World Press Photo 2011 winners
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Winners of the World Press Photo contest, which recognizes excellence in photography, were released Friday. The winners were selected from more than 100,000 ...
Popularização do digital compromete memória fotográfica mundial
Posted on 7/08/2009 by UNITED PHOTO PRESS
Com computadores e CDs repletos de fotos malfeitas em momentos banais, a memória da geração atual começa a se perder.
Uma imagem nos olhos, uma câmera na mão, uma memória eternizada.
A fotografia surgiu e firmou-se como meio de gerar provas físicas de momentos alegres ou tristes e atravessou o último século sendo utilizada por pais e filhos para proteger a história das famílias contra o esquecimento.
No início do século 21, porém, as fotos de papel, compiladas em álbuns e caixas, começaram a ser substituídas pela digitalização: máquinas cada vez menores e leves, que faziam o serviço de guardar a "memória" de um momento em muito menos espaço e com menos trabalho.
Hoje, qualquer um pode tirar fotos - muitas fotos. Milhares delas: "Pode-se tirar 300 fotos por dia, em média. Mas o interesse acaba muito rápido e ninguém revela as fotos", explica Carlos Sousa, fotógrafo há mais de 15 anos da United Photo Press. Com computadores e CDs repletos de fotos malfeitas em momentos banais, a memória da geração atual começa a se perder. Carlos Sousa, divide o uso da fotografia em três fases: primeiro, o fotógrafo era figura célebre, havia apenas um em cada cidade, só requisitado em momentos especialíssimos de uma família, como casamento, festa de um ano e primeira comunhão.
Os filhos dessa geração já foram apresentados à câmera fotográfica portátil, com negativo, e passaram a fotografar os filhos, mas também nesses momentos "chave", em passeios e viagens. Hoje, os jovens montam fotologs (páginas na internet para adição de fotos e informações pessoais) a partir dos 8 anos, com câmeras digitais: "Antes você levava para a praia, no fim de ano, 3 rolos de 36 poses.
Hoje você leva uma máquina e faz 1,5 mil fotos, mas não revela uma. Um conhecido foi para Cancun e descarregou suas fotos em um notebook. Ao chegar no Brasil, o notebook foi roubado e ele perdeu tudo. É como se não tivesse viajado", conta Carlos Sousa.
Assim, a renovação do mercado se faz obrigatória. Segundo o fotógrafo, a quantidade de revelação de fotos de papel caiu muito desde o início da década, mas começa a ganhar novo fôlego. Álbuns também são produzidos, atendendo ao orgulho de mães de debutantes e formandos.
Um item acrescido ao inventário de produtos fotográficos para os novos tempos é o Foto-livro: como o antigo álbum de foto do bebê, ele seleciona momentos, mas é feito com fotos digitais e itens escaneados, não mais colados no álbum: "Há um software para que os pais possam selecionar e montar as páginas do álbum com as fotos que fizeram em câmera digital", diz.
O que ele testemunha, no entanto, é que poucos se dão ao trabalho de fazerem isso sozinhos: preferem levar o arquivo digital para o estúdio e deixar que o fotógrafo monte o mimo.
A fotografia surgiu e firmou-se como meio de gerar provas físicas de momentos alegres ou tristes e atravessou o último século sendo utilizada por pais e filhos para proteger a história das famílias contra o esquecimento.
No início do século 21, porém, as fotos de papel, compiladas em álbuns e caixas, começaram a ser substituídas pela digitalização: máquinas cada vez menores e leves, que faziam o serviço de guardar a "memória" de um momento em muito menos espaço e com menos trabalho.
Hoje, qualquer um pode tirar fotos - muitas fotos. Milhares delas: "Pode-se tirar 300 fotos por dia, em média. Mas o interesse acaba muito rápido e ninguém revela as fotos", explica Carlos Sousa, fotógrafo há mais de 15 anos da United Photo Press. Com computadores e CDs repletos de fotos malfeitas em momentos banais, a memória da geração atual começa a se perder. Carlos Sousa, divide o uso da fotografia em três fases: primeiro, o fotógrafo era figura célebre, havia apenas um em cada cidade, só requisitado em momentos especialíssimos de uma família, como casamento, festa de um ano e primeira comunhão.
Os filhos dessa geração já foram apresentados à câmera fotográfica portátil, com negativo, e passaram a fotografar os filhos, mas também nesses momentos "chave", em passeios e viagens. Hoje, os jovens montam fotologs (páginas na internet para adição de fotos e informações pessoais) a partir dos 8 anos, com câmeras digitais: "Antes você levava para a praia, no fim de ano, 3 rolos de 36 poses.
Hoje você leva uma máquina e faz 1,5 mil fotos, mas não revela uma. Um conhecido foi para Cancun e descarregou suas fotos em um notebook. Ao chegar no Brasil, o notebook foi roubado e ele perdeu tudo. É como se não tivesse viajado", conta Carlos Sousa.
Assim, a renovação do mercado se faz obrigatória. Segundo o fotógrafo, a quantidade de revelação de fotos de papel caiu muito desde o início da década, mas começa a ganhar novo fôlego. Álbuns também são produzidos, atendendo ao orgulho de mães de debutantes e formandos.
Um item acrescido ao inventário de produtos fotográficos para os novos tempos é o Foto-livro: como o antigo álbum de foto do bebê, ele seleciona momentos, mas é feito com fotos digitais e itens escaneados, não mais colados no álbum: "Há um software para que os pais possam selecionar e montar as páginas do álbum com as fotos que fizeram em câmera digital", diz.
O que ele testemunha, no entanto, é que poucos se dão ao trabalho de fazerem isso sozinhos: preferem levar o arquivo digital para o estúdio e deixar que o fotógrafo monte o mimo.
