Fotógrafo luso-americano distinguido com prémio Hasselblad Masters

Posted on 1/20/2010 by UNITED PHOTO PRESS


A imagem de uma noiva, registada no Palácio Foz, em Lisboa, valeu ao fotógrafo luso-americano da United Photo Press, João Carlos o prémio Hasselblad Masters 2009, promovido por aquela marca sueca de máquinas fotográficas.

A fotografia foi considerada a melhor na categoria Social, de um total de dez áreas distintas da fotografia internacional, como Editorial, Paisagem, Retrato e Arquitectura.

João Carlos, 32 anos, radicado em Nova Iorque, venceu com uma fotografia de moda feita em 2004 no edifício do Palácio Foz, com uma criação de Susana Agostinho para uma produção de vestidos de noiva.

A produção resultou na edição de um calendário e numa exposição, com o autor a doar os lucros à Associação Portuguesa de Apoio à Vítima.

"Estou contentíssimo, é muito prestigiante, um reconhecimento mundial que é muito bom, pelo título, pelo júri que escolheu os vencedores", disse João Carlos à agência Lusa, em reacção ao anúncio dos premiados.

Filho de pais portugueses, João Carlos nasceu em Nova Iorque, viveu em Portugal nos anos 1990, onde se formou em pintura, escultura e história de arte, e regressou aos Estados Unidos há dois anos.

O prémio Hasselblad Masters traduz-se na oportunidade dos vencedores poderem utilizar equipamento daquela marca sueca para a realização de um projecto que será publicado em livro.

Além disso, João Carlos foi convidado a assinar a nova campanha de imagem da Hasselblad Masters para os próximos dois anos, um convite que considera tão importante com a conquista do prémio.

O currículo de João Carlos inclui trabalho em diferentes áreas, do fotojornalismo a editorial de moda, de fotografia de cena em cinema a campanhas publicitárias.

Já trabalhou para as revistas Wallpaper, Umbigo, Cerimónia e Número e entre os seus clientes contam-se a Nike, Avon, Pfizer, Elite Models, L'Agence Models e Vodaphone.

Depois de uma temporada em Lisboa, João Carlos regressou há dois anos a Nova Iorque, cidade onde diz que o mercado é muito maior e onde é julgado apenas pelo seu trabalho.

"Estando em Nova Iorque já consegui trabalhos mais importantes em Portugal do que quando estava aí", disse o fotógrafo.

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