâmica é com a máquina colocada na vertical. As fotos devem ser tiradas seqüencialmente, com diferenças de uns 30 graus (girando-se o tripé) entre cada tomada. Ou seja, as imagens precisam sobrepor-se umas às outras, de modo a serem “montadas” mais tarde como se fossem uma única imagem. Observe exemplo na imagem abaixo. Muito bem, uma vez tiradas as fotos, é hora de levá-las ao computador e gerar as imagens panorâmicas. Experimentei os três softwares que destaquei no início desta matéria, ou seja, o Ulead Cool 360, o MGI Photovista Panorama, e o Panorama Maker (e mais alguns que descartei, seja pela dificuldade de uso ou qualidade do resultado). O software mais intuitivo e fácil de usar, desses três experimentados, com recursos que mais agradam em termos de manipulação é o Panorama Maker. Este é um software extremamente bem planejada, com interface muito simples, tanto que basta instalar, abri-lo e ir usando sem praticamente necessidade nenhuma de aprendizado. Contudo, em termos de recursos, já o Ulead Cool 360 tem suas vantagens, pois além de também ser simples de usar, gera imagens de 360 graus em arquivos executáveis, que podem assim serem apreciadas sem necessidade de se ter o programa instalado no computador ou plugins no browser (ao fim desta matéria existe um link pelo qual você pode fazer o download de uma imagem assim produzida). Mas se você quiser qualidade de imagem superior, com as fotos sendo combinadas automaticamente com grande precisão e detalhe, o melhor em meus testes foi o MGI Photovista. Numa série de fotografias que fiz de uma avenida movimentada, por exemplo, enquanto o Ulead Cool 360 apresentou um resultado final com uma imagem onde apareciam carros fantasmas (pois estavam numa foto da série e não na outra, e assim quando as fotos foram combinadas surgiram como manchas), o MGI Photovista simplesmente “limpou” a imagem quando haviam carros numa foto e não na outra; resultado, a imagem final apareceu precisa, sem manchas, simplesmente fantástica dado o problema das fotos com os carros em movimento. O MGI Photovista também gera imagens 360 graus para visitas virtuais. Enfim, hoje em dia não existe nenhum motivo para que um fotógrafo não execute fotografias panorâmicas. As imagens processadas pelos softwares, nos três casos, não apresentaram marcas visuais ou qualquer sinal de serem compostas por várias fotos. Desafiei alguns amigos a me indicar onde foram feitas as junções (isso em fotos já impressas e ampliadas) e ninguém conseguiu descobrir. Portanto, a fotografia digital tornou a fotografia panorâmica muito mais acessível e simples de ser realizada. 